Com mais de três séculos de tradição, as Folias de Reis, manifestação de cultura e fé, acontecem em todo o território mineiro. Em Patos de Minas, no ano de 2014, as folias foram registradas como patrimônio imaterial do Município, garantindo reconhecimento estadual e o fortalecimento do movimento. Em 2017, o Governo de Minas Gerais, através do Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais (Conep) reconheceu as Folias de Minas como Patrimônio Imaterial do Estado.
Atualmente, são registradas pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Patos de Minas, cerca de 60 Folias de Reis, com base no Decreto 3.003 de 10 de agosto de 2007. A Folia é considerada uma manifestação católica, cultural e festiva, classificada por celebrar a Adoração dos Magos ao nascimento de Jesus Cristo, que tem o intuito de levar fé, cultura e musicalidade às comunidades rurais e residências urbanas.
Como exemplo, no último sábado (26), foi realizada uma Folia de Reis no bairro Várzea, reunindo várias pessoas em torno de uma oração em homenagem aos três Reis Magos, onde ainda foi servido um almoço a todos que estavam presentes, seguido de mesa de doces, como o de leite e de mamão, dentre outros.
“O folclore da Folia de Reis não pode acabar em nossa cidade, é uma manifestação que traz toda a tradição e fé da comunidade patense”, ressaltou José Eustáquio.
História da Folia de Reis
A “Folia de Reis” é uma festa católica intimamente ligada à comemoração do Natal, onde os foliões celebram os Três Reis Magos. Trata-se de uma festa originária na Espanha, que difundiu as celebrações pela Europa. De acordo com os registros, no Brasil os festejos foram trazidos pelos colonos portugueses.
A festa ganhou força por volta do século XIX, sendo identificada em diversas regiões do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, que inclusive possui algumas cidades que mantêm a tradição destas comemorações.
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
Iniciado em 2018, o Programa de Pesquisa Arqueológica de Patos de Minas é uma iniciativa da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, em parceria com o Conselho Deliberativo de Patrimônio Histórico e Cultural (Condepahc), a empresa Água e Terra Gestão Ambiental e o Centro Universitário de de Patos de Minas (Unipam).
Coordenado pela Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep), o programa objetiva identificar e caracterizar os potenciais sítios arqueológicos pré-coloniais e históricos do Município, ou seja, tanto áreas remanescentes de ocupação indígena, como também eventuais heranças deixadas pelos movimentos pós-colonização, como as entradas, as bandeiras, os tropeiros, os quilombos, a fixação dos primeiros fazendeiros e a busca pelo ouro.
Em 2018, foram feitas expedições pelos profissionais envolvidos no projeto na região leste de Patos de Minas; distritos de Pindaíbas, Areado, Major Porto e Bom Sucesso, onde historiadores e arqueólogos visitaram as comunidades, em especial, as escolas, para conhecer a região e fazer um primeiro diagnóstico.
De volta a campo em 2019, numa fase secundária do projeto, o professor de história Sebastião Cordeiro e a arqueóloga Alessandra visitaram o distrito de Bom Sucesso. Da mesma forma, o historiador Geenes Alves e a arqueóloga Aline estiveram na comunidade de Pindaíbas, buscando informações e indícios arqueológicos do passado de nossa região.
O trabalho terá continuidade ao longo de 2019, visando propiciar um mapeamento específico destes eventuais sítios, para estudos posteriores. A expectativa é de concluir a região leste até o fim deste ano.
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
Um dos edifícios mais belos e suntuosos de Patos de Minas foi Tombado como Patrimônio Histórico e Cultural, passando a compor o rol de bens protegidos do Município, conforme legislação vigente.
Concluída em 1921, a Casa foi edificada pelo “afamado construtor português Augusto da Silva Barão”, como afirma a historiadora Dra. Rosa Maria Ferreira. A residência era destinada ao Doutor Itagyba Augusto da Silva, fazendeiro e segundo advogado da cidade, sua esposa Anna Alves da Silva (Nelita) e seu filho Antônio.
O Palacete, como também é conhecido, foi uma das primeiras construções feitas com tijolos na cidade. De estilo eclético, possui rica ornamentação interna e externa. O imóvel foi adquirido recentemente pelo empresário Elhon Cruvinel Borges, que solicitou ao Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico e Cultural (Condepahc) análise de viabilidade para tombamento.
De acordo com o Diretor de Memória e Patrimônio Cultural, Geenes Alves, após decisão favorável do Conselho, o tombamento foi homologado pelo Chefe do Executivo, por meio do Decreto nº 4.609, de 13 de março de 2019, tornandose o 21º Tombamento Municipal, além dos Registros do Patrimônio Imaterial, a saber: Folias de Reis e Feitio da Pamonha.
Filho do poderoso Te. Cel. Augusto Ferreira Da Silva, cuja patente é herança do período republicano brasileiro, Doutor Itagyba também ficou conhecido por apreciar as modernidades de seu tempo. É quase certo que foi ele o proprietário da primeira linha telefônica de Patos de Minas.
O Tombamento faz jus, afinal, sua beleza encanta qualquer olhar despercebido que passa pelas praças Dom Eduardo e Getúlio Vargas. Também é notório o reconhecimento social, sobretudo de técnicos especialistas, de sua relevância artística, histórica e cultural para Patos de Minas, razão pela qual o Conselho decidiu pelo Tombamento.
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
Tombado recentemente como Patrimônio Histórico de Patos de Minas, o suntuoso palacete do Doutor Itagyba Augusto da Silva deve passar por uma restauração. O imóvel é uma das primeiras construções feitas com tijolos na cidade e foi edificado pelo afamado construtor português Augusto da Silva Barão. A residência era destinada ao Doutor Itagyba Augusto da Silva, fazendeiro e segundo advogado da cidade, sua esposa, Anna Alves da Silva (Nelita), e seu filho, Antônio.
Com uma rica ornamentação interna e externa, é impossível passar pela Avenida Getúlio Vargas e não perceber a imponência do palacete, que, hoje, se encontra fechado. Acreditando em sua relevância artística, histórica e cultural para Patos de Minas, o novo proprietário, o empresário Ílton Queiroz, confirmou a restauração e conservação do prédio. “Evidentemente não vamos fazer outra coisa que não seja deixar aquele imóvel mais bonito, até porque ele está muito abandonado. A cidade merece um visual bonito como aquele e será mais uma obra linda, que valoriza toda arquitetura do passado e que continuará brilhando como um palacete”, comentou Ílton Queiroz.
O imóvel, que antes havia sido de propriedade do empresário Elhon Cruvinel Borges, foi tombado após solicitação do mesmo ao Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico e Cultural (Condepahc). O tombamento foi homologado pelo chefe do Executivo, por meio do Decreto nº 4.609, de 13 de março de 2019, tornando-se o 21º Tombamento Municipal.
Fonte: Jornal Folha Patense - Rejane Gomes
O famoso Palacete do Amadeu Maciel, como é popularmente conhecido, foi Tombado como Patrimônio Histórico e Cultural de Patos de Minas, integrando o rol de bens protegidos do Município, em conformidade à legislação vigente.
A construção do imponente imóvel foi iniciada na década de 1910, a mando do casal Amadeu Maciel e Jorgeta Maciel. Newton Ferreira Maciel, hoje com 87 anos, sobrinho neto, filho adotivo e herdeiro do casal (que não teve filhos naturais), afirma que a obra teve início em 1914, e já no ano seguinte recebera o casal. Também é possível considerar outra data, 1919, ano em que Amadeu Maciel teria conseguido o “Alvará de Licença de Construção”, concedido pela Câmara Municipal. Seja como for, uma coisa é certa, trata-se de uma Casa centenária!
Na segunda metade do século XX, após se mudar para Belo Horizonte para cursar Faculdade de Direito, o então herdeiro e proprietário, senhor Newton Maciel, relata que o Palacete serviu a naturezas comerciais; sediou o Hospital Vera Cruz, o Instituto Brasileiro do Café – IBC e a Administração Fazendária Estadual, sendo vendido pelo proprietário em 1993.
De estilo eclético e beleza singular, o imóvel também possui rica ornamentação interna, com pinturas parietais de época, que foram retiradas durante a restauração feita em 2014 e agora deverão ser reintegradas ao Bem, que atualmente pertence ao empresário, senhor Alexandre Biagi.
Segundo Geenes Alves, Diretor de Memória e Patrimônio Cultural, o Conselho Deliberativo de Patrimônio Histórico e Cultural (Condepahc) analisou o processo e, baseado nos procedimentos legais de atuação, votou e deferiu o Tombamento do Palacete. Em seguida, o mesmo foi homologado pelo Executivo Municipal, por meio do Decreto nº 4.628, de 15 de abril de 2019, tornando-se o 22º Bem Tombado pelo Município de Patos de Minas.
Filho do poderoso clã da família Maciel, homem de gosto requintado, considerado um empreendedor em seu tempo, Amadeu Maciel dedicou-se a várias atividades econômicas; foi produtor rural, afamado comerciante e também construtor. Dentre alguns de seus feitos, vale citar a participação decisiva na instalação da Companhia de Força e Luz em Patos de Minas, em 1915, e também a construção do Cine Olinta, iniciada em 1945, ano em que faleceu, e concluída em 1948 (tendo funcionado até 1959).
O Tombamento de um imóvel tão majestoso, situado em uma das principais Avenidas de Patos de Minas, Getúlio Vargas, promovido pelo Condepahc, apenas ratifica a aprovação pública da importância do Bem para a História e Cultura de Patos de Minas, garantido a ele proteção legal, como prevê a legislação em vigor
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
Na manhã do próximo dia 13 de maio, acontecerá, no Museu de Patos de Minas (MUP), a abertura da 17ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), comemorada devido ao Dia Internacional de Museus, 18 de maio.
Durante a semana, que tem como tema “Museus como núcleos culturais - o futuro das tradições”, o MUP promoverá cursos e palestras a respeito de políticas públicas municipais e elaboração de um plano municipal relacionados à promoção da igualdade racial, além de projetos para a captação de recursos, dentre outros.
Segundo o diretor de Patrimônio, Geenes Alves, espera-se grande movimentação para a semana. “Por se tratar da 17ª Semana de Museus, evento nacional que visa promover a atenção aos museus do nosso país; a expectativa é que atraia um grande público”, ressalta.
A Semana inicia-se na segunda-feira (13) e vai até a sexta-feira, 17 de maio. Confira a programação acima:
Fonte: Jornal Folha Patense
Mesmo em obras e com espaço limitado, o Museu Municipal preparou-se com uma programação interessante para participar do evento nacional, recebendo uma quantidade considerável de pessoas durante as atividades que aconteceram ao longo da última semana.
Na segunda-feira, dia 13, alunos e educadores da Escola Estadual João Barbosa Porto, localizada no distrito de Bom Sucesso, a aproximadamente 90 km da cidade, visitaram o museu. Acompanhados pela diretora, Selma de Fátima Pereira Costa, pela professora de História Vanessa Maria Gonçalves, e por outros educadores da instituição, a escola trouxe mais de 40 alunos para participarem do projeto A Cidade Revelada - um passeio pelo núcleo primitivo. Segundo o diretor Geenes Alves, a grande maioria dos alunos nunca havia entrado em um museu, o que tornou a atividade ainda mais rica e significativa para todos.
Ainda durante a Semana de Museus, nos dias 14, 15 e 16 de maio, foi realizada uma formação para capacitar agentes públicos e sociedade civil, sobretudo membros do Conselho de Promoção da Igualdade Racial, para a elaboração de um Plano Municipal de Promoção da Igualdade Racial, bem como de projetos para captação de recursos para investimento na área.
O curso, ministrado pela professora Dra. Simone Maria dos Santos - consultora representante do Ministério da Mulher, da A 17ª Semana Nacional de Museus em Patos de Minas atrai grande público Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) - foi organizado pela Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (Sectel), por intermédio da Diretoria de Igualdade Racial, Memória e Patrimônio Cultural (Dimep). Um dos principais objetivos da capacitação foi promover o combate ao preconceito étnico-racial em nossa sociedade.
Fonte: Jornal Folha Patense
Os recursos serão disponibilizados no próximo ano
O município de Patos de Minas teve a maior nota em ICMS Patrimônio Cultural da região. O resultado foi publicado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) no dia 20 de julho. A nota atribuída a Patos pelo Iepha foi 15,28. Essa expressiva pontuação é resultado de inúmeras ações e projetos desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Cultura (Sectel), por meio da Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep) na área específica, em 2018.
O ICMS Patrimônio Cultural é um programa estadual que procura incentivar a preservação dos aspectos culturais do estado, através de seu patrimônio. O incentivo acontece por intermédio do repasse de recursos para os municípios que desenvolvem políticas públicas relevantes para preservar seu patrimônio e suas referências culturais.
Segundo Geenes Alves, diretor da Dimep, o valor do ponto atribuído pelo Iepha é de R$ 27.923,00 (vinte e sete mil novecentos e vinte e três reais), conforme média do repasse feito pelo estado ao município no primeiro trimestre de 2019. Sendo assim, com nota 15,28, o município irá receber em 2020 aproximadamente R$ 426.663,44. Esse valor pode oscilar, a depender da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do governo de Minas.
Tão logo o recurso seja repassado ao município, será transferido para a conta específica do Fundo Municipal de Patrimônio Cultural (Fumpac), para ser investido no patrimônio cultural local, conforme orientação do Conselho Deliberativo de Patrimônio Histórico e Municipal (Condepahc) e decisão do Executivo.
Para Geenes, o resultado torna Patos de Minas uma referência regional. O sucesso, segundo ele, é fruto do compromisso da gestão pública municipal com as políticas e projetos patrimoniais, da atuação efetiva e dinâmica do Condepahc, e, em especial, do trabalho realizado pela equipe da Dimep, responsável direta pela pontuação e acesso ao referido repasse governamental.
Fonte: Site Patos Hoje
A exposição acontecerá durante a nona edição do Balaio de Arte e Cultura
A Prefeitura de Patos de Minas, por meio da Diretoria de Igualdade Racial, Memória e Patrimônio Histórico de Patos de Minas (Dimep), em parceria com o Balaio de Arte e Cultura e a Associação Cultural Afro- -brasileira Vovó Ana (Ascava), promoverá, entre os dias 14 e 18 de agosto, uma exposição gastronômica dentro da 7ª Jornada Mineira do Patrimônio Cultural.
A culinária é um dos aspectos culturais que ajudam a representar a identidade de um povo. No caso do Brasil, nossa cultura foi construída alicerçada em vários pilares, sendo influenciada pelos diversos povos que vieram para o país. A forte presença da culinária de matriz afro-descendente em nosso meio é um dos exemplos dessa influência e nos ajuda no reconhecimento de que povo somos.
Nesse contexto, o Encontro Mais que Gastronomia é uma exposição que apresentará questões referentes à nossa identidade cultural tomando por base a culinária. A exposição, que faz parte da programação do Balaio de Arte e Cultura, estará aberta ao público a partir das 18h, do dia 14 de agosto, e acontecerá, diariamente, na Avenida Getúlio Vargas, das 18h às 23h, até o dia 18 de agosto.
Toda a população está convidada a vivenciar a experiência de conhecer um pouco mais de nossa história por meio da culinária.
Fonte: Jornal Folha Patense
Por meio do tombamento é possível garantir a perpetuação da memória histórica e social
O tombamento é o reconhecimento público e notório da sociedade, por meio daqueles que a representam institucionalmente, ou seja, através do Conselho Deliberativo de Patrimônio Histórico e Cultural (Condepahc), materializado num documento legal, decreto do chefe do Executivo, atribuindo proteção a um bem, conforme prevê a Constituição Federal de 1988. A intenção é garantir a perpetuação da memória histórica e social, por meio da preservação dos bens materiais que são responsáveis pela formação de sua identidade cultural.
O Condepahc tem a função de acompanhar, fiscalizar, propor ações e auxiliar, de modo geral, tanto o poder público como a sociedade civil, a preservar, proteger e promover seu Patrimônio Cultural, conforme Lei nº 7.095 de 1º de abril de 2015. O conselho é composto por 16 membros, sendo metade formada por servidores públicos e metade por representantes da sociedade civil. É constituído por agentes culturais, artistas, pedagogos, historiadores, advogados, arquitetos e engenheiros, com qualificação técnica para atuar na respectiva área. Guardiães da história, os conselheiros possuem agenda anual com, no mínimo, 12 reuniões ordinárias, nas quais analisam o Patrimônio Cultural de Patos de Minas e deliberam sobre ele.
De acordo com o diretor de Patrimônio, Geenes Alves, o tombamento não tira a propriedade do dono, seja ela pública ou privada, tampouco seu direito de usufruir de seu bem. "O tombamento apenas impõe regras e protocolos legais para intervenções no bem, condicionando-as, gratuitamente, à análise e aprovação dos especialistas do conselho. Por outro lado, traz grandes benefícios ao proprietário/responsável, uma vez que habilita o bem a pleitear e receber recursos públicos, via leis de incentivo à Cultura e ao Patrimônio Cultural, nas esferas municipal, estadual e federal, assim como também da iniciativa privada", informou.
Abaixo, veja os bens tombados em Patos de Minas com decreto do Executivo: 1. Casa de Olegário Maciel – Museu Municipal 2. Antigo Prédio da Casa de Câmara e Cadeia 3. Antigo Prédio do Fórum Olympio Borges 4. Igreja Nossa Senhora das Dores – Areado/Chumbo 5. Igreja Matriz de Santana – Santana de Patos 6. Avenida Getúlio Vargas (Quadras Centrais) 7. Escola Estadual Marcolino de Barros 8. Escola Estadual Prof. Antônio Dias Maciel (Escola Normal) 9. Ponte sobre o Rio Paranaíba 10. Praça Dom Eduardo (Quadras centrais) 11. Igreja de Santa Terezinha do Menino Jesus 12. Altar-mor da antiga Matriz de Santo Antônio – Ponto Chic 13. Fazenda Experimental de Sertãozinho – Sertãozinho 14. Conjunto Paisagístico da Ponte do Córrego do Chumbo/Lajeado – Major Porto 15. Palácio dos Cristais (Antiga sede da prefeitura) 16. Estação Aeroportuária “José Portinho” 17. Edifício do Mercado Municipal 18. Catedral de Santo Antônio de Pádua 19. Herma de Olegário Maciel 20. Mata do Tonheco – Parque do Mocambo 21. Palacete do Dr. Itagyba 22. Palacete do Amadeu Maciel
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
Realizado em parceria com a prefeitura, o evento contou com a presença do prefeito José Eustáquio e do secretário de Cultura, Fábio Amaro, além de alguns vereadores
Centenas de foliões e simpatizantes estiveram presentes durante as comemorações do 41º Congresso Diocesano das Folias de Reis, que teve início às 7 horas da manhã e se estendeu até a noite de sábado, 07 de setembro.
A programação do evento trouxe, além da bênção das bandeiras e da apresentação dos grupos de Folias de Reis, o lançamento do livro "Folias de Reis: Patrimônio Cultural de Patos de Minas". Durante o congresso, foram sorteados também 8 violões entre as folias participantes, adquiridos pela Associação de Folias de Reis, por meio de repasse do Fundo Municipal de Patrimônio Cultural.
É importante destacar que, dentre as atividades programadas, o canto das folias foi um dos momentos mais marcantes, devido à sua beleza que traduz a cultura e religiosidade do povo de Patos de Minas e região. Além disso, a apresentação dos grupos de folias em um evento como o Congresso Diocesano de Folias de Reis representa a integração desses grupos com um propósito maior que é o de valorizar a cultura, preservar tradições e promover um momento de confraternização e paz.
A Diretoria da Associação de Folias de Reis, representada pela presidente, senhora Raimunda Aparecida Fernandes, juntamente com o líder espiritual das Folias de Reis, Monsenhor José Magno do Nascimento, trabalhou muito nos últimos meses. Esforço que valeu a pena pela grandiosidade e importância do evento que se perpetua na história de Patos de Minas.
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
A estudante Alexandra Ernesta Silva, da Escola Municipal Marluce Martins, foi a grande campeã do concurso, sendo premiada com um notebook
Nesta sexta-feira (27), na sede do Museu Municipal – Casa de Olegário Maciel – foi realizada a premiação do Concurso de Fotografia "Minha comunidade: sua história… seus monumentos…" promovido pela Diretoria de Igualdade Racial, Memória e Patrimônio Histórico de Patos de Minas (Dimep). O concurso foi uma das ações desenvolvidas dentro do Projeto Cidade Revelada.
Os alunos do 9º ano das escolas da rede municipal de ensino (e de três escolas estaduais convidadas) tiveram, durante o projeto, a oportunidade de visitar o núcleo primitivo de Patos de Minas, conhecendo os bens e/ou monumentos representativos da história da cidade. Além disso, os estudantes participaram de uma aula que trouxe noções gerais de fotografia. A partir daí, foi apresentada a proposta de produção fotográfica relacionada a um conjunto paisagístico ou a bens (materiais ou imateriais) que fossem representativos da memória histórica das pessoas da comunidade à qual eles pertencem.
Uma comissão técnica, formada exclusivamente para o concurso, avaliou os trabalhos enviados para a Dimep, selecionando os três melhores. Foram premiados em primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente, os alunos: Alexandra Ernesta Silva, da Escola Municipal Professora Marluce Martins O. Scher - situada no Bairro Planalto - (professora responsável: Marli Ferreira Rosa); Andrêssa Aparecida Gontijo Cunha, da Escola Estadual João Barbosa Porto - distrito de Bom Sucesso - (professora responsável: Vanessa Gonçalves); Arthur José Alves Araújo, da Escola Municipal Cônego Getúlio - distrito de Pilar (professora responsável: Elenice Caixeta).
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
Local pertenceu a um dos políticos mais influentes da 'Era Vargas'. Instituto vai visitar a casa para dar sequência ao processo.
Uma visita técnica à Casa de Olegário Maciel, em Patos de Minas, está agendada pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O objetivo é dar sequência ao processo de tombamento como patrimônio histórico estadual do local que abriga, atualmente, o Museu Municipal.
A informação foi divulgada pela Prefeitura, nesta sexta-feira (18), que confirmou o aceno positivo do Instituto para que o procedimento se concretize.
Segundo a publicação, a presidente do Iepha, Michele Arroyo, reconheceu a relevância do pleito feito pelo Município quanto à importância da casa e de seu ex-dono, o político Olegário Maciel.
“Não somente para a história de Patos, mas também para a memória histórica de Minas Gerais e do Brasil, haja vista ter sido Olegário o braço direito de Getúlio Vargas nos turbulentos anos da Revolução de 1930", justificou a presidente do Iepha.
Em dezembro de 2017, a Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep) encaminhou processo ao Iepha solicitando o tombamento estadual da Casa de Olegário Maciel.
Visita Depois de parecer inicial positivo, agora, a visita será feita para aprofundamento da pesquisa sobre a casa e sobre Olegário Maciel, além da relação de ambos com a identidade patense e mineira. Para Geenes Alves, diretor da Dimep, o tombamento estadual da casa de Olegário Maciel colocará Patos de Minas em destaque nos cenários estadual e federal quanto à proteção e promoção do patrimônio cultural. Além disso, garantirá ao município mais dois pontos na Lei Robin Hood – ICMS Patrimônio Cultural –, revertendo anualmente à Prefeitura valor próximo de R$ 50 mil para investimento em patrimônio cultural.
Olegário Maciel
Olegário Maciel foi um político nascido em Bom Despacho, no dia 8 de outubro de 1855, e ficou conhecido como um dos líderes da Revolução de 1930, que conduziu Getúlio Vargas ao poder no Brasil.
Ele foi o engenheiro superintendente da Companhia Belga da Estrada de Ferro Pitangui-Patos e também juiz de paz em Santo Antônio de Patos, atual Patos de Minas.
O município vizinho de Patos de Minas passou a se chamar Presidente Olegário em homenagem a Olegário Maciel, que havia sido presidente do Estado de Minas Gerais no tempo da República Velha (1889-1930).
Fonte: Site G1
No início do mês de outubro de 2019, foi concluído o projeto executivo para restauração do altar-mor da antiga Matriz de Santo Antônio, demolida na década de 1960. O altar-mor, um dos últimos vestígios dos bens integrados da antiga matriz do qual que se tem notícia, encontra-se instalado hoje na Igreja Santa Cruz, da comunidade de Ponto Chic.
Esse bem tem importante valor histórico-cultural para o município de Patos de Minas, pois pertencia ao primeiro templo construído no local que formou o núcleo original da cidade. No ano de 1954, a antiga matriz foi abandonada, após a inauguração da Catedral de Santo Antônio de Pádua. Em 1965, a pequena igreja foi demolida, época provável em que o altar foi transferido para a nova matriz.
No ano de 1970, concluiu-se a obra de construção da Igreja Santa Cruz do Ponto Chic, ocasião em que foi solicitada a transferência do altar-mor para a referida igreja. Devido a uma reforma pela qual passou a Catedral de Santo Antônio, o altar já havia sido substituído por um altar de mármore. Portanto, não houve oposição a que se realizasse tal transferência, de forma que tal solicitação foi, de imediato, atendida. No início da década de 70, foi realizada, portanto, a instalação do altar-mor na Igreja Santa Cruz de Ponto Chic, local onde ele se encontra até os dias atuais.
Por tratar-se de um bem de relevante valor histórico para a cidade de Patos de Minas, o altar-mor foi tombado por meio do Decreto n° 2.442, de 15 dezembro de 2002. Dessa forma, conforme afirmou Geenes Alves, historiador e diretor de Igualdade Racial, Memória e Patrimônio Cultural (Dimep), “a restauração desse bem é extremamente relevante para a preservação da história de Patos". O diretor da Dimep acrescentou ainda que "concluído o projeto executivo, com a autorização da Mitra Diocesana, será iniciada em 2020 a restauração do altar-mor, com recurso do Fundo Municipal de Patrimônio Cultural (Fumpac), após aprovação do Conselho Deliberativo de Patrimônio Cultural e do prefeito José Eustáquio.
A pamonha é uma iguaria feita do milho verde, muito apreciada no Brasil, especialmente no estado de Minas, nas terras do “Sertão das Gerais”, onde fica o município de Patos de Minas. É um alimento de origem nativa (indígena). A palavra surge na língua tupi, pa’muñã, que significa um alimento pegajoso. O Feitio da Pamonha foi incorporado à culinária dos colonos portugueses e escravos africanos ao longo da história.
De acordo com Geenes Alves, diretor de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep), a pamonha vai além de uma simples iguaria deixada como herança pelos índios. O ato de fazê-la ganhou importância cultural em nossa sociedade, uma vez que representa um momento de sociabilidade e confraternização entre família e amigos. O Feitio da Pamonha é um saber cultural rico e que identifica o povo patense. No campo ou na cidade, a tradição permanece e se fortalece cada vez mais.
Ao trabalho totalmente artesanal de antes foram inseridas práticas e equipamentos técnicos, ora visando facilitar a operação e otimizar o tempo, ora procurando atender o impaciente e crescente mercado consumidor. Nesse novo cenário, vimos com frequência a inserção de máquinas que realizam parte das atividades do processo, como ralar e coar o milho, por exemplo.
Apesar dessas novidades, naturais num mundo em constante transformação, o jeito de fazer pamonha permanece, sobretudo em seu aspecto físico, sabores e misturas tradicionais, salvo pequenos detalhes, como a inclusão da gominha elástica para “amarrio” no empalhamento da massa, assim como também a inclusão de novos sabores, a exemplo do chocolate, para atender exigentes paladares.
Por seu modo de fazer estar profundamente enraizado no cotidiano da comunidade local, por seu notório valor de tradição secular e por ser, reconhecidamente, uma legítima manifestação da cultura imaterial do município, o processo de registro do Feitio da Pamonha, elaborado pela equipe técnica da Dimep, com participação e apoio dos grupos detentores, foi aprovado pelo Condepahc, em sua 246ª reunião, realizada no dia 12 de novembro de 2019, na sede do Museu Municipal – Casa de Olegário Maciel.
Justa homenagem à pamonha, derivada desse importante e prestigiado cereal de Patos de Minas, o milho, que destaca o município nos cenários estadual e federal, com as seguintes honrarias:
1. Criação da Festa do Milho, em 1956, tornada Festa Nacional do Milho (Fenamilho) em 1965, por meio do Decreto Presidencial n° 56.286;
2. Criação da Comenda Antônio Secundino de São José, em 1991, via Lei nº 10.573 (Decreto de Regulamentação nº 33.473/1992), do governo de Minas Gerais, para homenagear personalidades que contribuem para o desenvolvimento da agropecuária brasileira, celebrada durante a Fenamilho;
3. Instituição do dia 24 de maio, aniversário da cidade de Patos de Minas, como Dia Nacional do Milho, por meio da Lei nº 13.101, em 2015.
O processo de registro será enviado para análise e aprovação do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG). Sendo aprovado, o município passa a ter 6 (seis) bens registrados, quais sejam: municipal (Dimep): Folias de Reis e Feitio da Pamonha; estadual (Iepha): Folias de Reis e Viola e Violeiros; e federal (Iphan): Capoeira e Queijo Artesanal.
Geenes ressalta ainda que, além do reconhecimento, pela sociedade civil e pelo poder público, do significado desse saber cultural para a identidade de Patos de Minas, o registro do Feitio da Pamonha viabiliza significativo aporte financeiro do estado para o município, por meio da Lei de Incentivo ao Patrimônio Cultural (nº 18.030/2009), popularmente conhecida como Lei Robin Hood – ICMS Patrimônio Cultural. A pontuação do município muda de 2 (dois) para 3 (três) pontos, aumentando o repasse do governo estadual para Patos de Minas em aproximadamente R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil) reais por ano, para investimento no patrimônio cultural local.
Grupos de diversos municípios participaram do encerramento da festa
Na manhã do último domingo, dia 24 de novembro, foi realizado o XXIII Encerramento dos Festejos de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Como parte da programação, houve a chegada dos ternos de Congadas na cidade e encontro dos grupos no Galpão do Produtor Rural. O encerramento da festa contou com mais de 30 grupos de Congado e Moçambique de diversos municípios de toda a região. A Congada e o Moçambique são as principais manifestações da cultura negra no Brasil.
A Congada é uma manifestação cultural e religiosa de origem africana que também é usada para expressar a liberdade. Trajando saia colorida, chapéu, fita na cintura e faixas, os congadeiros com seus instrumentos - tambor, pandeiro, sanfona, violão, viola, entre outros - fazem do Congado um dos mais belos bailados.
O Moçambique, por sua vez, segundo a sabedoria popular, representa os anjos que abrem caminho para o rei e a rainha do congo, enquanto o congo representa o próprio santo homenageado. Os santos homenageados são: Nossa Senhora do Rosário (a padroeira), São Benedito e Santa Catarina. A Congada e o Moçambique têm importante valor histórico-cultural para Patos de Minas. De acordo com Geenes Alves, historiador e diretor de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep), os grupos de Patos são assistidos com recurso do Fundo Municipal de Patrimônio Cultural, da Prefeitura de Patos de Minas, cujo objetivo é preservar e promover a sua manifestação cultural e religiosa.
As festividades do domingo (24) foram marcadas também pela celebração da missa de encerramento da Festa de Nossa Senhora do Rosário. A missa foi celebrada às 11 horas pelo Monsenhor José Magno
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
O projeto expográfico apresenta, por meio de diferentes técnicas de museografia, elementos históricos e culturais do município de Patos de Minas
A mostra Patos de Minas: fragmentos de uma história é uma exposição museográfica com um debate expográfico atualizado e inovador. Nesse espaço, serão apresentados registros de memórias referentes a Patos de Minas e seu povo. O projeto consiste na criação de uma exposição de longa duração, que servirá de marco expositor da reinauguração do Museu da Cidade de Patos de Minas – MuP.
A exposição contará com 10 salas expositivas e 1 brinquedoteca, ou seja, ambientes multidisciplinares onde diferentes públicos poderão desfrutar a trajetória histórica, social, artística e cultural do município.
Com diferentes técnicas da museografia, o enredo da exposição será mostrado de maneira didática e simples, para que públicos diversos tenham acesso ao conhecimento histórico/cultural. A exibição consiste num grandioso quebracabeça que, ao ter suas peças anexadas, apresentará Patos de Minas em diferentes vertentes.
O trabalho técnico está sendo desenvolvido por uma equipe multidisciplinar. A curadoria é de responsabilidade do museólogo e historiador João Otávio Coêlho. Segundo o curador, “a exposição vem com a ideia de dar um suporte educativo e cultural para o público do museu, mostrando de forma dinâmica a história do município de Patos de Minas”.
A produção é realizada com recurso do Fundo Municipal de Patrimônio Cultural (Fumpac), para reinaugurar a intervenção/restauração do Museu Municipal, concluída em 2019, entregando o espaço cultural novamente à sociedade patense e da região.
De acordo com Geenes Alves, historiador e diretor de Memória e Patrimônio Cultural, a nova exposição será um marco nos trabalhos de arte e cultura em Patos de Minas, por trazer uma proposta inteligente, dinâmica e interativa, empregando elementos tecnológicos modernos no processo. Geenes salienta que é também uma exposição democrática, por ter contado com a participação de diversos atores locais no processo de constituição, visando garantir artisticamente a representatividade das diversas facetas de Patos de Minas e sua gente.
O novo projeto expográfico será apresentado à comunidade no dia 26 de novembro de 2019, terça-feira, às 13 horas, no Museu Municipal (Avenida Getúlio Vargas, nº 78, Centro). O evento é aberto ao público em geral.
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas