O LAR (2007), António Borges Correia
Sinopse:
Aldeia do Reboleiro, interior norte de Portugal. No Lar de Santa Catarina vivem 103 idosos que toda a vida trabalharam na agricultura, nas suas terras. A maior parte já perdeu a noção de Tempo num Espaço que lhes é estranho. Há uma rotina de amizades, vontade de comunicar... Chamam uns pelos outros, rezam, caminham pelos corredores, esperam...
RUAS DA AMARGURA (2008), Rui Simões
Sinopse:
As Ruas da Amargura são povoadas por homens e mulheres, de todas as idades, com carências afectivas, financeiras, problemas mentais, alcoolismo, toxicodependência, ou simplesmente pessoas que chegaram a Portugal à procura de uma vida um pouco melhor.
Do outro lado das Ruas há um formigueiro de voluntários, assistentes sociais e técnicos diversos que constroem e mantêm estruturas de apoio, uns pensando em dias melhores, outros institucionalizando a ajuda sem acreditar que o fenómeno possa ter cura.
ENSAIO SOBRE O TEATRO (2006), Rui Simões
Sinopse:
Partindo da adaptação teatral pelo Teatro O Bando, da obra literária do Prémio Nobel José Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”, Rui Simões realiza um longo documentário sobre todo o processo criativo, até à estreia, constituindo em si um ensaio sobre a arte de fazer teatro.
LÁ FORA AS LARANJAS ESTÃO A NASCER (2019), Nevena Desivojević
Sinopse:
No alto das montanhas, um homem vive só numa aldeia defunta. Errando pela natureza enevoada, vagueando entre as paredes do seu escuro lar, ele aguenta a sua condição humana que o condena a servir o mundo que ele abandonou.
MULHER COMO ÁRVORE (2020), Flávio Ferreira, Helder Faria, Alejandro Vázquez San Miguel, Carmen Tortosa e Daniela Cajías
Sinopse:
Trespassados os medos, Elva abriu-nos as portas da sua casa e da sua oração, uma palavra secreta e profunda que carregava escondida dentro de si. Elva falou, olhando-nos nos olhos. Revelou-nos a sua dor e o seu rosto até que a sua voz conquistou as imagens e a nós com elas. Foi desse impulso que nasceu este filme, uma carta sussurrado do coração, um relato cheio de vida e resistência sistência, dignidade e decência...
CURTIR A PELE (2019), Inês Gil
Sinopse:
Curtir a Pele é um retrato de uma fábrica de curtume de pele na Beira Alta e dos seus trabalhadores. O filme acompanha a vida de Carla e de Lúcia, que após a saída de Patrícia, são as únicas mulheres que nela trabalham. O “desaparecimento” de Patrícia é muito comentado entre os trabalhadores e serve de metáfora sobre o futuro da fábrica após a crise económica que assolou o país.
OS GRANDES CRIADORES (2022), Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro
Sinopse:
Quando nasceu, em 1996, a Companhia de Teatro do Chapitô era um espaço de exploração, de descoberta de novas linguagens cénicas, mas sobretudo de experimentação, e foi essa a fórmula que, anos mais tarde, a consagrou como uma das companhias de teatro portuguesas mais premiadas internacionalmente. Durante cerca de um ano, entre 2020 e 2021, a companhia foi acompanhada no seu processo criativo, nos ensaios, na actuação das peças e na sua itinerância. Através das imagens de arquivo que a companhia foi registando ao longo do tempo, e são muitas, olha-se também para trás e para a história destes 25 anos.
ENQUANTO HOUVER OVELHAS (2022), João Mendes Pinto
Sinopse:
A vida diária de um casal que subsiste através da cada vez mais extinta arte pastorícia numa zona remota do interior português.
ÁGUAS DO PASTAZA (2022), Inês T. Alves
Sinopse:
Isolada na floresta tropical amazónica vive uma comunidade de crianças em profunda intimidade com a natureza à sua volta. Entre as águas do rio Pastaza e o topo das árvores, estas crianças vivem o seu quotidiano de forma quase autónoma e com um forte sentido de colaboração.
COMEZAINAS (Ani/Doc, 2022), Mafalda Salgueiro
Sinopse:
“Cozinhar é dar carinho, diz a minha mãe. Transportando-nos para a casa de infância, com formas transversalmente familiares, e cheiros que pressupõem acolhedores sabores, este é um íntimo registo de um desses repetidos momentos de criação de algo que proporciona comunhão, onde o produzido desaparece e se torna parte de nós. Sopa de coentros, migas com costado e rissóis de pescada, é o que temos para hoje – tudo muito bom e fresquinho!”
QUIS SABER QUEM SOU (2022), António Aleixo
Sinopse:
Em 2021, o realizador António Aleixo abre uma Caixa de Pandora. Onze horas de Super 8 filmadas pelos seus avós. E com ela surge a questão que dá nome a este documentário de génese catártica onde se expõem heranças e fragilidades de uma dinâmica familiar. Quanto da raiz ainda vive no fruto?
ANTES DE MIM, O FIM (2022), Inês Luís
Sinopse:
A Realizadora Inês Luís investiga uma vida que existiu antes de si, revisitando vídeos e fotografias dos seus pais esquecidos nas várias casas onde viveu. Inês não se limita à contemplação da sua herança mas anseia desconstruí-la, torna-la outra coisa, numa tentativa de conhecer melhor as duas pessoas que, juntas, provocaram a sua existência.
OS TEMPOS CONTURBADOS (2022), Carlos Tavares Pedro
Sinopse:
''Até Quando Angola''
Através do uso de arquivos pessoais, é contada a história dos primeiros momentos de independência angolana pela voz de Filomena Lopes.
O PESO DO LEVE LEVE (2023), António Aleixo
Sinopse:
O Peso do Leve Leve é um documentário que nos leva numa viagem sociológica a São Tomé e Príncipe, através dos olhos de Santomenses. Desmistificando o significado de expressões populares como o “Leve Leve'' ou o “Doce Doce”.
WUQIAO CIRCUS (2020), Lukas Berger
Sinopse:
Durante décadas, na pequena cidade chinesa de Wuqiao, diferentes gerações apresentam-se como palhaços, mágicos, acrobatas e domadores. Durante as férias do Ano Novo Chinês, o Mundo Acrobático de Wuqiao transforma-se num grande espectáculo. Nos templos de esculturas Budistas e Taoístas, os artistas criam o seu próprio espaço de tradição, imaginação, ilusão e realidade circenses. Wuqiao Circus é um filme sobre fragmentos da vida circense, existência performativa e o amor pelo divertimento.
NÃO VENHAS TARDE (2022), Cecilia Belén Sandoval
Sinopse:
Não venhas tarde é um retrato da vida quotidiana de duas mulheres portuguesas de gerações diferentes que partilham uma perda importante.
CRISTÓVAL - PONTEBARXAS (2022), Alexandra Guimarães e Gonçalo L. Almeida
Sinopse:
O fecho de fronteiras entre Portugal e Espanha, decretado devido à pandemia, veio separar populações que há muito viviam como uma só, impelindo homens e mulheres a voltar a usar os velhos pontos de passagem de contrabando.
KUTCHINGA (2021), Sol de Carvalho
Sinopse:
Um gigolo é chamado a fazer sexo com uma viúva cujo marido acabou de falecer. É o expoente forçado da tradição Moçambicana, Kutchinga. Quando um homem perde a vida, a viúva tem de aceitar relações sexuais com o irmão mais velho do falecido. Essa a função dum ritual que continua largamente difundido e que assume formas bizarras como a contratação de gigolos para o desempenho da “função.”
A MORTE DE UMA CIDADE (2022), João Rosas
Sinopse:
No coração do Bairro Alto, mesmo no centro de Lisboa, o edifício de uma antiga tipografia é demolido para dar lugar a apartamentos de luxo. Vendo isto como uma imagem perfeita da morte de uma certa Lisboa no rescaldo da crise financeira e do crescimento imobiliário e turístico exponencial que se lhe seguiu, o realizador filma um diário urbano que retrata o quotidiano do estaleiro de obras e os que aí trabalham. O que começa por ser um filme centrado no trabalho acaba por ser a história da relação do realizador com a sua terra natal e com as pessoas que a construíram.
ALCINDO (2021), Miguel Dores
Sinopse:
A 10 de Junho de 1995, para celebrar o Dia da Raça e a vitória na Taça de Portugal do Sporting, um grupo de etno-nacionalistas portugueses sai às ruas do Bairro Alto, em Lisboa, para espancar pessoas negras. O resultado oficial foram 11 vítimas, uma delas mortal.
JOÃO AYRES, PINTOR INDEPENDENTE (2022), Diogo Varela Silva
Sinopse:
É um filme com várias camadas de histórias. É sobre o pintor João Ayres (1921-2001), figura em trânsito entre Moçambique e Portugal que foi sendo esquecida das cronografias da arte moderna portuguesa, europeia ou africana. É também sobre a sua família – a quem foi deixado um importante acervo da obra – que é aqui representada pela narrativa actual de um dos netos, Diogo Camilo Alves, que tem vindo a pugnar pela conservação e reactivação da arte do avô, no sentido de mais poderem ter acesso a ela. E sobre a casa que construiu e onde viveu, onde permanecem obras suas e a sua memória está viva.
JÁ ESTOU FARTO! (2021), Paulo Miguel Antunes
Sinopse:
“Já Estou Farto!” é o documentário que conta a história de João Pedro Almendra, uma das vozes mais extraordinárias da música underground portuguesa. Contada na primeira pessoa, também inclui testemunhos de familiares, amigos, músicos e radialistas. O filme concentra-se no bairro lisboeta de Alvalade, onde Almendra sempre viveu e é território de bandas punk nacionais como Kude Judas, Peste & Sida e os Censurados.
MORADA (2022), Eva Ângelo
Sinopse:
Espectadoras de cinema, de si próprias, de uma cidade. Porto de uma “história do cinema”, de um lugar, de um país mas também de um mundo em mudança.