DADOS GERAIS
Gentílico: Arraiano
População estimada [IBGE 2021] : 10.502 habitantes
População no último censo [IBGE 2022]: 10.287 habitantes
Densidade demográfica [IBGE 2010] : 1,77 hab/km²
Área Territorial [IBGE 2022] : 5.803,085 Km²
Bioma: Cerrado
Mesorregião [IBGE 2021] : Oriental do Tocantins
Microrregião [IBGE 2021] : Dianópolis
Distância de Palmas: 424 km.
Formação Administrativa - base legal
Em 16 de agosto de 1807, o arraial de Nossa Senhora dos Remédios de Arraias foi elevado à condição de Julgado, que, em 18 de março de 1809, foi citado no Alvará de D. João VI criando a Comarca do Norte em 1º de abril de 1833, foi elevada à categoria de vila, instalada em 3 de fevereiro de 1834.
Em meados do século XIX, Arraias perdeu a condição de vila, passando a pertencer a Cavalcante e depois a Monte Alegre de Goiás. Em 31 de julho de 1861, readquiriu a condição de vila, desmembrando-se de Monte Alegre, que voltou a ser povoado agora subordinado a Arraias.
Em 1º de agosto de 1914, Arraias foi elevada à categoria de 'cidade', instalada em 19 de setembro do mesmo ano.
Fonte:
IBGE: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rn/acu/panorama
História
Com a descoberta do ouro na região, escravos em fuga, provenientes de São Paulo e da Bahia, refugiaram-se no lugar que passou a ser conhecido como Chapada dos Negros, dando origem ao arraial da Chapada dos Negros. O garimpo da chapada dos Negros era tão rico que, em 1740, Dom Luís de Mascarenhas, o governador da capitania de São Paulo, veio pessoalmente ao arraial e tomou posse dos veios auríferos. Com auxílio do capitão Felipe Antônio Cardoso, filho de Arraias, e com ajuda também dos escravos, mudou o arraial para outro local, distante três quilômetros onde hoje se localiza a cidade. Juntamente com Domingos Pires, definiu um traçado das ruas e fundou o arraial de Nossa Senhora dos Remédios de Arraias.
Ainda no século XVIII, procurando resguardar sua arrecadação aqui na Capitania de Goiás, a Coroa de Portugal instalou postos de fiscalização e arrecadação dos tributos incidentes sobre animais em trânsito de uma capitania para outra. Assim como os 'registros' fiscalizavam o ouro, as 'contagens' eram especializadas na tributação de gado e outros animais. Contudo, fiscalizavam e arrecadavam outros tributos de quem por ali passasse. A expressão 'contagem' foi usada pela primeira vez em Minas Gerais para designar o posto de fiscalização do Ribeirão das Abóboras, que deu origem à atual cidade de Contagem, naquele Estado. Entretanto, foi em Goiás que existiram em maior quantidade. Seus servidores eram os 'contageiros'. Em 1798, a Rainha D. Maria I determinou a extinção desse cargo, que foi unificado com o cargo de 'fiel de registro'. Arraias também teve seu posto de contagem denominado 'Contagem de Arraias', que foi mencionado em 1812 pelo Padre Luís Antônio da Silva e Sousa.
Arraias abriga a sede da 22ª Zona Eleitoral.
Fonte: IBGE; Prefeitura Municipal de Arraias (TO); Halum, César Hanna. Municípios tocantinenses - suas origens, seus nomes. Palmas: Provisão, 2008.
Hino do município de Arraias
Arraias minha altaneira,
Idílio de amor em teu luar!
Nobre, feliz alvissareira,
Hei de rever-te, te abraçar.
És do Tocantins a jóia rara
Teu sol luzente no arrebol
Refulge em pedraria cara
O ouro fulvo do teu sol.
Arraias, és bela e sedutora,
Poema de gozo em solidão.
És simples, nobre, encantadora,
És grande de alma e coração!
Tua água, ó biquinha, benfazeja
Teu gosto é milagroso ao paladar.
Aquele que te prova só deseja
A Arraias, feliz, sempre voltar!
Arraias minha! Arraias bela!
Terra de afeto e dileção
Tu tens do jovem, da donzela,
Todo o encanto e sedução.
Sussurra a brisa bem fadada
Na mais doce vibração
Tu és uma terra encantada
De um povo hospitaleiro e irmão.
Arraias, ninguém te esquece
Tua graça, teu viço sem igual
Relembra a velha serra que parece
Um guardião a cuidar-te, paternal.
Tuas noites tão formosas celebradas
Em rodas, bacondês, ó, dias meus!
Nas noites arraianas encantadas
Nossa alma se recolhe e sobe a Deus.
Igrejinha do Rosário, ainda te vejo
Na lembrança, com saudade e ternura.
Pra mim há sempre o ensejo
De voltar à minha infância de candura.
Córrego Rico, em cujas águas tão lendárias
A lembrança do escravo se debruça,
Acalentando a velha rua solitária,
Onde a alma do passado ainda soluça.