Viagem Nordeste

Dia 35: Teófilo Otoni - Rio de Janeiro

postado em 15 de set de 2015 04:26 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:22 atualizado‎(s)‎ ]

Ontem a noite mandei uma mensagem para o amigo Delegado que mora em Ipatinga, perto de Governador Valadares, mas não consegui marcar um encontro. As 4:00 da matina estava de pé, pois a cama era uma lástima. Me lembrou bastante a Bolívia, onde eu abria o saco de dormir em cima das camas pois era mais confiável rs

Como meu farol está apagado, já que tirei o fusível por conta do curto não mapeado, carreguei a moto e esperei o sol nascer.

Pé na estrada, ultrapassando minhas carretas do dia com toda atenção já que em sua maioria a BR-116 é pista de mão-dupla, quando uma Harley Davidson FX emparelha comigo, era o Delegado! rs

Paramos para tomar um café e pão com linguiça, trocamos uma prosa e porque não, trocamos de moto:


Delegado pilotando a Ruanita, e eu pilotando sua FX com guidão original. Mesma moto, mas pegada diferente. Principalmente pelo pneu traseiro de carro:


Fazia tempo que queria observar o comportamento do pneu de carro nas curvas. Taí a foto. Delegado é um motociclista experiente, também já foi ao Ushuaia e outras longas viagens pela América do Sul, pegou o jeito bem rápido.

Na verdade, pilotar a moto com pneu de carro é questão de se tornar hábil a pilotar qualquer motocicleta em qualquer circunstância. Um coisa intrínseca aos motociclistas.

Destrocamos. Agora perseguindo o amigo:


Curva aberta em velocidade de cruzeiro, pneu segura bem mesmo no ombro, pois "torce" e a área de contato é suficiente para uma pilotagem segura seja no seco ou no molhado.

Rolézinho por alguns kms, paramos no acostamento para a foto com as FX´s:


Qualquer semelhança é mera coincidência motociclista rs

Nos despedimos e depois de alguns kms, enfim, Rio de Janeiro:


Últimos kms para finalizar a viagem e concluir por completo a 116, chego a conclusão que o trecho mais bonito é a região serrana do Rio de Janeiro, desde a divisa RJ|MG até Guapimirim, com o ponto alto a Serra dos Órgãos: 


Dedo de Deus. Obrigado por mais uma viagem em paz e segurança:


Desci a serra, chegando na garagem com o odômetro A virado, totalizando 10.136,2 kms de estrada:


Contando os dias para as próximas férias!

Bora rodar?

Dia 34: Lençóis - Teófilo Otoni

postado em 11 de set de 2015 09:46 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:21 atualizado‎(s)‎ ]

Terceira madrugada de chuva, as sessões de terapia com goteira na cara acabaram. Dessa vez minha fiel e nobre escudeira barraca de camping não vai me acompanhar. Merece um funeral debaixo da jaqueira:


Tempo economizado, voltei a Salvador-Brasília até a BR-116 e continuei a peregrinação pela BR mais extensa do país. E depois de algumas viagens pela América do Sul, Juanita virou seu primeiro 100.000 kms:


Como uma boa Harley Davidson, embaça o velocímetro, mas aguenta o tranco!

Parei no acostamento para registrar o momento. Km 526 da BR-116, no sul da Bahia, com uma pedra irada de plano de fundo. Guardarei essa foto para a posteridade:


Nos kms finais do sul da Bahia, deixando o Nordeste Brasileiro, mais um registro dentre as coisas esquisitas que encontramos por ai:


O povo é bem criativo.

E enfim, adeus Nordeste:


E foi só deixar a região, que os pardais e pedágios começaram a surgir. Em contrapartida, diminui consideravelmente a quantidade de quebra-molas rs

Toquei até Teófilo Otoni, onde Ruanita dormiu pela primeira vez na lavanderia:


Hotelzinho de beira de estrada, com certeza dormiu melhor que eu. 

Saudades da minha barraca. Mas melhor que isso, amanhã se Deus quiser, minha cama!


Dia 33: Chapada Diamantina

postado em 10 de set de 2015 08:23 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:20 atualizado‎(s)‎ ]

O dia de ontem me fez repensar a relação trabalho/lazer que venho tendo. A Chapada Diamantina tem tantos lugares a conhecer que acabo me cobrando a trabalhar menos e viajar mais de moto, conhecer lugares, pessoas, me divertir fazendo o que gosto. 

Hoje é o trigésimo terceiro dia de viagem de moto pelo nordeste, e acredito que precisaria do dobro dos dias para conhecer melhor os lugares passados e tantos outros que deixei de passar. Vou acabar indo embora desse paraíso sem conhecer metade do que gostaria. Mais uma coisa é certa, não posso ir embora sem fazer uma trilha longa pela região, e conhecer uma cachoeira bacana.

Sendo assim, selecionei dentre os diversos passeios de grutas, lagos, rios, nascentes, trilhas, montanhas e cachoeiras, a famosa cachoeira da fumaça. Simbora!

A mesma galera de ontem fechou o carro e partimos pelas estradinha de terra do Vale do Capão, coração da Chapada:


Depois de alguns kms, chegamos na trilha de acesso. No começo bem "pavimentada" mas um pouco puxada. Toca pra cima:


São 6kms de ida (leva-se 2 horas), entre vegetação e paisagem do vale. Galera subindo:


Me lembrou os Tupuis da Gran Sabana Venezuelana, ou se preferirem, o monte Roraima:


Esse é o visual da Chapada Diamantina, que também se parece com aquele lugar (Acesse a viagem a Venezuela no menu Road, parte superior esquerda.)

O tempo ainda estava ruim, tinha chovido a noite e víamos nuvens de chuva constantemente. Na verdade isso era bom, significava que a cachoeira teria bastante água.

Quando chegamos, ficamos impressionados:


O vento que era canalizado pelos paredões de pedra batia na água da cachoeira fazendo com que subisse. Já viram uma cachoeira pra cima? As gotas de água desafiavam a gravidade e subiam!

Não perdi a oportunidade de chegar mais perto e olhar lá embaixo, apesar de ventar bastante e a pedra molhada e escorregadia. Afinal, era apenas um abismo de 380 metros. Vamos ver lá embaixo:


kkk:


Me lembrou a pedra do Coyote, do deserto do Atacama, nome dado por conta do desenho do papa-léguas e a "pedra sem chão".

Enfim, essa é a vista:


Um véu de água que sobe, daí o nome "fumaça".

Sensacional!!

Fizemos a trilha de volta, terminando o dia em outra cachoeira, matando a vontade de dar um mergulho.

Uma cervejinha de despedida e um abraço aos amigos paulistas, cariocas, portugueses e franceses que dividiram o carro e tornaram a trilha prazerosa.

Agora é voltar pra casa!

Dia 32: Chapada Diamantina

postado em 9 de set de 2015 08:52 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:20 atualizado‎(s)‎ ]

Choveu a noite toda, e a jaqueira não pode me proteger da maneira que eu esperava porque além da água, fez frio. Não foi a primeira vez que eu dormir com a jaqueta de moto, e não sei se será a última, mas o foda foi uma goteira bem em cima de mim, 2 horas da manhã. Concluí que era um exercício para minha paciência, e se eu conseguisse dormir com aquela goteira, com certeza eu passaria a um outro estágio na minha vida. E consegui. rs Agora sou um cara evoluído, mais calmo e centrado. kkk

Acordei cedo e procurei uma jaca, em vão. Me contentei com as frutas que comprei no mercadinho da cidade. Saí com a galera do Hostel vizinho para o passeio pela região.

Primeira parada, rio Mucugezinho, cheio de água com tanta chuva. Corrente humana para atravessá-lo:


A boa era descer a tirolesa dessa cachoeira e cair na água:


Mas estava tão fria que ninguém quis. Se estivesse no começo da viagem talvez fosse, mas já estou sem clima.

Continuamos com o carro pela região, dessa vez por estradas de chão, enquanto o tempo melhorava:


Chegamos na gruta da Lapa Doce, maior sistema de grutas já encontrado na região, no Brasil, e talvez no mundo:


Cada um com a sua lanterna, entramos na pequena parte mapeada da gruta:


Não faltaram estalactites e estalagmites, entre outras formações:


Me lembrou bastante as grutas encontradas em Bonito, MS. Saída da gruta:


Continuamos a explorar a região da chapada pelas estradas de terra, muitas vezes sem placas e rezando para não chover e virar lama:


Próxima parada, Gruta Azul. Essa sim, igual a de Bonito, MS:



Qualquer semelhança é mera coincidência, ainda mais a nascente desse rio de águas cristalinas:


Bora fazer um mergulho na gruta de onde nasce a água?


Entrada da gruta:


Com uma lanterna, entra-se alguns metros, e avista-se até peixes cegos. Passeio sensacional. Recomendo!

Agora para fechar o dia, partiu Morro do Pai Inácio, o cartão postal da chapada. Infelizmente voltou a chover, e a estrada de acesso virou só lama, e os carros não conseguiam subir:


Não tem chance de eu vir aqui e não subir o morro, meti a bota na estrada e fui a pé até o acesso a trilha. Trilhazinha rápida até o topo do morro, de onde se vê os enormes paredões da chapada:


Agora a foto tradicional da BR-242, Salvador - Brasília:


Descemos a trilha ao cair da noite, e voltamos o lamaçal no escuro. Foi "maneiro" rs

Pena o tempo estar tão ruim, mas é um pretexto para voltar nesse paraíso.

Amanhã mais Chapada!


Dia 31: Euclides da Cunha - Lençóis

postado em 4 de set de 2015 13:36 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:19 atualizado‎(s)‎ ]

Continuei na BR-116 em mão dupla com bastante carretas até Feira de Santana, onde começaram as obras de duplicação. Depois de alguns desvios, boa estrada pista dupla com duas faixas de rolamento:


De olho no tempo, pois a chuva já aparece no horizonte e os carros na direção contrária estavam molhados. Quando percebi os limpadores de para-brisa ligados, hora de parar para colocar a capa de chuva... Que capa de chuva? Deixei em casa... rs Uma hora eu teria que pagar a conta pelo esquecimento, depois de 30 dias pelo Nordeste, entrei na BR-242, mais conhecida como Salvador-Brasilia e fiquei todo sujo e molhado:


E tome spray de carreta 9 eixos, até a estrada de acesso a cidade de Lençóis, ponto de partida aos diversos passeios pela Chapada Diamantina:


A chuva não me intimidou, molhado? molhado e meio. Armei minha barraca embaixo da jaqueira gigante:


Espero que me proteja. Ou não:


Tomar uma jaca na barraca não é legal. Pelo menos a janta estará garantida. rs

Devidamente acomodado, rolezinho pela pequena cidade de lençóis:


Fechei os passeios para amanhã confiando na melhora do tempo, afinal ainda estou no Nordeste.

Dia 30: Fortaleza - Euclides da Cunha

postado em 2 de set de 2015 09:52 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:13 atualizado‎(s)‎ ]

Registrando a passagem pelo km 0 da BR-116 que começa aqui em Fortaleza:


Sol nascendo na Arena Castelão, partiu:


Dia de comer o máximo de asfalto da Rodovia Santos Dumont, a mais extensa pavimentada do país. Shot:


Carnaúbas de um lado, pedras do outro. Subindo:


Do outro lado, uma descida longa e com boa visibilidade, avistei a PRF no acostamento. Fui na velocidade da pista, o que não evitou de ser parado. O policial se dirigiu a mim e perguntou: "Essa é a moto do motoqueiro fantasma?"

Sério?

Respondi: "Do motoqueiro fantasma 1 ou do 2?"

Ficou me olhando...

Continuei explicando que no Motoqueiro Fantasma 1 era uma Panhead, uma HD década de 50 customizada raboduro, blá, blá, blá e que a minha era softail, ou seja, apesar de imitar a aparência daquela moto, não era a mesma... Blá, blá, no motoqueiro fantasma 2 o HD não patrocinou, a Yamaha colocou a VMAX, blá, blá...

Quer me fazer perder tempo? Perca o seu também... rs

Liberado com êxito. Continuando até a divisa:


E alguns poucos kms depois, a mesma divisa apareceu. Paraíba - Ceará, dando a impressão que tinha me perdido. rs Mas não, a BR passa pelo canto da Paraíba, voltando ao Ceará em menos de 15km.

Mais alguns kms de Ceará, e agora sim, Pernambuco:


Parei para abastecer na cidade de Salgueiro, conhecida por ser perigosa. Regra do posto de gasolina:


Cidade pertencente ao polígono da maconha, muitas estórias tenebrosas. Tratei de logo deixar o estado:


Mais BR-116 agora na Bahia, onde permanece mão dupla com muitas carretas.

Reparei que o voltímetro da Juanita estava no amarelo:



Por algum motivo a bateria estava com menor voltagem, por falha na geração ou alto consumo. Tratei de comer os últimos kms e parei ainda de dia em Euclides da Cunha, já que estou sem farol e não posso rodar a noite. Opa, calmai, bem lembrado. Deixa eu tirar o fusível do farol pra ver se resolve:


Dever de garagem: Achar o curto no farol. rs

Até que o acessório marcador de combustível e voltagem serviu de alguma coisa...

Dia 29: Parnaíba - Fortaleza

postado em 31 de ago de 2015 07:41 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:12 atualizado‎(s)‎ ]

Deixando o estado do Piauí desviando dos jegues e porcos que passeiam nas rodovias, e claro, tocando gado, afinal estamos no Brasil:


Tem quem prefira carregar os bichos:


Coitadas das cabras, quando emparelhei, levantaram a cabeça me olhando... Estavam vivas...

Lembrei que quando estava subindo, um lagarto de mais ou menos 1metro (pensei que fosse um teju, mas disseram ser um camaleão) atravessou correndo na minha frente. Agora voltando, decidi parar no ponto onde o avistei.

Aqui na divisa entre Piauí e Ceará, a estrada passa no meio de um conjunto de pedras com vegetação baixa e alguns cactos, habitat ideal para o lagarto. Parei a Juanita e decidir procurar por algum:


Pulei a cerca de arame farpado e subi nas pedras. Cacei por alguns minutos, mas só avistei pequenos camaleões. Do outro lado da rodovia, a maior pedra, de onde os urubus me olhavam. Decidi espanta-los:


Mais alguns minutos desse lado, mais alguns pequenos camaleões avistados, e quando desisti e já estava voltando para a estrada, tive o encontro com o bichão. Um lagarto tipo iguana parado na pedra, me olhou durante 2 segundos e correu. Sensacional, ganhei o dia.

Voltamos a comer estrada. Algum lugar entre Piauí e Ceará:


Quem está acompanhando as fotos já percebeu que o Nordeste é mais verde do que nós pensávamos. Outra surpresa foi a região serrana Cearense. Montanhas entre as Carnaúbas:


A temperatura cai um pouco, faz até um "friozinho" Nordestino.

Mais a frente, voltamos ao normal. Tirando a água do joelho entre cactos:


Mais um pouco de pedras e Carnaúbas:


Até chegar em Fortaleza, onde amanhã começaremos a descer a BR-116 de cabo a rabo.

Acompanhem.

Dia 28: Parnaíba

postado em 28 de ago de 2015 06:30 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:12 atualizado‎(s)‎ ]

Diferente da primeira vez em Parnaíba quando tirei o dia para acertar a moto, agora vou curtir o delta do rio que dá nome a cidade. Barco: 


A água turva pode aparentar poluição, mas não é o caso. O Parnaíba carrega muito sedimento. Saca uma das dunas de areia que formam o delta:


Bastante vegetação preservada em ambas as margens, e pequena população ribeirinha, debaixo das carnaúbas:


Vivem das fazendas de peixes e coleta dos caranguejos. Aliás, o que não falta é mangue:


Ao entrar em alguns afluentes, as margens se estreitam e conseguimos avistar outros animais, diversas aves e até macacos:


Mas o ponto alto é ancorar em uma das dunas:


E achar uma lagoa. Hora do mergulho:


Os que preferem, ficam no barco para comer a caranguejada feita na hora!

Valeu voltar aqui e fazer o passeio!

Dia 27: Barreirinhas - Parnaíba

postado em 27 de ago de 2015 13:30 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:11 atualizado‎(s)‎ ]

Ontem voltando do reggae passando em frente a vários bares alguém grita: "EI, CARIOCA!!" Era um cara que conheci na praça de Paulino Neves. Disse a ele que voltaria amanhã, me prometeu uma carona de volta pelo areal. Me buscou no hostel atrasado, mas achei legal a gentileza. Coloquei a bagagem na mala e fomos embora.

No 4x4 conversando, me disse que hoje a noite teria uma grande festa na cidade, uma vaquejada, e que minha presença era obrigatória. Estava prometido para suas primas, sobrinhas e filha da namorada. Pelo visto virei alguma moeda de troca e entendi o motivo da carona.

O fato é que dois dias atrás quando cheguei em Paulino Neves, chamei a atenção das meninas que estavam na praça, mas um grupo de caras que estava no bar em frente percebeu e ficaram me olhando sérios. Fui até o bar, conversei com todos eles e quebrei o gelo.

Parece bobeira, mas em cidade pequena existe uma pequena "etiqueta": se você é de fora, não mexa com as meninas. Se tivesse ignorado, talvez a carona pelo areal fosse um pouco "hostil". Fiz o trabalho certo e agora poderia escolher dentre algumas delas, mas como já tinha visto o cardápio, preferi não perder um dia de viagem. Resgatei a Ruanita e fomos embora, fazendo a primeira merda do dia:


Pneu de carro não combina com trilhos. Acabei saindo dele e fui para o meio da ponte, onde a resistência das tábuas é bem menor. A chance de ter alguma faltando também, mas a ponte era nova e dei sorte.

De resto, a mesma estrada da ida, agora na volta. Atenção aos possíveis animais:


Vegetação dos dois lados, estrada bem vazia, em plena sexta feira a tarde.

Adeus Maranhão. Divisa:


Novamente no Piauí, amanhã visito o Delta do Parnaíba, e depois começo a voltar pra casa.


Dia 26: Barreirinhas - Lençois Maranhenses

postado em 14 de ago de 2015 14:35 por Road Garage   [ 21 de set de 2015 10:10 atualizado‎(s)‎ ]

Mochileiros são amigos que não se conhecem, e o bom de ficar em hostel quando se viaja sozinho é poder encontrá-los. Marquei o passeio pelo Parque Nacional com os amigos Paulistas e Franceses e partimos com a 4x4 preparada para o terreno, digo água:


O caminho de Barreirinhas para os Lençóis é repleto de bolsões d´água, que chega a cobrir todo o capo da pickup. Santo snorkel no filtro de ar. Onde não é água, é areia braba, nada fácil pilotar por aqui, mas compensa em muito. Primeiro visual dos Lençóis Maranhenses:


Uma imensidão de dunas de areia branca, com água acumulada nas partes mais baixas. Lagoas das mais variadas cores:


Andamos por esse cenário a tarde inteira, nos deslocando de uma lagoa para outra, mergulhando e nos divertindo:


A água vem da chuva e do lençol freático, por isso o nome. Algumas tem vegetação, e com isso peixes:


Conforme a angulação do sol vai mudando, as cores também mudam:


É dada a hora do por do sol, os turistas se acumulam em cima da duna:


Os que preferem, o último mergulho. Visual indescritível:


Já tive o prazer de visitar Deserto do Atacama, Salar de Uyuni, Torres del Paine, Cataratas do Iguaçu e Monte Roraima... E agora Lençóis Maranhenses querendo entrar no TOP5 América do Sul! Vou ter que estender para TOP6!

A noite a galera quis ir ao Reggae, claro, já que estamos no Maranhão. Queria saber como um lugar tão foda quanto o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fica ao lado de Barreirinhas:


A entrada do Reggae parecia a entrada do inferno, detalhe que todo mundo chegando de moto, pra encher a cara e curtir a noite, depois voltam como? Sem capacete... E a estatística só aumentando.

Tó fora, já fiz o que vim fazer aqui, amanhã meto o pé!


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