Numa sociedade marcada pelos valores económicos (Ter › Ser) parece prevalecer a importância da aquisição e manutenção de bens materiais em detrimento da defesa do valor essencial que é a pessoa humana. Todos os dias vemos, ouvimos e lemos notícias em que se atenta contra a dignidade da vida humana por razões insignificantes: discussão pela diferença de opiniões; disputa acerca de uma propriedade; a violência gera sempre mais violência.
Num processo de desculpabilização, encontramos atenuantes que pretendem «explicar» os nossos desvarios em momentos de mau humor:
a desestruturação familiar;
a pobreza;
o desemprego;
o deficiente acesso à educação e à saúde;
ausência de perspetivas de futuro;
incapacidade para sonhar;
É, pois, essencial ter um projeto de vida que nos abra as portas ao futuro, à mudança, ao crescimento interior, à realização pessoal, profissional e familiar.
Cada pessoa vale por si mesma. Não porque alguém a ama e lhe quer bem, ou porque é reconhecida pelos demais ou pelo Estado (embora, por ser pessoa, mereça ser amada e respeitada por todos). É por causa do valor inalienável de cada pessoa que todos têm direito a ser reconhecidos e valorizados, sobretudo os mais vulneráveis, os que se sentem excluídos e aqueles cuja voz não é escutada pela sociedade.
Onde não há reconhecimento da dignidade, não há humanidade. Daí se exija a responsabilidade de cada um pelo seu próximo.
A prática dos valores éticos:
o respeito,
a tolerância,
a paciência,
a solidariedade,
o carinho,
a dedicação,
o diálogo,
a justiça…
é essencial ao reconhecimento efetivo da dignidade da vida humana.