Nesta página apresentamos as atividades desenvolvidas em contexto de sala de aula, na Escola Santo António de Tercena.
Uma história de reis
Aproveitámos o "Dia de Reis" e inventámos outra missão para estes heróis. Também mudámos o local e as restantes personagens da história original, e fizemos viagens espaciais, viagens ao deserto e até à savana.
Dividimo-nos em 4 grupos e começámos por criar as narrativas.
Depois cada grupo contou a sua história, através de um porta-voz.
Por fim, apresentámos as quatro dramatizações, mas sem recorrer a palavras. Tivemos de usar o corpo de forma a que se entendesse o que estávamos a representar. Em aulas passadas já tínhamos treinado fazer diálogos com linguagem não verbal, por isso desta vez já sabíamos como fazer.
Duração: 15 minutos para a construção das histórias, 20 minutos para a narração, 10 minutos para ensaios e 20 minutos para a apresentação das quatro dramatizações.
Objetivos: Promover a interdisciplinaridade. Desenvolver a concentração, a criatividade, o imaginário individual e coletivo. Reconhecer as possibilidades da linguagem não verbal.
Teatro de objetos
A partir das mesmas histórias e construímos os nossos teatros de objetos. Usámos tudo o que tinhamos à mão e os cenários ficaram muito engraçados.
Depois foi tempo de apresentarmos os nossos teatros aos colegas.
No final de cada apresentação falámos dos pontos fortes e dos pontos fracos da cada trabalho. Agora já sabemos que cuidados devemos ter quando estamos a manipular os personagens e a apresentar as nossas histórias. Foi muito divertido fazer e ver, teatro de objetos.
Duração: 90 minutos para a construção dos dispositivos cénicos, 50 minutos para a construção dos personagens, 30 minutos para ensaios e 20 minutos para as apresentação dos teatros.
Objetivos: Criar narrativas e espaços cénicos tendo como ponto de partida diferentes objetos. Experimentar a manipulação de objetos na apresentação de uma narrativa.
Um Baú Mágico
Fomos para a biblioteca fazer jogos de meias, é assim que chamamos aos jogos que lá fazemos. O baú dos adereços já lá estava, é nele que temos guardado todos os fatos e acessórios que trouxemos de casa.
Começámos com o jogo de aquecimento “Visualmente conectados”.
Depois, dividimo-nos em 4 grupos e jogámos ao “O que mudou?”. Descobrimos todas as mudanças de lugares e de adereços porque somos muito observadores.
Aproveitámos que já estávamos caracterizados para improvisarmos quatro dramatizações. A plateia olhava para o grupo e escolhia quem eram as personagens, onde e o que acontecia na narrativa.
No final de cada apresentação falámos do que tinha corrido bem e do que era preciso melhorar. Agora já sabemos que temos de pensar se a história faz sentido, se todos os elementos do grupo participam, e se estamos a representar a ação ou apenas a contar uma história.
Duração: Aquecimento 10 minutos. Jogo “O que mudou?” 60 minutos. Ensaios 10 minutos. Apresentações 20 minutos (5 minutos para cada grupo).
Objetivos: Desenvolver o poder de observação e concentração. Experimentar o uso de figurinos e adereços na caracterização de personagens. Trabalhar a improvisação como resposta rápida a situações cénicas propostas.
"O meu Mundo" Projeto artístico de expressão plástica e dramática
Inspirados pela obra da artista plástica Lurdes Castro começámos por contornar o perfil dos nossos rostos a partir da sombra.
Depois duplicámos os contornos em cartolinas e em papel branco.
No papel branco experimentámos a impressão de elementos naturais recorrendo a placas de gel e tinta acrílica, e desenhámos ideias e pensamentos. Com os primeiros trabalhos fizemos uma composição sobrepondo, ou não, os elementos criados.
Dos perfis recortados em cartolinas seguimos para o teatro de sombras. Dividimo-nos em grupos e a partir do jogo quem, onde e o quê a plateia deu ideias para as histórias que contámos entre a luz e a cortina.
Depois passámos para a representação do corpo no seu todo. A partir da sombra, em tamanho real, escolhemos as posições e gestos que quisemos. Contornámos as silhuetas e depois reduzimos as imagens com a técnica da quadrícula. Transformámos a silhueta em marionetas articuladas e manipuladas por varas. As histórias foram pensadas em grupo e apresentadas no dispositivo cénico.
Duração: 7 aulas de 90 minutos.
1ª aula - Desenho dos contornos do rosto.
2ª aula - Duplicação dos perfis em cartolina e papel branco. Impressão de elementos naturais e ilustração de ideias e pensamentos.
3ª aula - Construção de marionetas com os perfis do rosto. Composições com os trabalhos criados.
4ª aula - Aquecimento com o jogo "Catxum". Jogo do onde, quem e o quê e apresentações de teatros de sombras com as marionetes dos perfis. Avaliação e reflexão sobre os trabalhos apresentados.
5ª aula - Contorno de silhuetas do corpo, na sombra e construção de narrativas.
6ª aula - Redução das silhuetas e construção de marionetes articuladas.
7ª aula - Aquecimento silencioso. Ensaio e apresentação dos teatros de marionetes. Avaliação e reflexão sobre os trabalhos apresentados.
Objetivos: Articular diferentes linguagens artísticas. Desenvolver a concentração, a criatividade, o imaginário individual e coletivo. Explorar o poder expressivo da sombra do corpo. Criar instrumentos plásticos e explorar os seus efeitos na sombra. Criar marionetas para dar respostas a situações cénicas.
3ºA
Desenhos/registos da turma.
Dois a dois. Um aluno de olhos vendados foi guiado pelo outro que apenas podia apoiar a sua mão direita nas costas do colega.
Dois a dois. Um aluno fazia a representação visual de um objeto que era repetido pelo seu “espelho”.
Em grupos de quatro os alunos formaram um cardume com movimentos e sons.
Duração: 40 minutos.
Objetivos: estimular a atenção sensorial; incentivar a comunicação não verbal; desenvolver a confiança e comunicação entre pares; aprimorar a observação e a imitação; estimular a criatividade na representação de objetos com o corpo.
Observações:
No final, em roda, refletiram sobre as atividades desenvolvidas, aspetos positivos e negativos experienciados por cada um. A exposição perante o grupo prevalece como o mais desafiante, contudo, com decorrer das aulas e até das atividades percebe-se que os alunos se sentem cada vez mais à-vontade, mais desinibidos e criativos.
O balanço geral é muito positivo, todos os alunos adoram as aulas, dizem que se sentem “livres e muito felizes”.
“O Pequeno Cavaleiro que tinha medo da chuva”
A português explorámos um excerto (resumo) do livro “O Pequeno Cavaleiro que tinha medo da chuva”, de Gilles Tibo, que não tinha o final da história, tinham de ser os alunos a criá-lo. Partindo dessa proposta dividi a turma em quatro grupos e desafiei-os a construírem a sua narrativa, recorrendo ao teatro de objetos e/ou marionetas, ambos já explorados pela professora Sónia nas aulas de teatro com a minha turma (projeto de coadjuvação). Em grupos de 5 elementos construíram um espaço cénico, as personagens e a narrativa, para representarem o final da história imaginado, à turma.
Duração: 45 minutos para inventarem a narrativa e construírem o espaço cénico e as personagens, 15 minutos para ensaios e 5 minutos por grupo para a narração da história.
Objetivos: articular diferentes linguagens artísticas; desenvolver a criatividade e o imaginário coletivo; promover a colaboração e a comunicação entre alunos ao trabalhar em grupo na criação e improvisação de cenas teatrais com marionetas; experimentar a manipulação de objetos na apresentação de uma narrativa.
SOMBRAS
Os alunos foram divididos em grupos e desafiados a escolherem uma música e criarem uma narrativa visual utilizando apenas o corpo e os efeitos cénicos de luz e sombra.
Duração: 60 minutos
Objetivos: promover a curiosidade e o interesse dos alunos em relação ao teatro; tirar partido da sombra e experimentar possibilidades comunicativas do corpo; desenvolver a consciência do corpo como meio de expressão; encorajar os alunos a refletirem sobre as suas próprias experiências e aprendizagens.
Reflexão/feedback: Após cada apresentação os espectadores (alunos) elogiaram e criticaram o trabalho dos colegas.
No momento final, em roda, refletiram sobre aspetos positivos e negativos experienciados por cada um e, de modo geral, evidenciaram o à vontade de “atuarem” perante o grupo por não estarem tão expostos, mas mais dificuldade em expressarem as suas ideias. O balanço geral foi muito positivo, adoraram a experiência e a versatilidade do efeito luz/sombra.
Jogos Dramáticos
Atividade 1 - No sentido de refletir sobre o mundo do teatro e desenvolver as ferramentas necessárias, foi proposto um jogo onde a professora reuniu doze objetos no centro da roda, tendo o cuidado que estes apresentassem texturas diferentes, por exemplo: objeto de madeira, metal, plástico; rijo, flexível; áspero, liso, etc.; e tapou com uma toalha.
Ao destapar os objetos, os alunos foram convidados a observar os objetos durante 30 segundos. Tapou de novo os objetos e pediu para que cada jogador registasse todos os objetos de que se lembrava, numa folha de papel (desenho ou palavra).
Objetivos: desenvolver a observação e a memória dos alunos ao identificar e registar os objetos; estimular a perceção sensorial através da análise das texturas dos objetos.
Atividade 2 - NOME: "A BOLACHA"
O grupo de turma estava em roda equidistante com os olhos vendados. A professora deu a cada aluno uma bolacha/biscoito.
As primeiras sensações pedidas aos alunos, são as transmitidas pelo tato: "toquem a bolacha/biscoito com delicadeza, sentindo-lhe a forma, os pontos lisos e macios, os pontos rugosos, etc.".
Depois, pediu que cheirassem. De seguida abriram os olhos e vejam em pormenor a forma da bolacha.
Finalmente, pediu que a mastigassem lentamente, ouvindo o ruído, saboreando, acompanhando o seu trajeto pela primeira parte do tubo digestivo.
Objetivos: redescobrir as sensações banalizadas pela vida corrente; desenvolver a capacidade de concentração; sensibilizar os alunos para as sensações através de atividades de concentração e perceção; promover a consciência corporal e sensorial por meio da exploração de uma bolacha.
Duração: 40 minutos.
Teatro de Improvisação"
No sentido de trabalhar com os alunos e desenvolver a integração social, a autoavaliação e a classificação de valores os alunos foram dispostos livremente pela sala e ouviram a professora a apresenta uma lista de profissões, que os alunos escolheram.
Cada aluno ficou com uma profissão do seu agrado.
No final da atribuição das profissões, os alunos explicaram o porquê da sua escolha e estabeleceu-se uma discussão sobre a sua importância, destacando aspetos positivos e negativos.
Teatro de improvisação: Os alunos a pares defenderam a sua profissão e ao sinal da professora fizeram exatamente o oposto, e queixaram-se da sua profissão.
Duração: 40m
Objetivos: trabalhar o poder de argumentação.; integração Social e autoavaliação:; fomentar a integração social e a autoavaliação através da dinâmica do "Leilão das Profissões", onde os alunos refletiram sobre suas escolhas e justificaram as suas decisões; desenvolver a capacidade de expressão verbal e corporal dos alunos na representação de diferentes papéis; estimular a reflexão sobre diferentes perspetivas ao representar a profissão de forma positiva e negativa.
Aquecimento: O Guia (4 minutos): Um dos alunos terá de circular de olhos fechados, enquanto é guiado pelo seu colega que, apenas com a palma da sua mão o guiará. Sem falar, sem apertar. Nesta tarefa ninguém se pode tocar entre pares.
Contextualização: A turma foi dividida em dois grandes grupos. Um grupo foi o grupo dos pilotos e o outro dos operadores aeroportuários. Os operadores aeroportuários terão de orientar os seus colegas (pilotos) que se encontram vendados num aeroporto em hora de ponta. Sem entrar nas linhas que contornam o aeroporto terão de dar indicações precisas aos seus pilotos que terão alguns obstáculos, que não poderão pisar, tocar nem transpor. Trocam os papeis. Entre as passagens de operador aeroportuário e pilotos a configuração do aeroporto será alterada para confundir/dificultar quem está vendado (piloto).
Duração: 40m
Objetivos: estimular a expressão corporal e a coordenação; desenvolver a capacidade de dar e seguir instruções; desenvolver a confiança entre os colegas; estimular a comunicação não verbal; reforçar a importância da atenção sensorial.
TEATRO DE PAPEL - IMPROVISAÇÃO
Apresentação de uma peça em teatro de papel: “A árvore generosa” – fator motivacional.
Exploração do Material: Distribuição de diferentes tipos de papel: colorido, cartolina, papelão, etc. Incentivar os alunos a experimentar livremente o material.
Demonstração de como cortar, dobrar e manipular o papel para criar formas simples.
Dividir os alunos em pequenos grupos de dois. Criação de personagens e cenários. Cada par deve escolher um tema para a sua cena teatral.
Os alunos começam a criar personagens e cenários relacionados ao tema usando papel e outros materiais disponíveis.
Improvisação de pequenos momentos de interação.
Prática de Manipulação.
Orientação dos alunos sobre como manipular as suas criações de papel para criar movimento e expressão.
Praticar diferentes técnicas de manipulação, como dobrar, girar e mover os papéis de maneiras criativas.
Ensaios e Preparação das Cenas.
Apresentação dos teatros de papel.
Duração: 3 sessões de 40 minutos
Objetivos: compreender os conceitos básicos do teatro de papel: a sua história, técnicas e formas de expressão; explorar diferentes tipos de teatro de papel; praticar habilidades de manipulação; estimular a criatividade; desenvolver habilidades de trabalho em equipa; desenvolver habilidades de comunicação; refletir sobre o processo criativo.
TEATRO DE SOMBRAS - O CORPO
Assistiram a uma improvisação feita pela professora com o seu corpo por detrás de um pano ao som de uma música.
Teatro de improvisação: Por detrás do pano, ao som da música os alunos fizeram gestos que os caracterizavam. Deram entrada pelo lado direito e saíram do lado esquerdo.
O exercício repetiu-se dois a dois do mesmo lado do pano. Quando todos já tiverem participado, foi a pares, mas a entrada será um de cada lado do pano com utilização de objetos.
O restante grupo assistiu à apresentação improvisada.
Duração: 90m
Objetivos: Apresentar aos alunos exemplos de teatro de sombras para inspirar a sua própria criatividade; Estimular a curiosidade e interesse pelo teatro de sombras; Promover a expressão corporal dos alunos através de gestos e movimentos; Estimular a criatividade e autoexpressão dos alunos.
O MUNDO DAS MARIONETAS
Nesta sessão pretendia-se explorar vários tipos de marionetas. Neste sentido os alunos foram convidados a explorar o mundo das marionetas, fantoches ...
Fizeram a manipulação individual e a pares e improvisação de pequenos momentos de interação.
Duração: 90m
Objetivos: identificar e descrever diferentes tipos de marionetas; desenvolver habilidades motoras finas através da manipulação individual das marionetas; promover a cooperação e interação entre os alunos através da manipulação das marionetas a pares; estimular a criatividade e expressão artística dos alunos na improvisação de pequenos momentos de interação com as marionetas; praticar a expressão emocional e narrativa através da manipulação das marionetas durante a improvisação; promover a autonomia dos alunos na manipulação e controle das marionetas durante as atividades práticas; fomentar o trabalho em equipa e a colaboração na criação e realização de pequenas cenas com as marionetas.
Apresentações no primeiro dia
Entrevistas trocadas
Contextualização:
Uma maneira eficaz de superar as barreiras que nos separam é dar uma oportunidade ao desconhecido. Foi exatamente isso que aconteceu durante a nossa atividade. Os alunos foram desafiados a escolher um colega com quem sentiam menos proximidade, alguém com quem interagiam menos e sobre quem sabiam menos. Para tornar a escolha mais diversificada, incentivamos que optassem por alguém do sexo oposto, trazendo uma dinâmica diferente ao exercício. Cada aluno teve a oportunidade de atuar como entrevistador e entrevistado, alternando os papéis a cada cinco minutos. Nossa atividade foi como participar num programa de televisão, mas com um toque especial: os papéis estavam invertidos.
Duração: 60 minutos
Objetivos:
Promover a empatia e a compreensão entre os alunos, incentivando-os a interagirem com colegas que podem parecer distantes.
Estimular a comunicação interpessoal e a capacidade de ouvir ativamente durante as entrevistas.
Encorajar a reflexão sobre as percepções e estereótipos que os alunos podem ter uns dos outros.
Desenvolver habilidades de improvisação e representação ao participarem num programa televisivo com os papéis invertidos.
Fomentar um ambiente de colaboração e apoio mútuo entre os alunos, promovendo a ideia de que todos têm algo para contribuir.
Reforçar a importância da diversidade e da valorização das diferenças individuais dentro da comunidade escolar.
Reflexão:
A primeira aula de teatro do 3.ºB foi uma experiência incrível, cheia de entusiasmo e criatividade. Começámos com uma simples roda equidistante, mas rapidamente nos vimos mergulhados num mundo de diversão e aprendizagem. Cada aluno, com um sorriso no rosto, começou por dizer o seu nome, mas não só. Com a primeira letra do seu nome, uma ação surpreendente foi executada, revelando a imaginação e energia que cada um trouxe para a sala.
Enquanto a roda ecoava com risos e aplausos, o espírito colaborativo era palpável. Todos se uniram para repetir as ações uns dos outros, criando um ambiente de apoio e boa disposição.
De seguida, mergulhámos nas entrevistas a pares. Foi uma oportunidade única de nos colocarmos no lugar do outro, de ver o mundo através dos olhos do colega. As respostas eram tão variadas e divertidas quanto as personalidades de cada um, e foi incrível ver como cada aluno conseguiu captar a essência do outro com tanta precisão e empatia.
O entusiasmo foi contagiante, e à medida que as entrevistas avançavam, o vínculo fortalecia-se. A sala estava cheia de risos, trocas de olhares cúmplices e um sentimento de camaradagem.
No final da aula, todos saíram com um brilho nos olhos e uma sensação de realização. Foi uma experiência que nos fez perceber o poder do teatro, não apenas como uma forma de arte, mas também como uma ferramenta para nos conectarmos uns com os outros e explorarmos o mundo ao nosso redor de uma maneira única e especial. Ficaram ansiosos pelas próximas aulas e por tudo o que ainda estava por vir nesta jornada teatral.
Fábrica de histórias
Partiu-se da comemoração do Dia de Reis, da aula anterior, em que os alunos tinham contado o que sabiam sobre o nascimento do Menino Jesus e a chegada dos Reis Magos ao presépio.
A professora chegou à sala de aula com uma écharpe branca pela cabeça e uma boneca envolta em panos que fingia adormecer.
Os alunos ficaram muito intrigados e começaram a dizer que a professora parecia Maria, a mãe de Jesus e que embalava um bebé que devia ser o menino do presépio.
Através da exploração desses adereços (écharpe e a boneca) os alunos foram levados a dramatizar a história da chegada dos Reis Magos, ao presépio, apenas com linguagem não verbal.
A turma foi dividida em dois grupos e cada aluno ficou com uma personagem da história para dramatizar.
Com alguns dos adereços que tinham sido levados para o espaço da representação, cada criança encarnou a sua personagem e dramatizou apenas com gestos e alguns sons (sem palavras) o que a sua personagem teria dito e feito junto do presépio.
Cada grupo escolheu os seus elementos cénicos e a partir deles combinaram como iriam apresentar a narrativa.
Por fim, em roda, os alunos autoavaliaram os desempenhos individuais e do grupo, referindo os aspetos a melhorar e os pontos fortes.
Todos as crianças gostaram de fazer esta atividade e mostraram interesse em que houvesse outras do género. Alguns mostraram-se um pouco tímidos e com gestos um pouco contidos. Os alunos que têm AEC de Teatro na escola, mostraram-se bastantes mais à vontade que os que não vivenciam estas experiências.
Objetivos: Articular diferentes linguagens artísticas. Desenvolver a concentração, a criatividade, o imaginário individual e coletivo.
Duração: 10 minutos para a construção dos elementos das narrativas, 20 minutos para a criação da narrativa, 15 minutos para ensaios e 20 minutos para a apresentação das dramatizações e 10 minutos para a avaliação da atividade.
TEATRO...
Como era a primeira aula de Teatro do 3ºA os alunos foram divididos em pequenos grupos e discutiram o que esperam aprender nas aulas, de seguida um porta-voz de cada grupo fez a partilha com a turma.
No segundo momento fizeram alguns jogos de aquecimento e integração, como o das “Imagens Teatrais”, no qual os alunos, em grupo, criaram uma imagem usando os seus corpos para representar uma emoção ou objeto. Depois apresentaram-na à turma para os colegas adivinharem.
No terceiro momento seguiram-se exercícios de expressão corporal, “Visualmente Conectados” e “Os números”. Em ambos, os alunos tinham de se movimentar ao ritmo da música, no primeiro jogo estavam em círculo e apenas trocavam de lugar com o colega com quem estabeleciam contacto visual; no segundo circulavam pela sala seguindo as instruções: n.º 1, paravam; n.º 2 voltavam a andar...
O momento final foi a reflexão/feedback e as partilhas foram surpreendentes. No global estavam todos receosos e julgavam que as aulas seriam para aprender/decorar uma peça de teatro para depois representarem, ao perceberem a dinâmica, a versatilidade, as diferentes formas de expressão que o teatro envolve ficaram fascinados e adoraram.
As expetativas dos alunos foram superadas e aumentou a motivação para as próximas aulas.
Duração: 60 minutos
Objetivos: promover a curiosidade e o interesse dos alunos em relação ao teatro; estimular a criatividade e a expressão através de jogos teatrais; desenvolver a consciência do corpo como meio de expressão; incentivar os alunos a experimentarem diferentes formas de movimento; encorajar os alunos a refletirem sobre as suas próprias experiências e aprendizagens.
As Emoções
Depois de termos trabalhado as emoções na sala de aula, fomos para a Biblioteca da escola para jogar um jogo.
Havia um saco com vários papelinhos onde estava escrita uma palavra que era uma emoção / sentimento.
A turma dividiu-se em dois grupos.
Num grupo ficaram os alunos que iam tirar à sorte um papel com uma emoção e ficaram em pé.
Sentado ficou o outro grupo, que ia descobrir a dramatização que cada um tinha tirado à sorte do saquinho.
Saíram palavras como: medo, tristeza, insegurança; …
Depois de ver o que lhe tinha calhado, o aluno tinha de dramatizar a palavra, só utilizando o corpo e a sua expressão facial.
Duração: 60 minutos de atividade e 10 minutos para a avaliação/reflexão.
Objetivos: Expressar uma ideia através da linguagem gestual e levando-a a ser reconhecida pelos seus pares.
Desenvolver a concentração, a criatividade, o imaginário individual e a pares.
Avaliação/reflexão:
No final do jogo, em roda, conversámos sobre o que tinha corrido bem e o que tinha corrido menos bem.
Os alunos sentiram dificuldade em mimar as palavras com diferentes gestos, quando não conseguiam identificar as emoções que estavam a dramatizar. Mas, apesar das dificuldades, gostaram de fazer este jogo dramático.
Teatro de Objetos
A partir dos brinquedos que os alunos costumam trazer para a escola (carrinhos, bonecas, pin-pons…), em grupos de três elementos, construíram histórias.
A turma dividiu-se em vários grupos.
Cada grupo, depois de conhecer quais os brinquedos que tinham à sua disposição (mesmo não sendo os seus), escolhiam os que queriam para a representação da sua história.
Tinham de construir um espaço cénico e uma narrativa, tendo como ponto de partida os objetos escolhidos.
Cada aluno tinha de manipular os brinquedos e dar-lhe uma função, contando, em conjunto com os colegas do grupo, uma história imaginada no momento, de improviso.
Duração: 15 minutos para a construção da narrativa e do cenário, 15 minutos para ensaios e 45 minutos para as apresentações dos teatros de objetos de todos os grupos formados.
Objetivos:
Articular diferentes linguagens artísticas.
Criar narrativas e espaços cénicos tendo como ponto de partida objetos que normalmente utilizam para a brincadeira do “faz de conta”.
Experimentar a manipulação de objetos na apresentação de uma narrativa.
Avaliação/reflexão:
No final de cada apresentação a plateia bateu palmas, fez elogios e críticas construtivas ao trabalho dos colegas.
Teatro de Disfarces
A partir dos disfarces / enfeites que os alunos trouxeram de casa, com vista a serem utilizados nas aulas de Teatro, fizemos dramatizações bem divertidas.
A turma dividiu-se em dois grupos. Um grupo ia escolher elementos ao Baú dos Disfarces para se caracterizar, enquanto o outro grupo ficava virado de costas para eles, para não verem o que os colegas escolhiam para se disfarçarem.
Quando o primeiro grupo estava pronto para ser observado, o segundo grupo virava-se e tinha de descobrir “O que mudou?”, que adereços tinham sido escolhidos pelo colega que estava à sua frente.
Numa segunda parte da apresentação, cada aluno trocava de lugar com um colega do seu grupo e trocava de adereços.
Os colegas do outro grupo (que assistiam) tinham de descobrir “O que mudou?”: com quem é que tinha trocado de lugar quem estava à sua frente, que adereços tinha mudado e com quem tinha trocado.
Em seguida, cada um tinha de criar uma personagem, dramatizar para os colegas adivinharem que personagem tinha sido criada por eles.
Duração: 10 minutos para a divisão da turma e escolha de adereços, 45 minutos para o Jogo “O que mudou?”, 5 minutos para preparação da personagem criada e 20 minutos para as apresentações das personagens criadas.
Objetivos: Desenvolver a capacidade de observação e concentração. Experimentar o uso de adereços na caracterização de personagens. Trabalhar a improvisação como resposta a situações cénicas propostas.
Avaliação/reflexão:
No final da aula os alunos estavam alegres e muito agradados com este tipo de atividades. Notou-se nos alunos mais introvertidos alguma timidez e insegurança por ter de improvisar uma personagem.
Teatro de Sombras
· No primeiro contacto com o Teatro de Sombras, a turma explorou as potencialidades das sombras com as mãos e com o próprio corpo.
· Juntou depois a essa exploração vários objetos existentes no espaço e que podiam enriquecer a sua narrativa.
· Formaram-se vários grupos de 3 / 4 elementos.
· Cada grupo, criou uma pequena narrativa / cena, em que cada elemento do grupo utilizava só as sombras feitas com as suas mãos, com o seu corpo ou com objetos para apresentar à turma.
· As pequenas narrativas tiveram como base o que os alunos tinham estudado na área de estudo do meio, sobre os animais (revestimento, habitat, alimentação, …).
· Também surgiu um grupo que ligou a sua cena ao que tinham aprendido com o tema “25 de abril de 1974”, visto ter sido um tema bastante trabalhado e que os alunos gostaram muito.
Duração: 5 minutos para a experimentação por cada grupo de como projetar a imagem que pretendiam, 10 minutos para ensaios e 50 minutos para as apresentações dos teatros de sombras de todos os grupos formados.
Objetivos:
- Articular diferentes linguagens artísticas;
- Desenvolver a capacidade de falar e ouvir;
- Exploração do teatro de sombras com recurso à manipulação das mãos, corpo e diferentes objetos;
- Ampliar a atenção visual e a concentração;
- Criar pequenas narrativas através das sombras.
Avaliação/reflexão:
No final de cada apresentação, a plateia dialogou sobre a apresentação de cada grupo. Fez elogios e críticas sobre as sombras e as narrativas que foram criadas pelos colegas.
Numa futura sessão de Teatro de Sombras pretende-se que os alunos já consigam perceber melhor, como devem colocar as mãos / o seu corpo, para que a imagem projetada seja reconhecida por quem está a assistir.
Vídeo
Teatro de Sombras construído em casa com a família!