Guerra Colonial
realizado por Ana Manuela nº4
Guerra Colonial
realizado por Ana Manuela nº4
A Guerra Colonial Portuguesa, também conhecida como Guerra de Libertação ou Guerra da Independência é uma das designações atuais do período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação ou independência formados nas províncias do então Ultramar Português, em particular Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique — entre 1961 e 1974. O termo Guerra do Ultramar começou a ser utilizado de forma oficial por várias das principais figuras do regime, como o presidente do conselho Oliveira Salazar e o então Governador da Guiné, António Spínola, durante o período do Estado Novo. Embora o regime ditatorial habitualmente considerasse os levantamentos armados dos movimentos de libertação como atos não de guerra, mas de terrorismo.
A designação Guerra do Ultramar é também a designação utilizada atualmente por antigos combatentes e associações de veteranos de guerra. Na época, a guerra era referida vulgarmente em Portugal como Guerra de África.
Fotos de um Ex Soldado Fafenfe na Guerra
"Foram os melhores e os piores anos da minha vida"
Salgueiro Maia
realizado por Daniela Pinto nº12
Biografia:
Fernando José Salgueiro Maia, nasceu a 1 de julho de 1944 no Alto Alentejo e faleceu a 3 de abril de 1992, em Lisboa.
Foi militar e general do exército portugues no qual liderou as forças revolucionárias ao longo da Revolução de 25 de abril de 1974, pondo fim à ditadura em Portugal.
Em 1973 iniciou-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integrou a Comissão Coordenadora do Movimento. A 25 de Abril de 1974, Salgueiro Maia, comandou a coluna de blindados que vinha de Santarém e montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando os mesmos a seguir as ordens de Otelo Saraiva de Carvalho no Posto de Comando na Pontinha.
Após a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo onde entregou a pasta do governo a António de Spínola, Salgueiro Maia escoltou o mesmo até ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil.
“A liberdade é de quem a dá aos outros e não dos que se afirmam donos dela” - Salgueiro Maia
Revolução Em Marcha
realizado por Roberto Carlos nº25
No canto superior esquerdo, há uma legenda com as seguintes cores e símbolo:
🟢 🟡 🔴 🟠 🏳️ Cada um representa um nível de prioridade ou rota especifica, entretanto não é completamente perceptível
No centro do mapa, há uma anotação em vermelho que diz: Posto de Comando, e pouco a baixo disso o número de telefone: (01) 971 11 11.
Na área inferior do mapa, há uma anotação a verde que diz: RE1 - Regimento de Engenharia nº 1. E ao lado, temos o nome Cap. Almeida, e o seu número de telefone: (01) 971 11 11.
No canto superior á direita do mapa, há uma anotação em preto que diz: BC5 - Batalhão de Caçadores nº 5. E a seu ado, é percetível o nome Cap. Salgueiro Maia e o número de telefone: (01) 971 11 11.
Na área inferior esquerda do mapa, há uma anotação em vermelho que diz: EPAM - Escola Prática de Administração Militar. Ao lado, temos o nome Cap. Vasco Lourenço, e um número de telefone: (01) 971 11 11
Na parte superior esquerda do mapa, vemos uma anotação em verde que diz: BC10 - Batalhão de Caçadores nº 10. e próximo a isso, temos o nome Cap. Sousa e Castro e um número de telefone: (01) 971 11 11.
Na área inferior direita do mapa, há uma anotação em vermelho que diz: RE3 - Regimento de Engenharia nº 3. Ao seu lado, o nome Cap. Costa Martins, e um número de telefone: (01) 971 11 11.
Na parte central do mapa, há uma anotação em preto que diz: BC7 - Batalhão de Caçadores nº 7. Ao lado, vemos o nome Cap. Pezarat Correia e um número de telefone: (01) 971 11 11.
Ao longo de todo o mapa estão destacados pontos de encontro, rotas, números de telefone, nomes de edifícios, nomes de comandantes e pessoas associadas ao golpe
PIDE
realizado por Luana Rodrigues nº22
Polícia Internacional e de Defesa do Estado
A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) foi criada a 22 de outubro de 1945, no auge do Estado Novo.
A PIDE ficou conhecida por sua atuação repressiva, monitoramento de atividades políticas e detenção de opositores ao regime. Era uma instituição temida devido às suas práticas autoritárias, incluindo prisões arbitrárias, tortura e perseguição de dissidentes. Após a Revolução dos Cravos em 1974, que derrubou o Estado Novo, a PIDE foi dissolvida e condenada por violações dos direitos humanos.
Invasão à Comunicação Social
realizado por Juliana Novais nº19
A rádio foi um dos mais importantes meios de comunicação social durante o 25 de abril de 1974. Pelo país as notícias da revolução foram seguidas através deste meio e foi também ali que os portugueses ouviram as primeiras vozes de liberdade.
O primeiro telejornal da RTP do dia da revolução começou com a leitura de um comunicado do Movimento das Forças Armadas (MFA). A emissão prosseguiu depois com música sendo interrompida, pontualmente, por blocos informativos.
Imagens de capas dos jornais (Capas de jornais de 25 de Abril a 2 de Maio de 1974
Momentos sobre o 25 de abril de 1974 -
realizado por Karina Freitas nº20
Portugal viveu cerca de 48 anos sob ditadura, realidade que só viria a ser alterada com o 25 de abril de 1974.
Vasco Lourenço – um dos protagonistas da Revolução dos Cravos e Presidente da Associação 25 de Abril – conta que a ideia de um golpe de Estado foi partilhada por si e Otelo Saraiva de Carvalho às 02h da madrugada, enquanto trocavam um pneu furado.
Já a 16 de março de 1974 houve uma tentativa de golpe, que teve de ser abortado, devido a uma rebelião ocorrida em Lamego, “adiando-se” a grande revolução 1 mês.
A história mais contada sobre o porquê desta revolução ter ficado conhecida como a revolução dos cravos é a seguinte:
Celeste Caeiro era empregada de um restaurante na zona do Marquês de Pombal, em Lisboa. Na altura do golpe, ela transportava consigo um molho de cravos vermelhos. Como não tinha comida ou cigarros para oferecer aos militares, ela partilhou com eles os cravos que os soldados acabaram por colocar no cano da espingarda.
Apesar de tranquila, a revolução do 25 de abril contou algumas vítimas. No final deste dia, alguns populares deslocaram-se à sede da PIDE, em Lisboa, e exigiram o fim da mesma. Nessa altura, os seus dirigentes dispararam contra a população, havendo registo de 4 mortos e vários feridos.
O primeiro Presidente da República após o 25 de abril foi António de Spínola, cargo que ocupa entre 15 de maio de 1974 e 30 de setembro de 1974, altura em que é substituído pelo general Costa Gomes.
PREC
realizado por Francisca Novais nº3
Processo Revolucionário em Curso
A Revolução do 25 de abril deu vida, a sigla PREC, correspondente à expressão Processo Revolucionário em Curso, designava a forte movimentação social e política registada em Portugal no verão de 1975
Trata-se de um período de grande agitação social e política, em que as organizações sindicais, dotadas de grande vitalidade, conduzem em vários setores lutas reivindicativas ora de carácter economicista ora de carácter político, sempre fortemente participadas, em que se aprofunda uma Reforma Agrária destinada a eliminar o latifúndio da paisagem rural portuguesa, e em que as autoridades tradicionalmente aceites são frontalmente contestadas, assistindo-se à criação ou à tentativa de criação de poderes paralelos nas Forças Armadas, ao cerco do Parlamento e consequente sequestro dos deputados por grande massa de grevistas, e a outros fenómenos de carácter revolucionário.
Músicas
realizado por Isabel Castro nº17
Grândola Vila Morena- Zeca Afonso
Grândola, Vila Morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, Vila Morena
Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, Vila Morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, Vila Morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade
Grândola, a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
https://youtu.be/gaLWqy4e7ls?si=0-FXXGoYkatuY3Gh
Amália Rodrigues cantou esta música:
Tourada - Fernando Tordo
Não importa sol ou sombra
Camarotes ou barreiras
Toureamos ombro a ombro as feras
Ninguém nos leva ao engano
Toureamos mano a mano
Só nos podem causar dano esperas
Entram guizos, chocas e capotes
E mantilhas pretas
Entram espadas, chifres e derrotes
E alguns poetas
Entram bravos, cravos e dichotes
Porque tudo mais são tretas
Entram vacas depois dos forcados
Que não pegam nada
Soam bravos e olés dos nabos
Que não pagam nada
E só ficam os peões de brega
Cuja profissão não pega
Com bandarilhas de esperança
Afugentamos a fera
Estamos na praça da primavera
Nós vamos pegar o mundo
Pelos cornos da desgraça
E fazermos da tristeza graça
Entram velhas, doidas e turistas
Entram excursões
Entram benefícios e cronistas
Entram aldrabões
Entram marialvas e coristas
Entram galifões de crista
Entram cavaleiros à garupa
Do seu heroísmo
Entra aquela música maluca
Do passodoblismo
Entra a aficcionada e a caduca
Mais o snobismo e cismo
Entram empresários moralistas
Entram frustrações
Entram antiquários e fadistas
E contradições
E entra muito dólar, muita gente
Que dá lucro aos milhões
E Depois do Adeus - Paulo Carvalho
Quis saber quem sou, o que faço aqui
Quem me abandonou, de quem me esqueci
Perguntei por mim, quis saber de nós
Mas o mar não me traz tua voz
Em silêncio amor, em tristeza enfim
Eu te sinto em flor, eu te sofro em mim
Eu te lembro assim, partir é morrer
Como amar é ganhar e perder
Tu vieste em flor, eu te desfolhei
Tu te deste em amor, eu nada te dei
Em teu corpo amor, eu adormeci
Morri nele e ao morrer renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei
E depois do amor
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
Coro Da Primavera- Zeca Afonso
Cobre-te canalha
Na mortalha
Hoje o rei vai nu
Os velhos tiranos
De há mil anos
Morrem como tu
Abre uma trincheira
Companheira
Deita-te no chao
Sempre à tua frente
Viste gente
Doutra condiçao
Ergue-te ó Sol de Verao
Somos nós os teus cantores
Da matinal cançao
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar
E tu camarada
Poe-te em guarda
Que te vao matar
Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor
Venham enlaçadas
De maos dadas
Semear o amor
Ergue-te ó Sol de Verao
Somos nós os teus cantores
Da matinal cançao
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Venha a maré cheia
Duma ideia
P'ra nos empurrar
Só um pensamento
No momento
P'ra nos despertar
Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmao
Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mao
Ergue-te ó Sol de Verao
Somos nós os teus cantores
Da matinal cançao
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Literatura
realizado por Isabel Castro nº17
Abandono- David Mourão Ferreira
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
Ao menos ouves o vento
Ao menos ouves o mar
Ao menos ouves o vento
Ao menos ouves o mar
Abril- Manuel Alegre
Habito o sol dentro de ti,
Descubro a terra, aprendo o mar,
Por tuas mãos, naus antigas, chega ao longe
Que era sempre tão longe aqui tão perto.
Tu és meu vinho, tu és meu pão,
Guitarra e fruto, meu navio,
Este navio onde embarquei
Para encontrar dentro de ti o país de Abril.
E eu procurava-me nas fontes da tristeza,
Cantava, adivinhando-te, cantava,
Quando o país de Abril se vestia de ti
E eu perguntava quem eras.
Meu amor, por ti cantei e tu me deste
Um chão tão puro, algarves de ternura,
Por ti cantei à beira-povo, à beira-terra
E achei, achando-te, o país de Abril.
Amália Rodrigues interpretou o poema:
Abril de Sim Abril de Não- Manuel Alegre
Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e o Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.
A cor da liberdade- Jorge de Sena
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
25 de Abril - Sofia de Mello Breyner
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Soneto de Abril - Natália Correia
Evoé! de pâmpano os soldados
Rompem do tempo em que Evoé! a terra
salvé rainha descruzando os braços
com seu pé de papiro pisa a fera.
Na écloga dos rostos despontados
onde dos corvos se retira a treva,
de beijo em beijo as ruas são bailado
mudam- se as casas para a primavera.
Evoé! o povo abre o touril
e sai o Sol perfeitamente Abril
maravilha da Pátria ressurecta.
Evoé! Evoé! Tágides minhas
outra vez prateadas campainhas
sois na cabeça em fogo do poeta.
Filmes sobre o 25 de Abril
realizado por Isabel Castro nº17 e Ana Francisca nº3
https://youtu.be/jxaVQRC6CoI?si=FfcHaw9uNrERV04a
https://youtu.be/4WtvlVpJVGc?si=-KIcU84dAnNywpJl
https://youtu.be/UPU0k3uXOKk?si=OA-bCuW_r-bERL9s
Entrevistas sobre o 25 de Abril
realizado por Isabel Castro nº17 e Daniela Pinto nº 12
Apresentação de um pequeno vídeo sobre o 25 de Abril
realizado por Isabel Castro nº17
“O 25 de Abril foi, para todos nós, o fim da ditadura. Os heróicos militares que prepararam e executaram a revolta realizaram um acto de libertação de si mesmos, mas consigo mesmos quiseram libertar Portugal inteiro.”
—Francisco Sá Carneiro