Nesta página apresentamos as atividades desenvolvidas em contexto de sala de aula, na Escola Gil Vicente.
Atividade 1
O que me define?
Primeiro momento:
Cada aluno foi desafiado a desenhar /representar numa folha A4, a parte do corpo que melhor o define, assim como escrever uma pequena frase sobre o porquê dessa escolha.
Esta atividade demorou mais ou menos 45 minutos devido a diversidade de riscadores e tintas.
Num segundo momento:
A professora apresentou individualmente cada desenho à turma e pediu para a turma adivinhar de quem era o desenho e o porquê.
Objetivo: Facilitar a exposição e a comunicação através de dinâmicas biográficas e de autoanálise.
Atividade 2
Pausas Mentais
Pausas Mentais são atividades curtas (10 minutos) e divertidas que ajudam os alunos a relaxar, recarregar energias e a reativar o cérebro. São utilizadas durante momentos de aprendizagem mais prolongados/intensos (em que os alunos revelam um maior nível de cansaço e falta de foco) ou também em transição entre atividades.
Para estas pausas mentais utilizámos as dinâmicas:
Que número mudou
Divide-se o grupo/turma em 2 e alinham-se frente a frente. Ao 1º grupo atribuem-se números e o 2º grupo tenta adivinhar que números mudaram de lugar.
Distribuem-se os números aleatoriamente ao 1º grupo. O 2º grupo fica de costas para o 1º grupo. Quando o 1º grupo fica pronto é observados pelo 2º grupo, durante alguns segundos, e depois voltam-se de costas. Nesse momento os elementos do 1º grupo trocam de número entre si.
Os elementos do 2º grupo têm de descobrir a nova ordem dos número. Depois de descobertas todas as mudanças invertem-se os papeis.
Visualmente conectados
Em cardume
Age rápido
Sente uma parte do teu corpo
Está comprovado que é benéfico incorporar atividades rápidas, físicas e mentais como prática regular na rotina de sala de aula.
Estas pausas mentais são efetuadas cada vez que a docente sente a necessidade que a turma ou que algum aluno da turma o peça.
Exemplo de uma pausa mental
Atividade 3
Improviso ao som de Clotilde Rosa - Divertimento para clarinete solo
O improviso é uma ferramenta pedagógica valiosa, que contribui significativamente para o desenvolvimento de diversas competências. Essa prática artística estimula a criatividade, a expressão pessoal e a capacidade de comunicação, aspetos fundamentais para o crescimento integral dos mais pequenos. Ao envolverem-se em atividades de improvisação, as crianças são encorajadas a explorar a sua imaginação, a expressar-se livremente através de personagens e histórias inventadas por elas mesmas, o que favorece o desenvolvimento da sua autoconfiança e autonomia.
Cada aluno foi convidado a criar uma narrativa partindo de uma música.
Objetivo: Responder rapidamente e de improviso perante uma música dada, utilizando a linguagem não verbal.
Atividade 4
Improviso com o corpo
O teatro com as mãos/dedos é uma ferramenta pedagógica valiosa.
Em ambientes escolares, deve ser usado para incentivar a criatividade, a expressão corporal e oral, além de ajudar no desenvolvimento da coordenação motora e na compreensão de narrativas. As histórias contadas através deste tipo de teatro podem abordar temas variados, desde contos populares, fábulas, assuntos contemporâneos, assim com o improviso tornando-se um recurso versátil tanto para educadores/professores quanto para artistas.
Cada grupo construiu uma narrativa durante 20 minutos, fizeram um pequeno ensaio e apresentaram a sua narrativa à turma.
Duração: 20 minutos para a construção da narrativa e do cenário, 10 minutos para ensaios e 10 minutos para as apresentações dos teatros.
Objetivo: Reconhecer as capacidades expressivas das mãos enquanto personagens de uma ação.
Atividade 5
Vamos dar vida
Vamos dar vida... a uma colher
O teatro com objetos é uma forma criativa e fascinante de contar histórias, teatros e improvisos. O uso de itens do nosso quotidiano para criar personagens, cenários e narrativas envolventes é algo que desenvolve a criatividade e faz uma ligação do objeto comum ao fantástico. Esta técnica, além de ser uma prática artística, também se destaca como um recurso pedagógico, terapêutico e lúdico, promovendo a expressão criativa e a imaginação tanto em crianças quanto em adultos.
Usar colheres de madeira ou de plástico como base para os personagens é uma prática comum nesse tipo de teatro. Os objetos podem ser decorados, pintados e vestidos para representar diferentes figuras, desde animais, pessoas e até criaturas fantásticas/imaginárias. A simplicidade dos objetos usados estimula a criatividade, convidando os participantes a explorarem as suas habilidades manuais e visuais na criação dos personagens e cenários.
Objetivos:
Criar personagens com diferentes materiais.
Experimentar a manipulação de objetos e criar, com eles, personagens e pequenas ações.
Atividade 5.1
Vamos dar vida... à plasticina
Criação de personagens com plasticina
Utilização do corpo como cenário
Duração: 20 minutos para a criação da personagem; 10 minutos para criar a narrativa individualmente; apresentação do trabalho (5 minutos por aluno).
Criação da personagem
Apresentação da personagem e da improvisação
Improviso com 2 personagens criadas por 2 alunos
Atividade 5.2
Vamos dar vida... aos 50 anos de liberdade
Construção de cenários, personagens e objetos cénicos tendo como tema 25 de abril - 50 anos de liberdade
Criação de uma narrativa em grupo
Apresentação à turma das diferentes narrrativas
Duração: Ao longo de mês de abril
Os objetos criados
Um amor na ponte de Salazar
A chegada ao Carmo
Atividade 6
Da plateia ao palco... de espetador a ator
Passar de espetador a ator é um caminho fascinante que marca profundamente a vida de qualquer um principalmente o de uma criança.
Numa primeira fase temos que ser espetadores ver, ouvir, apreciar uma peça a uma certa distância, num lugar confortável e seguro para aprendermos a interpretar, a refletir sobre o que vimos sem estarmos expostos diretamente, porque aprender a fazer teatro passa muito por ver teatro.
O "frio na barriga" dias antes da estreia, o saber olhar para o ponto de fuga, o saber colocar as mãos e a voz, o decorar o texto exige coragem e uma vontade de explorar o desconhecido (o mundo do teatro). Ao dar este passo, a criança começa a experimentar o mundo de uma perspetiva totalmente nova. A criança cria, expressa e comunica, tornando-se cocriadora de várias narrativas. Este processo não é apenas sobre aprender a atuar no sentido técnico, mas sim sobre o descobrir, o libertar das próprias emoções, pensamentos e histórias internas. O teatro torna-se um meio poderoso de autoexpressão e autoconhecimento.
Objetivos:
Articular diferentes linguagens artísticas.
Criar narrativas, objetos plásticos expressivos e espaços cénicos.
Duração: Ao longo de ano letivo
Ida ao teatro
Criação de adereços
Criação do figurino
Ensaio geral