LUCY PESTANA SILVA MONTORO
Como mulheres dos Prefeitos e do Governador, não podemos ser omissas.
Lembremos da Parábola dos Talentos.
Como mulheres dos Prefeitos e do Governador, não podemos ser omissas.
Lembremos da Parábola dos Talentos.
Duas vidas, uma trajetória
Lucy esteve ao lado de Montoro em todos os episódios da retomada democrática do país
"Não foi um acidente de percurso, foi um acidente da saudade". A frase de Frei Betto, dita a mim durante o velório de dona Lucy, foi a maneira mais apropriada para traduzir e acomodar nossos sentimentos. Foi o encontro da saudade. A comunhão de duas pessoas de afinidade absoluta e identidade plena. O enlace definitivo e eterno.
De sólida formação católica e humanista, base filosófica e espiritual da grande preocupação social que expressaram ao longo de toda a vida, Lucy e André encontraram na escolástica de santo Tomás, na reflexão teológica de Teillhard de Chardin e no pensamento filosófico de Jacques Maritain os alicerces éticos e morais para o correto exercício da vida pública. Não por acaso, dona Lucy e André Franco Montoro se conheceram no curso de filosofia da Faculdade São Bento.
A união de Lucy e André não foi apenas conjugal, mas também representou o matrimônio de valores e ideais. Lucy completou André em todas as suas atividades. Companheira de primeira hora em todas as ocasiões, seja na educação dos filhos ou na revisão dos discursos, soube sempre se colocar ao lado do marido em todos os momentos. Exerceu com simplicidade e firmeza os papéis de mãe, esposa, mulher e pessoa pública.
Lucy foi a primeira a desempenhar na prática o princípio da descentralização, um dos conceitos fundamentais do governo Montoro. Logo no início de sua gestão, imprimiu toque pessoal ao Fundo de Assistência Social, cuja direção competia à esposa do governador do Estado de São Paulo, transformando no nome e nas ações o papel da primeira-dama. O Fundo de Assistência Social deu lugar ao Fundo Social de Solidariedade. O assistencialismo cedeu espaço ao desenvolvimento de ações solidárias. Ela incentivou a criação de fundos sociais municipais, estrutura de gestão descentralizada, mais eficiente e melhor porque mais próxima das pessoas.
Lucy esteve ao lado de Montoro em todos os episódios que marcaram a recente retomada democrática em nosso país. Foi dela o primeiro incentivo para que Montoro iniciasse a campanha das Diretas, valendo-se do peso político do cargo de governador do Estado de São Paulo. Enquanto alguns estavam acuados pela ditadura e tantos outros acostumados com as práticas autoritárias, Franco Montoro e Lucy sonharam juntos a possibilidade de um Brasil livre e democrático. E foram à luta.
Mesmo nos momentos mais difíceis, como no episódio da derrubada das grades do Palácio dos Bandeirantes, não esqueceram que o instrumento peculiar da democracia é a palavra e não a força. Montoro e Lucy desceram do gabinete de mãos dadas e foram dialogar com os manifestantes. A situação foi resolvida sem o derramamento de uma gota de sangue.
As vidas de Lucy e Franco Montoro convergiram no equilíbrio dos ideais da igualdade, da liberdade e da fraternidade. Valores consagrados pela humanidade há mais de 200 anos, mas de difícil harmonização. A trajetória de André e Lucy, caminhos justapostos na defesa da democracia, traduz-se no nosso maior legado. E enche de responsabilidade aqueles que, como Lucy e André Franco Montoro, sempre acreditaram no futuro da democracia e do Brasil."
Ricardo Montoro, 53, economista, vereador (PSDB-SP), filho de Lucy e André Franco Montoro.
Artigo publicado na Folha de São Paulo em 25 de fevereiro de 2002.
Biografia
Nasceu em Jundiaí em 25 de março de 1916, filha de Hermínia Pestana Silva e Maximino Mendes Silva; casou-se em 1941 com André Franco Montoro. Faleceu em São Paulo em 15 de fevereiro de 2002.
Formação Acadêmica:
•Filosofia e Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento, atual Faculdade de Filosofia da PUC - SP – conclusão em 1939.
foto dos formandos e professores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento em 1939
•Assistente Social pela Escola de Serviço Social de São Paulo, atual Escola de Serviço Social da PUC – conclusão em 1938.
foto das formandas da Escola de Serviço Social de São Paulo, atualmente Faculdade de Serviço Social da PUC - SP
•Escola Normal Caetano de Campos – conclusão em 1936.
Atividade Profissional:
•Professora e monitora da Escola de Serviço Social – 1939 a 1941;
•Professora na Escola Caetano de Campos – 1939 a 1942;
•Militante e dirigente da Ação Católica – setor da juventude: JIC, JOC e JUC – 2ª metade dos anos 1940;
•Militante e presidente do departamento feminino do PDC – 1953 a 1965;
•Militante do MDB, PMDB e PSDB no movimento feminino e organização de cursos e campanhas eleitorais – 1965 a 1999;
•Coordenadora do Clube de Mães, Cursos de Promoção Humana para voluntários – 1965 a 1972;
•Formação e orientação da Central de Voluntários em Brasília, em colaboração com o Serviço Social Hospitalar – 1975 a 1981;
•Fundadora e vice-presidente da Associação Comunitária Thebaida – 1981 a 2002;
•Presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo – 1983 a 1987; na sua gestão priorizou o aspecto promocional e deu sustentação técnica e financeira a vários projetos (ver mais detalhes no item abaixo).
•Presidente do Instituo Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – IBEAC – de 1987 a 2001.
•Fundadora da ULAM - União Latino Americana de Mulheres, e presidente de 1993 a 1999.
Presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo - FUSSESP
Período da Gestão: 15 de março de 1983 a 14 de março de 1987.
"A primeira intenção de dona Lucy, como mulher do governador, foi mudar o nome de Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo para Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo - FUSSESP. Com formação e experiência na área de serviço social, objetivou dar outro sentido ao trabalho a ser realizado, sem a conotação paternalista e assistencialista que o antigo nome trazia. Assim, em 16 de maio de 1983, o Governador Montoro assinou o decreto n° 20.925, estabelecendo a nova denominação do Fundo que presidia e reorientando sua atuação.
No mesmo decreto, previu apoio técnico e financeiro a Fundos dos Municípios a serem criados, coerente com a proposta de novo governo em concretizar a descentralização e a participação da comunidade. Durante sua gestão foi incentivada a criação, em cada município, de um Fundo Social de Solidariedade, presidido pela Senhora do Prefeito.
Publicado no site do Fundo Social do Estado, in memoriam a pequena biografia da dona Lucy:
Nasceu em Jundiaí, São Paulo. Assistente Social, formada também em Filosofia e Pedagogia. Transformou o Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo em Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo – FUSSESP, priorizando a promoção humana. Adotou políticas de descentralização e participação das comunidades locais, criando Fundos Municipais de Solidariedade no total de 524, estruturados por lei municipal. Dentro desse plano, desenvolveu programas de apoio ao artesanato ao desenvolvimento de grupos de trabalho no interior.
Implantou programas para atender o menor e o adolescente com atividades esportivas, artísticas e culturais. Promoveu campanhas de vacinação, agasalho, distribuição de alimentos e outras.
Fundou para adolescentes, em 1984, a Casa da Solidariedade, profissionalizante e de assistência psicológica aos pais e filhos e também a Central de Voluntários, destinada aos menores carentes. Modelos similares, municipais, foram ampliados em creches, pré-escolas, mini fábricas de tijolo, reaproveitamento de alimentos e reciclagem de lixo, oficinas de costura, clubes de mães, gestantes, mutirões para construção de casas.
Em 32 municípios da Grande São Paulo foram instaladas fábricas de vassouras, sorvete, doces e blocos de cimento para socorrer desempregados. Promoveu a campanha “Mãos à Horta” e incentivou o projeto “Nossa Horta” em todo o estado, cuja produção suplementou a alimentação da população carente, enriquecendo a merenda escolar. O produto da “II Feira de Produção Comunitária e de Artesanato do Estado” em 1986, reverteu aos Fundos Municipais participantes."
site do Fundo Social de São Paulo
Discurso às mulheres dos Prefeitos, em 16 de maio de 1983:
"Acendendo a chama da solidariedade:
Em 1983, o recém- criado Fundo Social de Solidariedade teve muito a ver com o memento de crise econômica em que vivia o País e, particularmente, o Estado de São Paulo. O órgão centralizou a articulou uma campanha emergencial para coleta e distribuição de cestas básicas de alimentos a trabalhadores subitamente desempregados e que, naquele instante, precisavam não de esmolas, mas de solidariedade. Essa parcela da população que, em condições normais, era capaz de produzir para o seu sustento, não podia se sentir humilhada pela ideia de estar recebendo esmola em decorrência de uma situação para a qual não contribuíra.
E então que, acendendo a chama da solidariedade, sobressai a fala de uma mulher dona Lucy Montoro, esposa do governador e presidente do Fundo dirigindo-se a outras mulheres, esposas de prefeitos municipais, por ela convocadas à memorável reunião realizada no Palácio dos Bandeirantes, em 16 de maio.
Caras amigas:
Estamos em plena campanha de alimentos e agasalhos a Campanha de Solidariedade ao Desemprego realizada em todas as cidades do Interior. O resultado obtido é tão maravilhoso que reforça o programa de ação que gostaríamos de imprimir ao fundo de Assistência Social e é sobre isso que desejamos falar.
A expressão “assistência social” é atualmente muito controvertida.
Se a palavra assistência significa uma atitude de amortecimento da consciência social, não encontramos nela razão de existir. Mas se ela tem algum significado de solidariedade social, então vale por si: é o começo da promoção do homem. Este precisa, muitas vezes, de um gesto amigo, de uma palavra, de uma ajuda psicológica ou material para sair da situação desumana em que se encontra.
Mas nosso trabalho não pode parar por aí. Não temos condição possível e também não é desejável mantermos nosso trabalho numa linha puramente assistencial. Não vamos “dar” um peixe a um homem, mas ensiná-lo a “pescar”. Essa é a linha que adotamos: a da promoção do homem e, como consequência, a de toda a sociedade.
Atualmente, somos esposas de executivos Prefeitos e Governadores eleitos livremente pelo povo.
Em uma democracia, a eleição confere ao eleito um poder sobre a sua comunidade. Tanto os Prefeitos como o Governador são investidos nesse novo poder que, é claro, corresponde ao dever de bem administrar, atendendo e coordenando as expectativas e aspirações dessa mesma comunidade.
Qual o papel que cabe a nós, mulheres de Prefeitos e Governador?
Na realidade, participamos desse novo poder. Muitas portas, antes fechadas, nos são abertas, homenagens nos são prestadas. A nós cabe, também, o dever de trabalhar pela melhoria das condições de vida de nossa população, através do conhecimento de suas aspirações e seus recursos. Não podemos jogar fora as possibilidades que a vida nos oferece neste momento. Não podemos ser omissas. Lembremo-nos da parábola dos talentos.
Temos de atuar e fazer valer o papel da mulher. Valorizar o espaço que nos é oferecido pelas contingências da vida.
O que então podemos fazer neste momento? Convencer, propor, sugerir às mulheres dos Prefeitos, dos Secretários de Estado, de todos aqueles ocupantes de cargos públicos e de voluntários, que se unam conosco e empreguem, no trabalho comunitário e proporcional, a parcela de poder que lhes cabe. Em cada comunidade, essas mulheres se encontram diante de grandes possibilidades. Há muito que fazer e não podemos perder tempo.
Agora, aqui está a nossa experiência frente a essa nova visão.
No decorrer dos nossos primeiros 60 dias à frente do Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo, tendo em vista os estudos realizados e atendendo à politica governamental de Participação e Descentralização, preparamos e apresentamos, neste momento, a todas as mulheres de Prefeitos aqui presentes, uma medida que deflagra o processo de participação e descentralização em mais uma área da administração do Estado de São Paulo.
Na prática, ficou verificada a impossibilidade de continuarmos centralizando todas as solicitações que nos chegam do Interior. Cada cidade conhece melhor as necessidades de sua população e as prioridades de atendimento. Por isso, esta reunião é um fato de suma importância e representa a realização de uma esperança e a concretização de soluções para muitos problemas que ora nos afligem.
A potencialidade feminina será testada e nós, como mulheres, aceitamos esse desafio.
Se mulher é participar, não só das dificuldades de nosso lar, como das dificuldades da sociedade. É nela que irão viver nossos filhos e precisamos dar a eles um mundo melhor, com mais compreensão e mais amor.
Assim, queremos apresentar-lhes a sugestão que fizemos e que hoje se transforma em Decreto do Governo descentralizando o Fundo de Assistência Social do Palácio do governo. Isso significa a proposta de criação, em cada Município, de um Fundo social, que chamaremos de Fundo Social de Solidariedade, presidido pela esposa do Prefeito.
O Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo também passará a ser chamado Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Solidariedade é uma palavra mágica e traduz realmente o que temos dentro de nós, de bom e de compreensão, para oferecermos a nossos irmãos.
Solidariedade é o que vence as nossas diferenças sociais, econômicas e politicas. É o que faz com que cada um de nós trabalhe para o bem da sociedade de nossa cidade e de nosso Município. Sem solidariedade, sem vencermos nossas dificuldades pessoais, ocasionais ou permanentes, nunca podemos realizar algo de duradouro ou estável.
Neste momento, convocamos todas vocês para esta nossa fase do Fundo. Começaremos pelo primeiro passo a organização do Fundo Social de Solidariedade Municipal. Você tem, em suas pastas, o material que explica essa iniciativa, que deverá partir de uma mensagem do Prefeito à Câmara Municipal. Sua organização atenderá à representatividade dos órgãos e entidades locais. À medida que esses Fundos Municipais forem criados, vocês deverão nos comunicar, para darmos o segundo passo, que é muito importante. É que será aberta uma conta, na Caixa Econômica do Estado ou no Banespa, para nela ser depositada a quantia de um milhão de cruzeiros que será utilizada pelo Fundo Social de Solidariedade de cada Município. Assim, cumpriremos nosso compromisso de descentralização.
Essa contribuição do Estado é um patrimônio que deverá ser aumentado pela colaboração de todos. É um impulso inicial. É o primeiro lance. O jogo é de vocês.
Por isso, minhas amigas - ânimo e coragem. Vocês, mulheres de Prefeitos, têm em mãos um poder dinamizador, restaurados e coordenador das forças de seus Municípios. Vamos agir com redobrado vigor e responsabilidade. Vivemos numa democracia pluripartidária. Mas, nesta hora de Solidariedade não há partidos. Não estamos em campanha eleitoral. Somos todos habitantes desta terra maravilhosa que se chama São Paulo. Somos brasileiros, paulistas por nascença ou por convicção.
Nós, do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, queremos manter com os 572 Municípios um contato permanente.
Aproveitando a estrutura administrativa do Estado, dividido em várias regiões, cada uma delas compreendendo muitas cidades, queremos montar cursos e grupos de discussão. Para isso dispomos de uma assistência técnica competente e disposta. Entraremos em contato com vocês para organizarmos nosso esquema de viagens e de treinamento.
Esperamos voltar a vê-las em breve para, em reuniões menores, trocarmos nossas experiências.
E não se esqueçam de hoje é um grande dia. Está lançada a ideia do fundo Social de Solidariedade em cada um dos Municípios de no Estado. Contamos com vocês."
citado em KALLÁS (1990, pgs.12-16)
Discurso ao deixar a presidência do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo - FUSSESP, em 16 de março de 1987:
"O grande instrumento de ação:
A descentralização do Fundo Estadual e o apoio que tivemos dos Fundos Municipais permitiu que conhecêssemos melhor o valor, a decisão e a capacidade de nossas mulheres do interior e a vigor das cidades paulistas.
'A força de São Paulo é a gente que faz'. O Fundo foi o instrumento organizado do exercício de um espaço político da mulher. O prestígio normal da Primeira-Dama, aliado ao dinamismo e à sua vontade de participar colocaram a esposa do Prefeito num lugar de especial destaque nos municípios paulistas. Com isso tivemos um governo, no Estado de São Paulo, mais profundo do que à primeira vista se possa imaginar.
A palavra da Mulher foi ouvida e respeitada. Ela entrou na decisão dos problemas sociais. Não temos mais aquela mulher que tem medo de assumir uma posição política e que fica somente nos problemas domésticos sem conhecer a problemática social que as envolve. 'Ao lado' de seu marido e não 'atrás', não obscura e temerosa mas segura e decidida, cada Presidente de Fundo Municipal participou do governo de sua cidade. É a elas meu primeiro agradecimento e os votos de que continuem e não percam a posição que conseguiram.
Não posso também deixar de agradecer aos senhores prefeitos e aos vereadores, que foram as pessoas que compreenderam o alcance dessa participação feminina para o desenvolvimento de nossa terra.
Tudo isso foi possível porque tivemos aqui no Fundo Estadual uma equipe, uma grande equipe que acreditou nesse governo, que acreditou em nós e nos deu total apoio.
Cada um é cada um, porém “UM” bem grande e cheio de personalidade. De cada um poderia escrever um livro: temperamentos diferentes, propostas diferentes ideias comuns. Uma coisa, porém, nos uniu profundamente e acho que isso foi a marca do Governo Montoro: “Vamos trabalhar juntos para o bem do outro e deixar de lado nossas diferenças”. De mãos dadas faremos o Brasil crescer.
Com todos vocês, realizamos nosso trabalho e cumprimos a missão. Este é o nosso grande Fundo Social de Solidariedade, que precisa se desenvolver cada vez mais, com amor e com um grande ideal."
Lucy Pestana Silva Franco Montoro, citado em KALLÁS (1990, pgs. 83-85)
FUNDO SOCIAL DE SOLIDARIEDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Municipalização e participação da comunidade. São Paulo, 1986. 20 pgs.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Mãos à horta. São Paulo, 1983. 12 pgs.
KALLAS, André. Fundos de Solidariedade – experiências de participação da mulher no desenvolvimento. São Paulo: Nossa editora, IBEAC – doc. 6, 1990. 93 pgs.
Entrevistas
Lucy Franco Montoro. Entrevista à Cynira Arruda. Manchete, 1981.
Mulheres dos candidatos: a mulher de Montoro. Entrevista à Wânia Santayana. Folha, 10 de outubro de 1982.
Ernesto Varela entrevista Lucy Montoro no Palácio dos Bandeirantes. 1985.
Vídeo maior (8'34'').
Vídeo menor (4'18'')
Testemunhos
Por ocasião de sua morte, Ruth Cardoso citou-a como exemplo: "Estou muito comovida. Ela deixou um legado muito bonito, mostrou uma posição nova para as mulheres dos governadores. Ela assumiu com muita garra e competência o Fundo Social de Solidariedade e deu um exemplo maravilhoso de primeira-dama, que sempre foi de uma profunda elegância e que fez um trabalho muito bonito."
O padre Rosalvino Viñayo, pároco da zona leste e amigo da família há 20 anos, declarou que o casal Montoro deve servir de exemplo para a classe política brasileira. “Dona Lucy visitava a periferia de São Paulo, que naquela época não tinha nada, nem um espaço para cuidar dos pobres. Como primeira-dama ela fez uma doação e construímos seis centros comunitários para a região. Eles são pessoas que passam pela vida e que ocupam cargos públicos para semear a fraternidade. Guardo muita saudade deles”, disse o padre.
Geraldo Alckmin. Mulheres na política. Artigo no informativo PSDB Mulher, março de 2002.
Jorge Cunha Lima. Dona Lucy era chefe de uma grande família política. Artigo na Folha, 16 de fevereiro de 2002.
Leão Serva. Para explicar Lucy, Franco Montoro contava uma piada. Artigo no site Último Segundo - IG, 15 de fevereiro de 2002.