Humanismo
Respeitar a dignidade da pessoa humana.
Nem os braços cruzados da indiferença, nem os gestos agressivos da violência.
Mas, os braços abertos da solidariedade.
Respeitar a dignidade da pessoa humana.
Nem os braços cruzados da indiferença, nem os gestos agressivos da violência.
Mas, os braços abertos da solidariedade.
"Verifiquei que, sem perder a flexibilidade necessária à condução de um governo nascido no ambiente hostil do regime autoritário em agonia, sem procurar hostilizar despropositadamente os interesses das facções que compõem o seu partido e a sua base parlamentar, André Franco Montoro é irredutivelmente fiel a algumas ideias-chave, pelas quais está disposto a enfrentar riscos e até mesmo a sacrificar a popularidade que o levou duas vezes ao Senado e, finalmente, ao Palácio dos Bandeirantes. Algumas dessas ideias são do antigo Partido Democrata Cristão, que ajudou a fundar e liderou – o respeito aos direitos humanos de todos os cidadãos, inclusive dos que estão à margem da sociedade, como os loucos, os presos e os menores delinquentes, e dos quais tiveram esses direitos esquecidos ao longo da História, como os negros e as mulheres; o diálogo entre classes sociais, em busca de soluções democraticamente concertadas, e o reforço das administrações locais, através da municipalização de recursos e dos serviços do Estado. Outras, que assumiu integralmente, foram inseridas nas suas propostas de governo por correntes social-democratas, com a democratização do processo de decisões nas empresas estatais e os projetos-piloto de reforma agrária.
Conclusões não cabem em uma introdução, mas arrisco uma: os sucessos mais duradouros do Governo Montoro serão decorrentes da sua adesão a essas ideias básicas, adesão que foi capaz de mobilizar a dedicação de alguns de seus mais próximos colaboradores e, sobretudo, de uma considerável quantidade de servidores públicos e de militantes do PMDB. Contrariamente, alguns de seus insucessos poderão ser lançados à conta das transigências impostas ao exercício do poder pelas contingências da negociação entre interesses de facções e de classes. A balança entre uns e outros parece-me suficientemente favorável para que se possa dizer que estão lançadas em São Paulo as sementes de uma democracia concreta, vivida, que dá cerne e músculos à ossatura de discurso político e, portanto, que influenciará enormemente as instituições políticas que surgirão da Assembleia Nacional Constituinte."
Márcio MOREIRA ALVES (1985, pgs. 5-6)
ZAMAGNA, BRASILIENSE e POZZOLI. Caderno Especial d’O São Paulo - Fé e Cidadania. Setembro de 2024.
RICUPERO, Rubens. André Franco Montoro no contexto da democracia cristã do século XX. Palestra no ciclo “O legado de Franco Montoro aos 25 anos do seu falecimento”. Agosto de 2024. 16 pg.
LAFER, Celso. No centenário de Franco Montoro. 2016.
POZZOLI, Lafayette e MOTA DE SOUZA, Carlos Aurélio (org.). Ensaios em homenagem a Franco Montoro - Humanismo e Política. São Paulo: Edições Loyola, 2001. 358 pgs.
MONTORO, André Franco. Introdução à ciência do direito. São Paulo: Revista dos Tribunais – Thompson Reuters, 35ª ed., rev. e atual, 2025. 688 pgs.
MONTORO, André Franco. Memórias em linha reta. São Paulo: Senac, 2000. 252 pgs.
MONTORO, André Franco. Cultura dos Direitos Humanos. Procuradoria Geral do Estado de São Paulo. São Paulo, primavera de 1999.
MONTORO, André Franco. "Retorno à ética na virada do século". In Papers da Fundação Adenauer nº 26,1996. Um mundo sem ética. pgs 1-16.
MOREIRA ALVES, Márcio. São Paulo: sementes da democracia. São Paulo: Editora Nacional, 1985. 163 pgs.
MONTORO, André Franco. Estudos de filosofia do direito. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1981. 214 pgs.
MONTORO, Franco. Significação da filosofia no contexto brasileiro. Brasília: Senado Federal, 1979. 32 pgs.
MONTORO, Franco. Ideologias em Luta. Rio de Janeiro: Editora Companhia Brasileira de Artes Gráficas, 1966. 142 pgs.
MONTORO, André Franco. Salário-família, promoção humana do trabalhador. São Paulo: 1963. 110 pgs.
MOREIRA ALVES, Márcio. São Paulo: sementes da democracia. São Paulo: Editora Nacional, 1985. 163 pgs.