François Quesnay (1693 - 1770), descrito como uma mente inquieta, carismática e intelectualmente curiosa, foi ao longo de sua vida um defensor do direito natural e um crítico ardente das instituições do Antigo Regime. Médico pessoal da amante de Luís XV, conselheiro de príncipes e govenantes e líder da primeira escola de pensamento econômico do mundo, a Fisiocracia, Quesnay é acima de tudo um dos maiores nomes nas origens do liberalismo econômico na França.
Praticamente um estudo de filosofia moral, "Sobre os Direitos Naturais" une a complexidade teórica de Quesnay à sua visão fisiocrata sobre a sociedade. É assim que o autor alça o direito natural acima de qualquer ordem social, ao mesmo tempo que recorre ao trabalho, à justiça, ao egoísmo e à razão para fundamentar esse direito na constituição da sociedade.
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Em uma longa digressão filosófica a respeito das leis naturais e das causas e consequências de suas transgressões, o autor aborda a questão da liberdade e da condição do homem como ser racional. Justificando a necessidade da criação de uma lei positiva para assegurar e ampliar o desfrute do direito natural, Quesnay ressalta assim a importância de que tal lei esteja em conformidade com a ordem natural, que é sempre a mais vantajosa para os indivíduos.