A Região Norte, especialmente o estado do Pará, lidera os registros de uso de mão de obra em condições análogas à escravidão no Brasil, segundo dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho. O Maranhão, por sua vez, é o principal fornecedor de trabalhadores explorados, muitos dos quais são levados para o Pará ou para atividades em outros estados, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Entre 2003 e 2007, foram resgatados 21.874 trabalhadores em situação degradante. Uma amostragem feita com 14.329 pessoas mostra que 5.242 foram libertadas no Pará. Só nos primeiros sete meses de 2008, foram realizadas 60 ações, sendo 17 no Pará, com o resgate de 413 trabalhadores.
Os trabalhadores eram usados principalmente em atividades como agropecuária, produção de carvão vegetal e indústrias sucroalcooleiras, em condições precárias, sem direitos trabalhistas e, muitas vezes, submetidos a jornadas exaustivas e moradias indignas.