Red Fox - 12/10/2021
Nessa última semana, a Ubisoft anunciou o novo Ghost Recon Frontline, novo jogo F2P da franquia Tom Clancy. No jogo você entrará contra mais de 100 jogadores simultâneos em um battle royale tático. Retornando às origens da franquia, Frontline vai trazer personalizações massivas para os jogadores, além de troca de classes durante a partida para planejar melhor os ataques.
O jogo é a nova aposta da Ubi depois do fracasso de Breakpoint, além de comemorar os 20 anos da franquia. Ele será totalmente gratuito para todas as plataformas, fazendo o que já foi indicado pela desenvolvedora de trazer mais jogos grátis. Mas o que isso realmente significa para o mundo dos games?
A maior parte dos jogos possuem uma grande equipe para produção e um desenvolvimento longo que pode durar anos. Os estúdios investem bastante nos jogos e por isso cobram dos jogadores pela venda de seus produtos. Essa sempre foi a lógica da indústria, com games sendo vendidos como produtos.
Mas nos últimos anos tem-se visto diversos títulos gratuitos de alta qualidade e investimento. coisa que antes era impensável, agora se tornou comum nas lojas. Mas se os estúdios e desenvolvedoras não ganham com a venda dos jogos propriamente, como eles ganham dinheiro? Justamente na venda de artigos dentro dos jogos.
Os jogos hoje são vendidos como jogos de serviço, onde a desenvolvedora mantém o game atualizado trazendo novos recursos e missões, mantendo assim os jogadores sempre ativos dentro. Isso possibilita criar uma comunidade ativa fiel ao jogo, que sempre busca aproveitar mais dentro do game. E é aí que as desenvolvedoras conseguem ganhar, vendendo itens do jogo dentro do próprio jogo. Os últimos relatórios de Genshin Impact, jogo gratuito da miHoyo, mostram que o estúdio faturou mais de 150 milhões de dólares só com a última atualização. Fortnite, também gratuito, já faturou mais de 9 bilhões para a Epic entre 2018 e 2019 somente com a venda de skins e cosméticos. E muitos outros jogos conseguem fazer isso, mesmo não cobrando pelo jogo base.
A EA, famosa por cobrar por tudo de seus jogadores, já conseguiu ver essas vantagens com Apex Legends, anunciando que pretende trazer mais jogos grátis para as plataformas. A franquia COD nunca teve tantos jogadores ativos quanto em Warzone, jogo gratuito da série. E a Ubisoft não foi diferente, com o anúncio de Frontline só reforçando essa movimentação da indústria dos jogos, uma vez que a série Ghost Recon sempre teve seus títulos sendo pagos.
Hoje, para os estúdios, é muito mais vantajoso ter jogos de serviço gratuitos do que jogos vendidos tradicionalmente, pois acumulam mais jogadores e faturam muito mais do que títulos pagos (por incrível que pareça!). Ainda que jogos pagos vendem e faturam muito, a tendência da indústria dos jogos é caminhar para mais gratuitos. Isso gera mais competição entre qual empresa vai oferecer o melhor MMO F2P, e muito mais games para nós jogadores aproveitarmos!