Foi aberta no domingo (5), no auditório da sede da Sociedade São Vicente de Paulo, a tradicional Campanha de Folias de Reis, em prol do Dispensário São Vicente de Paulo. A cerimônia contou com a presença de autoridades do Município, vicentinos, devotos de Santos Reis e representantes da comunidade.
A abertura teve celebração de missa, na data em que foi comemorado o Dia de Santos Reis, com apresentação da folia do Limão, da região de Mata dos Fernandes. As apresentações dos ternos se guem sendo realizadas na sede da Sociedade São Vicente de Paulo e transmitidas pela Rádio Clube 98,3 FM e apresentadas pelo locutor Walico Pereira.
Iniciada na década de 60, pelo locutor Patrício Filho e Sebastião Alves do Nascimento, a Campanha dos Folias de Reis é, além da preservação de uma típica manifestação cultural e religiosa, uma forma de contribuir com as ações da Sociedade São Vicente de Paulo, em Patos de Minas. Em 2019, a campanha foi encerrada no mês de junho com arrecadação de mais de R$ 960 mil.
O envolvimento da comunidade é fundamental ao longo do ano, já que as doações representam um importante aporte ao Lar Vicentino, que atende cerca de cem idosos. Os recursos, além da manutenção da instituição, contribuirão com a continuidade das obras de construção de um novo espaço de acolhimento, trazendo mais conforto e um melhor atendimento para os assistidos. Além disso, o Dispensário São Vicente de Paulo ainda atende centenas de famílias carentes com doações de cestas básicas durante todo ano.
Fonte: Jornal Folha Patense - Rejane Gomes
Abandonado há mais de sete anos, a situação do prédio do antigo “Cadeião” ainda corre na Justiça, e uma recente liminar expedida pela Justiça pode significar o início de uma intervenção definitiva no local. Construído em 1912 para abrigar a Casa de Câmara e Cadeia, o imóvel também já foi ocupado pelo Fórum de Patos de Minas, pela Delegacia da Polícia Civil, e atualmente está fechado, com sua estrutura comprometida pela ação do tempo.
A decisão favorável para que o Município tome posse do bem é confirmada pelo diretor de Patrimônio, Geenes Alves. A liminar foi concedida após um longo processo judicial que busca definir a titularidade do imóvel. Geenes Alves explica que não há nenhuma documentação que comprove a posse do imóvel, que se acreditava ser de propriedade do Governo do Estado. Dessa forma, o Município tenta requerer essa titularidade, para que possa, definitivamente e legalmente, restaurar e ocupar o imóvel, para implantação do Arquivo Público Municipal.
“A definição de propriedade está um tanto Justiça concede liminar para que o Município assuma a restauração e utilização do prédio do antigo “Cadeião” complicada, porque não existe documento cartorário que a defina. Existe um documento do Estado, de 2004, que nega a propriedade do bem. Por outro lado, não há documento que nomine a Prefeitura como proprietária”, explicou o diretor de Patrimônio.
Ainda de acordo com Geenes Alves, além da liminar favorável ao Município, uma série de projetos complementares para licitar a obra de restauração do imóvel estão sendo concluídos, e incluem restauração hidráulica, elétrica, estrutural, arquitetônica e de iluminação. De acordo com o diretor de Patrimônio, esses projetos devem ser concluídos ainda neste mês de janeiro por empresas licitadas pela Prefeitura Municipal.
“Tão logo esses projetos sejam entregues, a Prefeitura licitará a obra propriamente dita de restauração do prédio, de modo a dar a ele um uso administrativo. A intenção é implementar o Arquivo Público Municipal, levando os acervos do Museu Municipal e do Arquivo Geral para o local”, concluiu. A expectativa é que a obra possa ser licitada e comece a ser executada ainda esse ano.
Fonte: Jornal Folha Patense - Rejane Gomes
Uma data ainda pouco conhecida e comemorada pelos patenses. O dia 29 de fevereiro de 1868, data de emancipação política do Município, é a mais importante para a história dos 152 anos de Patos de Minas; no entanto, somente neste ano, foi enaltecida em evento promovido pela Prefeitura em parceria com a Câmara Municipal.
Além de celebrar, o evento é realizado com a proposta de esclarecer, sobretudo ao público mais jovem, sobre essa importante data e como ela foi definitiva para mudar de vez, os rumos da história de Patos de Minas. Ao contrário do que a maioria da população acredita, o aniversário da cidade, celebrado no dia 24 de maio, na verdade, marca a data em que a antiga vila recebe o Título Honorífico de cidade.
As atividades comemorativas foram abertas na última quinta-feira (27), na Câmara Municipal, com palestra ministrada pelos historiadores Oliveira Mello e Geenes Alves, e com a presença de alunos da Escola Agrotécnica Afonso Queiroz. Na oportunidade, os palestrantes revelaram fatos curiosos sobre a história de Patos de Minas, informações que contribuíram para a compreensão dos alunos sobre o desenvolvimento e o cenário político e administrativo atual do município.
Diretor de Patrimônio da Prefeitura Municipal, Geenes Alves ressaltou que a proposta do evento não é desqualificar a data de 24 de maio de 1892, que culturalmente é tão conhecida e celebrada por todos, e sim, qualificar o dia 29 de fevereiro como o momento mais especial da história da cidade. “Foi quando Patos de Minas se torna independente de Patrocínio, elege seus vereadores, seu agente executivo, cargo correspondente ao de prefeito, e começa uma caminhada autônoma e independente”, disse.
O historiador ainda acrescenta que esse fato histórico, a data da emancipação política de Patos de Minas, está bem representada na literatura e nos documentos e arquivos públicos, no entanto, por um “descuido” político ela ficou esquecida. “Na década de 1950, por omissão ou negligência dos líderes políticos da época, optou-se por tornar feriado municipal e comemorar o aniversário da cidade em uma data que não representa o ponto principal da nossa história”, finalizou.
Da mesma opinião comunga o Assessor de Comunicação da Câmara Municipal, José Afonso da Silva, que lembra quando em 1967 o então prefeito de Patos de Minas, Ataídes de Deus Vieira, sancionou lei que determinava a comemoração do aniversário da cidade na data de 29 de fevereiro. No ano seguinte, quando a cidade completou 100 anos de emancipação política, as comemorações se estenderam por uma semana. Depois disso, somente neste ano, a data voltou a ser lembrada. “Esperamos que a partir do ano que vem, as autoridades e a população se envolvam, e nós tenhamos uma comemoração digna desta data, porque um povo sem memória é um povo sem história”, acrescentou.
As atividades alusivas à data continuaram nesta sexta-feira (28), com mesa-redonda com os historiadores Geenes Alves, João Otávio Oliveira e Arthur William e presença do ex-prefeito Decio Pereira da Fonseca (1977-1982), quando foram debatidos o processo de emancipação política do município e seus desdobramentos. Ainda nessa data, foi realizado também no Plenário da Câmara Municipal bate-papo histórico com Dona Elvira Porto, primeira vereadora de Patos de Minas, em que foi discutida a participação da mulher na política e processo eleitoral em meados do século XX.
As comemorações se encerram na manhã deste sábado, às 8h, em frente ao prédio do antigo Fórum, com sessão cívica. A cerimônia contará com hasteamento das bandeiras, execução do hino nacional e de Patos de Minas, pronunciamento de representantes do Legislativo e Executivo Municipal, apresentações musicais de alunos e professores do Conservatório Municipal.
Fonte: Jornal Folha Patense - Rejane Gomes
Uma parte da história de Patos de Minas, ainda pouco conhecida, deve virar tema de exposição para a reabertura do Museu de Patos de Minas. Os “achados” foram frutos de um trabalho desenvolvido pela equipe da Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep), que esteve recentemente em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, em busca de registros que pudessem enriquecer o acervo histórico municipal.
Na capital mineira, a equipe da Dimep encontrou uma vasta documentação referente ao patrono do Museu de Patos de Minas, Olegário Maciel. O diretor de Patrimônio, Geenes Alves, relata que os documentos trazem informações sobre cartas trocadas entre Olegário Maciel e Getúlio Vargas nos turbulentos anos da “Revolução de 1930”, além de mapas de guerra, correspondências codificadas que eram inéditos ao conhecimento do setor de patrimônio do Município.
Pesquisadores da Dimep também encontraram registros da década de 40, que demonstravam um grande interesse do Governo Federal em transformar Patos de Minas em uma grande empresa produtora de trigo. “Houve grande movimentação intermediada pelo Governo de Minas Gerais, junto à União, no sentido de fomentar a produção de trigo para abastecer o mercado nacional e internacional, haja vista o início da Segunda Guerra Mundial”, comentou Geenes Alves.
O diretor de Patrimônio explicou que agora, a Dimep deverá solicitar às instituições cópias desses documentos, para que possam ser trazidos para o acervo do Museu Municipal do Arquivo Público. Esses registros devem entrar na exposição que está sendo preparada para a reabertura do Museu de Patos de Minas, que passa por obras. A exposição deve acontecer no final de fevereiro até o mês de março.
Fonte: Jornal Folha Patense - Rejane Gomes
A intenção é incentivar o uso de máscara para combater a COVID-19.
Dois monumentos históricos de Patos de Minas ganharam um adereço especial nesta época de pandemia. A Estátua Olegário Maciel e o Homem do Campo na Avenida Getúlio Vargas, no Centro da cidade, receberam máscaras em uma ação educativa para combater a COVID-19. O equipamento de proteção individual foi colocado pelo Museu Histórico de Patos de Minas.
A primeira máscara foi inserida no rosto da escultura em bronze fundido de Olegário Maciel. De acordo com Geenes Alves, diretor de Patrimônio Histórico do Município, a ação foi mesmo uma forma educativa de incentivar as pessoas a usarem o equipamento de proteção individual e assim prevenir a propagação do coronavírus.
A estátua está apoiada em uma caixa com placas de granito aparelhado, base retangular com 2 degraus também em granito. De autoria do J.O. Corrêa Lima, ela foi inaugurada em 30 de julho 1936. Na parte frontal está escrita a frase: “...Arrebatar a pátria ás sombras e aos males presentes, para que ela viva na luz e no bem a que tanto tem aspirado”. (De um telegrama de Olegário Maciel em Outubro de 1930).
O monumento ao Homem do Campo também recebeu a máscara. A estátua é uma homenagem do prefeito Sebastião Alves do Nascimento ao “herói anônimo”. A obra foi construída a partir de sugestão de Wulfrano Patrício, aproveitando a presença de artistas espanhóis que estavam fazendo a decoração da Igreja Santa Terezinha do Menino Jesus em abril de 1961. Criada pelo espanhol Antônio Dias López, o monumento foi inaugurado no dia 24 de maio do mesmo ano, durante a terceira Festa do Milho. Ele foi executado pelos artistas Enrique e Carlos Pachon Sanches.
Com relação ao uso das máscaras, as autoridades sanitárias têm orientado quanto ao uso adequado do equipamento. A máscara deve ficar bem ajustada ao rosto, cobrindo do nariz ao queixo; as mãos devem ser higienizadas com água e sabão ou com preparação alcoólica a 70% antes e depois da retirada da máscara; durante seu uso, a máscara não deve ser tocada; sempre que estiver úmida, com sujeira aparente ou danificada, ela deve ser trocada; e a máscara não deve ser compartilhada com outra pessoa, mesmo que esteja lavada.
A Anvisa também orienta que sejam evitados, na fabricação das máscaras, tecidos que podem causar irritação na pele (como poliéster puro e outros sintéticos), recomendando o uso de tecidos que possuam maior porcentagem de algodão em sua composição.
Fonte: Site Patos Hoje - Farley Rocha
Tiveram início os trabalhos de elaboração do projeto básico e executivo das obras de restauração da Igreja Matriz de Sant’ Ana – Minas Gerais. Nesta semana, a equipe técnica da empresa MGTM (especializada em Patrimônio Cultural), contratada para executar esta fase, esteve no Distrito para realizar os estudos preliminares; aludida empresa que gura na lista de indicações do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - Iepha possuí mais de 30 anos de experiência em projetos desta natureza.
Basicamente, os estudos serão realizados em duas etapas. Na primeira, serão feitas investigações relacionadas à engenharia para atestar a solidez da estrutura, da fundação, do telhado, das paredes e de toda edificação. Também serão elaborados os projetos complementares hidráulico, elétrico, de incêndio etc. que, após executados, permitirão a reabertura da Igreja Matriz de Sant’ Ana.
A segunda etapa corresponde aos trabalhos de restauração. Atualmente, no interior da construção predominam os tons de branco e dourado, mas nem sempre foi assim. O minucioso trabalho de remoção das camadas de tintados altares e paredes realizado pelas restauradoras deixou evidente, para surpresa de alguns moradores, que as cores utilizadas antes da última reforma foram tons de azul claro, azul escuro e dourado.
Fotos de casamentos, batizados ou eventos celebrados na Igreja Matriz de Sant’ Ana são importantíssimas fontes de consulta que ajudam a reconstruir parte da memória artística que embeleza tanto os altares laterais quanto o altar mor. Através dos registros fotográficos colhidos até o momento não há dúvidas do bom gosto e do talento dos artistas que embelezaram o interior do templo religioso.
Uma das restauradoras explicou que provavelmente quando a Igreja foi construída, ainda na segunda metade do sec. XIX, foi utilizada uma técnica de ornamentação em que finíssimas camadas de ouro eram aplicadas sobre alguns frisos de madeira, o que evidencia a importância da construção e a opulenta condição financeira dos patronos da Igreja Matriz de Sant’ Ana. É importante registrar que a quantidade de ouro encontrada não possuí nenhum valor comercial, sendo impossível extrair o metal de onde está fixado.
A contratação do projeto básico e executivo é um passo importantíssimo do processo, porque a partir dele será possível estimar o custo total da restauração da Igreja Matriz de Sant’ Ana e estabelecer um cronograma das intervenções necessárias à reabertura desta Igreja que representa um dos berços da tradição de Patos de Minas e da região do Alto Paranaíba.
Aline Cardoso de Faria, presidente da nova gestão da ACEST – associação responsável pelo gerenciamento e arrecadação dos fundos para as obras de restauração, explica que “Os serviços de recomposição do telhado e do forro já executados anteriormente terão que ser revisados, pois, em razão da ausência de um projeto básico e executivo não foi identificado e resolvido o principal problema da construção que é a consolidação da estrutura e o reforço dos pilares de sustentação da Igreja Matriz de Sant’ Ana”. E acrescenta “O sucesso do processo de restauração depende da observância de todas as orientações técnicas especificadas no projeto para evitar dispêndio de recursos. E, nesse momento, em que os trabalhos estão sendo retomados é muito importante registrar que o apoio e o envolvimento da comunidade de Santana de Patos nas iniciativas organizadas em prol das obras de restauração está sendo fundamental.” A previsão de entrega do projeto básico e executivo elaborado pela empresa MGTM é de 90 (noventa dias). Apresentado e aprovado o respectivo projeto o início das obras depende do aporte de recursos públicos, especialmente da Prefeitura Municipal de Patos de Minas, dos órgãos de fomento, da Mitra Diocesana, da comunidade e da iniciativa privada.
Os interessados em acompanhar os trabalhos de restauração da Igreja Matriz de Sant’ Ana podem acessar a página da ACEST no Facebook ou o canal da associação no Youtube onde são publicados vídeos e curiosidades sobre o distrito de Santana de Patos.
Fonte: Site Clube Notícia
Artistas poderão receber aporte nanceiro por trabalhos e apresentações virtuais. Inscrições começam na terça-feira, dia 26
Atenta às necessidades da classe artística em meio ao período de pandemia, a Prefeitura de Patos de Minas lança concurso de incentivo ao setor cultural. A medida prevê a destinação de aporte nanceiro para propostas de apresentações e de iniciativas de formação cultural que possam ser executadas e encaminhadas via internet. Somado, o valor de apoio ao setor poderá chegar a R$ 19.500,00. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas entre 26 de maio a 16 de junho.
A iniciativa é da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, juntamente com os conselhos municipais de Política Cultural e de Patrimônio Histórico, e ampliará o acesso da população aos serviços artístico-culturais. Além disso, movimentará a cadeia produtiva cultural com rapidez e eciência, atendendo agentes do segmento que tiveram suas atividades diretamente impactadas e sua renda fragilizada pelas medidas de distanciamento social por ora adotadas. As fontes de recursos do programa são oriundas dos Fundos Municipais de Política Cultural e de Patrimônio Histórico.
Levando em consideração que o setor cultural foi um dos mais impactados com a pandemia, a iniciativa permite que artistas, prossionais ou amadores residentes em Patos de Minas possam exercitar e trabalhar o seu lado cultural, bem como ter uma fonte de renda nesta época atípica. No eixo de apresentações diversas, o editalcontempla propostas de pessoas físicas (com exceção de funcionários públicos), considerando 13 segmentos artísticos e culturais: Fotograa, Artes Plásticas, Grate, Música, Viola, Poesia, Encenação Poética, Arte Digital, Dança, Capoeira, Folias de Reis, Congado e Moçambique, Artesanato. O tema do concurso é “Patos coração e chão” e intenciona incentivar a cultura e seus produtores, extraindo dos artistas seus anseios sobre a nova sociedade que pleiteia, passada a tempestade do Covid-19.
O tema é amplo, retrata sentimentos de amor e pertencimento, mas objetiva apontar, à luz da cultura nativa, uma nova história para Patos de Minas, mais humana e solidária.
Requisitos e seleção – O concurso será realizado de forma virtual e, primeiramente, o interessado deverá ler o edital, selecionar até duas categorias que deseja concorrer, produzir o seu trabalho artístico (respeitando o distanciamento social) e encaminhá-lo para o e-mail patosartecultura@patosdeminas.mg.gov.br. Juntamente ao material, devem ser enviados a ficha de inscrição preenchida e um documento de identificação escaneado (com foto e data de nascimento). Serão aceitos somente trabalhos autorais inéditos. Entende-se por inédito o trabalho não lançado por editora, gravadora, produtora, entre outros, ou distribuído comercialmente ou profissionalmente.
As inscrições são gratuitas, devem ser feitas on-line até 16 de junho. A ficha de inscrição, bem como as demais informações relativas ao concurso, podem ser acessadas no portal www.patosdeminas.mg.gov.br, menu “Cultura”; ou no link “Concurso Cultural” do portal cidadao.patosdeminas.mg.gov.br.
As propostas serão escolhidas por uma comissão especializada, formada por membros dos conselhos municipais de Política Cultural e de Patrimônio Histórico. Serão considerados critérios de avaliação a criatividade, a originalidade, a inserção do tema, entre outros. O resultado será divulgado no portal da prefeitura e no Diário Oficial do Município.
A partir da entrega e aprovação dos projetos, os artistas poderão disponibilizar o material em suas próprias plataformas digitais. O conteúdo também poderá, automaticamente, ser utilizado pela Secretaria Municipal de Cultura para democratização do acesso à arte. Aporte para as categorias – Ao todo, serão distribuídos até R$ 19.500,00, sendo R$ 1.500,00 para cada categoria, valor esse dividido da seguinte forma: 1º lugar: R$ 800,00; 2º lugar: R$ 500,00; 3º lugar: R$ 200,00.
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
Cadastramento inicial termina hoje, à meia-noite, e os interessados terão até dia 15 para concluir o envio do trabalho artístico por meio de plataforma digital
O Governo de Minas Gerais lançou, na última semana, o programa “Arte Salva”, em apoio a mestres e artistas durante a pandemia. São R$ 2,5 milhões destinados a socorrer uma das classes mais afetadas neste momento. Os interessados devem se apressar, pois o cadastro inicial deve ser feito até a meia-noite desta segunda-feira (8), na Plataforma Digital Fomento e Incentivo à Cultura.
Aos candidatos interessados, a Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep), setor que pertence à Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer da Prefeitura de Patos de Minas, disponibilizará servidor a partir dessa terça-feira (9), das 7 às 12 horas, para auxiliar os artistas locais a concluírem a inscrição do trabalho artístico na Plataforma do Fundo Estadual de Cultura, disponível até dia 15 deste mês.Informações detalhadas podem ser encontradas no endereço eletrônico http://www.cultura.mg.gov.br/gestor-cultural/fomento/fundo-estadual-de-cultura, ou pelo telefone da Dimep, 3822-9665.
Fonte: Site Prefeitura Patos de Minas
Com a nota 19,12, município receberá média de R$ 428 mil em 2021 para investir em Patrimônio Cultural
Entre os 853 municípios de Minas Gerais, Patos de Minas está entre os 20 mais bem pontuados pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, em 2020, no ICMS Patrimônio Cultural. A classificação consta no resultado provisório publicado neste dia 20 de junho pelo IEPHA. A nota 19,12 é a maior da história e resultará em quase meio milhão de reais para o município investir em Patrimônio Cultural.
O resultado é fruto de ações e projetos realizados pela Secretaria Municipal de Cultura (Sectel), por meio da Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep) em 2019. Trata-se da Lei Robin Hood (Lei nº 18.030 de 12/01/2009), legislação de incentivo do Governo estadual que, bem gestada pelo Executivo local, torna-se fonte direta, e muito significativa, de recursos para o município.
Segundo o historiador e diretor da Dimep, Geenes Alves, atualmente o valor do ponto atribuído pelo IEPHA é R$ 22.353,00, conforme média do repasse feito pelo estado ao município no primeiro trimestre de 2020. Desse modo, com nota 19,12, o município receberá em 2021 média de R$ 428 mil, valor que pode oscilar dependendo da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Governo de Minas Gerais.
Geenes afirma que o resultado consolida Patos de Minas como referência regional em Cultura e Patrimônio Cultural. “O sucesso é consequência do exímio trabalho realizado pela equipe da Dimep, da participação ativa e efetiva do Conselho Deliberativo de Patrimônio Histórico e Cultural (Condephac) nos processos que lhe dizem respeito e da gestão democrática e correta do recurso específico, promovida pelo secretário de Cultura, Fábio Amaro, e pelo prefeito José Eustáquio.”
Para o júri, concurso revela novos talentos artísticos em Patos de Minas, e desempenho de candidatos surpreende positivamente
Foram dias de muita dedicação por parte de uma conceituada comissão julgadora, formada por seis membros, empenhada em avaliar cada detalhe dos 172 trabalhos artísticos inscritos no Concurso Cultural Virtual “Patos Coração e Chão”. As avaliações de cada uma das categorias já foram concluídas e, na próxima semana, o resultado será divulgado pela organização.
Todo o processo de julgamento foi realizado virtualmente, por meio da plataforma digital inserida no portal da prefeitura (patosdeminas.mg.gov.br, menu ‘Cultura’). Com chas de votação em mãos, cada jurado fez a sua análise de casa, avaliando, cuidadosamente, as produções artísticas das 12 categorias que receberam inscrições.
Para a jurada Consuelo Nepomuceno, coordenadora do Núcleo de Arte e Cultura do Unipam e diretora do Grupo Tupam, a experiência foi rica e positiva: “Tanto artista patense se superando e superando esses tempos difíceis”. Na opinião do arquiteto e urbanista Eduardo Cardoso de Araújo, também membro da comissão, foi um presente poder ver tantos trabalhos e gente talentosa. “Temos uma cena cultural que não conhecíamos, e foi muito bom o concurso revelar isso.”
O jurado e também arquiteto e urbanista Danilo Andrade Guerra pontua que “foi um verdadeiro desafio escolher os vencedores”. Para o artista plástico Tertuliano Albuquerque, presidente da Unart, a descoberta de novos talentos foi uma grata surpresa. “Conhecemos muitos artistas na cidade e, com o concurso virtual, surgiram outros tantos que não conhecíamos”, disse ele.
A percepção do diretor do Conservatório Municipal, Stênio Caixeta, não foi diferente: “Patos tem muitos talentos que desconhecemos. Com o concurso, pude confirmar isso mais uma vez. Quanta gente boa!” Vivaldo Machado Maia, presidente da Afiap e também jurado, concorda e acha que o concurso fez unir e mesclar artistas locais já renomados com aqueles desconhecidos da população.
O Concurso Cultural “Patos Coração e Chão” é uma realização da Prefeitura de Patos de Minas, através da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, em conjunto com os conselhos municipais de Política Cultural e de Patrimônio Histórico e Cultural.
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
Resultado aponta os melhores classificados em 12 categorias. Comissão julgadora enaltece trabalhos artísticos e afirma ter sido tarefa difícil apontar os vencedores.
O projeto é uma iniciativa da Prefeitura de Patos de Minas, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, em conjunto com os conselhos municipais de Política Cultural e de Patrimônio Histórico e Cultural. Para avaliar os trabalhos artísticos, foi nomeada uma comissão de seleção formada por seis membros pertencentes a esses dois conselhos. E para todos os jurados do concurso, as tarefas de avaliar e selecionar foram de extrema dificuldade, diante de tantas produções talentosas e criativas.
O primeiro Concurso Cultural Virtual de Patos de Minas chega ao fim, após mais de um mês de entusiasmo, movimentação e participação de artistas profissionais e meio dos telefones (34) 99197-7900/3822-9892. O resultado final também será divulgado no Diário Oficial do Município (edição 175, de 3 de julho de 2020).
Segundo o historiador e diretor da Dimep, Geenes Alves, atualmente o valor do ponto atribuído pelo IEPHA é R$ 22.353,00, conforme média do repasse feito pelo estado ao município no primeiro trimestre de 2020. Desse modo, com nota 19,12, o município receberá em 2021 média de R$ 428 mil, valor que pode oscilar dependendo da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Governo de Minas Gerais.
Geenes afirma que o resultado consolida Patos de Minas como referência regional em Cultura e Patrimônio Cultural. “O sucesso é consequência do exímio trabalho realizado pela equipe da Dimep, da participação ativa e efetiva do Conselho Deliberativo de Patrimônio Histórico e Cultural (Condephac) nos processos que lhe dizem respeito e da gestão democrática e correta do recurso específico, promovida pelo secretário de Cultura, Fábio Amaro, e pelo prefeito José Eustáquio.”
Fonte: Site Patos Hoje
O encontro realizado dentro da igreja teve a participação de representantes da Escola Estadual Juca Mandu, da Igreja Matriz de Sant’Ana e do Conselho de Desenvolvimento Comunitário.
A Associação Educacional e Cultural Santa Terezinha (Acest), do distrito de Santana de Patos, promoveu uma ação educativa esta semana pela valorização do Patrimônio Histórico e destacou o andamento da restauração da Matriz de Sant’Ana. O encontro realizado dentro da igreja teve a participação de representantes da Escola Estadual Juca Mandu, da Igreja Matriz de Sant’Ana e do Conselho de Desenvolvimento Comunitário.
A ação educativa integra a programação oficial da 14ª Primavera de Museus em Patos de Minas - organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) - e foi realizado com apoio da Secretaria de Cultura, por meio da Diretoria de Memória e Patrimônio
Fonte: Site Patos Hoje - Maurício Rocha
A Casa de Olegário Maciel, onde funciona o Museu de Patos de Minas, e o Teatro Municipal Leão de Formosa já estão autorizados a funcionar, após emissão, por parte da Secretaria Municipal de Planejamento, do Alvará de Funcionamento Provisório nº 5710/2020. Segundo aponta o laudo técnico do engenheiro responsável, Ícaro Gonçalves Pereira, os “sistemas de prevenção a incêndio estão todos executados conforme previsto no projeto aprovado pelo Corpo de Bombeiros, aguardando solicitação de vistoria”.
Dessa forma, a reabertura de ambos os espaços culturais, situados na Avenida Getúlio Vargas, já está oficialmente autorizada pelo município, dependendo apenas de protocolo exclusivo a ser elaborado pelo Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19. O documento regulamentará a retomada das atividades culturais com a presença de público em espaços como museus e teatros. A utilização do palco do Teatro Municipal para gravações e filmagens de lives, sem a presença de plateia, já está permitida.
As obras voltadas para atender o projeto de incêndio e pânico totalizaram um investimento de mais de R$ 250 mil, recurso esse proveniente do Fundo Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural. Além do valor investido, foram adquiridos diversos itens visando atender necessidades técnicas das áreas de sonorização e iluminação do Teatro Leão de Formosa, tais como: 100 unidades de lâmpada halógena 1000w; 40 unidades de lâmpada par 64; um projetor multimídia; duas unidades de cabo HDMI 60 m; duas unidades de cabo VGA 60 m; uma mesa de iluminação; uma unidade de máquina de fumaça; 20 unidades de fluido para máquina de fumaça; 500 m de cabo PP, entre outros.
Reparos nos telhados da Casa de Olegário Maciel e do Teatro Municipal também foram executados nas últimas semanas, bem como a pintura externa e interna de ambos os imóveis, incluindo a recuperação de pinturas artísticas. Tanto o museu como o teatro são setores pertencentes à Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, da Prefeitura de Patos de Minas. A Diretoria de Igualdade Racial, Memória e Patrimônio Cultural prepara, para breve, a abertura da uma exposição cultural inédita, aguardando apenas a emissão de protocolo para eventos por parte do Comitê de Enfrentamento à Covid-19.
Fonte: Site Prefeitura de Patos de Minas
Com o objetivo de dar visibilidade ao feitio da pamonha, prática tradicional em Patos de Minas e que se tornou patrimônio cultural do Município, a Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep) produziu material de divulgação para ser disponibilizado nas redes sociais. O fôlder elaborado convida a população a (re)conhecer essa relevante manifestação e anuncia também a entrada no que é conhecido como o “primeiro tempo” do feitio da pamonha, período que compreende os meses de dezembro a março, marcado pela “época das chuvas” e da colheita tradicional do milho nas roças.
Por fazer parte da tradição local, o feitio dessa iguaria tornou-se patrimônio cultural de Patos de Minas após parecer favorável e aprovação do Dossiê de Registro do Feitio da Pamonha emitidos pelo Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Condepahc). A atividade também foi reconhecida como patrimônio cultural do Município na esfera estadual em junho deste ano por meio de aprovação do dossiê pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/ MG). Essa medida aumentou a pontuação de Patos de Minas e, consequentemente, a receita financeira repassada pelo Governo mineiro, via Lei Robin Hood – ICMS Patrimônio Cultural.
Para o diretor da Dimep, Geenes Alves, a aprovação do Iepha/MG incentiva a preservação do patrimônio cultural. “A ampliação do repasse é relevante e traz responsabilidade ainda maior para a Secretaria de Cultura, que, por meio da Dimep, tem que acompanhar e documentar a rica tradição ao longo do tempo”, informou. A produção do fôlder, nesse contexto, é uma forma de dar destaque a uma atividade cuja história funde-se à própria história do Município. O diretor da Dimep ainda destaca o desejo de “que a tradição milenar dos nossos nativos, reelaborada com mãos pretas e brancas, possa fazer perpetuar o espírito de comunhão, sociabilidade e confraternização que há na reunião de pessoas para o feitio da pamonha”. E acrescentaria: “E que nesse momento especial do cotidiano de milhares de famílias patenses sejam observadas as medidas de prevenção à Covid-19, para que a vida continue com segurança.”
Fonte: Jornal Folha Patense
Recursos são repassados via convênios para atender a classe artística patense em tempos de pandemia da Covid-19
Vida nova para artistas e movimentos culturais patenses! A Prefeitura Municipal repassou cerca de R$ 800 mil a oito entidades de cunho cultural para que possam executar os seus projetos virtuais ainda este ano, remunerar os artistas participantes, além dos produtores e agentes culturais envolvidos, bem como prestadores de serviço. O recurso disponibilizado é proveniente da Lei Federal 14.017 de 2020, denominada Aldir Blanc, sancionada pelo Governo Federal em meados deste ano, com o intuito de atender a classe artística em tempos de pandemia.
A Secretaria Municipal de Cultura havia lançado, no mês de outubro, o edital “Cultura Virtual – Unindo Laços, Quebrando Resistências”, com o valor total de recursos destinados de R$ 1 milhão para atender projetos de até R$ 100 mil cada.
Na ocasião, nove Organizações da Sociedade Civil protocolaram as suas propostas, e o Comitê Gestor de Acompanhamento e Fiscalização da Lei Aldir Blanc aprovou todas elas. No entanto, mesmo com a aprovação, uma das entidades, a Associação Balaio de Arte e Cultura, optou pela desistência, alegando questões internas da instituição. Dessa forma, oito entidades culturais patenses foram agraciadas através de convênio realizado com o município de Patos de Minas, seguindo as normas da Lei Federal nº 13.019 de 2014.
Nos dias 24 e 25 de novembro, sete entidades foram contempladas com os repasses já efetuados pelo Município. A Associação Cultural dos Artistas de Teatro providencia regularização de conta bancária da entidade junto a instituição financeira para receber o dinheiro.
Fonte: Jornal Folha Patense
Na manhã do dia 22 de setembro de 2020, a Associação Educacional e Cultural de Santa Terezinha (Acest), do Distrito de Santana de Patos, juntamente com a Prefeitura de Patos de Minas, por meio da Secretaria de Cultura – Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural (Dimep), promoveu uma ação educativa com dezenas de lideranças da comunidade, incluindo representantes da Escola Estadual Juca Mandu, da Igreja Matriz de Sant’Ana e do Conselho de Desenvolvimento Comunitário.
A palestra abordada no evento “Uma viagem ao passado... de Santana e da Igreja”, integrou a programação oficial da 14ª Primavera de Museus, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Nesta semana, instituições museológicas do Brasil inteiro realizam atividades diversas em torno do tema: "Mundo Digital - Museus em Transformação”.
A centenária Igreja de Santana de Patos, edificada em meados do sec. XIX e tombada como patrimônio cultural de Patos de Minas, é um Patrimônio a céu aberto, que guarda um valioso acervo de objetos e memórias importantes para a história de toda a região.
O historiador e Diretor da Dimep, Geenes Alves, discorreu sobre a origem da comunidade e suas transformações ao longo da história, dando especial atenção ao relevante patrimônio cultural representado pela Matriz de Sant’Ana, e o processo de restauração em curso do Bem. Num bate papo descontraído Geenes sensibilizou as lideranças locais, lembrando que seus antepassados construíram aquela suntuosa Igreja num tempo de muitas limitações e dificuldades e, que, portanto, cabia aos presentes honrá-los, mantendo e preservando esse Bem.
A presidente da Acest, a advogada Aline Cardoso de Faria, ressaltou a gestão atual da entidade na condução do processo, com apoio da Mitra Diocesana e também da Prefeitura de Patos de Minas. Anunciou que todos os projetos necessários à restauração completa da Igreja foram contratados por R$96.000,00, e serão entregues até outubro pela empresa RM Cultural de Belo Horizonte.
Padre Leandro ratificou o discurso da Aline e ressaltou que é necessário união da comunidade em prol da causa. Que cabe aos paroquianos apoiar os trabalhos da Acest e as campanhas realizadas pela comissão da Igreja para acelerar as obras da Igreja.
De posse dos projetos, Acest, Mitra e Prefeitura, juntamente com o Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural (Condepahc), irão se reunir novamente para acertar o início da execução da obra, cujo objetivo é priorizar a intervenção estrutural de modo a reabrir a Igreja para uso da comunidade.
A conversa foi descontraída e proveitosa, oportunizando aos Santanenses trocas de informações e experiências importantes sobre a memória histórica do lugar, fortalecendo o sentimento de identidade cultural e reforçando o papel de cada um, como sujeito histórico, no processo de transformação da sua realidade.
Conheça mais sobre a história e a importância dessa iguaria para a cidade
Colher, ralar, limpar, amarrar, cozinhar, servir. Esses são os procedimentos feitos com o milho na produção da pamonha, um dos pratos mais tradicionais de Patos de Minas.
Essa iguaria faz parte do cotidiano de muitas pessoas, tanto como alimento, quanto como fonte de renda. A receita está entre as comidas típicas de estados como Goiás e Minas Gerais e pode ser preparada salgada ou doce, com diversos acompanhamentos. Além disso, por demandar tempo e mão-de-obra, muitas famílias se reúnem para o feitio dessa iguaria, tornando seu preparo um evento de confraternização.
Toda essa riqueza fez com que, no ano passado, a pamonha fosse considerada um Patrimônio Cultural de Patos de Minas. Por isso, é importante conhecer e valorizar a história desse prato tão tradicional da Capital do Milho.
Raízes indígenas, tradição patense
A origem do processo de feitio da pamonha não é recente. De acordo com o historiador Luiz da Câmara Cascudo, em sua obra História da Alimentação no Brasil, a pamonha - junto a outros pratos que têm o milho como ingrediente principal, como a canjica e a pipoca - tem origem na cultura indígena. O próprio nome pamonha vem da palavra pa’amuñã, que, na língua tupi, significa “pegajoso”.
Com o processo de colonização, o feitio da pamonha foi incorporado pelos portugueses e africanos em terras brasileiras e disseminado como uma tradição que dura até os dias de hoje, tendo atingido vários pontos do país. O Alto Paranaíba, em especial, se tornou um local fértil para a perpetuação dessa prática, devido aos grandes índices da produção do milho na região. Segundo informações da Agência Safras, foram plantados nos últimos meses 14 mil hectares de milho no município de Patos de Minas, o que pode render a produção de até 151.200 toneladas do grão só na safra de verão.
Com o milho sendo um dos principais produtos disponíveis, a pamonha se tornou um símbolo da cidade, integrando o cotidiano de muitas pessoas ao longo do tempo. É o caso da funcionária pública Ana Rosa de Magalhães, que considera o feitio da pamonha uma tradição em sua família.
“Desde minha infância, fazemos pamonha, é algo que adoramos fazer. Pode ser difícil, mas é muito prazeroso juntar toda a família nesse processo. Sempre fazemos muita festa”, conta Ana Rosa. “Às vezes, acho que gostamos mais de reunir para fazer a pamonha do que de comer (risos)”.
Com o passar dos anos, as técnicas de produção dessa iguaria se transformaram. De acordo com Ana Rosa, essa evolução tornou o processo mais rápido e menos cansativo.
“Antigamente, era difícil ralar o milho de forma manual, pois era cansativo, e as costas doíam bastante. Agora, existe a máquina de ralar, que acelerou bastante todo o processo”, explica. “Além disso, amarrar as pamonhas também é mais rápido, pois esse passo é feito de maneira individual, sem a necessidade de muitas pessoas, como era antes”.
Força econômica
Além de uma receita tradicional, a pamonha também tem sua importância econômica para a cidade. Segundo levantamento do Patos Hoje, são cinco estabelecimentos em Patos de Minas que assumem o nome de “pamonharia”, fora o comércio feito diretamente com os produtores rurais. De acordo com a economista e educadora financeira Isabela Amâncio, a receita tem um papel importante no setor alimentício da cidade, que recebe muitas pessoas de outras regiões.
“Por ser considerada um polo regional em serviços, educação e saúde, Patos de Minas atrai muitas pessoas das regiões próximas em busca de atendimentos nessas áreas. Essa circulação de pessoas movimenta nossa economia e gera demanda para o setor de alimentação, que se destaca pela composição de pratos derivados do milho, como a pamonha. Assim, a receita se torna um destaque econômico dentro do setor de alimentos por ser um prato típico da região”, explica a economista.
A produção de pamonha se tornou o sustento de muitas famílias, como a de Maria Laudiene Pereira. Fazedora de pamonhas há duas décadas, ela conta que construiu sua qualidade de vida a partir do feitio do prato e de suas vendas em um estande no Galpão do Produtor Rural.
“Trabalho exclusivamente com o preparo da pamonha há mais de 20 anos, e todo meu sustento vem desse processo”, relata Maria Laudiene, que destaca a força do mercado de pamonhas na cidade. “A região de Patos de Minas é muito forte nessa área. Assim como a minha, existem outras 25 famílias que vivem a partir dos lucros da venda da pamonha, que não é muito, mas é real e nos dá uma boa condição de vida”.
Maria Laudiene conta ainda que, assim como Ana Rosa, acredita que estar em conjunto com a família no processo de produção é a melhor parte do feitio da pamonha. “A pamonha tem a magia de reunir as pessoas. Vejo sempre as famílias que têm lavouras de milho no ponto se juntando para preparar, pois é um processo difícil, que dá trabalho. Mesmo assim, quando todos se juntam, é um momento de união, de contato. Essa aproximação que o milho proporciona me encanta muito”, afirma.
Patrimônio cultural
A valorização das vertentes gastronômicas, econômicas e socioculturais dessa receita fez com que o feitio da pamonha fosse considerado um Patrimônio Cultural de Patos de Minas, por meio do Decreto Municipal nº4608, de 13 de maio de 2019. A atividade também foi reconhecida como patrimônio cultural do município na esfera estadual em junho deste ano, após aprovação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).
Para o historiador e atual Diretor de Memória e Patrimônio Cultural de Patos de Minas, Geenes Alves, a determinação é uma vitória para a cidade, que passa a contar com mais uma tradição cultural reconhecida pelas instituições públicas.
“Patos de Minas ganha notoriedade estadual e nacional por essa caminhada de identificação, registro e proteção dos seus patrimônios culturais. Além disso, essa decisão registra o que há de mais rico na História, que são nossas tradições, costumes e valores”, destaca Geenes.
Com a decisão do Iepha, o município de Patos de Minas ainda passa a receber mais verbas da Lei Robin Hood, que está ligada à manutenção dos patrimônios culturais de cada cidade. Segundo Geenes, isso aumenta ainda mais a responsabilidade de promover e apoiar a produção da pamonha no município.
“A Prefeitura passará a acompanhar e documentar de perto, ano a ano, o processo de feitio da pamonha e suas eventuais mudanças e transformações, buscando fomentar a tradição. Há, por exemplo, a proposta de criação de uma Associação dos Fazedores de Pamonha, para que haja um movimento institucionalizado que, assim como o poder público, se interesse pelo processo de feitio da pamonha e pela sua proteção”, explica o diretor.
Para a economista Isabela Amâncio, a determinação também auxilia no fomento ao turismo na região. “Agora como patrimônio cultural, a pamonha é um aspecto gastronômico convidativo a turistas, ou seja, tem impactos no setor de turismo para atrair pessoas a esse patrimônio. Por isso, é importante fortalecer a imagem cultural da receita e a estrutura da cidade para receber turistas de regiões diversas”, afirma.
Muito além dos impactos econômicos, porém, a elevação da pamonha ao status de patrimônio cultural é um reconhecimento do trabalho dos produtores, que mantém essa tradição viva e presente no cotidiano da população patense.
“É uma sensação única de gratidão saber que uma tradição que vem desde os meus antepassados está sendo reconhecida como valiosa para a cidade”, relata Maria Laudiene, que participou do processo de inscrição da pamonha como um patrimônio cultural. “Ter sido escolhida para fazer parte dessa história foi uma honra, e sei que minha missão é melhorar e me dedicar cada dia mais para ser merecedora desse reconhecimento”.
Fonte: Site Patos Hoje - Luís Fellipe Borges
O projeto expográfico apresenta, por meio de diferentes técnicas de museografia, elementos históricos e culturais do município de Patos de Minas
A mostra Patos de Minas: fragmentos de uma história é uma exposição museográfica com um debate expográfico atualizado e inovador. Nesse espaço, serão apresentados registros de memórias referentes a Patos de Minas e seu povo.
O projeto consiste na criação de uma exposição de longa duração, que servirá de marco expositor da reinauguração do Museu da Cidade de Patos de Minas – MuP. A exposição contará com 10 salas expositivas e 1 brinquedoteca, ou seja, ambientes multidisciplinares onde diferentes públicos poderão desfrutar a trajetória histórica, social, artística e cultural do município.
Com diferentes técnicas da museografia, o enredo da exposição será mostrado de maneira didática e simples, para que públicos diversos tenham acesso ao conhecimento histórico/cultural. A exibição consiste num grandioso quebra-cabeça que, ao ter suas peças anexadas, apresentará Patos de Minas em diferentes vertentes.
O trabalho técnico está sendo desenvolvido por uma equipe multidisciplinar. A curadoria é de responsabilidade do museólogo e historiador João Otávio Coêlho. Segundo o curador, “a exposição vem com a ideia de dar um suporte educativo e cultural para o público do museu, mostrando de forma dinâmica a história do município de Patos de Minas”.
A produção é realizada com recurso do Fundo Municipal de Patrimônio Cultural (Fumpac), para reinaugurar a intervenção/restauração do Museu Municipal, concluída em 2019, entregando o espaço cultural novamente à sociedade patense e da região. De acordo com Geenes Alves, historiador e diretor de Memória e Patrimônio Cultural, a nova exposição será um marco nos trabalhos de arte e cultura em Patos de Minas, por trazer uma proposta inteligente, dinâmica e interativa, empregando elementos tecnológicos modernos no processo. Geenes salienta que é também uma exposição democrática, por ter contado com a participação de diversos atores locais no processo de constituição, visando garantir artisticamente a representatividade das diversas facetas de Patos de Minas e sua gente.
O novo projeto expográfico será apresentado à comunidade no dia 26 de novembro de 2019, terça-feira, às 13 horas, no Museu Municipal (Avenida Getúlio Vargas, nº 78, Centro). O evento é aberto ao público em geral.
Fonte: Site Prefeitura Patos de Minas
O Teatro Municipal Leão de Formosa, que estava fechada há cerca de três anos para reforma, e a Casa de Olegário Maciel, onde funciona um dos museus da cidade, foram reabertos nessa sexta-feira (11), em Patos de Minas.
Após os dois edifícios pararem suas atividades para passarem por obras emergenciais com melhorias no telhado, aquisição de novos equipamentos de som e adequações para receberem, por exemplo, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros; a pandemia da Covid-19 também postergou a inauguração dos espaços.
A reabertura, simbólica, com a presença de convidados, foi marcada por uma exposição intitulada “Patos de Minas: fragmentos de uma história”, e pela apresentação da banda de música do Conservatório Municipal.
João Otávio Coêlho foi o museólogo responsável pela elaboração do projeto para a exposição. A mostra expográca apresenta, por meio de diferentes técnicas de museograa, elementos históricos e culturais do município de Patos de Minas, como por exemplo, as folias e a realidade do homem do campo. A exposição conta com 10 salas expositivas e uma brinquedoteca e vem com a ideia de dar um suporte educativo e cultural para o público do museu, mostrando de forma dinâmica a história do município de Patos de Minas. Personagens, que marcaram a história da cidade, são retratados em fotos.
De acordo com Geenes Alves, historiador e diretor de Memória e Patrimônio Cultural, o funcionamento dos espaços vai seguir os protocolos determinados pelo Comitê Municipal de Enfrentamento à covid. Para o público e para os artistas, uma alegria ter os ambientes culturais novamente disponíveis à população.
Para quem se interessou e quer conferir a exposição, o museu terá horário expandido. Durante a semana funcionará de 7 às 22h, e aos nais de semana e feriados de 18 às 22h
Fonte: Site Patos Já
A iniciativa aborda a formação de Minas Gerais e de Patos de Minas. O projeto foi apresentado pela equipe técnica da Dimep e aprovado pelo Conselho Deliberativo de Patrimônio Histórico e Cultural (Condepahc)
Com o objetivo de fomentar a educação para o patrimônio buscando a valorização da história de Patos de Minas, a Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural (Dimep) produziu telas que constroem um panorama com fatos marcantes do percurso histórico do município. Ao todo foram criadas 20 telas abordando temas, como: miscigenação, as primeiras ruas da cidade, mulheres influentes, escolas do município, Festa Nacional do Milho, bens tombados e registrados. Além da produção do material, a Dimep recebeu a doação de dezenas de painéis e suportes expositores e adquiriu veículo para transportar os materiais e equipamentos, possibilitando que a exposição seja levada a diferentes espaços públicos do município.
O diretor da Dimep, Geenes Alves, explicou que a produção das telas foi pensada numa linguagem mais dinâmica e interativa, à semelhança das histórias em quadrinhos. “Nosso objetivo é apresentar a história de Patos de maneira diferente, visando despertar a atenção e a curiosidade das pessoas pela trajetória do município. O dinamismo e a interatividade das telas são recursos voltados, principalmente, para atrair o interesse do público mais jovem”, informou Geenes.
O diretor da Dimep ainda acrescentou: “As telas proporcionam uma visão geral da história de Patos de Minas, permitindo compreender a formação da identidade do povo patense que resulta do movimento da economia do Brasil colonial e da busca pelo ouro. A localização geográfica do município, situado no meio da Picada de Goiás, é fundamental nesse ‘caminho do ouro’ e elementar para o nascimento da cidade”.
A ideia é que a exposição em telas acrescida de acervo do museu visite instituições educacionais, culturais bem como órgãos públicos e privados do município a partir de 2021, levando informação e conhecimento sobre a cultura e a história de Patos de Minas e sua gente.
Fonte: Site Prefeitura Patos de Minas