O Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, tem como um dos princípios e diretrizes servir uma alimentação saudável, adequada, nutritiva e segura, garantindo a segurança alimentar e nutricional dos alunos atendidos pelo o programa.
Diante disso, o Núcleo de Nutrição Escolar - NUNUE da Subgerência da Gestão da Alimentação Escolar – SGGAE/SEE/PB, órgão responsável pela operacionalidade do PNAE no estado, através de sua equipe de nutricionistas, traz aqui algumas informações importantes para orientar e mostrar aos gestores, funcionários, técnicos, manipuladores de alimentos das Escolas Estaduais da Paraíba e o público em geral, a importância das Boas Práticas de Higiene e Manipulação no preparo da alimentação escolar.
Aqui são descritos alguns procedimentos adequados recomendados pelas normas da Vigilância Sanitária, que pretendem garantir a segurança e boa qualidade dos alimentos preparados nas cozinhas das escolas estaduais, padronizando os procedimentos, facilitando a supervisão e execução de tarefas, evitando assim, falhas que possam causar contaminações aos alimentos, como também reduzir o desperdício de alimentos e dos custos.
Afinal, preparar o alimento seguro de forma a não oferecer contaminação ao alunado é a maior responsabilidade dos manipuladores de alimentos e preocupação constante da Secretaria de Educação do Estado.
A equipe de Nutricionistas da SEE, é formada por 1 (um) Responsável Técnico e os demais pertencentes ao Quadro Técnico. Atualmente a SEE conta com 9 nutricionistas na SGGAE, que se dividem no acompanhamento da Alimentação Escolar de toda rede estadual, ficando cada um responsável por um número de escolas e Gerências Regionais.
Conheça a equipe e sua distribuição, abaixo:
CRN 6ª Região: 6260
Gerência Regional: 3ª, 4ª e 15ª Regionais
E-mail para Contato: shimene@see.pb.gov.br
CRN 6ª Região: 2343
Gerência Regional: 2ª e 5ª Regionais
E-mail para Contato: ana.amaro@see.pb.gov.br
Felipe Oliveira Palitot
CRN 6ª Região: 42239
Todas Gerências Regionais: Cardápios Especiais
E-mail para contato: felipe.palitot@see.pb.gov.br
Gilvan Sales da Silva Filho
CRN 6ª Região: 39749
Gerência Regional: 8ª e 13ª Regionais
E-mail para contato: gilvan@see.pb.gov.br
CRN 6ª Região: 5527
Gerência Regional: 1ª (Escolas da Capital) e 16ª Regionais
E-mail para Contato: kaline.aquino@see.pb.gov.br
CRN 6ª Região: 21562
Gerência Regional: 1ª (Escolas do Interior) e 16ª Regionais
E-mail para Contato: ketilly.diniz@see.pb.gov.br
CRN 6ª Região: 10309
Gerência Regional: 7ª e 10ª Regionais
E-mail para Contato: mayara.santana@see.pb.gov.br
Nicoly Barbosa Teixeira Silva
CRN 6ª Região: 43380
Todas Gerências Regionais: Cardápios Especiais
E-mail para contato: nicoly.silva@see.pb.gov.br
CRN 6ª Região: 21864
Gerência Regional: 6ª e 14ª Regionais
E-mail para contato: rodolfo.branco@see.pb.gov.br
Sayuri Montenegro Ishihara
CRN 6ª Região: 43763
Gerência Regional: 11ª e 12ª Regionais
E-mail para contato: sayuri@see.pb.gov.br
Thiago Pessoa Soares
CRN 6ª Região: 16418
Gerência Regional: 9ª Regional
E-mail para contato: thiago.soares@see.pb.gov.br
A Secretaria de Estado da Educação no ano de 2023, contratou mais profissionais nutricionistas, distribuídos nas 16 gerências regionais de ensino. O objetivo é que a equipe de nutricionistas da SGGAE, tenha um maior suporte nas ações desenvolvidas do PNAE.
Manipulador de alimentos é a pessoa que entra em contato direto ou indireto com o alimento, seja produzindo, vendendo, transportando, recebendo, preparando ou servindo alimentos. Na escola conhecemos estes profissionais como merendeiras (os).
Sabemos que a principal causa de contaminação dos alimentos é a falta de higiene na manipulação, por isso, as pessoas responsáveis por essa tarefa exercem um papel fundamental para diminuir o risco de causar doenças transmitidas por alimentos contaminados. É necessário que todo manipulador de alimentos cumpra com todos os requisitos de higiene, pois todos nós trazemos em nossa boca, mãos, nariz ou sobre a pele, bactérias causadoras de doenças que podem ser levadas ao alimento.
Mantendo-se saudável e limpo, o manipulador pode ajudar a evitar doenças por consumo de alimento contaminado.
A implantação do sistema de Boas Práticas tem como objetivo garantir a segurança dos alimentos produzidos, sendo a higiene pessoal considerada como condições prévias para minimizar o grau de contaminação e visando a qualidade à segurança alimentar.
Lavar as mãos é uma das melhores formas de evitar a contaminação dos alimentos por micróbios patogênicos.
Lave bem as mãos antes de preparar os alimentos e depois de usar o banheiro, de atender o telefone, abrir a porta, manipular o lixo e resíduos, pegar em dinheiro, enfim, sempre que as mãos estiverem sujas.
A maioria das pessoas não gasta nem 10 segundos para lavar as mãos. Atenção: uma boa lavagem deve durar mais que 20 segundos.
O uso de fardamento adequado, além de causar uma boa impressão, previne acidentes de trabalho e diminui o risco de contaminação de alimentos.
O uniforme pode servir de transporte de micróbios patogênicos para o interior da área de preparo dos alimentos, contaminando-os. Por isso, deve ser usado somente na área de preparo dos alimentos
É importante trocar o uniforme diariamente, pois ele deve estar sempre limpo e conservado.
Antes do consumo de frutas, legumes e verduras, é muito importante que estes sejam lavados, a fim de eliminar possíveis organismos causadores de doenças.
Higienize-os assim que chegar, com água corrente e detergente neutro, depois deixe imerso em solução com água sanitária (hipoclorito de sódio) e água por 15 minutos. Para cada litro de água, adicione uma colher de sopa de hipoclorito de sódio.
As frutas devem ser bem lavadas, guardadas em local arejado, até o amadurecimento e depois acondicionadas na geladeira.
Os vegetais devem ser bem lavados e acondicionados em sacos plásticos, na geladeira.
Antes de colocar os alimentos não perecíveis nos armários ou despensas, lave as embalagens com água e sabão e borrife álcool 70% ou solução clorada.
Para ter uma alimentação saudável, não basta conhecer os nutrientes e o valor nutritivo dos alimentos, é necessário saber a melhor maneira de escolher, preparar, conservar e rotular todos os alimentos que vão ser consumidos.
Esses produtos devem ser adquiridos de estabelecimentos limpos, organizados e com alvará sanitário. É essencial que os produtos fornecidos sejam regularizados nos órgãos competentes. O veículo usado pelo fornecedor nas entregas precisa estar em boas condições de higiene, bem conservado e não pode transportar outras cargas que possam comprometer a segurança dos alimentos.
As entregas devem ser programadas para horários que possibilitem uma boa inspeção das mercadorias. O local de recepção dessas mercadorias deve ser protegido e limpo. Deve ser evitado, ao máximo, que o entregador entre na cozinha da escola, porém, se isso for inevitável, deve-se observar as condições desse entregador. Ele também deve seguir as regras de Boas Práticas.
Durante o recebimento, avalie as características das mercadorias e as condições da embalagem. Recuse alimentos com prazo de validade vencido ou que apresentem alterações na cor, odor, aparência e textura. Também devem ser rejeitados os produtos cujas embalagens encontrem-se amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, com vazamentos, furadas, emboloradas, violadas, rasgadas, abertas ou com outro tipo de defeito. Devem ser rejeitadas embalagens soltas e não aderidas fortemente aos produtos quando embalados a vácuo.
A embalagem é uma importante proteção dos alimentos, portanto, produtos com embalagens defeituosas podem estar contaminados.
No caso de produtos refrigerados e congelados, devemos avaliar a sua temperatura no ato do recebimento. Essa é uma forma de controlar a qualidade do produto que você está recebendo. Nunca devemos aceitar um produto que esteja fora da temperatura especificada no rótulo.
As carnes só devem ser adquiridas quando expostas em balcões de refrigeração. É fundamental que as embalagens estejam íntegras e sem líquidos (água ou gelo de cor avermelhada), pois isso é sinal de recongelamento do produto.
Carnes resfriadas devem ter:
NORMAL:
· Cor vermelho-viva, pele brilhosa, gorduras brancas/amareladas, cheiro agradável, odor peculiar;
· Aspecto e coloração próprios;
· Textura firme, não amolecida, nem pegajosa;
· Ausência de manchas escuras, esverdeadas ou acinzentadas, odores
desagradáveis e textura pegajosa.
NORMAL:
· Carne branca, com variações para o pardo, nas coxas, asas e dorso (costas), pele brilhosa, cheiro próprio e agradável.
ALTERADA:
· Apresenta manchas verdes ao redor do ânus, pescoço, debaixo do ventre (barriga) e no ponto onde é praticada a degola.
PEIXE FRESCO
NORMAL:
· Superfície do corpo rígida, limpa e brilhosa;
· Pele bem aderida, úmida, com tonalidade viva, sem lacerações;
· Muco ausente, quando característico da espécie, deve ser aquoso;
· Olhos transparentes, brilhantes, ocupando completamente as órbitas e sem a presença de pontos brancos no centro do olho;
· Guelras róseas ou avermelhadas, úmidas e brilhantes, com odor natural, próprio e suave;
· Ventre (barriga) roliço, firme, não deixando impressão duradoura à pressão dos dedos;
· Escamas brilhantes bem aderentes à pele, translúcidas e com brilho e nadadeiras apresentando certa resistência aos movimentos provocados;
· Carne firme, consistência elástica, de cor própria à espécie e aderida aos ossos;
· Ânus fechado;
· Cheiro específico, lembrando o das plantas marinhas, suave, característico da espécie ou ausente.
ALTERADO
· Os olhos turvos, afundados na órbita, opacos e sem brilho;
· Guelras pálidas, acinzentadas, ressequidas, azuladas, com cheiro desagradável ou com presença de muco intenso e espesso;
· Ventre (barriga) flácido, volumoso, deixando impressão duradoura à pressão dos dedos;
· Escamas sem brilho, desprendendo-se facilmente, opacas e sem brilho, nadadeiras não apresentando resistência aos movimentos provocados;
· Carne sem brilho de cor leitosa, amarelada e com má aderência aos ossos, desintegrando-se com facilidade, sem consistência elástica, conservando o sinal à pressão dos dedos;
· Ânus aberto;
· Cheiro desagradável, pútrido, odor intenso, característico de alteração.
IMPORTANTE: O peixe fresco, resfriado ou congelado após a permanência por algum tempo em temperatura ambiente, deverá ser consumido de imediato, não devendo ser colocado no freezer, em virtude de fácil contaminação.
· Rejeite os ovos quando rachados ou sujos, provavelmente estão estragados ou em início de apodrecimento.
· Quando novos, têm a casca pouco porosa, bem limpa e sem rachaduras. Para saber se o ovo está velho, é só colocá-lo numa vasilha com água e sal. Se ele flutuar, é porque está velho.
. Também não use o ovo se a clara ou gema grudarem na casca, e se apresentar cheiro diferente, podridão ou sabor anormal.
· A casca dos ovos deve apresentar-se uniforme, limpa e íntegra.
· Devem ser estocados em locais ventilados e limpos, de preferência refrigerados.
· Observar a data de Fabricação e de Validade do produto e se o mesmo possui o registro de fiscalização do SIF (Serviço de Inspeção Federal) ou SIE (Serviço de Inspeção Estadual), que devem estar obrigatoriamente impressos nas embalagens, que devem estar íntegras para garantir a qualidade do alimento.
· O leite, mesmo sendo pasteurizado, deve ser fervido.
· As embalagens de leite UHT não devem estar amassadas, deformadas ou sujas. Esse tipo de leite poderá ser comercializado a temperatura ambiente.
· Os queijos devem apresentar superfícies isentas de mofo e/ou crosta melada.
As frutas devem ser consumidas sem machucões, com a casca externa perfeita e firme, cor uniforme, sem rachaduras, sem manchas, sem buraquinhos na pele. Para que a aquisição desses itens seja proveitosa, é importante observar alguns aspectos físicos desses alimentos.
Abacate - Essa fruta só fica madura depois de colhida. Um truque é sacudir para ver se o caroço está solto, indicando que ele ainda vai amadurecer. Escolha os abacates com casca fina, lisa, na cor verde-fosco e com menos manchas. Evite os de casca clara e brilhante. O ideal é não estarem duros demais, nem muito moles. Quando amadurecer, a casca ainda estrá firme, porém macia. Prefira os mais pesados, pois é sinal de mais polpa.
Abacaxi - O primeiro sinal é a cor da fruta: se a casca estiver verde, o abacaxi ainda está muito duro. Opte por aqueles cuja casca é mais amarelada. Quanto mais lisa a casca, mais maduro ele está e consequentemente, mais doce.
Banana - As mais arredondadas foram colhidas no momento certo. Não se guardam bananas em geladeira, caso contrário, ficam pretas rapidamente e com sabor alterado. Bananas que são compradas para amadurecer em casa não devem ter coloração integralmente verde, mas sim, devem apresentar algumas regiões de cor amarela.
Cajá - Na hora de comprar, atente-se à manchas provenientes de picada de inseto, normalmente nessa região a polpa fica amolecida. Os de casca lisa e de cor uniforme, preferencialmente amarela, são os preferidos.
Caju - O caju bom para consumo deve estar bem fresco. A casca deve ter cor firme, sem manchas ou machucados.
Goiaba - Escolha goiabas firmes ao toque, sem manchas, marcas de batidas ou picadas de insetos, para saber se estão maduras observe a cor que deve ser verde-amarelado, ou seja nem muito amarelo nem muito verde, assim você consegue um fruta no ponto certo. Quando madura, deve ser utilizada logo, pois sua durabilidade é pequena (em torno de dois dias).
Graviola - Se não for para consumo imediato, escolha frutas bojudas de coloração verde-clara opaca, com saliências bem afastadas uma das outras, porém firmes. Se quiser maduras, escolha as que estiverem macias e com as partes dos espinhos pretos. Para confirmar se estão maduras pela maciez, pressione a casca levemente, pois se estiverem maduras não resistem e se rompem. Evite as que estiverem com a casca preta, rachada, mole demais e com sinal de mofo.
Maçã e pera - As de aspecto mais brilhante são as mais frescas porque estão mais hidratadas.
Mamão - A casca deve estar firme, sem machucados e sem manchas. Prefira mamão com casca amarelada e um verde sutil, indicando que está quase no ponto de ser consumido. Evite comprar mamão muito verde, pois seu amadurecimento fica comprometido fora do pé. O mamão Papaia é mais adocicado e menor. O mamão Formosa é maior e menos doce, mas tem a vantagem de ser mais barato.
Manga - Devem ter a consistência firme, porém macia. Evite as que estejam moles ou com furos. A manga boa para consumo deve estar macia quando apertada com os dedos, mas sem que a casca se rompa pela pressão. Não devem apresentar batidas, rachaduras ou estarem meladas.
Maracujá - Escolha os mais pesados, indício de que apresentam mais polpa. Escolha o de casca brilhante, lisa e firme, sem rachaduras ou manchas. Ele está maduro quando ceder a pressão dos dedos sem romper a casca.
Melão - Evite os que apresentam rachaduras. O melão maduro deve ceder à pressão dos dedos quando apertados nas extremidades.
Melancia - Uma dica boa é bater na fruta, se o som soar oco, está madura. E quanto mais pesada, melhor.
Tangerina, laranja e limão - Escolha os mais pesados, de casca lisa e brilhante, pois indica que têm mais sumo (caldo). Evite aqueles que estão murchos, pois apodrecerão com facilidade.
Uva - Atenção com o cabinho, que deve estar verde. Os escuros indicam que a fruta está envelhecida. A uva deve ser guardada na geladeira. Na hora da compra, prefira os cachos bem cheios, com bagos firmes e lisos, de cor e tamanho apropriados para a variedade. Mas, atenção, a fruta não deve se desprender com facilidade do cacho, pois isso é sinal de que está começando a passar do ponto.
VERDURAS
Alface - Evite folhas murchas. As alfaces lisas e as crespas apresentam folhas normalmente menos firmes. Já a alface americana tem que apresentar folhas de tamanho médio e cor verde bem clara.
Brócolis - Flores abertas ou amareladas significam que a hortaliça não está mais fresca. Quanto mais intensa a cor, mais saborosa a verdura.
Cebolinha - É vendida fresca, em maços. Escolha as folhas bem verdinhas e sem amassados. Descarte as amareladas e murchas.
Coentro - Prefira as folhas mais frescas de cor verde vivo, sem manchas e com os talos crocantes. Evite os maços com folhas amareladas e com os talos moles.
Couve - As folhas de couve devem estar bem verdes e firmes, cor amarelada e manchas indicam que estão velhas e terão pouca durabilidade.
Espinafre - É possível descobrir se o espinafre está verde pelo barulhinho seco quando as fibras se quebram. As folhas devem ser verdes e firmes.
Hortelã - As hortelãs ou mentas são vendidas geralmente frescas, em buquê. Também podem ser adquiridas secas, em pacotes ou em saquinhos para chás.
Repolho - Folhas muito separadas indicam que o repolho está duro. As cabeças devem ser firmes, compactas e sem rachaduras. As folhas devem estar livres de manchas escuras e de perfurações. Entre as cabeças de mesmo tamanho escolha as mais pesadas. Ao escolher as cabeças, manusear com cuidado. Apesar de parecer resistente, o repolho machuca-se com facilidade, escurecendo e apodrecendo mais rapidamente nos locais danificados.
LEGUMES
Alho - As cabeças de alho devem ser redondas, formes e cheias, e com a parte exterior intacta e sem manchas. Os dentes devem ser firmes, graúdos e unidos. Evite comprar cabeças de alho no qual os dentes estejam soltos, moles e murchos.
Batata Inglesa - Além de firmes, não podem apresentar brotos ou cor esverdeada na pele, podem estar velhas e sem sabor. Evite as manchadas ou com pontos escuros, pois não são de boa qualidade.
Beterraba - Beterrabas muito duras ou com partes rachadas devem ser evitadas. As melhores apresentam casca mais colorida e macia.
Cebola - Não pode ter manchas, pontos moles ou marcas pretas. Prefira bulbos firmes, com casca seca e pescoço seco e cicatrizado. Entre bulbos de mesmo tamanho escolha os mais pesados. Evite bulbos brotados, com feridas, áreas amolecidas e mofo.
Cenoura - Deve-se escolher cenouras lisas, firmes, sem irregularidades ou rugas e cor uniforme (manchas verdes dão sabor forte e desagradável).
Chuchu - Há uma grande diversidade de frutos quanto à forma, tamanho e cor. Os frutos podem ser arredondados ou terem a forma de pêra. A casca pode ser lisa ou com espinhos, com a cor variando de branco a verde bem escuro. Escolha os frutos com cuidado, evitando causar ferimentos. O chuchu também pode ser encontrado na forma minimamente processada, ou seja, já descascado, cortado em cubos e embalado com filmes de plástico.
Couve-Flor - Flores amareladas indicam que já estão passando do ponto. As folhas devem ser bem verdes.
Jerimum - Os frutos devem apresentar-se com a casca sem brilho. Casca com brilho indica que estes foram colhidos muito novos, não amadurecerão totalmente e são de menor qualidade quando comparados aos frutos totalmente maduros. Prefira frutos sem machucados e ferimentos e sem sinais de mofo ou podridão.
Nabo - Os mais pesados indicam mais qualidade.
Pepino - Na hora da compra, observe se sua casca está lustrosa, firme e bem verde. Quando estiver rugosa, não é recomendado para consumo.
Pimentão - Os frutos devem apresentar-se limpos, firmes e com casca brilhante, o que indica que estão frescos. Deve-se dar preferência aos frutos cujos talos foram cortados rentes. Ao escolher os frutos deve-se manipulá-los com cuidado, sem apertá-los ou quebrá-los, para não danificar os que serão adquiridos por outros consumidores.
Quiabo - Se conseguir apalpar as sementes pela parte de fora, significa que já passaram do ponto. Para verificar a qualidade dos quiabos não é preciso quebrá-los. Devem ter cor verde intensa, serem firmes, sem manchas escuras e com comprimento menor que 12 cm. Acima de 12 cm e com coloração verde esbranquiçada (pálida) tendem a ser fibrosos e duros. Frutos manuseados sem o devido cuidado tornam-se escuros rapidamente.
Tomate - Quanto mais forte o cheiro, mais saboroso. Não compre se apresentar buraquinhos na pele, o que indica que tem bicho em seu interior.
TUBÉRCULOS
Batata Doce - Uma mesma variedade pode ter a pele e a polpa de cores diferentes. Ao comprar batata-doce, devem-se evitar raízes com início de brotação, pois duram menos e perdem o valor nutritivo. Os danos por inseto ou broca podem ser superficiais. Neste caso, a qualidade do produto não é alterada e a parte atacada é eliminada no descascamento. Quando os danos são internos, a broca causa sabor amargo característico, cheiro alterado e polpa escura.
Macaxeira - Conforme a variedade, sua polpa deve apresentar cor branca ou amarelada, uniforme, e a casca deve soltar-se com facilidade.
Inhame - Os inhames devem estar firmes, sem sinais de brotação, sem áreas amolecidas ou enrugadas e sem sinais de mofo.
Escolha espigas com folhas de cor verde bem vivo e de cabelo marrom escuro, verificando se a ponta interior da espiga é afilada e macia. Quanto mais amarela e seca a casca, mais o milho vai estar duro. Quando o milho estiver descascado, observe se está tenro e clarinho.
O depósito deverá garantir as melhores condições para a conservação dos alimentos. Para que isso aconteça, o ambiente físico deve ter um conforto térmico com uma boa ventilação, para renovação do ar e do ambiente. O ambiente físico deve ser livre de fungos, umidade, gases, fumaça, gordura e condensação de vapores. É necessário também que seja protegido de insetos, roedores e outras pragas urbanas.
Para que isso possa ocorrer, é necessária a manutenção constante da estrutura física do depósito:
· Localização, de preferência, próximo à cozinha e longe dos sanitários;
· Paredes de acabamento liso (impedindo tocas de insetos e outros animais), impermeável, lavável, de cores claras, isento de fungos (bolores) e em bom estado de conservação. Se forem azulejadas, devem respeitar a altura mínima de 2 metros. Devem ter ângulos arredondados no contato com o piso e teto;
· Deve ter elementos vazados, como janelas ou combogós, para entrada de ar e uma boa ventilação. As janelas devem ser protegidas, de modo a não permitir que os raios solares incidam diretamente sobre os alimentos;
· Esses elementos vazados devem ter telas de proteção, a fim de evitar que vetores e/ou pragas urbanas (insetos e roedores) entrem em contato com os alimentos. As telas devem ter malha de 2 mm e serem de fácil limpeza, mantendo-se em bom estado de conservação;
· Prateleiras azulejadas (preferência de cor clara), para uma melhor disposição e organização dos alimentos no depósito, facilitando também a limpeza;
· Piso de material liso, impermeável, lavável, de cores claras, em bom estado de conservação, antiderrapante, resistente ao ataque de substâncias corrosivas e que seja de fácil higienização (lavagem e desinfecção), não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades;
· Porta com vedação e protetor no rodapé. Se tiver buracos e fendas na madeira, devem ser vedados para evitar acúmulo de sujeira e entrada de insetos;
· Forro e Teto com acabamento liso, impermeável, lavável, de cores claras e em bom estado de conservação. Devem ser isentos de goteiras, vazamentos, umidade, trincas, rachaduras, bolor e descascamento.
Cada produto precisa ser armazenado de acordo com suas características. O armazenamento adequado preserva a matéria-prima para que trabalhemos com alimentos de boa qualidade.
· A limpeza do ambiente é importante para prevenir e controlar baratas, ratos e outras pragas;
· A disposição (organização) dos produtos deve obedecer à data de fabricação, sendo que os produtos de fabricação mais antiga são posicionados de modo a serem consumidos em primeiro lugar (PEPS – primeiro que entra, primeiro que sai ou utilizar o conceito PVPS – primeiro que vence, primeiro que sai);
· Alimentos ou recipientes com alimentos nunca devem estar em contato direto com o piso, mesmo que embalados, pois pode conter muitas bactérias e umidade. Se faltar espaço nas prateleiras, deve-se utilizar os estrados de madeira ou metal, que devem ter 30 a 40 cm de altura do piso, permitindo a circulação de ar);
Exemplo de Estrado
· O estoque e as embalagens devem ser mantidos limpos e secos;
· Os produtos mais pesados e as garrafas devem ser colocados nas prateleiras inferiores;
· Os alimentos devem estar adequadamente identificados e protegidos contra a contaminação;
· Os rótulos devem estar virados para a frente, de forma a facilitar a sua leitura;
· Nunca utilizar produtos com prazo de validade vencido;
· Ao armazenar macarrão e biscoito, não colocar outros gêneros sobre eles para evitar que se triturem;
· Os alimentos não devem ficar armazenados juntamente com outros produtos, tais como: de limpeza, químicos, de higiene, perfumaria, etc; pois contêm substâncias tóxicas que podem contaminar os alimentos;
· Produtos descartáveis, materiais de expediente e objetos pessoais, também devem ser mantidos separadamente dos alimentos;
OBS: Botijões de gás devem ficar armazenados fora da área de armazenamento e da cozinha.
· Materiais em geral e estrados fora de uso ou quebrados, devem ser retirados das áreas de armazenamento e da cozinha;
· Caso seja constatada a presença de carunchos em algum alimento, todo o conteúdo deve ser eliminado para que estes não se proliferem, passando para os demais alimentos;
· Os alimentos, cujos lacres já foram abertos, devem ser mantidos fechados, pois o contato com o ar acelera o envelhecimento;
· Os alimentos, destinados à devolução, devem ser identificados por fornecedor e colocados em locais apropriados, separados da área de armazenamento e manipulação;
· Os ingredientes que não forem utilizados totalmente, devem ser armazenados em recipientes limpos e identificados com: Nome do Produto, Data da Retirada da Embalagem Original, Prazo de Validade após a abertura;
· Em caso de transferência de produtos de embalagens originais para outras embalagens de armazenamento, devem ser acondicionados de forma que se mantenham protegidos, em contentores descartáveis ou outro adequado, para guarda de alimentos, devidamente higienizados. Fique atento, pois muitos produtos têm a sua validade reduzida após abertura. Deve-se transferir também o rótulo do produto original ou desenvolver um sistema de etiquetagem para permitir uma perfeita rastreabilidade dos produtos, desde a recepção das mercadorias até o preparo final;
· Na impossibilidade de manter o rótulo original do produto, as informações devem ser transcritas em etiqueta apropriada;
· As etiquetas devem ser colocadas em cada alimento embalado ou nos lotes, contendo as informações a seguir: Fornecedor, Nº Registro, Nº Nota Fiscal, Produto, Marca, Origem, Conservação, Prazo de Validade (de acordo com a rotulagem) e Utilizar até (para que o produto seja utilizado até a data estabelecida, o mesmo deve estar armazenado de acordo com os critérios contidos na embalagem);
· Os alimentos enlatados, depois de abertos, deverão ser colocados em recipientes de vidro ou plástico, e guardados na geladeira, sempre com identificação.
· O empilhamento no estoque deve ser alinhado e em altura que não prejudique as características do produto. As pilhas devem ter a amarração em forma de cruz para favorecer a ventilação e evitar acidentes;
· Os alimentos que estão apoiados nas prateleiras devem estar afastados da parede em pelo menos 10 cm para permitir a ventilação. A distância do teto deve ser de 60 cm. Devem estar afastados entre eles, permitindo adequada ventilação e higienização, além de evitar o abrigo de vetores e pragas.
A embalagem tem como objetivo proteger e transportar os produtos.
TIPOS DE EMBALAGENS
· EMBALAGEM PRIMÁRIA: é a que está em contato com o produto.
Exemplos: Vidro, Caixa de Leite, Lata, etc.
· EMBALAGEM SECUNDÁRIA: é aquela que visa juntar várias embalagens primárias, podendo comportar as mais variadas quantidades. Ela é essencialmente uma embalagem de TRANSPORTE e MANIPULAÇÃO DE MERCADORIA. Ela protege a embalagem primária contra choques, avarias, roubo, umidade, etc.
Exemplos: Papelão, madeira, metal, etc.
· EMBALAGEM DE TRANSPORTE: refere-se às utilizadas para proteção dos produtos durante o transporte.
Exemplos: Caixa de papelão, Tambores, Fardos, Recipientes de Plásticos, etc.
As embalagens podem contaminar os alimentos, se não forem limpas antes de abertas, portanto, limpe as embalagens antes de abrí-las;
A embalagem é uma importante proteção dos alimentos. Portanto, não use e não receba produtos com embalagens defeituosas, tais como: amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, com furos ou vazamentos, rasgadas, abertas ou com outro tipo de defeito, pois podem apresentar micróbios patogênicos, parasitas ou substâncias tóxicas;
· Proibido o acondicionamento de gêneros alimentícios em caixas de madeira (ou qualquer tipo de embalagem de transporte), bem como a sua entrada ou permanência dentro da área de armazenamento (depósito) e de manipulação (cozinha);
· As embalagens externas (de transportes, secundárias) de papelão, madeira e em forma de sacos ou fardos de papel ou plástico, devem ser descartadas e retiradas da área de armazenamento, pois servem de abrigos para vetores e pragas, evitando-se o aumento da contaminação que vem de fora. Se necessário, devem ser substituídos por utensílios mais adequados, como caixas plásticas limpas.
Neste link estão disponíveis as capacitações direcionadas às Merendeiras em 2021.
Assista abaixo uma das capacitações dadas às merendeiras, de forma on line, devido à pandemia.
Todos os setores da Secretaria de Estado da Educação da Paraíba (SEE-PB), estiveram nos preparativos para dar início ao ano letivo de 2024, marcado para o dia 15 de fevereiro de 2024.
Diante disso, de 05 à 09 de fevereiro, profissionais que trabalham com a alimentação escolar e que são responsáveis pelo o preparo das refeições dos estudantes nas 595 escolas da Rede Estadual de Ensino, também passaram por uma capacitação, em todas as 16 Gerências Regionais de Ensino.
As Capacitações para os Manipuladores de Alimentos, foram ministradas pela equipe de nutricionistas do Núcleo de Nutrição Escolar (NUNUE), vinculado à Subgerência da Gestão da Alimentação Escolar (SGGAE) da Gerência de Assistência Escolar Integrada (GEAEI) - SEE/PB.
O objetivo das capacitações, é mostrar a importância das Boas Práticas de Manipulação no preparo da alimentação escolar, como também a adoção do Procedimento Operacional Padrão (POP), que é uma série de instruções sequenciais para a realização de atividades rotineiras nas cozinhas. Uniformizando os processos e assegurando a qualidade consistente dos serviços executados nas cozinhas das escolas, teremos um alimento saudável, seguro e de boa qualidade oferecidos aos nossos alunos, evitando assim, falhas que possam causar contaminações aos alimentos, como também reduzir o desperdício de alimentos e dos custos.
Cerca de 1.300 profissionais participaram dos encontros, onde na ocasião, foram distribuídos Manuais do Manipulador de Alimentos e Cartilhas POP para auxiliar nas diversas ações desses profissionais e torná-las mais efetivas e de qualidade em seu ambiente de trabalho.
Capacitação dos Manipuladores de Alimentos - 9ª GRE - Cajazeiras
Capacitação dos Manipuladores de Alimentos - 10ª GRE - Sousa
Capacitação dos Manipuladores de Alimentos - 8ª GRE - Catolé do Rocha
Capacitação dos Manipuladores de Alimentos - 13ª GRE - Pombal
Análises das Amostras dos Produtos da Chamada Pública da Agricultura Familiar - 2024
O Art. 29 da RESOLUÇÃO Nº 06, DE 08 DE MAIO DE 2020 do FNDE, diz que o total dos recursos financeiros repassados pelo FNDE no âmbito do PNAE, no mínimo 30% (trinta por cento) deve ser utilizado na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural ou suas organizações, priorizando os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas, conforme o art. 14, da Lei nº 11.947/2009.
Diante disso, todas as Gerências Regionais de Ensino realizaram as Chamadas Públicas, que são procedimentos administrativos voltados às seleções de propostas específicas para aquisição de gêneros alimentícios provenientes da Agricultura Familiar e/ou Empreendedores Familiares Rurais ou suas organizações.
Após a Chamada Pública, os Empreendedores Familiares Rurais ou suas organizações, apresentaram as amostras de seus produtos, para serem analisadas pela equipe de nutricionistas da SEE/PB, entre os dias 19 e 23 de fevereiro de 2024.
PATOS
PRINCESA ISABEL
ITAPORANGA
CAJAZEIRAS
I Encontro de Alinhamento dos Nutricionistas do PNAE da SEE/PB
No dia 21 de março de 2024, no auditório da 1ª Gerência Regional de Ensino, situada no município de João Pessoa, foi realizado o 1º Encontro de Alinhamento dos Nutricionistas que compõem o quadro técnico da Secretaria de Estado da Educação.
O evento foi organizado pela Gerência de Assistência Escolar Integrada (GEAEI) - Subgerência da Gestão da Alimentação Escolar (SGGAE) - Núcleo de Nutrição Escolar (NUNUE).
Foram convidados para participarem do evento: Nutricionistas, Gerentes Regionais e Chefes do NUAEIs de todas as Gerências Regionais de Ensino do Estado.
Estava presente também, a equipe de nutricionistas do Núcleo de Nutrição Escolar (NUNUE), liderada pela Responsável Técnica, a Sra. Shimene Rodrigues de Albuquerque Lacet.
A abertura do evento foi realizada pelo o Sr. José Flávio Farias Barros - Gerente da GEAEI, que deu as boas vindas a todos e falou da importância do encontro. Logo em seguida, o Sr. Ângelo Rofran de Vasconcelos Saldanha, que assumiu recentemente a Subgerência da SGGAE, fez o uso da palavra, onde se apresentou e solicitou a todos os presentes, o empenho para que o Programa Nacional de Alimentação Escolar no estado, continuasse obtendo êxito.
PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - PNAE
PROGRAMA DE AUXÍLIO À ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - PAAE