1 - Plásticos / Polímeros
Tipos:
Excelente flexibilidade e maleabilidade – o produto mantémsuas propriedades mesmo em baixas temperaturas
Boa elasticidade
Pouca opacidade
Alta resistência à quebra
Não tóxico
Fácil processamento (moldados)
Todos os tipos podem ser misturados com os PEs e borracha
Fonte: Braskem
Leve e fácil de moldar
Boa resistência à impacto, à tração e à abrasão (desgaste por fricção; raspagem)
Resistência ao calor e às baixas temperaturas, (temperaturas que variam de -20°C a 80°C), isolante elétrico
Pode ser metalizado e altamente pigmentado (com cores vívidas e saturadas, que variam do transparente ao opaco)
Processo de produção: Injeção ou extrusão. Conexão entre as camadas consistentes e mínima deformação.
Fonte: Mais Polímeros
Leve (1,4 g/cm³)
Resistente à maioria dos reagentes químicos
Bom isolante térmico, elétrico e acústico
Sólido e resistente a choques
Impermeável a gases e líquidos
Resistente às intempéries
Durável: vida útil superior a 50 anos
Não propaga chamas: é auto-extinguível;
100% Reciclável
Fabricado com baixo consumo de energia.
Fonte: Inst. Brasileiro de PVC
Baixo custo
Resistência química
Fácil moldagem
Fácil coloração
Resistência moderada ao impacto
Boa estabilidade térmica
Atóxico
Resistência à flexão
Baixa absorção de umidade
Pode ser combinado com outros materiais com facilidade
Transparência
Fonte: Mais Polímeros
Resistência à abrasão – uma das maiores qualidades do Poliuretano;
Elevada resistência à tração;
Elevada resistência à propagação de rasgos;
Boa elasticidade ao choque;
Boa flexibilidade à baixas temperaturas;
Boa resistência às intempéries e Ozônio;
Grande capacidade de suportar cargas;
Boa resistência à hidrólise;
Possui boa resistência dielétrica (mas não é recomendado como material isolante).
Fonte: PolyBrasil
Elevada resistência ao impacto e à abrasão;
Grande resistência química
Atóxico e impermeável
Leveza (densidade aproximada 0,95 g/cm 3);
Imune às corrosões química e galvânica
Vida útil superior a 50 anos
Sistemas de união soldáveis ou por juntas mecânicas resistentes à tração;
Fonte: EcoPipe
Baixo custo
Fácil processamento
Fácil coloração
Elevada transparência
Baixa resistência ao impacto
Baixa resistência às intempéries
Propenso a problemas relacionados a migração de plastificantes
Fonte: Tudo sobre Plásticos
Processos de Produção:
O que é: Um dos métodos mais comuns para produção de qualquer componente plástico. Normalmente usa-se uma chapa de plástico e um molde numa maquina a vácuo.
Como se faz: Primeiramente esquenta-se o plástico. Depois a máquina levanta esse plástico, o molde é inserido e o vácuo aplicado. Isso suga o ar que está por entre a forma e o plástico, sugando o plástico na direção do molde.
Vantagens: Processo fácil para estudantes e amadores; molda detalhes com alta precisão;
Desvantagens: tempo de produção mais alto; são necessários ângulos de saída porque o processo não permite reentrâncias.
O que é : Consiste em espremer através de um furo numa matriz, e assim, produzir comprimentos contínuos desse material com a forma que esse furo tenha.
Como se faz: Primeiramente o plástico é derretido. Uma vez derretido esse material é forçado a passar por uma matriz, normalmente um furo, e sai do outro lado com a forma da matriz.
Vantagens: Melhor forma de se fazer tiras longas com o mesmo perfil; Pode ser usada com uma gama grande de materiais;
Desvantagens: As peças, muitas vezes, precisam ser cortadas no comprimento correto, furadas ou montadas.
O que é : processo semelhante a inflar uma bexiga dentro de um molde para dar forma ao objeto.
Como se faz: Primeiro faz-se um molde bipartido com as especificações do produto final. Depois insere-se o plástico em forma de tubo e fecha-se o molde. Um cano é inserido por uma das aberturas e sopra o plástico para que ele se conforme de acordo com o molde.
Vantagens: Custo unitário baixo; Velocidade elevada de produção; Fácil moldagem de detalhes, como roscas;
Desvantagens: Ferramental de custo alto; Demanda grandes volumes de produção para ultrapassar o custo de investimento; Limitado a formas razoavelmente simples.
O que é : Técnica mais difundida de moldagem de plástico. Utiliza-se plástico derretido, molde, gás ou água.
Como se faz: Uma rosca transporta o plástico quente, lentamente o derretendo, e finalmente injetando em alta pressão ( com água ou gás ) numa série de portas e canais, que alimentam um molde feito de aço. Depois de resfriada sob pressão os pinos ejetam a peça do molde.
Vantagens: Tempo e custo de produção reduzidos; Peças com múltiplos componentes produzidas em ciclo único; Permite uma variedade de características funcionais e decorativas como grafismos e texturas;
Desvantagens: Demanda um alto planejamento de produção;
O que é: processo que usa calor e a rotação de um molde para dar forma a peças ocas.
Como se faz: Primeiro coloca-se a matéria prima em pó no molde frio. Depois coloca-se esse molde no forno. A medida que ele esquenta o molde começa a girar o plástico derrete e vai se acumulando nas paredes e cria uma forma oca. Por ultimo resfria-se o molde usando água ou ar.
Vantagens : Ideal para formas ocas; Adequada a pequenos volumes de produção; Processo simples;
Desvantagens: não é adequado para fazer peças pequenas e detalhes precisos.
Estudos: Lego e exemplos históricos
Lego (1932) Acetato de celulose
Material original: Polímero ABS
Evolução do material: Polímero de etanol + Braskem
Entre 1940 e 1950, surgiram novos materiais como o PVC e o plástico na fabricação das bonecas, que permitiam pintar o tom da pele e desenhar traços mais nítidos das bonecas .
Após a Segunda Guerra Mundial, a produção de plástico foi vista como uma indústria com potencial de crescimento. Soldados de plástico do pós guerra eram vendidos sem pintura, geralmente na cor verde correspondente aos uniformes dos EUA na Segunda Guerra Mundial.
As bonecas, que até o final dos anos 40 eram feitas em uma massa inquebrável, passaram a ser de plástico a partir da Pupi, uma boneca articulada de poliestireno. Pupi também ganhou uma versão Palhaço (1954), no mesmo material. Bebê que anda (1951) é um dos primeiros bebês com movimento. Lançado na década de 50, ele andava graças a uma engrenagem de ferro.
A criançada já brincava com argolonas desde o Egito antigo. Mas o estouro só veio em 1958, quando uma fábrica de brinquedos lançou o primeiro modelo de plástico nos EUA: o hula hoop. No mesmo ano, a Estrela lançou o hula aqui, com um nome tirado do verbo “bambolear” (gingar).
Material: PVC, plástico colorido.
"Ela reinou nos anos 80 e 90, mas várias fontes indicam que sua origem ocorreu nos anos 40, quando um engenheiro naval norte-americano acidentalmente deixou cair uma mola torcida, achou o efeito curioso e resolveu transformá-la num brinquedo. É difícil determinar um fabricante, já que se trata de um produto realmente muito simples, produzido e copiado por muita gente"
Material: polietileno
"Lançado em 1987 e fabricado até 1991, o Pogobol colocava crianças e adolescentes para brincar perigosamente. Era mesmo muito fácil acertar a canela na superfície onde se devia pisar e os tombos eram quase inevitáveis. Apesar dos riscos, foi um dos maiores sucessos da Estrela, ao ponto de imitações terem surgido pouco tempo depois, como o Gogo Ball do Gugu."
Material: vinil
2 - Madeiras
Os critérios utilizados para a seleção de madeiras foram:
Peso
Facilidade de trabalho
Atoxicidade
Ausência de farpas
Nome científico: Pinus Elliottii
Características gerais:
- É madeira de reflorestamento
- Cor branco-amarelado, brilho moderado
- Cheiro e gosto distintos e característicos à resina da árvore, agradável. Densidade baixa e textura fina.
- Madeira suscetível ao ataque de xilófagos
Trabalhabilidade:
- Macia ao corte, fácil de ser trabalhada. São fáceis os processos de aplainar, desenrolamento, lixamento, torneamento, furo, fixação e colagem.
Nome científico: Simarouba amara
Características gerais:
- Coloração esbranquiçada a levemente amarelada.
- Brilho moderado
- Cheiro imperceptível e gosto levemente amargo
- É suscetível à ação de fungos e cupins.
Trabalhabilidade:
- Fácil de ser trabalhada, macia ao corte. Fácil de serrar, aplainar, pregar, parafusar e colagem. O torneamento requer velocidade alta e facas afiadas.
Nome científico: Virola surinamensis
Características gerais:
- Madeira leve
- Coloração bege-claro e rosada
- Lisa, porém pouco brilhosa
- Cheiro e sabor imperceptível.
- Não possui resistência natural a apodrecimento.
- É de ótima qualidade para compensados e laminados.
Trabalhabilidade:
- Madeira fácil de ser trabalhada com qualquer tipo de ferramenta ou máquina. A colagem também é fácil.
Nome científico: Cariniana legalis
Características gerais:
- Cor rosada, por vezes bege-claro. Cheiro e gosto imperceptíveis. Textura média e uniforme.
- Baixa resistência a organismos xilófagos (fungos, cupins)
- Madeira de lei (não provém de reflorestamento)
- Durável e moderadamente pesada
Trabalhabilidade:
- Estável e fácil de trabalhar. Macia ao corte, não gera farpas
Nome científico: Amburana cearenses
Características gerais:
- Deve-se manter em mente que a madeira possui cheiro e gosto agradável (adocicado).
- Coloração castanho-amarelado, textura média
- É moderadamente resistente à umidade, mas não a fungos e cupins.
- É uma madeira de peso médio-leve.
Trabalhabilidade:
- Fácil de cortar, aplainar, tornear, desdobrar, desenrolar e colar.
- Aceita bem cola, pregos, parafuso, aceita bem acabamentos permeáveis (cera, verniz)
Processo de desbaste mecânico que dá forma a uma matéria prima, pela ação de máquinas e ferramentas .
- O primeiro passo do processo de usinagem é o desempeno, que deixa a peça de madeira bruta plana, para prepará-la para outros passos. Para o desempeno é utilizada a plaina desempenadeira
- O próximo passo é o desengrosso, que usina a peça de modo a deixar suas duas maiores superfícies paralelas. Para o desengrosso, é utilizada a desengrossadeira
- O desempeno e o desengrosso, que garantem a ortogonalidade das peças, nem sempre são feitos em contextos de produções artesanais
- Após o preparo da matéria bruta, é feito o desgaste da madeira, para lhe dar a forma final do produto. Para isso, existe uma grande variedade de ferramentas, máquinas e processos que são utilizados
Serras, serrotes, limas, grosas, plainas, formões e goivas são as principais ferramentas manuais que são utilizadas.
O resultado do uso dessas ferramentas, independentemente da habilidade do artesão, não é tão preciso quanto o resultado do uso de máquinas
Torno, tupia, lixadeiras, serra de fita, serra circular e furadeiras são as ferramentas operadas manualmente mais comuns
O trabalhador tem contato direto com a máquina e a matéria prima
Router CNC: máquina controlada por computador que molda peças de madeira e outros materiais em três dimensões, com grande velocidade e acurácia. Para isso, faz uso de fresas que podem cortar, gravar e desbastar o material utilizado. Pode gerar formas orgânicas ou geométricas
Cortadora laser: máquina controlada por computador que corta e grava peças de madeira e outros materiais. A máquina faz não é capaz de moldar as peças em suas três dimensões, apenas de realizar cortes e gravações. O funcionamento da máquina se baseia no uso de um laser de CO2.
As máquinas operadas por computador atingem graus mais altos de precisão do que a ferramentas e máquinas operadas manualmente. A peça é projetada digitalmente, por meio de softwares de modelagem 3D.
Mudam a aparência da madeira, deixando-a mais chamativa
Tintas: dão cor à madeira sem tingi-la, formar uma película na superfície do material. Algumas tintas podem conter substâncias tóxicas.
Corantes: dão cor ao material. São absorvidos pela madeira no processo de tingimento.
Valorizam a tonalidade natural do material, realçando as matizes e desenhos das madeiras nacionais.
Vernizes: formam uma película na superfície da madeira, protegendo-a da umidade, das intempéries, fungos e insetos. Podem ou não adicionar brilho à madeira, dependendo da variedade de verniz utilizada.
- Aplicação: pode ser feita por pincéis, rolos e pistolas de pintura
- Existem vernizes a base de água e a base de solventes
- Verniz marítimo: oferece grande proteção contra umidade. Muito flexível, dificilmente racha
- Verniz copal: não indicado para peças que vão enfrentar umidade e intempéries
- Verniz de cera de abelha: mistura de cera de abelha com terebintina
- “Verniz ecológico”: verniz composto por própolis bruto, óleo vegetal e álcool (de cereais ou etílico), utilizado por apicultores para proteção e acabamento das caixas em que ficam as abelha
Ceras: protegem a madeira de umidade e ajudam a manter a coloração da peça. Não são absorvidas pela madeira, apenas formam uma película na superfície. É necessária reaplicação com o uso
- Aplicação: feita com panos e esponjas
- São usadas principalmente a cera de abelha e a cera de carnaúba
- Podem ou não ser misturadas a óleos, para facilitar a aplicação
Óleos: são absorvidos pela madeira, e por isso não oferecem protegem a superfície.
- Aplicação: feita com panos e esponjas
- São usados principalmente o óleo mineral, que não é tóxico se ingerido, o óleo de linhaça e o de tungue.
Goma laca: material derivado de uma resina secretada pelo inseto Kerria lacca. É natural e atóxica. É solúvel em álcool, o que pode dificultar a limpeza do brinquedo.
- Aplicação: feita com panos
- Pode ser utilizada sozinha, realçando a madeira utilizada, ou como fundo para outros acabamentos
Espiga
Espiga com detalhe em 45º
Cavilha
Conexão cavilha curva
Malhete rabo de andorinha
Cunha encravado
Espiga dupla
Encaixe com pinos
Para um pé o buraco e preso a uma espiga
Casa/playground de Cedro Rosa e Ipê.
São madeiras densas, resistentes e duráveis, ideais para brinquedos cujo custo e dimensão implicam anos de uso.
Uma vantagem adicional do uso de madeiras de lei é que elas costumam possuir colorações próprias, permitindo um bom acabamento sem necessidade de pintura.
Sistema ferroviário de madeira de seringueira.
O sistema é personalizável, vendido em peças separadas, que se conectam por meio de pinos ou encaixes estilo quebra-cabeça.
As peças são produzidas em madeira de seringueira de uso sustentável.
O uso de madeiras de reflorestamento permite um custo reduzido de produção em relação às madeiras de lei, mas não influi negativamente na experiência da criança com o brinquedo. Nesse caso, o peso garante estabilidade ao sistema que será percorrido por um trem elétrico, e a espessura permite os entalhes necessários para a passagem do trem.
Gafanhoto em MDF e madeira maciça.
Puxado pela criança.
O corpo e as rodas foram feitos em MDF, enquanto o mecanismo que articula as rodas traseiras é de madeira maciça.
Encaixes alheios ao uso de cola, como os pinos das articulações, não costumam funcionar adequadamente com o MDF, o que explica a mudança de material.
3 - Outros Materiais: Tecido, papel, metal
Os materiais metálicos são mecanicamente resistentes e dúcteis, têm dureza elevada e são bons condutores térmicos e elétricos. A aplicação de metais em brinquedos domésticos ou de pequeno porte era mais comum antigamente, mas sofreu um declínio com o avanço da tecnologia e de novos materiais como novos compósitos e plásticos.
A produção de peças metálicas consiste de várias etapas, mas em termos de textura, a fase de acabamento é a que se destaca bem, pois a peça precisa passar por um processo de revestimento, tanto para fins de mais durabilidade (camada protetora contra oxidação), como também para fins estéticos (pinturas). Assim, são esses elementos que, consequentemente, também acabam influenciando a textura final do produto, podendo variar desde uma sensação mais fria e metálica até algo mais “plástico”.
Algumas características que podem auxiliar na escolha ou não do metal para o projeto.
Vantagens: Ductilidade; Alta resistência mecânica; Alta dureza; Condutibilidade térmica e elétrica; Produção permite precisão e várias possibilidades de formas e tamanhos; Versatilidade em projetos mais complexos; Potencial de reciclagem;
Desvantagens: Tende a ser mais pesado que outros materiais; Produção tende a ser mais custosa que outros materiais; Apresenta bordas cortantes quando rompe; Desgaste da superfície de revestimento pode levar à corrosão ao longo do tempo (e se tiver pintura, há o estrago estético também); Reparos são de se realizar;
De modo geral, é interessante considerar outros fatores relativos que podem ser valiosos ou não dependendo do objetivo. A título de exemplo, considerar a relação resistência-peso, vale mais a pena sacrificar resistência para mais leveza ou vice-versa? As peças de metal ficarão expostas ou serão infraestruturais? Há um intuito em deixar o produto com uma aparência e textura fria e robusta? A sensação de algo pesado é algo bom ou ruim para o projeto? E muitas outras questões do gênero.
Por fim, embora o uso de metal em brinquedos domésticos tenha reduzido nas últimas décadas, ainda há aplicações no setor de brinquedos: Em brinquedos pequenos, porém com mecanismos complexos, a precisão e durabilidade das peças de metal são importantes; Em brinquedos de grande porte como estruturas ou construções, a resistência e a versatilidade do metal é essencial; Em brinquedos mais voltados para imitação, como réplicas ou objetos em escala infantil de algum objeto metálico, pode-se optar o metal pela pura questão de fidelidade ao objeto original/referência.
Similar à técnica de injeção de plásticos. Neste caso, uma liga de metal fundido é injetada em um molde, após sua solidificação, o produto final é retirado e usinado para o acabamento. Um material muito utilizado nesse processo é o Zinco, em conjunto com Alumínio, Magnésio, Zinco ou Cobre formando ligas do tipo Zamac.
Vantagens: Ideal para a produção em massa de peças idênticas, pequenas e com detalhes precisos. Ideal para produção em grandes quantidades; O produto resultante exige pouco acabamento.
Desvantagens: Envolve tecnologia e equipamentos mais caros (maior custo benefício em produções de larga escala). Não ideal para peças grandes; Não suporta uma variedade muito grande de ligas e metais com pontos de fusão mais altos; Não ideal para prototipagem na fase de desenvolvimento de um produto;
Nesse processo, a liga metálica fundida é despejada em um molde permanente giratório cuja força centrífuga distribui homogeneamente o metal derretido pelas paredes do molde até se solidificar. Este processo é comumente usado para produzir perfis cilíndricos de metal, os quais podem ser dobrados e soldados para serem utilizados na construção de estruturas de grande porte.
Vantagens: Bom acabamento superficial (exige leve tratamento para retirada de impurezas na superfície interna); Permite o uso de vários tipos de metais fundidos; Funcionamento simples;
Desvantagens: Peças produzidas são limitadas à simetria axial; Não produz peças muito pequenas e/ou detalhadas;
Sendo um dos primeiros processos de fundição e moldagem, era bastante utilizado na produção de brinquedos antigos. A fundição em areia envolve a inserção de metal líquido em um molde de areia, dependendo apenas da gravidade para a distribuição do metal dentro do molde. Diferentes tipos de areia podem ser utilizados, mas atualmente é comum utilizar a areia verde.
Vantagens: Baixo custo de equipamentos e molde; Processo mais simples de fundição; Pode produzir peças maiores; Suporta grande variedade de metais; Possibilidade de reciclagem da areia utilizada no molde;
Desvantagens: Produto resultante exige maior acabamento, principalmente em peças maiores; Estabilidade dimensional é pior em peças maiores; Não ideal para peças muito pequenas e detalhadas;
A usinagem é um processo que consiste da retirada de material das peças inacabadas: está mais atrelada à fase de finalização das peças e é muito utilizada devido a sua versatilidade (suporta várias formas e materiais), precisão e potencial de acabamento superficial de peças. Porém, visto o princípio de seu funcionamento, o principal ponto negativo da usinagem é o descarte do resíduo material retirado.
A conformação mecânica consiste da aplicação de forças externas sobre peças simples e sólidas (como tarugos )a fim de alterá-las para a forma desejada. Em geral, como a conformação mecânica é mais voltada para a confecção de peças básicas — como barras, fios, chapas, entre outros — esse processo é muito mais utilizado nas indústrias de produção de objetos grandes ou estruturais. Dessa forma, no mercado de brinquedos, processos dessa categoria seriam mais presentes na parte de brinquedos de grande porte como, por exemplo, as estruturas de parquinhos infantis. Contudo, é relevante conhecer esses processos, visto que até em modelagens de brinquedos pequenos é possível testemunhar o uso de conceitos similares. Dito isso, segue alguns dos principais processos de conformação mecânica:
Extrusão: A peça sólida é pré-aquecida e amolecida, em seguida, é pressionada/empurrada contra uma matriz que possui abertura(s) no formato desejado. Este processo é muito usado para a produção de barras, eixos, cilindros maciços, etc. Vídeo
Trefilação: A trefilação é o processo em que um tubo metálico maciço ou oco — o conceito é o mesmo para ambos, só alguns mecanismos que mudam para cada cenário — é puxado através da matriz a fim de afinar/afunilar o tubo. Esse processo é ideal para a produção de peças mais finas que as fabricadas por extrusão, tal como fios, cabos, arames, entre outros. Vídeo
Laminação: A laminação é o principal processo para a obtenção de chapas metálicas: é um processo que envolve o afinamento/achatamento de tarugos (objeto sólido, no caso, de metal, usado como matéria prima) ao passá-lo entre "rolos compressores" chamados de laminadores. Este processo pode ser realizado tanto "a frio" como "a quente".
Laminação a frio - Vídeo
Laminação a quente - Vídeo
Estampagem: Resumidamente, a estampagem é o processo que aproveita da ductilidade do metal para deformar ou cortar chapas metálicas por meio de prensas, as quais podem apresentar matrizes simples ou mais elaboradas, característica esta que é responsável pela diversidade de peças e formas confeccionáveis pela estampagem. Vídeo
Produzido com um perfil cilíndrico metálico consideravelmente fino moldado e acompanhado por uma “rodinha” plástica contendo ímãs, esse antigo brinquedo demonstrava sua graça através da simplicidade e de propriedades físicas.
Nesse brinquedo, destaca-se a interação do ímã com o metal como uma propriedade interessante a se considerar em certos projetos, no caso, para fins lúdicos. Devido aos ímãs, a roda plástica consegue passear “magicamente” ao longo do trilho metálico enquanto desafia a gravidade. A velocidade em que a roda caminha pode ser ajustada de acordo com a força em que o usuário aperta a “pega”. Embora simples, esse brinquedo pode ser visto como um projeto que produziu um resultado lúdico e “mágico” a partir de conceitos da física.
Carro em escala e simplificado para locomoção através do andar do usuário, produzido majoritariamente em metal com estruturação similar aos carros de verdade, nota-se o intuito do uso do metal tanto pelas questões de durabilidade e dureza. Porém, observa-se também que a escolha do uso do metal também pode ser justificada nos cenários em que o brinquedo ou brincadeira são mais voltados ao campo da imitação, podendo justificar o intuito da opção pelo metal por questões de fidelidade ao objeto real no qual se inspirou.
Embora seja algo mais formatado e não muito lúdico, o conceito da imitação ajuda a criança no processo de compreensão de como funcionam certos objetos que fazem parte ou irão fazer parte de sua vida, funcionando quase como um campo misto entre a ludicidade e liberdade infantil com a compreensão mais lógica do mundo através de uma atividade divertida.
Produzidos em escala 1:64, altamente detalhados, com cores e decorações autênticas, estes modelos são feitos através do processo die-cast. O metal recebe no acabamento a pintura industrial e a estampagem dos decalques. Outros materiais fazem parte da composição final do produto, como o plástico e a borracha, em alguns modelos.
O peso do metal é aliado em brinquedos onde o ponto de equilíbrio é um fator fundamental, como no caso das bicicletas. O quadro das bicicletas infantis é comumente feito a partir do alumínio, que é um material barato e resistente. Para bicicletas juvenis e adultas de alto desempenho, um material alternativo, mais leve e mais caro é a fibra de carbono.
A produção do quadro da bicicleta inicia-se com o corte de tubos extrudados de alumínio, no tamanho de cada uma das peças. Esses tubos são conformados (dobrados e curvados), com o auxílio de prensas, e em seguida fazem-se os furos nos tubos e são soldados componentes menores.
Em seguida, todos os tubos são soldados para formar a estrutura completa do quadro. Esta solda é manual, por isso são utilizados gabaritos para o posicionamento das peças. Após o processo de solda, é feita uma verificação, do alinhamento do quadro, com instrumentos de precisão. Essa verificação é feita manualmente, e acertos são feitos na própria bancada com ferramentas próprias para a reconformação do quadro. O acabamento comum nas bicicletas é a pintura industrial comum ou a eletrostática e a aplicação de decalques adesivos. Pode-se optar por envernizamento fosco ou brilhante.
O papelão é utilizado em alguns brinquedos, sobretudo, aqueles que buscam uma apresentação visual “mais crua”, menos centrada em torno de objetos com temáticas comerciais fechadas.
Dada a sua leveza, pode ser aproveitado em projetos em que a criança manipula módulos grandes. Também é um material barato, disponibilizado em chapas planas em variadas espessuras. Sua durabilidade, entretanto, é comprometida pelo uso constante, manipulação, dobra, e pela umidade, sendo utilizado principalmente em brinquedos mais efêmeros.
O papelão é facilmente dobrável e mantém a estrutura quando dobrado na direção paralela à onda. Junções podem ser feitos obtidas através de encaixe pelo vinco nas chapas, adesivos diversos (colas, fitas), grampos, costura.
Este produto é comercializado, através de diversos fabricantes, em chapas de formas variadas com um manual de instruções para a realização da montagem, por um adulto.
O processo de produção é simples: As chapas são produzidas a partir do corte com faca especial, de papelão ondulado de espessura de 7mm.
Entre os atributos lúdicos agregados ao produto, referente ao material, está o fato de ser um objeto “riscável”: A criança pode usar giz de cera, tinta, entre outros materiais para personalizar o brinquedo com as cores que deseja. Como o papelão aceita bem a aplicação destes materiais, o ato da brincadeira pode se estender também para um processo de desenvolvimento artístico.
Cartonados são materiais também baratos, leves, mais utilizados em componentes menores, pois não apresentam as propriedades estruturais presentes no papelão. É comum a sua utilização em jogos de carta e de tabuleiro, e quebra-cabeças.
A produção de brinquedos neste material quase sempre é inerente aos processos de produção gráfica. São, na maioria das vezes, utilizados como componentes que passaram por processo de impressão, refilamento, colagem e dobra. São materiais de fácil produção uma vez que se apropriam e aproveitam os processos já existentes na indústria gráfica: São produzidos de forma parecida aos objetos de outras naturezas que saem dessa indústria. Indústrias mais sofisticadas de jogos de tabuleiro utilizam processos de impressão com 6 cromias (CMYK + Light Cyan + Light Magenta), para obtenção de cores mais vívidas.
Há uma série de tipos de cartonados e acabamentos possíveis, bem como origem da matéria prima. Há possibilidade de acabamentos como laminação – que faz com que o material não possa ser rabiscado com uma caneta – ou linho – que oferece uma textura áspera e tramada ao cartonado.
Apesar de cartonados serem chapas planas, existem soluções como a apresentada acima (jogo de tabuleiro Lisboa, do designer Vital Lacerda), onde a colagem de múltiplas camadas de cartonados permite a criação de espaços vazados/de baixo relevo. Imagem: Ludopedia
Uma prática comum em jogos para dobra de cartonados espessos é o vinco do miolo do material. As partes se mantém seguras pelo impresso que reveste a parte inferior do cartão.
Jogos comumente fazem uso de papel (cartonados) na produção dos seus componentes, como cartas, tabuleiros, fichas. Abaixo, alguns exemplos de produção de jogos simples para crianças.
É comum a existência de indústrias especializadas na produção gráfica de cartas, como a COPAG, que produz cartas não apenas para as suas linhas de baralhos como cartas para jogos de outras empresas.
Rhino Hero, dos designers Scott Frisco e Steven Strumpf é um jogo que resgata a ideia do “Castelo de Cartas”. Apesar de possuir um conjunto de regras, a configuração dos componentes permite liberdade no uso e brincar, possibilitando que as crianças usem o jogo apenas para produzir estruturas de acordo com sua imaginação. Imagem: Ludopédia
Flick ‘em Up!, dos designers Gaëtan Beaujannot e Jean Yves Monpertuis é um jogo de “pontaria” onde os participantes acertam peças com petelecos. As peças menores do jogo são produzidas em plástico, mas o cenário tematizado em “Velho Oeste” é feito a partir de cartonados. O jogo também apresenta regras simples, mas permite que as crianças usem o conjunto de componentes para brincar como quiserem. Imagem: Ludopedia
Quebra cabeças, jogos de tabuleiro, jogo da memória, puzzles em geral. Possuem peças grandes, e não são podem ser muito complexos. Pode ter peças complementares de outros materiais, como jogos de palavras cruzadas (Scrabble), cujas peças lembram as de dominós, mas são de madeira. Imagem: criandocomapego.com
“Para crianças de 3 a 5 anos o ideal é que continuemos usando peças maiores, com mais detalhes e cores na imagem, mas já podemos passar para uma quantidade maior de peças – 12 a 50. Crianças de 5 a 6 anos já conseguirão montar quebra-cabeças de até 100 peças. As peças já poderão ser menores, mas é interessante que continuem com cores diferentes e imagens detalhadas.”
Os cartonados também são utilizados com frequência na produção das embalagens dos brinquedos. Geralmente são produzidos em uma gramatura alta, adequados para lidar com o empilhamento nos armazéns e lojas, e com o transporte. Nas embalagens que precisam armazenar conteúdo com mais peso, como componentes de madeira, é comum o uso de cartão cinza (como o papel Paraná, por exemplo), revestido por uma folha impressa colada que apresenta a linguagem gráfica da embalagem.
Não configura-se como um cartonado. O papel de seda é um papel de gramatura leve, de 30g/m² capaz de ser sustentado no ar (estruturado por varetas e linhas), e por isso, é usado na confecção de pipas e papagaios. Pode ser aproveitado em projetos que utilizem a sustentação do brinquedo no ar. Também é utilizado na confecção de balões. É comercializado em uma variedade de cores e na confecção se usa, mais comumente, cola branca ou de isopor para as junções.
O vidro é um material obtido pela fusão de compostos de areia, carbonato de sódio e calcário. Por ser um material onde a modelagem de produtos de menor saída acontece por meio de máquinas motoras e não por moldes (como no caso de garrafas, onde o vidro é soprado contra um molde), a produção limitada de figuras específicas em nível industrial é um processo quase sempre inviável, uma vez que as máquinas possuem configurações com poucas possibilidades de alteração para produção de potes, garrafas, copos, entre outros objetos de maior demanda. Componentes específicos que usam o vidro, como peças de xadrez ou figuras decorativas quase sempre são produzidas de forma artesanal.
O vidro oferece algumas possibilidades de acabamento, como corte ou lapidação por jato de água e a gravação a laser ou por jateamento.
Um brinquedo onde o vidro é usado com frequência no Brasil é a bolinha de gude. A produção é feita totalmente a partir de material reciclado, de resíduos industriais (pelotas de vidro que sobram da produção de objetos) como de resíduos domésticos (garrafas, espelho quebrado etc). O material é separado por cor, que originará a cor das bolinhas de gude (por exemplo, garrafas long neck irão derivar bolinhas de gude verdes). Este material é colocado em um forno industrial, onde é derretido. O material é despejado do forno, sendo cortado por uma tesoura automatizada que deixa cair, a cada vez, a quantidade ideal de material para a produção de uma unidade, em uma pequena forma de fundo redondo.
Esta forma passa por uma esteira vibratória, onde o material depositado nela vibra e se conforma, aos poucos, em um objeto esférico, moldado pelo fundo da forma. Este processo é ideal pois deixa a bolinha de gude totalmente lisa, resultado que não seria obtido através de moldes bipartidos, onde haveriam rebarbas.
Entre as características lúdicas e sensoriais que o material oferece estão: O peso, suficiente para transferir força motora para outro objeto, quando acerta ele e o barulho registrado pelo acerto, que é distinto e cristalino, evocando uma resposta auditiva imediata. Isto não poderia ser alcançado por outros materiais, como polímeros, por exemplo.
Como um material maleável, os tecidos permitem a produção de estruturas que não possuem uma forma rígida, que podem ser colapsáveis para armazenamento (barracas, túneis, tapetes etc).
Também são objetos laváveis, ainda que quando compostos por outros elementos e tipos de material, o processo de lavagem se complica. Por isso, quase sempre é aproveitado em brinquedos que se utiliza dentro de casa, para evitar a sujeira.
A produção geralmente está ligado à produção de costura, principal processo utilizado na forma de conformação destes objetos. Entre os acabamentos possíveis no tecido estão a estampagem por meio de sublimação, serigrafia e afins e o bordado. É um material relativamente leve e barato, e bastante maleável, o que permite que seja utilizado em conjunto com materiais estruturais, como canos, aros, ripas ou o próprio enchimento em poliéster ou espuma, o que dá estrutura para o tecido. Dependendo do tecido, ele pode ser mais ou menos resistente e durável.
Um aspecto do tecido é permitir e instigar a parte sensorial das crianças. Percebem, ao toque, que um bichinho de pelúcia de veludo é muito mais macio e “fofinho” do que uma corda, que é bastante áspera. Isso pode ser bastante explorado nos brinquedos.
A variedade de estampas e cores também é um ponto positivo dos tecidos.
Produzido a partir da costura do tecido em estruturas aramados, o túnel de tecido é facilmente colapsado para ficar do tamanho do diâmetro do aro. Este brinquedo oferece a possibilidade de se adaptar em diversos espaços domésticos.
Uma das características lúdicas do material neste brinquedo é a possibilidade da passagem de luz pelas fibras dos tecidos. É importante notar que no caso do túnel, esta é uma escolha importante, visto que é comum que crianças tenham medo do escuro: Neste caso, a luz penetra o interior do brinquedo, filtrada pela cor do tecido. É comum o uso de cores quentes, pois há assimilação do calor, do aconchego, e ainda pode remeter, para as crianças menores, uma lembrança uterina.
No caso dos tapetes, há pelo menos 2 camadas de material: a do topo e a da base. A base pode ser de outros materiais, como borracha ou fibras mais grossas de tecido. A de cima pode ser um tecido mais fino ou mais grosso, dependendo da finalidade do tapete
Já para as cabanas, vemos algo similar com os túneis de tecido: há um material estrutural, nesse caso ripas de madeira, ou tubos de plástico, e o tecido é costurado de forma a “vestir” a estrutura, podendo este ser solto ou preso ao material estrutural, através de passante para fitas, o que permite dar nós.
Geralmente são tecidos estampados, de forma a imitar casinhas, castelos, ou apenas estampas decorativas sem finalidade. Os tecidos costumam ser mais leves e claros, como já mencionado anteriormente.
Após a modelagem das formas, as pelúcias são produzidas a partir do corte em massa do tecido em uma prensa com uma faca especial. Após o corte de todos os pedaços componentes da pelúcia, a costura é realizada por um operador em uma máquina de costura, e em seguida são preenchidas com o material que irá formar o estufamento, sendo o mais comum a fibra de poliéster.
Esse grupo de brinquedos é muito associado ao conforto que transmite para a criança. Gera apego emocional e muitas vezes se torna um amigo da criança. Pode durar por décadas, se bem cuidado. Estimula o cuidado, permite abraçar, cuidar, conversar e imaginar.
Os brinquedos de pelúcia também podem ser interativos, no caso daqueles que respondem à gestos. Podem possuir áreas de “apertar”, acionando algum som, por exemplo.
A corda é obtida através da trança de fibras naturais ou sintéticas. Ela possui boa resistência à tração e é usada em diversos brinquedos, como a corda de pular, balanços de playground, redes, etc.
A forma mais comum de estruturá-la, até com outros materiais, é através de nós. Geralmente está associada a outros materiais (estruturais), como madeira, plástico ou metal.
A rede é formada por nós entre as cordas. Geralmente são presas à uma estrutura de madeira ou ferro, em playgrounds. Neste caso da foto, há ganchos parafusados na madeira, nos quais a corda é presa através de nós. (não parece ser muito seguro pois há uma grande área vazia pela qual a corda pode escapar. O ideal seria que o gancho fosse mais fechado)
“A ideia para a obra nasceu em meados da década de 90, quando Toshiko expunha uma obra de crochê em larga escala em uma galeria de arte. Subitamente, duas crianças se aproximaram e perguntaram se a escultura poderia ser escalada. Ela concordou com um certo receio, descobrindo que sua obra poderia se transformar em um brinquedo.” Archtrends
Não se trata aqui de um brinquedo industrial, mas nada impede que seja feito de maneira industrial e em grande escala.
O carimbo é uma forma antiga de se estampar imagens em superfícies. Há versões para crianças, nas quais os carimbos podem ser temáticos. O carimbo é formado pela parte da pega, que pode ser de diversos materiais, como madeira, plástico, e pela parte que contém o desenho, geralmente um material emborrachado.
Além do carimbo, é necessária a tinta, que geralmente vem em um estojo com espuma, na qual se carimba a espuma, e depois o papel, ou a superfície a ser estampada.
Há ainda os materiais que tem pigmento para a própria criança pintar/desenhar, como giz de cera, canetinhas, lápis, etc. Quanto ao substrato para desenhar/pintar, há tecidos e papéis. Também há livros com imagens impressas, tecidos impressos, diários para escrever, etc.
“A massinha de modelar favorece a concentração e a criatividade das crianças; ao amassar, amolecer, separar e remontar as peças, elas prestam atenção aos tamanhos e proporções. Se trata de uma atividade plástica e manual que relaxa e tranquiliza as crianças. Portanto, pode se tornar uma ótima terapia de relaxamento para qualquer criança que esteja passando por momentos de tensão ou estresse.”
Combinados a moldes, (geralmente de plásticos), podem se tornar materiais educativos e auxiliar no processo de aprendizagem, como a alfabetização das crianças. Também podem vir com instrumentos que texturizam a massinha, como rolos com relevos que deixam marcas e padrões na massinha.
A massinha tem diversas cores, é moldável e tem um aspecto sensorial divertido para as crianças. É barata e pode até ser feita em casa.
A areia cinética, ou “areia mágica” é um material que lembra areia úmida de praia. O aspecto mais desenvolvido ao manuseá-la, é o sensorial. Virou “febre” até entre os adultos, por permitir essa satisfação ao modelar o material e juntar cores. Pode também vir com acessórios para desenvolver a modelagem, cuja estrutura é bem diferente da massinha comum: Vídeo (Instagram)
O gesso é um material moldável enquanto líquido, e que pode ser pintado quando seco. É uma forma de moldar alguns objetos e permitir autonomia à criança na hora de manusear as peças, destacar do molde, esperar o processo de cura/secagem do material e dar o acabamento com a pintura. Existem vários kits temáticos.