De forma cômica e satírica, Bastiat expõe nesse texto as incoerências do protecionismo comercial ao simular uma petição de fabricantes de velas, em que estes protestam contra a competição injusta com seu rival, o sol.
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No texto a seguir transposto, Constant discerne duas formas de liberdade distintas, a liberdade política e coletivista dos antigos e a liberdade individual moderna, alertando-nos quanto aos perigos atuais de se tomar uma pela outra, ignorando o estado de avanço social e ético que a humanidade alcançou na modernidade.
Vivendo em meio de uma sociedade sobre-governada, diz Jean-Baptiste Say em 1819, pode ser difícil conceber a ideia de uma organização social sem governo. A experiência nos prova entretanto, diz ele, que uma sociedade pode, em rigor, passar bem sem um governo.
Praticamente um estudo de filosofia moral, "Sobre os Direitos Naturais" une a complexidade teórica de Quesnay à sua visão fisiocrata sobre a sociedade. É assim que o autor alça o direito natural acima de qualquer ordem social, ao mesmo tempo que recorre ao trabalho, à justiça, ao egoísmo e à razão para fundamentar esse direito na constituição da sociedade.
Em uma longa digressão filosófica a respeito das leis naturais e das causas e consequências de suas transgressões, o autor aborda a questão da liberdade e da condição do homem como ser racional, justificando a necessidade de uma lei positiva para assegurar e ampliar o desfrute do direito natural.
O belo texto que se segue, mais do que refutar o socialismo, se propõe a dialogar com seus partidários, e quem sabe convencê-los de seus erros. Partindo do princípio de que tanto os socialistas quanto os liberais buscam o melhor para a sociedade, embora escolham caminhos diferentes, Molinari demonstra através de uma análise inspirada da história da humanidade, por que o caminho da liberdade é o melhor.
Resgatando a expressão vigorosa de Jean-Baptiste Say, "as úlceras das sociedades", para caracterizar os governos, Molinari ataca neste texto o caráter parasitário dos burocratas e do funcionarismo, ao mesmo tempo em que defende a importância tanto da iniciativa privada quanto da desestatização da economia e da sociedade.
Quase 100 anos antes que Murray Rothbard iniciasse sua sistematização de uma sociedade livre da coerção estatal, Molinari expõe neste texto os argumentos e princípios que sustentam a livre concorrência entre os governos, a partir da aplicação dos princípios de liberdade econômica no fornecimento de segurança e justiça.
Combatendo os preconceitos econômicos enraizados em nossa cultura, Bastiat rebate neste texto aquilo que ele chama de teoria da miséria, isto é, a crença, amplamente difundida pela sociedade e protegida por lei, de que é a escassez, ao invés da abundância, que gera a riqueza de uma nação.
Em meio ao período revolucionário francês, Bastiat examina a percepção geral sobre o papel ideal do Estado, e contrapõe essa percepção à sua visão pessoal, livre de qualquer coletivismo utópico e contraditório. Com isso, Bastiat chega à raiz de todas as revoluções: a insatisfação com algo que nunca poderia existir, isto é, com um ente abstrato que tudo é capaz de dar sem nada tirar.
Nos primeiros capítulos de suas Reflexões, Turgot ataca a possibilidade de uma igualdade material absoluta entre os homens, e analisa os fundamentos liberais da livre troca, da propriedade e da escassez, atribuindo à terra, como o fisiocrata que era, a fonte de toda a riqueza e portanto de toda a desigualdade.
Na segunda parte da série, Turgot realiza uma análise histórica da evolução da sociedade baseando-se na evolução das diferentes formas de se explorar a terra. Com essa análise, Turgot se detém sobre as relações de trabalho entre proprietários e cultivadores, e sobre como elas se manifestam na geração das riquezas.
Continuando sua análise histórica da evolução da sociedade, Turgot explica os fundamentos do comércio, do escambo, da troca e do valor, antecipando inclusive discussões referentes à utilidade marginal de um produto.
Voltando ainda ao passado para compreender o funcionamento e evolução da economia na sociedade, Turgot analisa agora o surgimento do investimento e dos empreendedores como agentes indispensáveis na formação de riquezas.
"O Banqueiro e sua esposa" (1539) de Marinus van Reymerswaele.
Desmistificando o empréstimo de capital à juros, Turgot prossegue sua análise sobre o acúmulo de capital como fonte de riquezas e de lucro. Ao mesmo tempo em que derruba os preconceitos relacionados à financeirização da economia, o autor explica com clareza a regulação dos juros de acordo com a lei de oferta e procura.
Iniciando sua conclusão, Turgot recapitula todas as formas de emprego de capitais apresentadas ao longo de suas Reflexões, estabelecendo entre elas uma interdependência orgânica, mediada e indicada pela taxa de juros do capital e pela taxa de rendimento de cada empreendimento.
Finalizando suas longas e profundas Reflexões a respeito dos fundamentos e da evolução da economia, Turgot reforça alguns dos principais pontos já abordados, como a existência de diferentes classes sociais, a importância do livre empréstimo a juros como condição indispensável ao investimento, o papel da terra como fonte primária de todo rendimento e a diferença entre o capital acumulado e o dinheiro.
O seguinte artigo traz a carta inédita que o economista belga enviou a Charles-Alexandre-Prosper Haulleville (1830-1898), o Barão de Haulleville, jornalista belga que acabara de publicar uma crítica do livro Religião (1892) de Molinari. O texto breve e sucinto que segue, permite portanto um vislumbre de algumas das opiniões de Molinari sobre o papel da religião, sobre a pluralidade de crenças e sobre a união entre Igreja e Estado.
Consideradas por ele legítimas quando incentivam os inventores, as patentes, para Jean-Baptiste Say, podem se tornar viciosas e abusivas quando embarreiram a difusão de inovações pela sociedade. Nesses casos, elas se tornam uma fonte de monopólios e de extorsão coercitiva, resultando no lucro de aproveitadores e de classes parasitárias, em detrimento do desenvolvimento da nação e das classes produtoras.
Friedrich Hayek foi um dos principais economistas modernos a destacar a profunda arrogância intelectual envolvida na defesa do intervencionismo. Resgatando os primeiros teóricos do liberalismo, Boisguilbert e d'Argenson, Benoît Mabranque mostra, por sua vez, que o laissez faire, desde sua concepção teórica, foi sempre irremediavelmente marcado pela modéstia e pelo reconhecimento da limitação da razão humana.
Discípulo de Jean-Baptiste Say, Benjamin Constant não é considerado entre os mais renomados economistas. Pouco original, o Constant economista foi esquecido. Entre os liberais não-originais, entretanto, ele continua um dos mais importantes.
Nessa crítica voraz à hipocrisia e à volatilidade da imprensa tradicional francesa, Molinari expõe a necessidade de uma defesa incondicional de todas as formas de liberdade, defesa essa baseada na racionalidade, no bom senso e na consistência ideológica que tanto os jornais e periódicos de sua época atacaram.