DADOS GERAIS
Gentílico: Pedro afonsino
População estimada [IBGE 2021] : 13.964 habitantes
População no último censo [IBGE 2022]: 14.055 habitantes
Densidade demográfica [IBGE 2022]: 6,96 hab/km²
Área Territorial [IBGE 2022] : 2.019,556 Km²
Bioma: Cerrado
Mesorregião [IBGE 2021] : Oriental do Tocantins
Microrregião [IBGE 2021] : Porto Nacional
Distância de Palmas: 179 km.
Formação Administrativa - base legal
Assim, já em 1937, por ato de Excelentíssimo Sr. Dr. Pedro Ludovico Teixeira, então governador do Estado, Pedro Afonso era levado à categoria de cidade e consequentemente a sede de comarca, por Decreto n.º 118, de 15 de junho de referido ano. A sua instalação, por motivo justificados, só a 16 de abril do ano seguintes verificou. Nessa ocasião tomaram posse o excelentíssimo Srs. Juiz de Direito e Promotor Público. Esse um dos mais agigantados passos dados pelo município à escalada do progresso e da civilização, devendo-se quase que exclusivamente ao denodo e patriotismo de então Deputado João de Abreu, autor do projeto e o que mais se bateu pela vitória dessa causa.
Pedro Afonso parece que, pela sua posição geográfica, sempre foi fadado a um grande destino. Em decorrência desse fator, para aqui fora criadas uma Subdiretoria da Fazenda, hoje Departamento da Fazenda e uma corporação da política militar, 4ª. Companhia Isolada, destinada a garantir as atribuições do fisco estadual, equilibrando também a paz e a harmonia no seio da pupulação do alto sertão.
História
O lugar, onde se acha encravada a atual cidade de Pedro Afonso, tinha outrora a denominação de 'Travessa dos Gentios', em virtude das correrias que aqui se faziam, e era habitado por silvícolas, exclusivamente, sendo a principal nação a dos Chavantes.
Em julho de 1845, apartava à grande aldeia dos Cherentes o reverendo Frei Rafael Taggia, missionário da ordem de são Francisco, acompanhado de um inferior e dez(10) praças de pré. Como é público e corrente, vinha o nobre capuchinho encarregado pelo Governo Providencial de promover a catequese dos gentios. Assim, tão logo desembarcou, mandou construir diversas barracas para si e seus soldados e, separadamente, uma capela. Em seguida, chamou toda a tribo e aldeou-a no lugar chamado São João, 24 quilômetrodo arraia improvisado. Em São João fundou o Padre Taggia um colégio destindo á educação dos filhos dos selvagens, mas, certo dia, em decorrência de repreensão feita pelo educador a umas das crianças, os índios se revoltaram contra seu benfeitor que, receoso, de regressar ao arraial em formação, onde mais tarde a Lei providencial n.º 546 de agosto de 1875,criou um distrito de paz. ainda assim o espírito de revolta e de vingança dos índios, qualidades que lhe são peculiares, não calara de todo e, um belo dia, um poderoso exército decidiu-se a dar cabo do virtuoso desbravador. Aconteceu que, em marcha, ao chegar ao ribeirão próximodo arraial, estacou surpreso, ficando os agressores aterrozidos com o milagre que lhe deparava: o pessoal em armas ao lado do padre era um número superior e, como era natural, fizeram os índios renderam-se. Neste dia, ás 8 horas da manhã, Frei Rafael, qual novo São Francisco de Assis, à porta da sua capelinha, á guisa de batismo, passou a mão na cabeça de 300 índios, fazendo-os regressar a São João.
Com o aumento considerável da população a que vieram juntar-semais de 5000 índios, vindos de Riachão, Estado do Maranhão, obedientes à direção de Frei Raffael, o arraial desenvolveu-se ràpidamente, passando em 1903 á categoria de Vila de São Pedro Afonso.
Cooperou energicamente pela criação do novo município, o senhor Francisco Casemiro.
Como chefe de valor que soube ser, na primeira legislatura fez sentar-se ´cadeira de Deputado Estadual, como representante de Pedro Afonso, o coronel Daniel Ferreira dos Anjos, espírito trabalhador que muito fez pelo completo soerguimento do município, não só reformando o aparelho administrativo como também implantada, em pouco tempo, a ordem, a disciplina e a moral. O coronel Daniel morreu pobre, deixando à 'posterioridade o exemplo de servir melhor à coletividade que os interesses particulares.
A febre da borracha do Araguaia, em 1910, foi, um dos maiores fatores do progresso de Pedro Afonso. A Bahia nessa ocasião fazia seu intercâmbio comercial com o baixo Araguaia, servindo-se do rio Sono para escoar as suas mercadorias; estas, aqui desembarcadas, eram muitas vezes vendidas aos comerciantes locais com uma redução de 30 a 40% sob as importadas de Belém de São Luís- tornando-se destarte o maior empório comercial da época no alto sertão.
Em 1911, a política e a ganância comercial ateiam fogo no dei o da pacata população e três anos depois, Pedro Afonso era um montão de ruínas, de que muitos bem soube locupletar-se uma roda de bandoleiros chefiados por Abílio Araújo.
Em 1924, novas cenas de banditismo ensanguentam o solo pedro-afonsino: Cipriano Rodrigues proclama-se chefe de bacamarte no norte e como tal comete toda sorte de tropelia, roubo e assassinato. Morto em 1925, consolida-se a ordem e a tranquilidade. Os habitantes, despojados de sua terra natal, que puderam escapar-se à fúria inimiga, regressam de novo aos lares carbonizados.
Integra a 23ª Zona Eleitoral em Pedro Afonso.
Fonte: IBGE
Fonte:
IBGE: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/to/pedro-afonso/panorama