Uma operação coordenada pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou um grupo de 82 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda de Itapeva, interior de São Paulo, onde estavam colhendo brócolis e couve-flor. A fiscalização foi realizada em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Defensoria Pública da União (DPU), interrompendo as atividades na frente de trabalho devido a diversas irregularidades que comprometiam a saúde e segurança dos trabalhadores.
Entre os resgatados, havia 48 mulheres e 34 homens, todos sem carteira de trabalho assinada, o que os privava de direitos trabalhistas como férias, 13º salário e benefícios previdenciários. A denúncia que levou à fiscalização ocorreu 15 dias antes da operação. Foi identificado também que os trabalhadores não receberam equipamentos de proteção individual e precisaram arcar com suas próprias ferramentas de trabalho, como facas. O transporte dos trabalhadores era precário, realizado em micro-ônibus e uma Kombi sem autorização e em condições inadequadas, com um motorista sem carteira de habilitação, o que aumentava o risco de acidentes.