DIABETES
DIABETES
A Diabetes é uma doença crónica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue, a hiperglicemia. A hiperglicemia (açúcar elevado no sangue), deve-se em alguns casos à insuficiente produção, noutros à insuficiente ação da insulina e, frequentemente, à combinação destes dois fatores.
Em 2018 a prevalência estimada da Diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de indivíduos) foi de 13,6%, isto é, mais de 1 milhão de portugueses neste grupo etário tem Diabetes. O impacto do envelhecimento da estrutura etária da população portuguesa (20-79 anos) refletiu-se num aumento de 1,9 pontos percentuais (p.p.) da taxa de prevalência da Diabetes entre 2009 e 2018, o que corresponde a um crescimento na ordem dos 16,3% nos últimos 10 anos.
A Diabetes tipo 1 é menos frequente do que a Diabetes tipo 2 (menos de 10 % dos casos de Diabetes). É causada pela destruição das células produtoras de insulina do pâncreas pelo sistema de defesa do organismo, geralmente devido a uma reação autoimune. As células beta do pâncreas produzem, assim, pouca ou nenhuma insulina, a hormona que permite que a glicose (açúcar) entre nas células do corpo. A doença pode afetar pessoas de qualquer idade, mas ocorre geralmente em crianças ou adultos jovens.
O aparecimento da Diabetes tipo 1 é, geralmente, repentino e dramático e pode incluir sintomas como os que são de seguida apresentados.
Sintomas Clássicos de Descompensação:
• Sede anormal e secura de boca;
• Micção frequente;
• Cansaço/falta de energia;
• Fome constante;
• Perda de peso súbita;
• Feridas de cura lenta;
• Infeções recorrentes;
• Visão turva.
A Diabetes tipo 2 ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não consegue utilizar eficazmente a insulina produzida. O diagnóstico ocorre geralmente após os 40 anos de idade, mas pode ocorrer mais cedo, associada à obesidade. São cada vez mais crianças que desenvolvem Diabetes tipo 2. A Diabetes tipo 2 pode passar desapercebida por muitos anos, sendo o diagnóstico muitas vezes efetuado devido à manifestação de complicações associadas ou, acidentalmente, através de um resultado anormal dos valores de glicose (açúcar) no sangue ou na urina. Tem uma forte componente de hereditariedade.
Há vários fatores possíveis para o desenvolvimento da Diabetes tipo 2, entre os quais:
• Obesidade, alimentação inadequada e inatividade física;
• Envelhecimento;
• Resistência à insulina;
• História familiar de Diabetes;
• História de diabetes na gestação
• Etnia.
A Diabetes Gestacional (DG) corresponde a qualquer grau de anomalia do metabolismo da glicose (açúcar) documentado, pela primeira vez, durante a gravidez.
O diagnóstico da diabetes é feito através da medição da glicemia (açúcar) no sangue. Este exame e acompanhamento das pessoas com diabetes, são realizados pelos médicos de família na sua Unidade de Saúde Familiar.
A diabetes não tem cura mas existe tratamento que depende do tipo de diabetes que é diagnosticado.
As pessoas com Diabetes tipo 1 necessitam de injeções de insulina diariamente para controlar os seus níveis de glicose (açúcar) no sangue. Sem insulina, as pessoas com Diabetes tipo 1 não sobrevivem.
As pessoas com Diabetes tipo 2 não são dependentes de insulina exógena, mas podem necessitar de insulina para o controlo da hiperglicemia se não o conseguirem através da dieta associada a antidiabéticos orais.
As principais complicações crónicas da Diabetes são neuropatia e amputação, retinopatia e consequentemente cegueira, insuficiência renal e doença cardiovascular (DCV).
O diagnóstico precoce, o bom controlo glicémico e a vigilância periódica pelo médico assistente são essenciais para prevenir ou até mesmo atrasar o início e evolução das complicações associadas à diabetes.
https://www.spd.pt/images/relatorioanualdiabetes%20fev%202011.pdf