Para assinalar a festa da leitura, a Biblioteca Escolar exibiu a exposição “Ler para Salvar o Mundo”, um conjunto de textos que evidenciam o papel transformador da literatura. Inspirados nesses textos, os alunos de 8.º ano, num exercício de intertextualidade e cidadania, redigiram os seus próprios textos, a esboçarem sonhos e ideias de mudança para tornarem melhor o mundo atual. O resultado foi exposto na Escola Sede.
Esta atividade permitiu trabalhar a ética, a cidadania, os direitos de autor e a honestidade intelectual. Ao escreverem textos "inspirados" noutros, trabalhou-se a importância de «criar a partir de» e sem copiar. Procurou-se resposta para as questões: Quando é que a inspiração se torna plágio? Como dar crédito a uma ideia que não é nossa?
Alunos: 8.º ano
Professores: Ana Gorete Fernandes e Maria João Silvestre (Português)
Dinamizado pela Rede de Bibliotecas Escolares
Os alunos do 12.º ano fizeram uma reflexão em torno de alguns provérbios populares, em busca do que revelam acerca das relações afetivas e da imagem feminina e masculina, numa tentativa de desconstruir estereótipos que passam de geração em geração e criam um lastro cultural de subordinação da condição feminina, normalizando a sua secundarização. Discutir estes provérbios foi uma excelente oportunidade para falar sobre ética no uso da linguagem, e como o discurso molda mentalidades e pode servir tanto para oprimir como para libertar. Foi possível levar os alunos a pensar como certas ideias ou ditados funcionam como formas “legitimadas” de corrupção simbólica, através da distorção do valor da mulher, do amor, da masculinidade saudável; sustentando estruturas de poder desiguais apoiadas no “argumento da tradição”. Os alunos do 6.º ano ilustraram o produto final.
Alunos: 6.º ano e 12.º ano
Professores: Maria João Silvestre (Português), Ana Lúcia Sintra (Alemão), Aurora Barros e Odete Ferreira (Ed. Visual) e Jorge Rocha (Psicologia e Sociologia)
No âmbito da iniciativa “Assembleia Municipal Jovem de Mafra”, no dia 20 de maio, os alunos do concelho apresentam, debatem e aprovam propostas concretas de recomendação aos órgãos municipais – um exercício real de cidadania participativa.
Neste âmbito, os alunos do AEPAL estão a desenvolver uma proposta criativa e com impacto social e cultural: a produção e restauro de bancos em espaços públicos estratégicos (praças, jardins, miradouros) com a inscrição de excertos de obras literárias. Estes textos evocam autores que referem a região, como José Saramago em “Memorial do Convento”, ou valorizam escritores locais, promovendo a identidade literária do Concelho de Mafra.
Mais do que uma intervenção urbana, trata-se de um projeto educativo e cívico, que aproxima os jovens das instituições democráticas e do património cultural. Os alunos entrevistaram representantes autárquicos, estabelecendo um diálogo direto com o poder local. Ao mesmo tempo, os jovens compreendem a importância de proteger e divulgar a criação literária, no total respeito pelos direitos de autor.
Alunos: 11.º ano e 12.º ano
Professores: Jorge Rocha (Filosofia), Henrique Santos (Coordenador de Projetos) e Aurora Barros (Ed. Visual), entre outros
O Eurodeputado Hélder Sousa Silva - anteriormente presidente da Câmara Municipal de Mafra - disponibilizou-se para uma sessão PAL Talks de reflexão e esclarecimento sobre um vasto leque de temas que nos preocupam e fazem parte dos objetivos de aprendizagem.
Foi uma excelente sessão muito informativa e participada.
No âmbito dos projetos de leitura, as autoras Catarina Rodrigues e Marina Santos visitaram a biblioteca escolar para uma sessão com a turma do 12.º ano.
A turma trabalhou livros das autoras e conversou com as mesmas acerca das opções literárias e estéticas e dos processos criativos na construção das personagens. No dia internacional Contra a Corrupção foi ainda abordado o tema dos Direitos de Autor e Direitos Conexos.
Os conteúdos curriculares de Geografia A foram o mote para promover o contacto com o poder local.
As turmas do 10.º ano, acompanhadas pelo professor de Geografia, deslocaram-se à Junta de Freguesia de Malveira e S. Miguel de Alcainça.
Esta foi uma aula no exterior sobre a democracia e as instituições representativas, a organização do Poder Local e as suas práticas de transparência.
Posteriormente, a Sra Presidente da Junta de Freguesia deslocou-se à Escola para, em aula, dar continuidade ao tema.