ATUAÇÃO POLÍTICA
Quando a linguagem se eleva, surge o entendimento.
ATUAÇÃO POLÍTICA
Quando a linguagem se eleva, surge o entendimento.
"A ação política tem duas características básicas:
1 – diz respeito ao exercício do poder público ou do poder social; e
2 – está vinculada ao interesse público ou bem comum.
Por isso, podemos dizer que a política consiste fundamentalmente dirigir o poder (isto é, a força e os recursos da sociedade) no sentido do bem comum, do interesse público, do bem esta da população.
Mas nem todos concordam com essa definição. Frequentemente se entende que fazer política é atuar com habilidades para tirar vantagens pessoais ou de grupos.
Por isso, é importante distinguir duas modalidades de ação política: a política do interesse público e a política de interesses pessoais ou particulares.
A verdadeira política é a que coloca o poder a serviço do bem comum. E a política fisiológica é a que usa o poder para benefício e vantagens pessoais ou de grupo.
O verdadeiro político é o que sente sua realização na promoção do interesse público e do bem-estar da população. O mau político é o que utiliza o poder para seu benefício pessoal ou de seu grupo, colocando em plano secundário o interesse público. Os interesses parciais são legítimos e válidos na medida em que se harmonizam como bem comum, que é o bem de todos. Mas, na medida em que a realização desses interesses prejudicar o bem comum, eles não podem ser aceitos com válidos."
MONTORO (1988, pgs 10-11)
PARTICIPAR DAS ELEIÇÕES
Política, não és digna
"Era preciso entrar na política. Mas ao invés de nos engajarmos, organizamos um movimento ainda pré-político ou pré-partidário: a Vanguarda Democrática. Não havia jeito, ninguém queria se engajar. Eu me lembro que escrevi um artigo de crítica à nossa posição, com o seguinte título: “Política, não és digna”, para mostrar que éramos pretensiosos e orgulhosos demais. Em lugar de fazer um partido ou nos filiar a um partido existente; nós tínhamos feito uma “vanguarda” para orientar os partidos.
Quando chegou a época das eleições, levados por essa ideia de que era preciso que nos engajássemos, entramos no Partido Democrata Cristão, que já existia, fundado por um grupo de professores e outras lideranças, na linha do pensamento social cristão. E lançamos vários candidatos a deputado federal e estadual: Queiroz Filho, José Reis, Helena Junqueira, Luiz Tolosa, Gastão Lacreta. Feita a eleição, foram todos derrotados. Foi um desânimo. E aí, alguém lembrou a poesia de Zorilla de San Martin: “É preciso que a semente seja esmagada para que a árvore cresça”. O movimento continuou e o Partido Democrata Cristão começou a crescer. Na primeira eleição, três deputados federais. Depois sete.
Na eleição seguinte, nossa bancada passou a ter 20 deputados. O Partido crescia e teria um resultado eleitoral consagrador quando ocorreu o golpe de 64 e o Partido Democrata Cristão foi extinto, como os demais partidos pelo governo militar. A partir daí, nossa luta foi no sentido de unir todas as forças democráticas contra a ditadura. Daí nasceu o Movimento Democrático Brasileiro, MDB, que teve atuação decisiva no processo de democratização do país."
MONTORO no discurso de agradecimento à homenagem
por seus 80 anos, organizada pelo Memorial;
citado em GUILHON (2016, Prefácio)
Eleição de 1951: Vereador
Eleição de 1954: Deputado Estadual
Eleição de 1958: Deputado Federal
Eleição de 1962: Deputado Federal
Eleição de 1966: Deputado Federal
Eleição de 1970: Senador.
Eleição de 1978: Senador:
Eleição de 1982: Governador do Estado.
Eleição de 1994 e 1998: Deputado Federal.
Franco Montoro - Vídeo institucional - 50 anos de história (1997) (20’04’’)
CAMPANHA DE 1982 PARA GOVERNADOR
1º Debate na TV em 22 de março de 1982 no Programa Ferreira Neto, da SBT:
SBT exibiu há 40 anos primeiro debate da TV brasileira - relembre. (35’01’’)
O ano era 1982. Na Presidência da República, o general João Batista Figueiredo. O Brasil vivia a chamada "abertura lenta, gradual e segura", depois da ditadura inaugurada pelo golpe militar de 1964 que acabou com o voto popular. As eleições diretas de 82 para governador seriam as primeiras em 20 anos. "Esse programa é inclusive uma homenagem à democracia do presidente Figueiredo", disse o jornalista Ferreira Netto na ocasião. O profissional, comandante de um programa de entrevistas que levava o nome dele na então TVS (Canal 4), uma das emissoras do recém-criado SBT, ficou responsável pela mediação.
O debate foi entusiasmado e envolveu os dois principais concorrentes ao governo de São Paulo naquele momento: o prefeito da capital, o engenheiro civil Reynaldo de Barros e o senador e advogado Franco Montoro. Reynaldo era um "prefeito biônico", como se dizia na época. Ele havia sido nomeado pelo então governador Paulo Maluf - também ele um biônico. Ambos do PDS, o partido de sustentação do governo. Franco Montoro, do PMDB, representava uma ampla frente de oposição. "Há uma verdadeira frente democrática no qual o denominador comum é a luta para instaurar no Brasil uma democracia", falou o político daquela vez.
Dia da Eleição e Comício da Vitória (20’53’’).
Jingle: É preciso mudar (0’55’’).
Material de campanha:
Proposta Montoro (1982):
Não me proponho a governar como se fosse possível e fácil resolver, da noite para o dia, a crise que atravessamos. Mas sei que é grande o potencial de recursos humanos e produtivos de nosso Estado e conheço a capacidade de trabalho dos brasileiros que aqui vivem. Se unirmos São Paulo em torno da ideia generosa de um desenvolvimento baseado em nossos a próprios recursos – um desenvolvimento cujo centro seja a pessoa humana – iniciaremos um movimento de transformações sociais e políticas que há de marcar uma geração, em nosso Estado e no País.
Grupo Jovem:
Botão, Camisetas, Convite da Festa e Gravuras
GOVERNO DO ESTADO DE SP – 1983 a 1987 - Prestação de contas:
A Batalha pela Criança – 1987
A Batalha da Saúde – 1987
A Batalha dos Transportes – 1987
A Batalha da Tecnologia Nacional – 1987
A Batalha da Descentralização e Participação no Governo Montoro - 1987
A Batalha pela Democracia – 1987
A Batalha da Energia – 1987
As 12 Batalhas – 1987
DISCURSOS PROFERIDOS EM PLENÁRIO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS – 1995 a 1999
MONTORO NO PROGRAMA RODA VIVA - TV Cultura
Participaram da bancada de entrevistadores Jorge Escosteguy, editor-executivo da revista Isto é; Antonio Carlos Ferreira, jornalista da TV Cultura; Kleber de Almeida, editor do Jornal da Tarde; Izalco Sardenberg, editor de política da revista Visão; José Márcio Mendonça, editoralista do Jornal da Tarde e jornalista da Rádio Eldorado e da TV Bandeirantes; Melchíades Cunha Júnior, editor de economia da revista Afinal; José Carlos Bardawil, diretor da sucursal de Brasília da revista Senhor; Oliveiros Ferreira, diretor do jornal O Estado de S. Paulo.