Continuador crítico de Adam Smith, Jean-Baptiste Say (1767-1832) propôs uma nova versão da doutrina clássica, criando uma vertente radical do liberalismo onde integra notavelmente pela primeira vez a figura do empreendedor e denuncia a exoloração das classes produtoras de riqueza pelos burocratas e seus favorecidos.
Vivendo em meio de uma sociedade sobre-governada, diz Jean-Baptiste Say em 1819, pode ser difícil conceber a ideia de uma organização social sem governo. A experiência nos prova entretanto, diz ele, que uma sociedade pode, em rigor, passar bem sem um governo.
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Consideradas por ele legítimas quando incentivam os inventores, as patentes, para Jean-Baptiste Say, podem se tornar viciosas e abusivas quando embarreiram a difusão de inovações pela sociedade. Nesses casos, elas se tornam uma fonte de monopólios e de extorsão coercitiva, resultando no lucro de aproveitadores e de classes parasitárias, em detrimento do desenvolvimento da nação e das classes produtoras.