Em nossa escola temos o projeto de Recuperação Paralela, em que a Professora de Apoio Pedagógico – PAP atende os alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática.
O Apoio Pedagógico Complementar consiste em iniciativas e recursos oferecidos ao estudante com o objetivo de acompanhar mais de perto suas atividades, de modo a auxiliá-lo a superar dificuldades, se elas surgirem. Tais iniciativas e recursos garantem qualidade no monitoramento dos processos de ensino e aprendizagem, permitem detectar problemas e evitam que os estudantes avancem em condições inadequadas ou frágeis. Para que esse apoio se concretize, é importante envolver a família no processo de ensino e aprendizagem de seus filhos, estabelecendo um constante diálogo, como, por exemplo, em momentos como reuniões periódicas com pais/ responsáveis para ciência do desempenho e do desenvolvimento dos estudantes. À escola cabe proporcionar meios de acolher e atrair as famílias, para que elas participem de modo mais próximo das ações pedagógicas. A escola, avaliando continuamente os estudantes, deve promover ações/ reflexões/ações voltadas à percepção das dificuldades encontradas por eles, à medida que elas surgem, para (re)orientar escolhas relacionadas às práticas, esclarecer aspectos que não foram claramente compreendidos e realizar mediações especificamente direcionadas às dificuldades individuais. O Apoio Pedagógico Complementar pode se concretizar, ainda, por meio de ações desenvolvidas em momentos diferenciados com grupos de educandos com dificuldades. É o caso da recuperação paralela, que acontece em aulas ministradas no contraturno.
No âmbito da avaliação formativa, que permite a (re)orientação das aprendizagens no próprio percurso, a possibilidade de retomada e construção de conhecimentos, com a superação de dificuldades deve ser contínua. A recuperação consiste na ampliação das oportunidades e representa um ato de cuidado. A recuperação de alunos de qualquer ano, que ainda não atingiram o
desenvolvimento cognitivo ou o domínio de conceitos esperados, poderá ocorrer de forma paralela às aulas, com planejamento e mediação de um professor específico de recuperação.
O Projeto visa garantir tanto o acompanhamento dos conteúdos abordados na sala regular, em vista de garantir o acesso a estes conhecimentos, quanto o desenvolvimento de um estudo que permita ao aluno a reflexão sobre a estrutura e a função social da escrita, da leitura e da resolução de problemas. Como afirma o documento de referência aos Direitos de aprendizagem, “trata-se de focalizar o currículo na relação com a aprendizagem das/os estudantes, o que se desdobra, principalmente, na seleção e organização dos conhecimentos a serem desenvolvidos, na revitalização da prática pedagógica”.
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS
1. O atendimento personalizado: ouvir as considerações dos alunos para compreender a forma como eles pensam, quais hipóteses apresentam.
2. Intervenções pontuais: o desenvolvimento de atividades escritas e orais que favoreçam a elaboração de questionamentos e a construção coletiva de respostas.
3. A valorização dos espaços da escola: o uso de diferentes espaços de aprender, em vista de dinamizar o aprendizado para além da sala de aula.
4. Elaboração de registros: que o aluno possa compreender seus avanços e identificar as dificuldades como parte do processo de aprendizagem.
5. Parceria com a família: compreender como o espaço da família se constitui e orientar a organização da rotina de estudos.
Os alunos do 2º ao 9º ano são atendidos de 2ª a 6ª feira, no contraturno pelos professores especialistas, em grupos de no máximo 15 alunos.