Falamos que o Frei Miguel foi um grande construtor de Igrejas e capelas, mas devemos todos concordar que ele, em primeiro lugar, foi um grande confessor. Esta foi a maior característica do seu sacerdócio!
Já tinha-se distinguido nisso no tempo em que atuou na Bahia, notadamente, nas visitas pastorais e missionárias, quando atendia dias inteiros; mas foi, sem dúvida, aqui em Aracaju e em Sergipe que a sua fama de confessor alcançou o seu auge.
Foi aqui, onde por mais de cinquenta anos ele foi o confessor mais procurado, tanto pelos grandes quanto pelos pequenos. Entre os ‘grandes’ havia comerciantes, empresários, políticos, bispos, padres, religiosos e religiosas, senhoras da sociedade. Entre os ‘pequenos’, podemos falar das pessoas simples do povo, do bairro América e periferia, pais e mães de família, moças e rapazes, crianças e idosos, e, especialmente, os doentes e/ou internados em hospitais, clínicas e casas de repouso. Parece mesmo que ele tinha um carisma especial ou, pelo menos, uma grande disposição natural para acolher as pessoas em confissão: ele não se cansava; sequer olhava o relógio” a hora da confissão era sagrada!
[...] De tarde, o frei ficava esperando os penitentes na Igreja de São Judas. Ele não usava confessionário, mas sentava-se num banco da Igreja e, numa posição não muito cômoda, às vistas de todos, ficava escutando os penitentes que sempre chegavam, pingando e formando fila. Começava pelas quinze horas e ia até o fim da tarde.
[..] O fato concreto é que milhares de pessoas saíram transformadas das confissões de Frei Miguel
do livro
FREI MIGUEL O SANTO DE ARACAJU,
Frei Florêncio Pecorari (OFMCap.), p.49; 50