“No topo de uma amena colina da região das MARCAS DE ANCONA se ergue a linda cidade de CÍNGOLI que, qual águia, do alto domina um vasto panorama até o Mar Adriático.
Lá nasceu FREI MIGUEL no dia 30 de outubro de 1908, FILHO DE SERAFFINI RAFFAELE e ANNUNZIATA TOSO, em uma humilde casa camponesa no povoado VILA TORRE. Nesse mesmo dia foi batizado com o nome de CÉSARE SERAFFINI”
Em13 de outubro de 1916, portanto, com oito anos de idade, foi acolhido para uma experiência no Seminário Capuchinho de Corinaldo. Em 17 de setembro de 1925 ingressou no Noviciado de Camerino. Estava, portanto, à véspera de fazer dezessete anos de idade.
Frei Miguel veio para o Brasil pelo motivo de missionários italianos capuchinhos, já envelhecidos, terem pedido para que a Província de Marcas, na Itália, enviasse frades jovens.
Porém, ninguém se dispôs.
Constrangido por se ver entre os que não respondiam ao chamado Frei Miguel dias depois deu seu sim.
Tinha então 27 anos de idade.
Nos primeiros meses, já na Bahia, entrou em crise vocacional: era muito tímido; sofria dificuldade para aprender o português, sequer conseguia rezar o Pai Nosso; Estranhava o clima, as comidas, as pessoas...
Escreveu carta ao Provincial se achando inútil, querendo voltar. Foi orientado a persistir.
Logo em seguida (1936) começou sua atividade missionária na cidade baiana de Esplanada, dando aula no Seminário.
Daí entrou na assistência Pastoral...
1946, dez anos depois de sua chegada, a Província precisava de um Mestre de Noviços
em Esplanada/BA. Este teria que ter pelo menos 40 anos de idade. À época Frei Miguel estava com 38 anos. Porém a SACRA CONGREGAÇÃO DOS RELIGIOSOS, em Roma, aceitou o seu nome
como MESTRE DE NOVIÇOS
por ele ser já reconhecido como
FRADE EXTREMAMENTE VIRTUOSO.
E nasceu o missionário franciscano que conhecemos e amamos.
Uma de suas marcas missionárias, desde que atuava na Bahia, foi ajudar com seu dom na construção física e espiritual de igrejas e capelas. Por isso foi mandado para Aracaju em 1961: para ajudar no projeto de instalação dos capuchinhos: a construção de um convento-escola e a igreja dos capuchinhos.
“Nos anos sucessivos, a Paróquia São Judas Tadeu continuou construindo igrejas e capelas. Mesmo se chegaram frades mais jovens, que assumiram a iniciativa e a responsabilidade, Frei Miguel permaneceu o idealizador e orientador das obras”.
Do livro: Frei Miguel, o Santo de Aracaju,
Frei Florêncio Pecorari (OFM Cap)