1 - Crianças de 3 a 4 anos
Escuridão
Animais
Procedimentos médicos (odontológicos)
Escuridão
Danos físicos
Fenômenos naturais
Objetos simples como paninhos de dormir, dão segurança a algumas crianças, como é o caso da Isadora de 6 anos em nossa entrevista:
O autismo pode ser classificado como um complexo distúrbio de desenvolvimento que envolve dificuldades de interação social, linguagem, plano emocional, plano motor e as áreas de habilidades sensoriais. Desse modo é preciso que os brinquedos e brincadeiras criados para crianças autistas tenham certas adaptações.
Como a interação social é uma das principais habilidades não construídas, ela deve ser a primeira a ser pensada no desenvolvimento de crianças com autismo. Devem ser reforçados os seguintes aspectos, que são de extrema importância no processo de interação, nos brinquedos e brincadeiras:
o comemorar
o ajudar
o olhar
o falar
a interação interpessoal
Mas para o autista nem toda forma de brincar é interação, pois muitas vezes a criança só tolera a pessoa. Para isso, torna-se necessário o afeto, onde o brinquedo e brincadeira atuarão no processo de socialização da criança.
Numa sociedade capitalista em que o brinquedo é um produto industrial e fonte de lucros, o objeto brinquedo pode se diferenciar de diversas formas para o comprador (pais da criança). Uma dessas formas é o prestígio social adquirido com um brinquedo caro e sofisticado, criando uma competição silenciosa entre pais e uma não tão silenciosa entre crianças.
Brinquedos mais sofisticados podem parecer melhores a princípio, mas quanto mais "completo" for o brinquedo menores serão suas qualidades lúdicas, limitando a criatividade e imaginação e saciando rapidamente a criança, que logo irá esquecê-lo. Brinquedos menos acabados que aparentemente tem menos funções dão à criança a possibilidade de criar essas funções e explorá-las de forma mais criativa.
Portando, em bons projetos de brinquedo é preciso que sejam atraentes para a venda, mas não podem ser uma forma de ostentação. Também não devem ter funções muito definidas para que deixem espaço para a imaginação, como quando uma simples caixa de papelão se torna uma nave espacial que compõe uma grande aventura.
Pesquisas também apontaram que quanto menor a disponibilidade de brinquedos em ambientes pequenos, maior os conflitos criados entre crianças. Paralelamente, quanto mais brinquedos há, mais as crianças tendem a brincar sozinhas e menos em conjunto. Outro fato importante é que o aumento na densidade de crianças nas salas e pátios aumenta substancialmente a quantidade de conflitos e agressões. Tais conclusões podem servir de diretrizes projetuais para ambientes de brincadeiras.
Ao redor dos 3 a 4 anos de idade a criança começa a ficar independente dos adultos. No quesito motor, incia a fazer tarefas simples por si só como manipular os talheres, escovar os dentes, segurar bem o lápis, empilhar objetos, correr e saltar sem problemas. Quanto às atividades cognitivas, já é capaz de compreender o funcionamento da língua e assim falar fluentemente frases completas. Gosta de conversar, e nasce uma musicalidade, explorada em canções danças e rimas, já sabe escrever o proprio nome e começa a ter curiosidade e perguntar sobre as coisas, compreênde relações de causa e imagina mesmo as coisas que não compreende. Contudo o mais importante é o desenvolvimento da memória sendo capaz de distinguir entre ontem e hoje, absorver informações de tamanhos, quantidades medidas, texturas, cores, distâncias, tempo e posições. Responde perguntas facilmente, e consegue atender pedidos com 2 ou 3 ações distindas, pois consegue se lembrar. Percebe sua rotina e aumenta seu tempo de atenção para 10 ou 15 minutos.
Outra característica marcante é o desenvolvimento da imaginação e da fantasia, que são essenciais para o compreendimento do mundo ao seu redor, mas tem dificuldade de separá-los. Entender o conceito de regras e muitas vezes quer altera-las nas brincadeiras. A criaça ja consegue entender as relações, assim busca aprovação dos pais e é capaz de sentir ciúmes, fazer ameaças e mentir, mas sem compreende-los totalmente. Começa a criar amizades mais fortes e perceber suas afinidades, brinca em grupo, mas já tem maior preferencia por crianças da mesma idade e sexo.
A partir dos 3 anos de idade, as crianças começam a mostrar que têm opinião e vontade próprias. Elas dizem o que querem e o que não querem e sabem fazer escolhas. Mais próximo aos 6 anos, muitas têm bons argumentos para defender essas questões. Nesta faixa etária, a curiosidade é imensa. Os pequenos são interessados em conhecer e saber a explicação de tudo. O pensamento simbólico permite que envolvam o mundo a sua volta de fantasia e imaginação. É por meio das brincadeiras que a criança aprende nesta fase. Por isso, mais que proporcionar diversão, elas são essenciais para o desenvolvimento infantil. A brincadeira de faz de conta, por exemplo, ajuda a desenvolver o pensamento, que, neste período, se apoia nas ideias e palavras. Como a linguagem está mais desenvolvida, a criança se expressa com mais clareza e sua habilidade de ouvir e sua atenção aumentam bastante a partir dos 3 anos.
Em meados dos anos 80, com o crescimento de novas tecnologias na área da comunicação, empresas viram nas crianças uma importante fatia do mercado. Isso ocorreu devido ao advento da entrada das mulheres no mercado de trabalho. Assim, a família patriarcal perdia sua força. Os pais trabalhavam fora e os filhos ficavam em casa, sem sua supervisão. Naquele momento, o público infantil estava à mercê de propagandas que tinham o objetivo de torná-lo novos e ávidos consumidores.
Nesse ponto, o oportunismo das empresas afetou e modificou drasticamente as fases de desenvolvimento infantil das mais variadas formas. Se na fase do Édipo (Freud), as crianças entram no período sexual fálico e notam a diferença de sexos, fixando a atenção libidinosa nas pessoas do sexo oposto dentro do ambiente familiar, os meninos espelham-se na da mãe e, as meninas, no pai. Com a ausência de ambos, as crianças perderam o referencial, ficando vulneráveis a símbolos idealizados pela mídia.
Nesta fase Genital freudiana, a mídia pode deturpar valores, fazendo com que crianças sintam-se atraídas por personagens de propagandas que são sinônimos de consumo. Já no estágio das operações formais, de acordo com Piaget, ocorre o desenvolvimento das operações de raciocínio abstrato, a criança desliga-se do objeto e começa a operar com a forma, alterando os significados. Com a influência da publicidade, acabam relacionando hipóteses criadas pela simbologia das propagandas com seus desejos e vontades. Se nessa fase o público infantil desenvolve o raciocínio abstrato e esquece os objetos, a influência da publicidade pode distorcer esse processo, mostrando aos menores uma infinidade de ligações subjetivas entre produtos e imagens, fazendo com que eles projetem nos produtos ofertados ideias falsas referentes à felicidade e à autoafirmação.
As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas, alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos de seguro, combustível e produtos de limpeza que têm pouca influência dos pequenos.
No Brasil, a publicidade na TV e na internet são as principais ferramentas do mercado para a persuasão do público infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo adulto quando é diretamente exposto às complexidades das relações de consumo sem que esteja efetivamente preparado para isso.
As crianças são um alvo importante, não apenas porque escolhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes é praticamente imposto.
Apesar de toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos, brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também foi identificada como uma forte influência.
Um comportamento muito particular das crianças, especialmente as muito novas, é o apego ao chamado objeto de transição. Trata-se de um item — que pode ser um brinquedo, um cobertor, uma fralda de pano ou um ursinho de pelúcia — que a criança elege, se apega e carrega para todo lado.
Isso acontece porque as crianças fazem uma espécie de transposição entre o que sente e o objeto escolhido, atribuindo suas emoções ao item preferido. O pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott (1896-1971) foi o responsável por criar o termo objetos transicionais, já que eles proporcionam às crianças suporte emocional no momento que a mãe não está mais o tempo todo com o filho, como ocorre nos primeiros meses de vida.
Conhecido também como transicional, este objeto representa conforto para o pequeno, e a tendência é que o apego seja ainda maior em momentos de tristeza, angústia ou medo —sentimentos que afloram na ausência dos pais. A psicologia explica que, no primeiro ano de vida, a criança desenvolve essa dependência para aguentar a ausência materna. É como se o objeto cumprisse o papel da mãe quando ela não está por perto.
Geralmente o objeto transicional é requisitado na hora de dormir, e a criança não aceita que o item seja substituído ou até mesmo lavado. Isso porque o item também serve como um amigo com quem o pequeno exercita seu imaginário. À medida em que a criança vai se desenvolvendo e amadurecendo, a tendência é desapegar aos poucos do objeto, uma vez que ela passa a sentir que consegue expressar suas emoções sem precisar de uma ferramenta para servir como intermediário.
Primeiramente, é preciso apontar que o crescimento infantil é determinado por fatores genéticos e ambientais. Como designers, é possível otimizar os recursos materiais e institucionais de que a criança dispõe para que ela tenha o crescimento físico adequado. O crescimento pode ser acompanhado pela relação altura x peso, crescendo em média dos 95cm até 110cm entre os 3 e 5 anos para ambos sexos. Essas medidas podem ser obtidas por meio de uma balança plataforma com antropômetro . Outra medida relevante é a circunferência da cabeça da criança: 49,4 cm para meninos e 48,4cm para medidas em média.
Crianças de classes mais altas apesar de poderem ter mais brinquedos do momento, normalmente não possuem tempo para usufruir de tais brinquedos e brincadeiras. Isso ocorre porque essas crianças possuem muitas atividades complementares e uma rotina "cheia", restando pouco tempo para as brincadeiras.
Crianças autistas, com deficiência visual ou com algum outro tipo de deficiência também brincam e se divertem, mas de outra maneira. Em casos de crianças autistas, é comum que elas demonstram uma preferência por objetos e não por pessoas. Como descreve Soifer (1992), “suas brincadeiras são solitárias e consistem geralmente em fazer rodar um carro com as mãos (meninos) ou ter nos braços uma boneca (as meninas)” . São os objetos que provocam seu interesse e podem ser manipulados por longos períodos. Já no caso de crianças com deficiência visual, é preciso que elas sejam ensinadas a brincar com outros sentidos além da visão. Dessa forma, elas exploram sensações de tato, cheiro e barulhos.
É fato que crianças são condicionadas de acordo com o seu gênero a se comportarem de uma certa forma e preferirem determinados brinquedos. No entanto, segundo pesquisas foi observado que meninos e meninas interagiam entre si; não havia grupos só de meninas ou só de meninos. Na maior parte do tempo da pesquisa de campo, meninos brincavam com as meninas, e houve poucas situações em que as fronteiras de gênero existiam
Qual o tempo gasto com brincadeira?
Há diferenças entre o tempo gasto com brincadeiras entre crianças de classes mais altas e crianças pobres. Primeiramente, é preciso entender a relação entre escolaridade e “horário de brincar”. Ao ver os seguintes dados levantados pela pesquisa de Rosemberg, é possível observar que crianças de classes mais altas e brancas possuem taxas de frequência mais altas na Educação Infantil. A partir disso, pode-se tratar um paralelo com “adultificação” de crianças. Crianças mais abastadas possuem menos tempo para brincar por conta de todas as atividades complementares em que são inseridas. Enquanto o restante, por falta de recursos e outros motivos, possuem mais tempo para brincar.
Quais são os horários específicos para brincadeiras?
Os horários das brincadeiras entram na mesma questão do tempo gasto com a brincadeira. Ao acompanhar redes sociais como Instagram, é possível notar que mães de crianças de classes mais altas possuem uma rotina regrada para seus filhos, com horários determinados para estudar, atividades complementares, assistir TV, realizar refeições e brincar. Nota-se que brincar não é uma prioridade dessas crianças
Como é o recebimento de brinquedos (presentes, compras)?
Segundo a Analise do Consumo Infantil, existem quatro fatores que influenciam na compra de um brinquedo:
1. Comportamento da mãe com o filho em relação ao consumo : segundo a pesquisa, seis em cada dez mais (46%) adquirem produtos não necessários solicitados pelos filhos.
2. Influência das crianças na hora da compra : ao investigar o protagonismo e a influência dos filhos na hora da compra, o estudo indica que praticamente uma em cada cinco crianças (18,1%) tem o poder de decidir, quando se trata de jogos e brinquedos.
3. Fatores que influenciam externamente como propagandas e anúncios : estudos mostram que os maiores influenciadores, na hora da compra, são os itens licenciados, sendo que em primeiro lugar vêm os personagens em brinquedos, com grau de influência médio de 5,79, numa escala de 1 a 10.
4. Emoções como cansaço e stress : embora 71,9% das entrevistadas garantam ser muito rigorosas com relação ao consumo supérfluo ,não cedendo a birras e chantagem, 25,5% reconhecem que não são tão firmes nesse aspecto.
Como é o compartilhamento dos brinquedos com outras crianças?
A maior parte das crianças passa por uma fase egocêntrica que tem seu ápice aos 3 anos, mas pode durar até os 6. Isso faz parte do do crescimento e do desenvolvimento. Essa fase pode ser superada quando a criança é ensinada com diálogos e exemplos práticos como dividir alimentos por exemplo.
Brincar é a atividade mais saudável que vai trabalhar desde a saúde mental dessa criança, seu bem-estar mental até seu bem-estar físico porque explora o corpo dela, ela pula, ela corre, ela rola. A criança de 3 a 4 especialmente, precisa sempre ter essa oportunidade de estar imaginando, de estar fantasiando, de estar inventando o mundo, de estar reinterpretando o mundo através da brincadeira. É essencial sair de casa, vivenciar o mundo, interagir e criar laços de afeto.
É muito importante se atentar com brincadeiras irônicas, agressivas e excludentes, pois além de adubar comportamentos toxicos pode confundir os valores da crinaça. Nós somos o que comemos, mas o que fazemos e vemos também.
São interessante brincadeiras que involvam desenvolvimento motor e cognitivo, que usem o corpo, como morto-vivo ou elefante colorido, que explorem cor, sons, formas e a interpredação destes pela crinaça. Nessa idade vale descobrir a culinária, e encorajar as descobertas do filho, seja se ela quiser escutar mais musicas ou saber mais sobre dinossauros, alimentar as curiosidades tão presente. "Atividades de artesanato, como pinturas e dobradura são muito bem vindas" diz Liss Matos, tutora da escola lumiar internacional.
As brincadeiras adequadas variam muito de família a família, mas um problema identificado, e muito real, é a tendencia dos pais de não se envolverem para supervisionar que tipo de conteúdos as criaças consomem, e que dessa forma influenciam seus gostos. Existe a tendência de colocar os filhos em um pedestal e comprar quaisquer coisa que eles queiram ( As crianças chegam a participar de 80% das decisões de compra em uma família - do vestido da mãe ao carro, apontam dados estatísticos do Instituto Alana ), sem visão critica em cima, para mante-los distraídos o tempo inteiro, ora, os pais atualmente tem menos tempo e menos energia, dado tanto trabalho, e cada vez mais dinheiro. Dessa maneira tentam usar de presentes para sua falta de presença e comprar ou aceitar qualquer pedido para satisfaze-los.
De acordo com a educadora parental Ana Paula Franz, a facilidade que as crianças têm de transformar objetos comuns em brinquedos favoritos ocorre porque itens simples estimulam a imaginação delas, enquanto aqueles modernos com inúmeras funções tiram isso. “Esses produtos que já vêm com tudo pronto não dão oportunidade de a criança pensar, criar e imaginar”". A especialista também orienta a redução na quantidade de itens à disposição dos pequenos para que eles usem mais criatividade e não se aborreçam com facilidade, até por que seu tempo de ateção é pequenos nessa idade. “Quando enchemos uma criança de brinquedos, damos a ela muita informação para processar. Então ela se frustra, fica irritada e se entedia rapidamente”.
Para o pediatra Daniel Becker a propaganda infantil é covarde e tóxica, pois atua diretamente em um ser em desenvolvimento que não tem discernimento para entender o que é propaganda e o que é realidade ( como dito anteriormente em relação à fantasia e imaginação ), assim as mesnagens que a publicidade passa são incorporadas como verdadeira e reais. Ela vincula o afeto que existe por personagens e desenhos animados geralmente à produtos nocivos para a criança, como comidas toxicas recheadas de açucar, brinquedos caros que serão abandonados pois não envolvem criatividade e promoção do bom desenvolvimento infantil ou até roupas caras e de marca.
Em um vídeo no youtube para o canal "Crescer e Criar" ele se aventura ainda sobre o universo da internet e como têm afetado os menores.
Unboxings: "Essa corrente dá internet, na qual mãos são mostradas desembrulhando produtos e brinquedos, onde muitas vezes não se sabe o que há dentro ( como pacotes de figurinhas ) são um fenômeno, e empresas investem muito para que sejam certeiros. Esse tipo de vídeo "hipnotiza" a criança de modo a ela pensar que é ela quem está abrindo o brinquedo, gerando um desejo irresistivel pelo que há dentro, que na maioria das vezes é inutil e não estimula a criatividade . Brinquedos são feitos atualmente com o unboxing em mente."
Youtubers: "Hoje você tem youtuber mirins que se tornam "penruricalhos" de roupas e brinquedos custando milhares de reais para empresas, pois têm uma audiencia muito grande, falam a linguagem da criança e provocam o desejo de consumir aquilo que apresentam como suas vidas. Isso é trabalho infantil e essa fama ligada a produtos e posses é extremamente nociva." "Também existem youtubers adultos que direcionam-se à crianças, fazem palhaçadas e gritam em frente as câmeras podendo parecer engraçados para elas, mas que não passam de disfarçe para promover seus produtos que incluem brinquedos alimentos toxicos como balas, biscoitos, doces, e sorvetes, gerando obsessão e compulsão na audiência."
Uma pesquisa realizada pela AVG Technologies no ano passado com famílias de todo o mundo mostrou que 66% das crianças entre 3 e 5 anos de idade conseguia usar jogos de computador, 47% sabia como usar um smartphone, mas apenas 14% era capaz de amarrar os sapatos sozinha.
Tablet Amazon Fire HD 10 Kids Edition: O mais recente da edição do Kids Edition Tablet
Idade: 3- 12 anos
Projetado especificamente para crianças, o tablet possui controles parentais fáceis de usar, onde você pode definir limites e metas educacionais, toque de recolher, hora da tela e compras no aplicativo, para citar alguns.
Segundo pesquisadores, a superexposição da criança a celulares, internet, iPad e televisão está relacionada ao déficit de atenção, atrasos cognitivos, dificuldades de aprendizagem, impulsividade e problemas em lidar com sentimentos como a raiva. Outros problemas comuns seriam a obesidade (porque a criança passa a fazer menos atividade física), privação de sono (quando as crianças usam as tecnologias dentro do quarto) e o risco de dependência por tecnologia.
Entre 3 e 4 anos: usar a tesoura, pular de uma altura de 20 cm; andar na ponta dos pés; pedalar um triciclo por curta distância; subir escadas alternando os pés; desenhar figuras seguindo contornos ou pontilhados, entre outras habilidades.
Entre 3 e 4 anos: expressar diminutivos e aumentativos; prestar atenção por, pelo menos, 5 minutos a uma história lida; obedecer a uma sequência de duas ordens; responder perguntas simples; relatar experiências; expressar ações futuras, entre outras habilidades.
Entre 3 e 4 anos: cantar e dançar ao ouvir música; seguir regras de um jogo imitando outras crianças; pedir brinquedos emprestados; esperar a sua vez; obedecer às ordens de um adulto 75% das vezes, entre outras habilidades.
Entre 3 e 4 anos: nomear objetos como sendo grandes ou pequenos, leves ou pesados; contar até dez; acrescentar pernas ou braços em um desenho incompleto de figura humana; nomear cores, entre outras habilidades.
Rotina do dia a dia (percepção dos pais)
Costuma brincar bastante, principalmente com a boneca Polly e com "brincadeiras de faz de conta". Ela prefere a boneca Polly a outras bonecas maiores (como Baby Alive, por exemplo). A mãe dela tem a impressão de que ela gosta mais da Polly por ser uma boneca menor, e ela ser uma criança pequena (de estatura menor que as crianças com a idade dela). Ela também gosta de assistir TV, mas os pais determinam horários específicos para isso.
Brinquedo favorito (percepção dos pais)
É difícil definir um "brinquedo favorito". Tudo o que ela ganha de presente ela fala que "era tudo o que ela queria". Ela brinca um pouco com tudo, a Polly é o que ela mais brinca. Durante a brincadeira com a Polly, ela gasta mais tempo interagindo e fazendo de conta, brinca com se fosse o dia a dia das bonecas, ela fala, conversa, interpretando papéis.
Quanto aos outros brinquedos, varia muito, ela gosta de jogar videogame, mas tem horário para isso ("se a gente deixasse, ela jogava videogame direto"); também gosta de jogos como jogo da memória, cara-a-cara. Tem o outro brinquedo que é a boneca da Elsa, do Frozen. Não é o que ela mais brinca, mas os pais disseram que ela tem muito carinho por ele, porque Frozen é o seu filme favorito (se eu deixar ela assiste todos os dias").
Experiência com a criança
Ficamos 30min conversando com a criança e interagindo com ela. A entrevista começou com ela mostrando o novo álbum de figurinhas dela, da "Frozen 2". Ela estava muito empolgada e mostrou que já tinha colado várias figurinhas. Ela gosta muito do filme e tem vários brinquedos com essa temática.
Pedimos para ela trazer o brinquedo favorito dela e nos mostrar. Ela trouxe o kit de médico dela, também da Frozen, uma maletinha com vários equipamentos médicos: estetoscópio (ela tinha esquecido o nome desse, mas depois que lembrou falou direitinho), seringa (ela chamava de "vacina" e "injeção"), termômetro, espelho ("para ver o dente"), martelinho ("para bater no joelho e na bochecha"), bisturi ("isso é para cortar a barriga"), palito ("isso é para olhar a garganta"). O kit também tinha um óculos de faz de conta, que ela colocou e ficou usando na maior parte da entrevista. A cada equipamento que ela mostrava, ela simulava como usar, mas parecia estar muito mais interessada em mostrar os equipamentos do que de fato brincar de faz de conta de médico.
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Rotina do dia a dia (percepção dos pais)
Agora durante a pandemia, ele fica mais tempo no celular. Em geral, ele está sempre interagindo com eletrônicos, principalmente iPad, celular dos pais e videogame. Os pais impõem horários para regrar o uso de cada eletrônicos.
Brinquedo favorito (percepção dos pais)
O brinquedo favorito dele é o videogame. Em termos de jogos, ele tem jogado bastante o jogo do Harry Potter, mas o seu preferido é o jogo dos Incríveis (ambos a versão "Lego" do jogo). Em termos de brinquedos analógicos, ele brinca bastante com carrinhos e Lego.
Quando ele ganha um brinquedo, ele fica bastante empolgado, mas depois esquece. Para os pais, o mais frustrante foi quando ele ganhou um robô que cantava e dançava, que ele brincou só uma vez e depois nunca mais. O mesmo aconteceu quando ele pediu um drone.
Ele gosta de pedir brinquedos novos, e é muito influenciado por propaganda, principalmente propagandas do YouTube. No celular, ele gosta bastante de assistir vídeos do YouTube, principalmente vídeos de outras pessoas jogando videogame.
Experiência com a criança
Pedimos para o Luis trazer o brinquedo favorito dele e nos mostrar. Ele respondeu com um brinquedo que ele ainda não tinha, mas gostaria de ganhar (dinossauro de controle remoto); insistiu nessa resposta algumas vezes até entender que queríamos ver um brinquedo que ele já possuísse. Ele então pegou um dinossauro dele (Rex do "Toy Story", de Lego), e disse que era o preferido, mas que queria na verdade um desses de controle remoto.
Ele também é uma criança bastante ativa (sua entrevista foi bem mais rápida do que a entrevista com a Laura, porque ele não conseguia ficar muito tempo parado). Seus pais compartilharam diversas fotos com ele brincando ao ar livre, andando de bicicleta e interagindo com brinquedos em parquinhos.
2 - Crianças de 5 a 6 anos
Interage bem com amigos
Capaz de seguir regras
Está ciente do gênero
Fala claramente
Capaz de contar histórias simples
Usa verbos no futuro
Diferencia o real do faz de conta
Se veste sozinha
Termina atividades sem precisar de instruções
Fica de apoiada em um pé só
Capaz de usar garfo e colher
Pula e salta obstáculos
A tabela ao lado mostra pesos e alturas esperados, dividida em idade e gênero. É importante ressaltar que apenas esses dados não são suficientes para determinar se o crescimento da criança está adequado, sendo necessário um acompanhamento médico adequado.
O estudo "Índices antropométricos de crianças assistidas em creches e sua relação com fatores socioeconômicos, maternos e infantis" que conta com autores da Universidade Estadual da Paraíba, Universidade Federal do Ceará e do Instituto Educacional Particular Brasileiro, levou em consideração o desenvolvimento de crianças com base na renda socioeconômica de sua família e no peso ao nascer. E concluiu que aquelas que habitam em residências com menos estruturas básicas, que não dispõem, por exemplo, de saneamento e coleta do lixo, apresentavam menores médias de altura/peso nas crianças. Ademais, o artigo também discute o papel da creche como um espaço privilegiado e essencial na promoção da segurança alimentar e nutricional dessas crianças.
Consoante uma pesquisa de observação realizada com crianças em brincando em pátios pequenos, concluiu-se que estavam associadas (frequentemente, não sempre) as seguintes brincadeiras com a sociabilidade da criança:
brincadeiras de atividade física - criança sozinha;
brincadeiras construtivas - interações paralelas entre as crianças, sem uma interferir na brincadeira da outra + outras brincadeiras junto à construtiva, com a criança cantando, falando ou gritando;
brincadeiras simbólicas (faz de conta) - crianças brincando juntas.
Outra correlação que o grupo identificou, a partir de pesquisas com usuário, que pode ou não se aplicar à maioria das crianças na faixa etária analisada, foi que brincadeiras com brinquedos como bonecas entre crianças ocorre mais quando elas são amigas ou já tem alguma relação de afeto. Já no que tange à jogos e brincadeiras interativas (tabuleiro, esconde-esconde, etc), as crianças aceitam melhor a interação com crianças desconhecidas.
Aos 4 anos de idade, a criança adquire independência motora e, aos 5 anos de idade, já desenvolveu bem suas habilidades fundamentais, sendo capazes de manusear objetos pessoais com maior precisão, inclusive os brinquedos.
Como habilidades fundamentais entram:
Habilidades locomotoras: como andar, correr, pular, etc.
Habilidades manipulativas: como arremessar, chutar, cortar, receber, etc.
Habilidades estabilizadoras: como se flexionar, girar o tronco, se equilibrar em um pé só, etc.
Outras habilidades motoras que as crianças também apresentam nessa idade são:
Conseguem pular com um pé só;
Conseguem pular para trás, correr mudando de direção, são capazes de usar triciclos, por exemplo, fazendo curvas;
Conseguem manusear objetos pessoais, brinquedos, tesouras infantis com maior precisão;
Segundo o escritor Gallahue e seus estudos sobre a compreensão do desenvolvimento motor:
Também segundo Gallahue, durante o desenvolvimento das habilidades motoras, as crianças passam por três estágios: o estágio inicial, o elementar e o maduro, sendo que as crianças de 5 a 6 anos apresentam-se entre o estágio elementar e o maduro.
No estágio elementar há um maior controle e coordenação de movimentos fundamentais, tais quais habilidades locomotoras, manipulativas e estabilizadoras ou de equilíbrio. É mais comum que as crianças entrem nesse estágio com 4 anos de idade. Já no estágio maduro há uma eficiência mecânica na coordenação dos movimentos fundamentais e uma execução controlada dos mesmos. As crianças entram nesse estágio normalmente próximas aos 6 anos de idade.
Segue abaixo uma lista de diversas brincadeiras (e brinquedos) que as crianças de 5 a 6 anos podem brincar com tranquilidade, seguindo suas características de desenvolvimento e capacidade motora. Algumas das brincadeiras serão explicadas pois podem não ser muito conhecidas.
Desenho sem fio: Treina a percepção sensorial das crianças! As crianças são enfileiradas e a última da fila faz um desenho nas costas da criança da frente (apoiando um papel nas costas do participante e desenhando com uma caneta), o objetivo é que cada um tente reproduzir o desenho que foi feito em suas costas. No final todos mostram seus papéis.
Criação de personagens e objetos com rolos de papel higiênico: Estimula a criatividade. O objetivo é criar objetos e personagens utilizando de rolos de papel higiênico e outros materiais que a criança possuir em casa.;
Desenho maluco: Nesta brincadeira, as crianças pegam um papel e uma caneta e têm como objetivo desenhar uma pessoa. Primeiro, elas precisam desenhar a cabeça, depois, a criança passa seu desenho para outra criança, que vai desenhar o corpo, que passa para outra criança, que vai desenhar os olhos... e assim por diante.
Caixa misteriosa
Com uma caixa de sapatos velha, fazer um furo na parte lateral da caixa, para que a criança possa colocar a mão dentro da caixa. Um dos participantes da brincadeira coloca algum objeto dentro da caixa para o outro tentar adivinhar o que é sem olhar dentro da caixa!
Cesta: não necessariamente a “cesta de basquete” tradicional, pode ser feito com um balde e algumas bolinhas, ou meias, caso não haja bolinhas de plástico.
Jogo da memória: com alguns copos e uma bolinha, um dos participantes esconde a bolinha num copo e mistura do jeito que quiser. O outro participante precisa adivinhar onde está a bolinha!
Cabo de guerra com bolinha de ping pong: Neste "cabo de guerra", as crianças tem como objetivo levar a bolinha de ping pong para o campo adversário somente assoprando. Esse "campo" deve ser pequeno, como o tamanho de uma mesa. Deve ser feito uma área grande no meio dessa superfície (a área neutra) e duas áreas menores, de lados opostos, nos cantos da superfície, para serem os campos dos rivais. A bolinha de ping pong é colocada no meio e o objetivo é assoprá-la para o campo do adversário.
Mímica
Mico
Rouba-monte
Jogar bola
Pula-macaco
Morto-vivo
Pular corda
Futebol de botão
Quem sou eu?
Dança das cadeiras
Pega varetas
Batata quente
Brinquedos de montar (lego)
Massinha de modelar
Giz de cera
Quebra-cabeça
Cabo de guerra
Mestre mandou
Corrida de canguru
Caça ao tesouro
Davi (6 anos) - Depois que as aulas normais foram interrompidas por causa do COVID-19, Davi passa a maior parte do dia na rua, brincando com seus amigos de idade próximas. Em geral, ele costuma se divertir mais com brinquedos simples, sendo um menino muito ativo. As brincadeiras incluem principalmente soltar pipa ( que ele mesmo faz, de acordo com a mãe), jogar bola ou brincar de "super herói" - que consiste em fingir que é um super herói junto com os amigos.
Benjamin (5 anos e meio) - Antes da pandemia, quando a rotina envolvia escola, a mãe relatou que ele não tinha um horário dedicado à brincadeiras. Porém com a quarentena, ele passou a brincar a maior parte do tempo, de preferência com outras pessoas, sejam adultos (em casa) ou crianças no ambiente externo. As brincadeiras do lado de fora envolvem principalmente "esconde- esconde" e "polícia e ladrão". Já dentro de casa, prefere brinquedos que envolvem montagem como legos, quebra cabeças e jogos.
Isadora (6 anos) - Estuda em período integral na escola, em casa brinca mais ou menos umas três horas por dia, e assiste bastante a televisão, as vezes reveza entre brincar e assistir. A mão relata brincarem juntas depois de seu trabalho, na parte da noite. Nos finais de semana, quando está em casa, seu pai também se junta as brincadeiras. Não tem uma brincadeira favorita, é mais de viver o momento. É bastante ativa e não consegue brincar em apenas um canto, deixando brinquedos espalhados pela casa.
Davi (6 anos) - A mãe relata que é muito difícil brinquedos durarem muito tempo na mão de Davi, devido ao uso intenso ("Com certeza é a bola [brinquedo favorito], ele leva pra lá e pra cá, ta toda “comida” já "). É também evidente que as brincadeiras não envolvem tantos brinquedos específicos, pois não é comum eles ganharem um pela mãe, devido a condição de renda. Os brinquedos que Davi possui geralmente são recebidos de terceiros.
Benjamin (5 anos e meio) - Segundo relato da mãe, a preferência de Benjamin é por brinquedos que envolvem resolução de problemas e montagens, como quebra cabeças e lego. Porém relata que ele em geral brinca de tudo
Isadora (6 anos) - Seus brinquedos favoritos do momento são as bonecas LOL e os pôneis My Little Pony, mas ela também gosta bastante de jogar. A mãe observou que alguns brinquedos chamaram atenção de acordo com sua idade, dando o exemplo de um cavalinho de montar e sair pulando que ganhou quando tinha dois anos, mas que só se interessou em brincar esse ano.
Simone Mozzilli, idealizadora do Instituto e formada em Comunicação (FAAP), Design (Escola Panamericana), pós graduada em Tecnologia da Informação (USP) e Medicina Integrativa (Albert Einstein)
Confira o site do instituto: https://beaba.org/
3 - Pais ou cuidadores
Apesar do público alvo dos brinquedos serem as crianças, é de suma importância saber quem é o público comprador dos brinquedos, ou seja, quem são os pais e cuidadores.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, foi observado que das 10,3 milhões de crianças brasileiras com menos de 4 anos, 83,6% (8,6 milhões) tinham como primeira responsável uma mulher (mãe, mãe de criação ou madrasta).
Além disso, com dados do IBGE de 2015, é possível comparar as diferenças de idade entre mulheres e homens:
Dados de 2015 sobre os primeiros responsáveis pela criança
Mulher Homem
Idade 18 a 29 anos 30 a 39 anos
Trabalham 45% 89%
A mesma pesquisa do IBGE revelou que as crianças de menos de 4 anos de idade ficavam na maioria das vezes nos cuidados de um dos responsáveis pela criança ou da creche/escola durante o período da manhã e da tarde.
Percentual de crianças de menos de 4 anos que ficam no mesmo local com a mesma pessoa, de manhã e de tarde
No domicílio em que residem com um dos responsáveis 74,5% (6,8 milhões)
Creche/Escola 16,6% (1,4 milhão)
Em outro domicílio com um parente 3,6% (300 mil)
" De acordo com Dreikurs e Soltz (1964) na modernidade, devido aos avanços tecnológicos e lutas por igualdade entre homem e mulher, as crianças acabam tendo que se divertir separadas dos seus pais, pois os mesmos passam a maior parte do seu tempo trabalhando em prol de uma melhor condição de vida para seus filhos, faltando, assim, tempo para participar de uma relação pessoal com os mesmos. "
Segundo uma pesquisa feita pelos Profissionais da Catho de 2018, podemos observar que as mulheres deixam mais o mercado de trabalho para poder ter mais tempo para cuidar dos filhos do que os homens. Além disso elas dedicam 73% mais horas do que os homens aos cuidados e/ou afazeres domésticos. Portanto a mãe é geralmente mais presente para os filhos.
Pesquisa Catho de 2018
Mulher Homem
Deixam o mercado de trabalho para cuidar dos filhos 30% 7%
Em outra pesquisa, feita no artigo “A ludicidade da criança e sua relação com o contexto familiar” com 40 pais de classes socioeconômicas baixas , revela que apesar das crianças terem geralmente um período por dia e o fim de semana para brincar, a maioria dos pais possuem menos de uma hora por dia para tal atividade com os filhos.
Tempo que pais brincam com os filhos
Frequência Percentual
Menos de 1 hora/dia 18 45%
Um período/dia 8 20%
Final de semana 7 17,5%
Não brincamos 6 15,0%
Um período dia/final de semana 1 2,5%
Neste mesmo artigo, a pesquisa aponta o que os pais fazem quando as crianças brincam. Os dados mostram que na maior parte das vezes os pais se dividem entre atividades com os filhos e os serviços de casa.
O que o pais fazem enquanto os filhos brincam
Frequência Percentual
Atividades com ele e serviços da casa 32 80%
Trabalho fora 6 15%
Serviços de casa 5 12,5%
Não deixo brincar na rua 3 7,5%
Vou junto com ele 1 2,5%
Por fim, em nossas entrevistas também concluímos que por mais que alguns pais estejam durante a pandemia de home office e teoricamente tenham mais tempo para ficar com as crianças, o tempo não é totalmente dedicado para a criança, precisando ser dividido entre trabalho e os cuidados da casa, ou seja, um tempo com pouca qualidade.
A escola participa ativamente de grande parte do desenvolvimento de uma criança. Com o tempo e a respeito disso, muitas instituições surgiram com diferentes metodologias de educação, tentando dialogar com muitas famílias para garantir o máximo de segurança e tranquilidade dos pais, convergindo com diferentes crenças.
Não encontramos nenhum estudo à respeito da adoção das linhas pedagógicas pelos pais. Pelo resultado de nossas entrevistas, percebemos que a questão das linhas pedagógicas não é muito difundida e mesmo que conheçam e tenham certa afinidade por alguma metodologia, os pais não veem problemas em adotar o modelo tradicional.
Abaixo, separamos pequenos textos do blog “Leiturinha” sobre algumas das principais linhas pedagógicas atualmente adotadas por escolas.
"Também conhecida como “conteudista”. A linha tradicional teve início no século XVIII, com o objetivo de universalizar o conhecimento, e ainda hoje é a mais popular nas escolas brasileiras. Com foco principal na transmissão de conteúdo, essa linha busca principalmente preparar o aluno para o vestibular ao final do Ensino Médio.
Assim, o professor assume um papel de transmissor de conhecimento, com aulas majoritariamente expositivas e uniformizadas. Os alunos são avaliados periodicamente com provas escritas sobre os conteúdos passados durante as aulas. Quando não alcançam a pontuação mínima, são reprovados e precisam repetir a disciplina ou a série."
"Bastante atrelada à tradicional. A linha comportamentalista, como o próprio nome diz, tem como objetivo que os alunos adquiram comportamentos desejados, moldados de acordo com necessidades sociais determinadas. Assim, o ensino é bem planejado, com materiais instrucionais programados. O professor é o responsável por transmitir conhecimento e controlar o tempo e as respostas dos estudantes. Tudo por meio de feedbacks constantes. A avaliação é realizada com provas e os resultados são recompensados."
"Diferentemente das duas acima, na linha construtivista os alunos têm papel ativo em sua aprendizagem, construindo seu conhecimento – daí vem o nome. Aqui os professores têm muito mais um papel de mediadores do que de detentores do conhecimento.
Para além dos conteúdos, essa linha busca estimular a autonomia das crianças. Proporcionando o conhecimento através da formulação de hipóteses e resolução de problemas. A metodologia vai além das aulas expositivas. Explora elementos artísticos, por exemplo. A ideia principal dessa abordagem é que as crianças aprendam coisas novas a partir do que elas já sabem e conhecem. "
"Contrária à linha tradicional, aqui o aluno é a figura central do aprendizado. Ele pode inclusive escolher as formas como deseja aprender os conteúdos necessários à sua formação, sem um cronograma padrão. Na linha democrática, o professor tem um papel de facilitador. Junto com alunos, pais e demais funcionários da escola, ele tem direito à participação na instituição. Por meio de assembleias e reuniões que envolvem toda a comunidade escolar em suas decisões.
Baseada na inglesa Escola Summerhill, surgida em 1920, essa abordagem busca abolir as provas. As avaliações são por participação e trabalhos, que podem ser escritos ou artísticos, por exemplo. O foco aqui é a liberdade de escolha dos alunos."
"Desenvolvido pela médica e educadora italiana Maria Montessori, no início do século XX, a linha montessoriana propõe que os alunos se descubram e aprendam através da experiência prática e da observação. Respeitando sempre o ritmo de cada um. Assim, o educador tem o papel de guiar, orientar e propor atividades motoras e sensoriais, removendo obstáculos ao aprendizado.
As salas de aula têm até 20 alunos e podem ser organizadas por série, como na tradicional, ou por ciclos, com crianças de diferentes idades na mesma turma. Diversos materiais de estímulo ficam dispostos pela sala. É a criança quem escolhe o que irá fazer no dia. No entanto, é necessário cumprir os módulos obrigatórios para avançar os estudos. O foco aqui é a responsabilidade pelo aprendizado."
"Criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, em 1919, a linha Waldorf considera o aluno em seu todo: corpo, alma e espírito. Os ciclos são definidos de sete em sete anos: de 0 a 7, de 7 a 14 e de 14 a 21 anos de idade. Para cada uma dessas etapas, os alunos têm um tutor fixo que os avalia, basicamente, por meio de anotações que faz durante as aulas. Também não se repete ciclo, uma vez que a abordagem leva em conta, principalmente, o tempo biológico de cada estudante.
A alfabetização é iniciada apenas no segundo ciclo, após as crianças completarem 7 anos. No primeiro ciclo o foco é o desenvolvimento integral da primeira infância, com ênfase em artes e trabalhos manuais e corporais. A imaginação é estimulada através de brinquedos simples e pouco estruturados, e a participação ativa da família é fundamental."
"Baseada nas ideias do educador brasileiro Paulo Freire, a linha freiriana é voltada para o processo de alfabetização e considera os aspectos sociais, culturais e humanos de cada aluno. Por isso, a criança tem papel fundamental no processo de aprendizagem, tendo que ser sempre ouvida, para que o professor encontre a melhor maneira de ajudá-la a ganhar confiança e compreender o mundo através do conhecimento. Essa abordagem vê a educação como uma forma de libertar e mudar as pessoas e, consequentemente, mudar o mundo. Princípios como bom senso, humildade, respeito, tolerância e curiosidade são defendidos pela linha Freiriana."
Conforme pesquisa realizada pela ONG Criança Segura (SP), as crianças de até três anos de idade são mais suscetíveis a engasgos, sendo que anualmente morrem mais de 700 crianças vítimas de sufocamentos e mais de 73 mil são hospitalizadas por quedas relacionadas a brinquedos. Portanto é necessário estar atento a alguns cuidados na hora de escolher um brinquedo para evitar riscos de acidentes para as crianças. A Secretária da Saúde faz algumas recomendações aos pais na hora de adquirir um brinquedo:
"Brinquedos com ruídos excessivos podem causar sérios danos à audição;"
"Evite brinquedos com formas e cheiros que imitem alimentos, porque as crianças tendem a engoli-los;"
"Brinquedos que possuem partes cortantes ou pontiagudas;"
"Atenção aos brinquedos que possam levar a sufocamento (cordas, balões ou peças muito pequenas);"
"Adquira o brinquedo de acordo com a faixa etária ou idade do seu filho. Por lei, os fabricantes devem transmitir essa informação no rótulo;"
"Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações sobre o fabricante (nome, CNPJ, endereço);"
"Os brinquedos devem conter selo de segurança fornecido pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial)."
Porém, na entrevista feita pelo nosso integrante de grupo Vinicius Yuzo com uma mãe de uma criança de 2 anos e meio, ela afirmou que não se importa em comprar brinquedos que indiquem uma faixa etária maior que a da criança.
"Conforme Karsaklian (2000) a criança não tem poder de decisão do produto apenas na parte de brinquedos ou guloseimas, elas passaram a influenciar a decisão de compra de toda a família."
De fato, as crianças exercem grande influência na decisão de compra dos pais, principalmente quando se consome brinquedos. Esse tipo de influência depende também da classe social dos pais, que vai diminuindo quanto mais baixa for a classe. Além disso, os pais enxergam na atividade de comprar uma maneira de conversar com o filho sobre consumo para que ele adquira experiência de modo a se tornar um consumidor no futuro.
"Os pais têm preocupação com o filho como consumidor e acabam dando valor a suas opiniões na decisão de compra (BLACKWELL, MINIARD e ENGEL 2005)."
De acordo com a pesquisa feita pela Sonne Branding é possível verificar que os pais da classe A compram mais brinquedos conforme a vontade dos filhos, do que nas classes B e C. Ademais, é notável observar que as classes B e C demonstram levar na maioria das vezes os filhos para comprar os brinquedos, apesar de considerarem menos a vontade das crianças.
Dados da pesquisa da Sonne Branding
Classe A Classe B Classe C
Compram brinquedos pela vontade dos filhos 60% 32% 21%
Levam os filhos para comprar brinquedos 78% 63% 48%
Alguns pais também levam em consideração outros critérios além do preço e da vontade da criança. Conforme a entrevista feita pelo nosso integrante de grupo Vinicius Yuzo com a mãe de uma criança de dois anos e meio, ela explica que em uma loja de brinquedos, ela leva em consideração brinquedos com aspectos que podem ajudar a desenvolver coordenação motora, aspectos psicológicos ou aspectos didáticos. A mãe também conta que o que mais atrai a atenção de um brinquedo é a objetividade de sua embalagem, ficando claro seus objetivos e o que vai lhe custar.
De acordo com o artigo “A ludicidade da criança e sua relação com o contexto familiar”, feito com famílias de nível socioeconômico baixo, “as crianças relacionam o brincar às atividades e às companhias; enquanto as associações dos pais refletem suas próprias concepções de infância. Alguns ainda introduzem a idéia de que o brincar também serve para o desenvolvimento, e outros não definiram nenhuma função, sugerindo a carência de orientações em relação àquilo que os jogos, brinquedos e brincadeiras podem estimular, desenvolver e/ou promover.”
Além disso, no mesmo artigo, podemos observar dados que mostram a diferença de opiniões sobre qual é a real preferência dos filhos. Os pais, em sua maioria, não citaram as brincadeiras livres como sendo as preferidas pelas crianças, entretanto, as crianças citaram num percentual de 65,0% as brincadeiras livres como aquelas que mais gostam e num percentual de 70,0%, como aquelas que mais gostariam de brincar.
Por fim, “ a rua foi citada por 87,5% dos pais como um local não satisfatório para que seus filhos brinquem. As crianças citaram a casa como o lugar onde mais brincam, com percentual de 55,0%; mas a rua e o parque também aparecem como lugares preferenciais.”
Portanto, podemos concluir que muitos pais pensam na atividade do brincar meramente como uma forma de passar o tempo, ou seja, sem enxergar nos brinquedos ou brincadeiras o benefício de desenvolver e educar a criança de maneira lúdica. Além disso, os pais têm uma perspectiva muitas vezes diferente sobre o que seu filho gosta de brincar, como no caso das brincadeiras livres, que apesar de ser pouco citada pelos pais como uma preferência dos filhos, as crianças em sua maioria gostam mais desse tipo de brincadeira.
A escola tem o papel de educar as crianças, porém este papel não está desvinculado dos cuidados, das brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma a contribuir no desenvolvimento das capacidades da criança. Portanto, as atividades na escola devem permitir experiências múltiplas que estimulem a criatividade, a experimentação, a imaginação, promovendo as distintas linguagens expressivas e incentivando a interação social.
De acordo Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI),a prática da educação infantil (0 a 6 anos) deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:
"desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;"
"descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar;"
"estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua autoestima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;"
"estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;"
"observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;"
"brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;"
"utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva;"
"conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade."
Entretanto, de acordo com o artigo “A ludicidade da criança e sua relação com o contexto familiar”, nas classes socioeconômicas mais baixas a escola não é citada como um lugar de referência para o brincar. Na realidade, a escola pretende ser um lugar em que é muito mais exigido normas e aprendizagens, do que se oferecer como um local prazeroso para o desenvolvimento de brincadeiras.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Saúde orienta cuidados na compra de brinquedos para o Dia da Criança. São Paulo:2008. Disponível em: <https://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/saude-orienta-cuidados-na-compra-de-brinquedos-para-o-dia-da-crianca-1/>. Acesso em: 30/08/2020.
PASTORAL DA CRIANÇA. Crianças são as maiores vítimas de acidentes com brinquedos. São Paulo:2018. Disponível em: <https://www.pastoraldacrianca.org.br/a-crianca-e-o-consumo/criancas-sao-as-maiores-vitimas-de-acidentes-com-brinquedos>. Acesso em: 03/09/2020.
BRUNO GARCIA, Compradores são infiéis em relação às lojas de brinquedos. Mundo do Marketing. São Paulo: 29/11/2012. Disponível em: <https://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/26096/compradores-sao-infieis-em-relacao-as-lojas-de-brinquedos.html >. Acesso em: 03/09/2020.
ANA CRISTINA CAMPOS, IBGE diz que a mulher é a principal responsável por criança no domicílio. Agência Brasil. Rio de Janeiro: 29/03/2017: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-03/ibge-mulher-%C3%A9-principal-responsavel-pela-crianca-no-domilicio >. Acesso em: 03/09/2020.
FELIX DA SILVA, Michelle. Influência Do Consumidor Infantil No Processo De Compra Familiar . 2017. pág 39-48. Trabalho de Conclusão de Curso – Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia , Caraguatatuba ,2017. Disponível em: <https://www.ifspcaraguatatuba.edu.br/images/conteudo/TCC_MICHELLE.pdf>
POLETTO, Raquel Conte. A ludicidade da criança e sua relação com o contexto familiar. Psicol. estud., Maringá , v. 10, n. 1, p. 67-75, Apr. 2005 . Available from <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722005000100009&lng=en&nrm=iso>. access on 04 Sept. 2020.
DANTAS, Ana Sueli Melo. Crianças em Creche: um espaço onde o cuidar e o educar caminham juntos. Psicologado, [S.l.]. (2015). Disponível em <https://psicologado.com.br/atuacao/politicas-publicas/criancas-em-creche-um-espaco-onde-o-cuidar-e-o-educar-caminham-juntos> . Acesso em 4 Set 2020.
Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf>
Aspectos dos cuidados das crianças de menos de 4 anos de idade : 2015 / IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento. – Rio de Janeiro : IBGE, 2017. Disponível em :<https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv100137.pdf>
Conheça 7 linhas pedagógicas e descubra qual a escola escolher para seu filho. Blog da Leiturinha, 8 de Janeiro de 2020. Disponível em <https://leiturinha.com.br/blog/conheca-7-linhas-pedagogicas-e-descubra-qual-escola-escolher-para-seu-filho/>. Acesso em : 04 de Setembro de 2020.
Fabiana Emi, 26 anos, mãe da Luna de 2 anos e meio.
Anteriormente a pandemia, a escola se responsabilizava pela criança no período da manhã e da tarde e ficava com a mãe somente após o trabalho, restando poucas horas para a relação entre mãe e filha, que muitas vezes acaba servindo para atividades diárias, como dar comida e banho, com pouco tempo de qualidade. Aos finais de semana os programas eram preferencialmente voltados em atividades ao ar livre e/ou culturais.
Durante a pandemia, a mãe consegue fazer home office e por isso passa o dia inteiro com a filha, porém acha que poderia ser de maior qualidade, o tempo não é totalmente dedicado para a criança, precisando ser dividido com o trabalho e os cuidados da casa. O confinamento, está se mostrando prejudicial para a questão social da criança, que por estar em contato apenas com adultos, se mostra receosa ao encontrar outra criança.
Não é estabelecido um limite para o tempo de brincadeiras e geralmente a mãe brinca com a criança. É muito difícil para a mãe se incluir na brincadeira, pela criança apresentar diversas situações imaginárias e abstratas.
Dentro das lojas de brinquedo, a escolha do brinquedo é feita no corredor destinado à idade da criança e é feita juntamente dela, com a mãe explicando o que cada brinquedo faz e indo por exclusão até restar um. Nesse processo também é levado em consideração os aspectos que o brinquedos pode ajudar a desenvolver (coordenação motora, aspectos psicológicos ou aspectos didáticos). Para a mãe o que mais atrai a atenção de um brinquedo é a objetividade de sua embalagem, ficando claro seus objetivos e o que vai lhe custar. Além disso a mãe não se importa em comprar brinquedos que indiquem uma faixa etária maior que a da criança.
A mãe procura adotar a metodologia montessoriana, tanto em casa quanto nas escolas e se vê aberta para estudar outras linhas educacionais para conciliar aquilo que melhor se adequa na realidade dela.
Ana Paula, mãe de dois filhos, 6 e 3 anos de idade.
Durante a pandemia, as crianças acordam mais tarde que de costume, tomam café da manhã e assistem TV enquanto brincam, até chegar a hora do almoço. Depois de almoçar, assistem às aulas online, depois jogam vídeo game, tomam banho, assistem a TV novamente e vão dormir.
Antes da pandemia, Ana Paula e o marido deixavam os filhos com os avós enquanto trabalhavam. No contexto atual, ela trabalha de home office, sendo responsável, sozinha, por todo cuidado e atenção aos filhos, ao mesmo tempo que tenta se concentrar no computador.
A relação com os filhos é muito boa, a mãe brinca muito com eles e tem facilidade nisso. Não há controle sobre a forma que eles devem brincar, apenas exige que os filhos limpam a bagunça ao final do uso, algo que aprenderam na escolinha. Pensando nisso, existe uma separação de brinquedos da seguinte forma: montar, jogar, carrinhos, pistas, bonecos e outros.
A mãe sempre optou e tem preferência por brinquedos articulados, que estimulam a criatividade e o raciocínio dos filhos, que permitam várias maneiras de brincar. Além de não comprar brinquedos que não sejam assim, também não compraria brinquedos muito frágeis, nem brinquedos musicais.
Eles sempre vão juntos a lojas de brinquedos, geralmente já com algum brinquedo em mente. Comentou que muitas vezes aconteceu dos filhos verem um brinquedo em movimento na TV e quando viram pessoalmente não gostaram, pois eles não se mexiam. Além disso, disse que passa nas lojas físicas e faz a compra online, pois quase sempre é mais barato.
Eliane Kinoshita, 43 anos, mãe do Antony de 6 anos e da Julia de 9 anos.
Antes da pandemia, as crianças ficavam com os avós durante a manhã, que os levavam para a escola a tarde, a mãe pegava as crianças na escola por volta das 19h e ficava com elas até o horário de dormir, por volta das 23h. O tempo que passavam juntos acabava por ser dedicado para as lições e atividades cotidianas (escovar os dentes, jantar) o que não tornava o tempo de qualidade.
Agora com a pandemia, a mãe não consegue fazer home office, mas remanejaram seu horário para começar mais cedo e encerrar mais cedo, então ela consegue chegar por volta das 15h em casa. O pai, por outro lado, consegue fazer home office, porém sua carga de trabalho aumentou. O pai fica encarregado pelas crianças na parte da manhã até o meio da tarde, conciliando com o home office enquanto a mãe está no trabalho. Quando a mãe chega, ela ajuda nas aulas remotas e nas lições, apesar de conseguir passar um pouco mais de tempo com os filhos, não acha que o tempo que ganhou é de qualidade, devido as circunstâncias da atual situação.
Foi notado um aumento na irritação e estresse das crianças, o ensino à distância juntamente ao aumento de tarefas reduz o tempo de brincadeira, além disso, o confinamento impossibilita as crianças de saírem de casa para brincar no condomínio, gerando um grande acúmulo de energia, que geralmente seria gasto com os colegas da escola. Essa falta de contato com crianças da mesma idade também faz falta para as crianças na visão da mãe.
Para a mãe é muito fácil de se incluir nas brincadeiras com os filhos “eu sou mais moleca do que eles”, ela acaba inventando algumas brincadeiras e costumam jogar Uno juntos.
A decisão da escolha dos brinquedos é apenas pelo desejo das crianças e pela acessibilidade do preço, quando é para algum coleguinha a mãe pergunta pros filhos qual o gosto do colega ou pede ajuda para algum atendente, então sempre que vai à lojas de brinquedo tem algo já em mente e se encaminha diretamente para o produto. Outro aspecto que acaba por influenciar na decisão da compra é a marca, que é preferível alguma que a mãe conheça ou que aparente ser de qualidade.
Em casa
Qual a idade do seu filho(a)?
Em média, você passa quanto tempo com seu filho(a)? Você considera esse tempo gasto com qualidade?
Você costuma controlar a quantidade de tempo que seu filho(a) brinca?
Você geralmente brinca junto com o seu filho(a)?
Em tempos normais, sem pandemia, como era organizada a rotina do seu filho?
Quem cuidava do filho nos momentos em que você saía para trabalhar? (avós, babá, creche, escola em tempo integral)
Nessa situação atípica de pandemia, você consegue realizar o seu trabalho em home office?
Você passa mais tempo com seu filho agora na pandemia? Esse tempo é de qualidade?
Como seu filho(a) está lidando com a atual situação? Ele compreende?
Dado o momento que estamos passando, como você organiza a rotina do seu filho(a)?
Existe algum lugar específico na sua casa para as brincadeiras e brinquedos?
Geralmente, qual é a durabilidade dos brinquedos?
Como você lida com a bagunça?
Seu filho(a) já se machucou com algum brinquedo? Se sim, que brinquedo era e como foi o ocorrido?
O que você gostaria de ensinar ao seu filho(a) com um brinquedo?
Você tem dificuldade para ensinar seu filho(a) por meio dos brinquedos?
Você acha difícil participar de alguma brincadeira com o seu filho(a)? Por quê?
Qual brinquedo/brincadeira você acha que é o preferido do seu filho(a)?
Você prefere brincar com o seu filho(a) com um brinquedo ou fazer uma brincadeira?
Loja de brinquedos
Quais são os critérios que você leva em consideração na hora de comprar um brinquedo? (vontade do seu filho, preços, se ajuda a desenvolver aspectos motores e psicológicos)
Você costuma separar os brinquedos por gênero?
Você segue alguma linha pedagógica para a educação do seu filho(a)?
As suas crenças influenciam na escolha de um brinquedo?
Qual é o primeiro lugar que você olha em uma loja de brinquedos?
O que atrai o seu olhar para um brinquedo ? (Embalagem, forma, etc)
Existe algum brinquedo que você não compraria para o seu filho(a)? Por quê?