Amigo, colaborador e discípulo de Frédéric Bastiat, Gustave de Molinari (1819-1912) foi o maior representante da escola liberal de economia política da segunda metade do século XIX. Autor de cem livros e brochuras, ele é mais conhecido por sua defesa da liberdade dos governos, sendo provavelmente o primeiro autor anarcocapitalista da história.
A contribuição intelectual de Gustave de Molinari foi considerada já pelos liberais de sua época a " culminação lógica" das visões de laissez-faire por eles defendidas. Isso não impediu entretanto que ela tenha sido rejeitada desde então pelo seu aparente radicalismo. Rothbard aborda neste texto a vida e obra do grande precursor do anarcocapitalismo moderno.
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Resgatando a expressão vigorosa de Jean-Baptiste Say, "as úlceras das sociedades", para caracterizar os governos, Molinari ataca neste texto o caráter parasitário dos burocratas e do funcionarismo, ao mesmo tempo em que defende a importância tanto da iniciativa privada quanto da desestatização da economia e da sociedade.
O belo texto que se segue, mais do que refutar o socialismo, se propõe a dialogar com seus partidários, e quem sabe convencê-los de seus erros. Partindo do princípio de que tanto os socialistas quanto os liberais buscam o melhor para a sociedade, embora escolham caminhos diferentes, Molinari demonstra através de uma análise inspirada da história da humanidade, por que o caminho da liberdade é o melhor.
Quase 100 anos antes que Murray Rothbard iniciasse sua sistematização de uma sociedade livre da coerção estatal, Molinari expõe neste texto os argumentos e princípios que sustentam a livre concorrência entre os governos, a partir da aplicação dos princípios de liberdade econômica no fornecimento de segurança e justiça.
O seguinte artigo traz a carta inédita que o economista belga enviou a Charles-Alexandre-Prosper Haulleville (1830-1898), o Barão de Haulleville, jornalista belga que acabara de publicar uma crítica do livro Religião (1892) de Molinari. O texto breve e sucinto que segue, permite portanto um vislumbre de algumas das opiniões de Molinari sobre o papel da religião, sobre a pluralidade de crenças e sobre a união entre Igreja e Estado.
Nessa crítica voraz à hipocrisia e à volatilidade da imprensa tradicional francesa, Molinari expõe a necessidade de uma defesa incondicional de todas as formas de liberdade, defesa essa baseada na racionalidade, no bom senso e na consistência ideológica que tanto os jornais e periódicos de sua época atacaram.
Neste artigo publicado em maio de 1846, Molinari discorre sobre o orçamento público anual da França. Expondo, em um recorte histórico, as tendências de endividamento e colapso econômico do país, Molinari descreve um cenário de caos e irresponsabilidade fiscal, advertindo para as consequências desastrosas do intervencionismo no campo financeiro.