Diálogos entre militância social e carreira acadêmica:
Microentrevista com Mundicarmo Ferretti
*Mundicarmo Maria Rocha Ferretti é professora aposentada pela Universidade Estadual do Maranhão,
antropóloga e licenciada em filosofia, ex estudante e orientanda de Kabengele Munanga.
Gostaríamos de saber, como foi a sua experiência com Kabengele Munanga na UFRN?
Conheci Kabengele em Natal-RN, quando fui selecionada pela UFRN para o mestrado em Antropologia. Ele era professor visitante da UFRN e foi meu orientador e meu professor em duas disciplinas: Metodologia de Pesquisa Antropológica e Antropologia Política. Eu e meu esposo, Sérgio Ferretti, fomos os seus primeiros orientandos de pós-graduação.
Se possível, nos conte qual era o contexto da época nesse período, e como era a UFRN na época?
A UFRN era muito organizada e o mestrado deu continuidade a um curso de especialização em antropologia, com professores oriundos do Museu Nacional.
O que a senhora traz até hoje dessa experiência e o que foi que a senhora aprendeu da vivência com Munanga?
Kabê era o professor com quem mais nos aproximamos e, como morávamos no mesmo bairro e realizamos pesquisa sobre cultura afro-brasileira, logo nos aproximamos dele e nos tornamos amigos. Com ele aprendemos a valorizar mais a diversidade cultural, a respeitar as diferenças e a lutar pela solidariedade entre os povos.
Qual mensagem a senhora leva para o futuro a partir deste aprendizado?
A militância e o compromisso social não é incompatível com a carreira acadêmica.
Observação: Esta entrevista foi enviada via email no dia 07/12/2022, e sua resposta foi recebida no dia 08/12/2022.