Política /Economia
J.S.N vs M.F.A
"Movimento das forças armadas"
"Junta de Salvação Nacional"
Descolonização de Moçambique 25/06/1975
Amnistia dos presos políticos
Desmantelamento de organismos da ditadura
Objetivo principal era a instauração a curto prazo de uma democracia política
Desmantelar de imediato dos organismo e instituições do regime deposto (PIDE, legião portuguesa)
Amnistia de todos os presos políticos
Restabelecimento das liberdades fundamentais
Nova política económica e social para o povo português
Defesa dos interesses da classe trabalhadora
Sufrágio universal direto e discreto
Lançamento de uma politica ultramarina que conduza à paz (libertação das colónias)
General Spínola Líder da J.S.N
Destituição do presidente da República e do governo
Dissolução da assembleia nacional da câmara corporativa e do conselho de estado
O M.F.A tinha um projeto que não coincidia nem um pouco com as ideias de Spínola, continha transformações radicais das estruturas políticas economicas e sociais e um rápido início do processo de descolonização
vs
Já o J.S.N queria uma transição gradual sem sobresaltos levada a cabo num clima de ordem social e de disciplina. Quanto às colónias Spínola queria que o processo fosse de médio a longo prazo.
Então nos primeiros meses da revolução são dominados pela comissão coordenadora do MFA e António de Spínola mas o processo acaba a 28 de setembro na demissão de Spínola da presidência da República
Simão nº23
Foi uma movimentação militar liderada pelo General Ramalho Eanes dirigida pelas Forças Armadas Portuguesas que resultou no fim do Processo Revolunicionário em Curso (PREC) e a um processo de estabilização da democracia representativa em Portugal.
"Um ano e meio depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, o país estava a ferro e fogo. Depois do Verão Quente de 75, Portugal chegava a novembro à beira da guerra civil. Militares ligados à extrema esquerda tomam pontos estratégicos da capital. Um dispositivo militar, com base no Regimento de Comandos da Amadora, opõe-se. É decretado o estado de sítio em Lisboa."
Márcio
25 abril 1974 =====» 1976
Revolução dos cravos
Abolição do regime ditatorial do Estado Novo
Independência das colonias de Moçambique e Angola
Vitória do partido socialista (PS) nas eleições
Aprovação da constituição da República
No dia 25 de abril de 1976 realizam-se as primeiras eleições para a assembleia da República
A Revolução do 25 de abril ocorreu numa situação onde o escudo era forte
(cerca de 10 escudos para um marco alemão e 25 escudos para um dólar)
Fixação de um salário mínimo no valor de 3300 escudos
Diminuição das exportações devido à descolonização
Registrou-se uma taxa de desemprego superior a 7%, os bens estavam racionados, a inflação era crescente chegando a alcançar os 20%, havia forte conflitualidade política e o escudo estava desvalorizado
Simão nº23
A constituição de 1976 é a atual constituição Portuguesa, redigida pela Assembleia Constituinte eleita após as primeiras eleições gerais livres no país em 25 de abril de 1975. Aprovada em 2 de abril de 1976 , só entrou em vigor a 25 de abril de 1976.
Estando há mais de 40 anos em "ação" , esta recebeu 7 revisões constitucionais em (1982, 1989, 1992, 1997, 2001, 2004 e 2005), que adequaram Portugal aos princípios de mercado da União Europeia.
Direitos e deveres do cidadão:
Direito à vida, à reputação, reserva da sua vida privada, liberdade de imprensa e expressão, direito à manifestação nos termos da lei, direito a liberdade e a segurança, direito de fixar residência em qualquer parte do território nacional, direito ao voto em geral.
Márcio
A constituição de 1976 foi uma grande objeto de critica por maior parte das forças partidárias. Após os 4 anos definidos como "período de transição" (1976-1982), a Assembleia da República procedeu à primeira revisão constitucional.
Finalizada em setembro de 1982, esta revisão atenuou toda a polémica à volta da Lei Fundamental, apesar de não se ter afastado significativamente da linha ideológica inicialmente definida.
Márcio
(Processo revolucionário em curso)
Foi um período de atividades revolucionárias que ocorreu em Portugal e que foi marcante para a história portuguesa que floresceu durante a revolução dos cravos a 25 de abril de 1974
Golpe militar de 1974
Verão quente de 1975
Crise de novembro 1975
Num sentido mais restrito o PREC - (Processo Revolucionário em Curso) pode-se designar pelo aproveitamento dos partidos de esquerda e extrema esquerda revolucionária que estavam no poder apoiados pela fação militar revolucionária que procuraram fazer alterações políticas sociais e económicas que aproximassem Portugal de um regime Comunista como aqueles que existiam na Europa de leste.
Pintores de murais revolucionários
Cartazes de eleição 1975
Murais com símbolos dos partidos de esquerda
Algumas medidas revolucionárias do PREC
Cronologia sobre a PREC
Quiz sobre o PREC
Simão nº23
A 11 de abril de 1975 foi assinado o pacto que consistia na junção de vários partidos, como o PS, PCP,PPD, etc.
Este pacto foi a união de vários partidos políticos, para melhorar o país e estabelecer a democracia tão desejada, tendo como objetivos a restauração total das liberdades civis, incluindo a liberdade de expressão; o fim da censura; liberdade para os partidos políticos; a eleição democrática de uma Assembleia Constituinte, no período máximo de um ano; o desmantelamento da PIDE/DGS.
Francisco Lemos
Dois anos após o 25 de abril de 1974, no mesmo dia Mário Soares ganhou as eleições com quase 35% dos votos.
Francisco Lemos
Maior eleito: António Ramalho Eanes (PS)
Francisco Lemos
As primeiras eleições presidenciais portuguesas após o 25 de Abril de 1974 tiveram lugar em 27 de Junho de 1976.
O vencedor, conhecido por ter comandado as forças que se opuseram ao movimento que tinha desencadeado o 25 de Novembro, seria o primeiro Presidente da República da nova democracia, sendo reeleito cinco anos depois.
O vencedor foi o general Ramalho Eanes, votado por sufrágio universal de forma surpreendente. Sendo assim uma vitória esmagadora, contra os seus adversários.
(61%)
Apoiado pelos militares moderados e pelos principais partidos - PS, PSD e CDS.
(16,46%)
Apoiado pelo Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), o Movimento de Esquerda Socialista (MES), a União Democrática Popular (UDP) e a Frente Socialista Popular (FSP).
(14,37%)
Sem apoios partidários.
(7,59%)
Apoiado pelo Partido Comunista Português (PCP).
O período ficou conhecido em Portugal por Verão Quente de 1975, uma época conturbada caracterizada por uma certa anarquia no Governo: Forças Armadas e Sociedade, que teve como consequência crescentes tensões entre grupos de esquerda e de direita.
Este período teve como prenúncio as comemorações do 1.º de Maio desse ano, levadas a cabo pela Intersindical, o general António de Spínola, com outros militares, teve um papel determinante nesse período.
Durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC), as facções de direita e a Igreja Católica receavam uma evolução mais radical do processo político iniciado com a Revolução dos Cravos e actuaram para a impedir. Isso em resposta às expropriações e ocupações de terras promovidas pela Reforma Agrária estabelecida pela esquerda no Sul do país, foram assim perpetrados actos violentos, como o assalto a sedes de partidos de esquerda e atentados bombistas. Estes ocorreram em várias localidades, sobretudo no Norte de Portugal e no Rio Maior, que foi o grande palco de distúrbios organizados pela CAP.
Essa violência gerou rumores sobre uma possível guerra civil.
Como consequência disso, seguiu-se a demissão do IV Governo Provisório, coligação entre partidos de esquerda e direita, dando azo à crise governamental que levaria à queda deste Governo e, logo a seguir, à contestação ao V Governo Provisório e à demissão de Vasco Gonçalves.
O Grupo dos Nove foi um grupo de oficiais das Forças Armadas de Portugal liderados por Melo Antunes pertencente ao MFA de tendência moderada.
Publicaram em 7 de agosto de 1975, no Jornal Novo, um documento que ficou conhecido como "Documento dos Nove" ou "Documento Melo Antunes" tendo em vista a clarificação de posições políticas e ideológicas dentro e fora do Movimento das Forças Armadas e opondo-se às teses políticas do Documento "Aliança Povo/MFA", apresentado a 8 de julho de 1975.
Os signatários originais foram nove conselheiros da revolução: Melo Antunes, Vasco Lourenço, Pedro de Pezarat Correia, Manuel Franco Charais, Canto e Castro, Costa Neves, Sousa e Castro, Vítor Alves, Vítor Crespo. De fora ficaram Marques Junior que não assinou por na altura estar a trabalhar com Otelo no Copcon e Pinho Freire que se encontrava de férias. Nas horas seguintes e ainda no dia 7, mais 15 oficiais superiores. Tendo sido distribuído nos quarteis teve a adesão de mais de 80% dos oficiais. A este esteve também ligado o coronel piloto-aviador José Morais da Silva, na altura, chefe do Estado-Maior da Força Aérea.
Este grupo de militares, recusava tanto o modelo socialista da Europa de Leste bem como o modelo social-democrata da Europa Ocidental, defendendo um projecto socialista alternativo baseado numa democracia política, pluralista, nas liberdades, direitos e garantias fundamentais. Defendia uma terceira via, através da criação de um amplo bloco social de apoio de um projecto nacional de transição para o socialismo, numa sociedade "sem classes", onde tenha sido posto fim à exploração do homem pelo homem" implementada "aos ritmos adequados à realidade social portuguesa".
Esta foi a primeira demonstração pública de divergências no seio do MFA e a marcação de uma posição clara contra a tentativa de tomada de poder pelo PCP “o caminho que as coisas estavam a tomar, isto é, o caminho de levar Portugal a tornar-se um país cada vez mais próximo do modelo soviético”. O documento defendia um entendimento à esquerda”, do qual o PCP não estava à partida excluído, desde que colocasse de lado os seus intentos hegemônicos, de forma a “conduzir o país na ordem democrática e na ordem económica e social”.
Francisco Lemos
As eleições para a Assembleia Constituinte, também conhecidas por eleições constituintes, foram as primeiras eleições livres com sufrágio universal realizadas no país. Foram também as primeiras eleições após a Revolução de 25 de abril de 1974. Realizaram-se no dia 25 de abril de 1975 e elegeram os 250 deputados da Assembleia Constituinte, e tiveram a maior participação de sempre.
Líder: Mário Soares
Sociedade/Cultura
A imprensa desportiva manteve, no início da década de 1970, as características da década anterior. Foi marcada, entre 1971 e 1974, pelo aparecimento de poucos periódicos desportivos de índole generalista (unicamente três, em Lisboa) e pela hegemonia noticiosa dos jornais de referência, com décadas de implementação, como eram A Bola, Record, Mundo Desportivo e O Norte Desportivo.
Durante a revolução dos cravos o futebol também teve um papel importante. Vários eventos desportivos foram realizados para celebrar a liberdade. Havia competições de futebol, corrida e até atletismo. Foi um momento de união e celebração através do desporto.
A Bola
Record
Mundo Desportivo
No futebol houve o Torneio da liberdade onde várias equipas se enfrentavam para celebrar a nova era de liberdade em Portugal. Foi um momento emocionante para os fãs de futebol, que puderam assistir a jogos cheios de energia e paixão.
Ema Vieira
No atletismo também houve competições emocionantes. Corridas de rua foram realizadas, permitindo que as pessoas mostrassem a sua resistência e espírito livre. Além disso, os eventos de salto em altura e os lançamentos de pesos também foram realizados.
Em março de 1974, praticamente um mês antes da revolução do 25 de Abril, realizava-se o último Rally de Portugal em ditadura. Um ano em que coube ao nosso país as honras da abertura do campeonato do mundo, por infortúnio de duas provas: o Rally de Monte Carlo e o Rally da Suécia. Ambas canceladas devido à crise petrolífera e ao racionamento de combustível imposto um pouco por toda a Europa.
Demografia (educação, saúde, economia)
Importações 1974-1982
Economia
Exportações 1974-1982
Nº de centros de saúde e camas disponíveis 1975-1982
Saúde
Casos de Tuberculose 1975-1982
Nº de pessoas que tiveram educação
Educação
Nº de sexos que frequentaram a escola
Demografia em Portugal
População total portuguesa
População residente em Portugal
Demografia em Fafe
Densidade Populacional
População residente por migração
Simão nº23
As mudanças ocorridas depois do golpe de 25 de abril de 1974 influenciaram as diversas expressões artísticas em Portugal. Os filmes proibidos deixaram de o ser. As câmaras entre 1974 e 1976 colocaram em evidência as linhas ténues entre representação e realidade em virtude da urgência de mostrar os acontecimentos. Os partidos, os militares, as diversas associações, entre outros coletivos, utilizaram a televisão como um dos meios de comunicação primordiais e no teatro aparecerem muitos grupos independentes que diversificaram as temáticas representadas.
Durante a ditadura, a leitura era enaltecida na televisão, mas foram muitos os escritores que viram os seus livros proibidos. Almeida Faria e Bruno Amaral Vieira são escritores de gerações diferentes e experiências de vida diferentes, que aqui fazem retratos do país onde vivem, sofreram com as imposições da censura.
Benigno José Mira de Almeida Faria, conhecido como Almeida Faria é um escritor português
Ema Vieira
Adolfo Correia da Rocha, conhecido pelo pseudónimo Miguel Torga, foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Torga destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios. Miguel Torga enceta o volume XII do seu Diário em Coimbra, a 17 de Maio de 1973, com um poema, «Viagem». Nada faz pensar, naquilo que ele regista durante quase um ano, até a primavera de 1974, no advento do 25 de Abril e a Revolução dos Cravos
A revolução expôs as tensões entre o modo de comunicar do cinema e da televisão. Em Junho de 75 o cineasta Eduardo Geada queixou-se da desvalorização do cinema relativamente à televisão por parte do M.F.A. Os militares pretendiam proximidade e interpelação direta e imediata e o cinema necessitava de tempo. Foi a televisão que transmitiu os programas com a chancela do M.F.A., entre eles as sessões de dinamização cultural. A televisão e, de certo modo, a rádio, tornaram-se os meios de comunicação privilegiados entre o M.F.A. e as populações portuguesas.
Ema Vieira
A imprensa em Portugal sempre serviu para manter as pessoas informadas e conscientes do que se passava ao seu redor, contudo nesta época, o Estado Novo, isto foi diferente, uma vez que, o estado controlava tudo o que era publicado, a censura.
Caso fosse algo inconveniente para o Estado não seria publicado.
Beatriz Oliveira
A censura em Portugal foi um dos elementos condicionantes da cultura nacional, ao longo de quase toda a sua história.
O país foi sempre limitado devido a leis que terminaram com a liberdade de expressão.
Durante o Estado Novo, tudo o que era publicado era meticulosamente analisado, para garantir que não eram começadas revoltas contra o Estado.
A censura e a falta de liberdade de expressão eram algo muito comum na época.
Beatriz Oliveira
Durante quase o Estado Novo a policia política encarregou-se de assegurar os valores do estado novo, mesmo que isso implicasse matar, torturar ou censurar.
A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) foi criada a 22 de outubro de 1945. A função desta polícia era perseguir, prender e interrogar qualquer individuo que fosse visto como inimigo à ditadura salazarista.
Os opositores ao regime eram levados para prisões em Portugal. Nestes locais eram muitas vezes vitimas de tortura, privação de sono, isolamento, más condições alimentares, higiénicas e de saúde, o que levava muitas vezes à sua morte.
Beatriz Oliveira
Beatriz Oliveira
Partidos Políticos
Partido político de caráter comunista e marxista-
-leninista, criado em 1921.
Partido político português conservador inspirado pela democracia cristã, criado em 1974.
Partido político português fundado em 1974.
Partido político português de centro-esquerda, fundado a 19 de abril de 1973.
Álvaro Cunhal (PCP)
Diogo Freitas Amaral
(CDS-PP)
Francisco Sá Carneiro
(PPD)
Mário Soares (PS)
Partido Comunista dos Trabalhadores (PCTP-MRPP) é um partido político de Portugal, marxista-leninista com inspiração maoísta fundado em 1970.
O Movimento Democrático Português foi uma das mais importantes organizações políticas da Oposição Democrática ao regime do Estado Novo em Portugal, antes do 25 de Abril. Foi fundado em 1969.
Frente Socialista Popular (FSP) foi um partido político português criado em 1974.
Arnaldo Matos
José Manuel Tengarrinha (MDP)
Manuel Serra
Beatriz Oliveira
Beatriz Oliveira
Beatriz Oliveira
As mudanças a nível social e cultural influenciaram sobretudo a mentalidade destas décadas. A existência de liberdade de expressão e com o fim da censura e da perseguição da PIDE, as pessoas estavam a experienciar algo que não era possível em anos, a liberdade.
Afinal o Estado Novo foi uma época de grande opressão.
Com o fim da ditadura o consumo da população aumentou e também os direitos dos mesmos aumentaram.
Beatriz Oliveira
A moda dos anos 70 era caracterizada pelas pantalonas, as calças à boca de sino e estampados coloridos, bem como o tie dye e os casacos de cabedal.
Moda dos anos 80
A moda dos anos 80 era caracterizada pelo brilho e vivacidade da aparência. As mulheres expressaram uma imagem de riqueza e sucesso através de jóias de fantasia brilhantes, como grandes brincos de bijuteria, pérolas colares e roupas cobertas com lantejoulas e diamantes e cintos extravagantes.
Beatriz Oliveira
História
Até ao fim do regime a forma mais "fácil" de combater o regime era com a musica, de forma mais interventiva porém sem dar a perceber para quem era escrita. Eram diversos os cantores que combatiam desta forma, sendo o mais famoso Zeca Afonso, com a sua musica "Grândola Vila Morena".
Francisco Lemos
Fernando Tordo
Simone de Oliveira
Paula de Carvalho
Manuel Freire
Francisco Lemos
Francisco Lemos
Rádio durante e apos o 25 de Abril
A rádio foi um dos mais importantes meios de comunicação social (para alem da televisão) durante o 25 de abril de 1974. Por todo o país as notícias da revolução, e onde o povo português ouviu as primeiras vozes da liberdade.
"Foi na rádio que se ouviram as senhas que secretamente deram o sinal para a saída das tropas dos quartéis na madrugada do dia 25 de abril de 1974. Por volta das 22.55 horas do dia 24, João Paulo Dinis, na antena dos Emissores Associados de Lisboa, pôs no ar “E depois do Adeus”, de Paulo Carvalho, música vencedora do Festival da Canção desse ano. Meia hora depois, na Rádio Renascença, seria “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso, a confirmar o arranque das revolução."
Márcio
Antigo edifício "Emissores associados de Lisboa"
Márcio
Televisão
Apos o controlo do Movimento das Forcas Armadas (MFA) sobre a rede emissora da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) foi transmitido o primeiro telejornal da RTP com o objetivo de noticiar e alertar todos os portugueses do decorrido.
"Nos primeiros minutos de emissão, Fernando Balsinha fez a introdução aos acontecimentos e Fialho Gouveia leu um comunicado do MFA em que era pedida calma à população, se anunciavam os objetivos imediatos do movimento e se solicitava a médicos e enfermeiros que se deslocassem para os hospitais."
Curiosidade:
A queda da ditadura gerou uma forte recessão da censura e consequentemente uma maior liberdade, o que, em 1975, levou à primeira transmissão a cores com o "Festival RTP da Canção."
Márcio
QUOTIDIANO APÓS O 25 DE ABRIL
Na reportagem ao lado, um jovem afirma que não sente mudanças na vida quotidiana mesmo após a Revolução. Mas na verdade, claro que ouve mudanças na vida dos portugueses. Vê-se as populações a saírem à rua, fazem manifestações.
E um dos aspetos mais relevantes obviamente é a liberdade de expressão e viver sem o medo da repressão e ser censura.
Márcio
O impasse em que se encontrava a Guerra Colonial começou também a pesar sobre o exército. Foi este sentimento de causa perdida que induziu o general Spínola a publicar Portugal e o Futuro, e foi igualmente este sentimento que transformou um movimento de oficiais - o Movimento dos Capitães, iniciado por meras questões de promoção na carreira - no movimento revolucionário que derrubou o Estado Novo.
O Movimento dos Capitães depositou a sua confiança nos generais Costa Gomes e Spinola, respectivamente, chefe e vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
Estes acontecimentos deram força àqueles que, dentro do movimento (agora denominado Movimento das Forças Armadas - MFA), acreditavam na urgência de um golpe militar que restaurava as liberdades cívicas.
Depois de uma tentativa precipitada, em março, que as forças governamentais debelaram com facilidade, o MFA preparou minuciosamente a operação militar que, na madrugada do dia 25 de abril de 1974, pôs fim ao Estado NOVO.
A jornada do 1º de Maio de 1975 constituiu em todo o País uma grandiosa demonstração da organização e da força dos trabalhadores e da sua aliança com o MFA, foi quando a PCP e Intersindical tentaram por duas vezes impedir os socialistas de participar nas celebrações.
A este dia estão intimamente ligadas muitas das maiores e mais exaltantes jornadas e movimentações de luta das classes operárias, que, com sofrimento, coragem e determinação, demonstraram claramente o quanto eram capazes, com vontade colectiva dos trabalhadores para melhorar as suas condições de vida e de trabalho, vencer injustiças e desigualdades sociais, mudar mentalidades, transformar as sociedades e puseram fim à exploração do homem pelo homem.
Este dia ficou marcado devido ao entendimento histórico entre PS e PCP sendo assim recebido com surpresa, incredulidade até. A emoção soltou-se sobretudo entre os que viveram no Verão Quente de 1975 a clivagem violenta entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, entre PS e PCP, que durou 40 anos. Tão insanável tem sido que mantém brechas.
O fenômeno conhecido por retornados começou em 1975, quando muitos português que tinham saído fora de Portugal na época da Ditadura, começaram a voltar, mas muitos deles voltaram principalmente de África, após a descolonização e o fim da Ditadura, provocando assim um afluxo de centenas de milhares de portugueses a chegar ao país. Mas os primeiros a quais podemos realmente começar a chamar de “retornados” chegaram no Verão de 74, sendo assim o primeiro ano em que se pode encontrar notícias sobre a fuga dos colonos, dos brancos, dos africanistas, dos europeus, dos ultramarinos, dos residentes e dos metropolitanos. Enfim de pessoas que residiam em Angola, Moçambique, Guiné, Timor e Cabo-Verde.