TESTEMUNHO DE
Graciela de S Nascimento.
Rua Col. Armando Mendes, 66 - Médici II - Bairro Luzia, Aracaju-SE.
Eu sempre lembro-me de Frei Miguel, meu confessor, como um pai, cheio de bondade, simples, humilde, que gostava e amava o que fazia: confessar. Mesmo já debilitado, ouvia com paciência, amor e caridade, as nossas fraquezas, e nos dava esperança de caminhar na fé do Pai do Céu, como ele chamava. Aquele sacerdote-pai, que ficava sentadinho no cantinho da Igreja, todas as tardes, vestido sempre de frei, esperando seus filhos que vinham buscar seus conselhos e recuperar suas esperanças. Muita saudade! Vou também me lembrar daquela passagem bíblica de São Pedro: "A quem iremos nós, Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna". Sentadinho na Igreja, esperando por nós. Agora não sei aonde vou me confessar. É muita saudade! Quando Frei Miguel confessava, pegava na nossa mão, eu sentia a presença de Jesus misericordioso, era uma alegria muito boa no meu coração.
Do livro, FREI MIGUEL O SANTO DE ARACAJU, de Frei Florêncio Pecorari, p. 91-92.