Em 1847, Frédéric Bastiat solicitou diretamente a Alphonse de Lamartine que este retornasse às fileiras dos defensores da liberdade econômica. Ele enviou, nesta ocasião, duas cartas ao poeta, cartas que refletem o contexto histórico em que a França se encontrava e o esforço e articulação despendidos por Bastiat para a realização das reformas liberais tão necessárias à época.
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Nesse discurso que revitalizou os ânimos do movimento liberal de sua época, Alphonse de Lamartine defende com riqueza poética as virtudes da liberdade comercial e ataca as consequências nefastas do protecionismo, demonstrando, não seu conhecimento econômico ou filosófico, mas antes, um entusiasmo e eloquência capazes de arrebatar a multidão de seus ouvintes.
Nesta carta redigida no verão de 1836 a seu amigo Eugène Stöffels, Alexis de Tocqueville se posiciona como uma nova espécie de liberal. Apoiador da moral e da religião, como ele explica, e profundo defensor da liberdade, Tocqueville rompe com os liberais de seu tempo, considerados anti religiosos por alguns, e mercadores baratos do livre arbítrio por outros.
Murray Rothbard, figura central no movimento libertário norte-americano, foi sempre um firme defensor do revisionismo histórico. Neste artigo, o autor apresenta e discute a importância do pensamento de Anne Robert Jacques Turgot para a História do Pensamento Econômico, destacando seu brilhantismo intelectual, sua defesa da economia de mercado e do livre comércio, e suas contribuições para as teorias do valor, das trocas, dos preços, da produção e da distribuição.
Na segunda parte de seu estudo, Rothbard destaca a contribuição de Turgot às teorias do capital, da moeda, da poupança, dos juros e do empreendedorismo, evidenciando sua influência indireta sobre as teorias austríacas desenvolvidas séculos depois. Rothbard ressalta também o legado, amplamente negligenciado, e a herança de Turgot para o desenvolvimento da ciência e do pensamento econômico na França e no mundo.
Nesta carta endereçada a Yves Guyot, Ernest Martineau destaca suas contribuições ao movimento liberal e os seus desafios no combate à ignorância econômica da sociedade francesa. Jovem provinciano de 34 anos, reconhecendo a importância da popularização da ciência econômica como única alternativa para a defesa do livre comércio, e como única alternativa para o combate ao socialismo, ele oferece seus serviços a Guyot, que já ocupa um lugar de destaque no jornalismo, a fim de auxiliar ao seu lado na divulgação dos princípios da economia política.
Neste artigo publicado em maio de 1846, Molinari discorre sobre o orçamento público anual da França. Expondo, em um recorte histórico, as tendências de endividamento e colapso econômico do país, Molinari descreve um cenário de caos e irresponsabilidade fiscal, advertindo para as consequências desastrosas do intervencionismo no campo financeiro.