DEMÊNCIA
DEMÊNCIA
A síndrome demencial (demência) é constituído por um conjunto de sintomas que correspondem a um declínio contínuo e geralmente progressivo das funções nervosas superiores, que incluem entre muitos outros:
Perda de memória;
Diminuição da agilidade mental;
Diminuição das funções executivas;
Dificuldades de expressão;
Problemas de compreensão;
Problemas de julgamento.
Em 2018, Portugal foi considerado o 4º país europeu com maior demência.
As formas de Demência mais comuns são a doença de Alzheimer e as demências de causa vascular.
A perda de memória é um dos sintomas mais comuns.
Indivíduos com demência:
Têm dificuldade em fazer novas aprendizagens;
Perdem frequentemente objetos de valor como carteiras e chaves;
Deixam comida ao lume.
Nos casos mais graves as pessoas:
Podem também esquecer informação já aprendida, como por exemplo o nome dos seus entes queridos;
Podem tornar-se apáticas ou desinteressadas pelas suas atividades habituais;
Ter problemas em controlar as suas emoções;
Perder empatia (os sentimentos de compreensão e compaixão);
Ter alucinações;
Fazer falsas afirmações.
Para além disso, as pessoas com a evolução da demência podem vir a desenvolver uma perda da sua autonomia, uma vez que podem ter dificuldade em realizar tarefas simples, como alimentar-se, vestir-se ou cuidar da higiene pessoal.
Caso apresente alguns destes sintomas recorra ao seu médico assistente para ser avaliado.
Existem fatores de risco não modificáveis, isto é, fatores que não conseguimos controlar e que aumentam o risco de desenvolver demência nomeadamente:
Idade (envelhecimento é o principal fator de risco para desenvolver demência);
Genética (PS1, PS2, e APP são 3 genes responsáveis pela demência de Alzheimer);
Género (sexo feminino tem maior risco);
Raça (afro-americanos apresentam um risco maior que pessoas de raça caucasiana).
No entanto, existem fatores de risco modificáveis, isto é, que conseguimos controlar tais como:
Hipertensão;
Tabagismo;
Diabetes;
Obesidade e sedentarismo;
Hábitos alimentares não saudáveis;
Consumo excessivo de álcool;
Depressão;
Baixo estímulo cognitivo;
Traumatismos cranianos;
Perda auditiva;
Isolamento social;
Poluição.
Para reduzir o risco de desenvolver demência devemos atuar nos fatores de risco modificáveis previamente abordados. Assim aconselha-se:
Ser fisicamente ativo. Praticar desporto;
Evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool;
Monitorize a sua pressão arterial, colesterol, glicemia (açúcar no sangue) e o seu peso;
Mantenha-se ativo socialmente. Não se isole;
Tenha uma alimentação saudável e equilibrada (acrescentar link sobre alimentação)
Estimule o seu cérebro com frequência. Ler, aprender uma nova língua ou fazer puzzles são formas de estimular o seu cérebro;
Tenha atenção à sua audição. Evite exposição prolongada em locais com músicas ou ruídos muito elevados;
Diminua o seu risco de quedas. Considere a colocação de corrimões em sua casa e barras de apoio na casa de banho;
Diminui a sua exposição à poluição.
O tratamento da demência pode variar de acordo com a sua causa e o estado da doença.
Existem medicamentos para tratar especificamente os sintomas associados à demência de Alzheimer e outras formas de demência progressiva.
Apesar da medicação não travar a doença ou reverter o dano cerebral causado, pode melhorar a qualidade de vida e aliviar a carga sobre os seus cuidadores. Nos casos de demência em estado inicial é benéfico o treino cognitivo e a prática de tarefas destinadas a melhorar o desempenho em aspetos específicos do funcionamento cognitivo. Por exemplo, as pessoas podem ser ensinadas a usar auxiliares de memória, como mnemónicas ou anotações.