A realização de pesquisas científicas aponta a necessidade de novos olhares sobre os objetos, sujeitos, territórios, bem como a importância da relação que será estabelecida entre o pesquisador e o espaço/indivíduos. Dessa forma, os locais onde as pesquisas são desenvolvidas não devem ser resumidos a um lócus de verificação de determinada hipótese, mas como o início para a problematização e, portanto, um contexto para a criação de novos conhecimentos (AZEVEDO, 2018).
Não podemos esquecer ainda que pesquisar também é “uma forma de construção de significado prestigiada na sociedade e, portanto, impregnada das relações de poder inerentes à prática discursiva” (LOPES, 1996, p. 9). Portanto, é relevante atentar para as questões éticas e para que a pesquisa não funcione como um instrumento para tirar a voz, reforçar poderes ou ampliar desigualdades. Nesse sentido, inclusive, relembramos o compromisso do pesquisador com a sociedade, traduzido no retorno dado ao final de sua atividade para os envolvidos com a pesquisa, evitando assim que apenas aponte algo, sem dialogar, sobre a realidade estudada.
Observa-se que tem sido cada vez mais frequente a coleta de dados em instituições públicas e a secretaria de Assistência Social e Cidadania (SASC) tem tido um número de solicitações de realizações de pesquisas que cresce anualmente. Considerando essa realidade, bem como a importância de se atentar para a questão ética nessas atividades, é que a secretaria estabeleceu a Portaria 41/2012 com o intuito de normatizar as pesquisas e publicações de trabalhos que envolvam suas unidades.