O caso se refere a uma mulher de 86 anos que foi resgatada após trabalhar por 72 anos para a mesma família, desde os 12 anos de idade. Natural de Vassouras, no Rio de Janeiro, ela não teve acesso a educação, férias ou salário durante toda sua vida laboral. Mesmo já idosa, continuava a realizar tarefas domésticas como limpar, passar roupa, cozinhar e cuidar da casa, sem remuneração justa. Esse caso foi classificado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) como a exploração mais longa de uma pessoa em situação de escravidão contemporânea no Brasil. A exploração ocorreu ao longo de três gerações da família para a qual ela prestou serviços.