O clímax do livro O Banquete é a definição de amor pela sacerdotisa de Mantineia, Diotima, a quem Sócrates atribui ter aprendido tudo o que sabe sobre o fenômeno. Ela introduz o conceito de amor como sendo “a apetência do bem e de ser feliz sob todas as manifestações” (PLATÃO, 2007, p.235). Diotima começa dizendo que Eros “não é nem belo, nem feio, é um intermediário entre mortal e imortal”, “elo entre os deuses e os mortais” (PLATÃO, 2007, p.202). Todavia, para além dessa imortalidade limitada acessível à natureza mortal, Diotima indica, que através da scala amoris, há a possibilidade do amante contemplar “uma beleza de natureza maravilhosa” (PLATÃO, 2007, p.210).