TIPOS DE MONITORES
TIPOS DE MONITORES
Em quantos Hertz você joga?
Red Fox -
Como jogador você já deve ter percebido a importância de ter a melhor visualização possível do jogo, e muito disso fica por conta da tela em que se está jogando. A maioria de quem têm consoles rodam em TVs na sala, mas existem aqueles que preferem monitores mais especializados, como quem usa PCs.
Se você está com dúvida sobre qual tipo de monitor deve comprar, aqui nós explicamos alguns dos conceitos básicos que se deve conhecer antes de escolher algum. Não somos especialistas no assunto, mas vamos compartilhar conceitos que vão muito além da simples resolução da tela.
Proporção de tela
A primeira questão a se ver é a proporção de tela. Foi convencionado proporções diferentes para TVs e computadores em relação a filmes, mas com o tempo foi sendo produzidos conteúdos diversificados para novas proporções, tendo o mercado se adequar a mudança. Hoje existem muitos modelos, diversificados por seu tamanho e proporção, mas de básico temos os seguintes:
Uma das primeiras proporções adotadas para telas, a 4:3 é o tamanho clássico de TVs e monitores antigos, onde programas de TV e séries eram gravadas em tal formato. Ele se diferencia por seu formato mais próximo do quadrado, sendo hoje não muito comum e difícil de ser encontrado nas lojas.
Padrão adotado primeiramente pelo cinema em relação ao 4:3, ele se destaca por sua estrutura mais horizontal, expandindo a visão das cenas lateralmente. Com o tempo as empresas adotaram tal proporção, sendo hoje o tamanho mais comum para qualquer tipo de tela. Pode-se encontrar monitores, notebooks, TVs e até smartphones seguindo o padrão widescreen.
Com a adoção do 16:9 nos diversos equipamentos, o cinema teve que renovar sua proporção adotando o 21:9, chamado de ultrawide. Ele se destaca por ter maior comprimento horizontal, alongando ainda mais as imagens e cenas. Hoje pode se encontrar alguns monitores que seguem tal padrão, conseguindo maiores campos de visão lateral do que os widescreen.
Resolução
Uma das principais preocupações das pessoas é na questão de resolução. Monitores diferem em relação a quantidade de pixels que conseguem gerar e transmitir em suas telas, mas foi padronizado algumas quantidades clássicas:
É a resolução mais baixa e básica que se pode encontrar em monitores hoje em dia. Telas com resolução 720p são mais baratas e facilmente encontradas nas lojas. É recomendado para equipamentos mais fracos ou telas secundárias que não exigem muita atenção do jogador.
A resolução mais comum, a 1080p se tornou padrão por fornecer bastante qualidade de imagem sem um preço exagerado. Pode ser encontrada facilmente nas mais diversas telas e monitores disponíveis, sendo a qualidade mais recomendada para qualquer jogador, seja como tela primária ou secundária.
Uma resolução que vem se popularizando, a 2K consegue fornecer imagens grandes e bem detalhadas pra quem precisa de resoluções acima da Full HD. Hoje é possível encontrar vários monitores 1440p disponíveis no mercado, se tornando comum entre os gamers mais competitivos e exigentes.
Resolução hoje comum em TVs, a 4K consegue oferecer as melhores resoluções em jogos. O padrão pode ser encontrado em alguns monitores, mas não é muito recomendado especificamente para games já que exige muito poder de processamento gráfico em uma qualidade tão alta que se torna quase imperceptível a mudança.
Tecnologia
O primeiro quesito técnico que se deve atentar ao escolher um monitor é o tipo de tecnologia embarcada na tela. Com os anos a industria evoluiu muito, oferecendo hoje diversas opções no mercado.
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Taxa de atualização
Outro quesito técnico importante para jogos é a taxa de atualização da tela. Os componentes gráficos dos PCs conseguem gerar quantidades variáveis de FPSs, não se limitando a uma quantidade fixa. Mas para isso os monitores devem acompanhar a quantidade máxima de FPSs apresentados para que o jogador consiga visualizar estes quadros sendo gerados, e nisso entra a taxa de atualização.
Calculada em Hertz, a taxa de atualização é o nível de frequência luminosa e elétrica que a tela gera, e com isso a quantidade máxima de quadros que ela consegue mostrar. Alguns jogos já identificam a taxa de atualização da tela em uso, limitando a geração de FPSs aos Hertz dela e assim não tendo gastos a mais dos componentes gráficos.
Padronizou-se que TVs e monitores comuns possuem 60 Hz de frequência, transmitindo assim no máximo 60 FPS. Mas existem outros padrões de novos monitores, mais especializados em games ou vídeo, que conseguem taxas de atualização mais altas.
A frequência padrão de monitores, telas e TVs, pode ser encontrada em qualquer equipamento, desde smartphones e notebooks até nas mais novas e caras smart TVs. É recomendada para gamers não muito exigentes já que conseguem transmitir até 60 FPS.
Padrão pouco acima dos 60 Hz, o 75 Hz trás pouca diferença entre os monitores comuns. Pode ser encontrado sem dificuldades e muitas vezes vendido sem diferenças de aparência ou preço em relação aos de 60 Hz.
Padrão encontrado nos monitores gamers mais especializados, a 144 Hz é recomendada para jogadores que querem ou precisam de mais FPSs, já que a tela consegue chegar a 144 FPS. Gamers competitivos costumam usar telas de 144 Hz por conseguirem vantagem sobre os que usam telas normais de 60 Hz, visualizando mais quadros a cada movimento.
A frequência mais alta encontrada, a 240 Hz é aplicada em monitores gamers especializados em competições ou campeonatos. É possível chegar a 240 FPS nestas telas, sendo recomendada para jogadores competitivos ou pro-players que precisam de altas taxas de atualização e mais quadros, geralmente usadas para jogos de tiro ou que necessitam de alta velocidade de identificação visual do jogador.
Tempo de resposta
Outra questão importante ao escolher um monitor gamer é saber o tempo de resposta entre o componente de vídeo da tela com a placa de vídeo ou componente de saída do equipamento.
Os equipamentos eletrônicos, mesmo sendo digitais os processos que ocorrem dentro deles, necessitam de partes físicas para funcionarem. Desde apertar um botão para executar um comando até isso ser transmitido visualmente para o jogador leva um tempo, seja de percurso pelos fios e componentes internos ou de processamento do hardware. Todo esse processo é extremamente rápido, mas pode ser agravado caso algum dos sistemas seja lento.
Nisso o tempo de resposta da tela é importante, pois é o tempo em que os componentes do monitor conseguem pegar as informações transmitidas da placa de vídeo e reproduzi-las nos pixels. Quanto menor o tempo de resposta de um monitor mais rápidas as ações feitas pelo jogador serão transmitidas visualmente.
Medido em
Input Lag
Outra questão importante ao escolher um monitor gamer é saber o input lag entre o componente de vídeo da tela com a placa de vídeo ou componente de saída do equipamento.
Os equipamentos eletrônicos, mesmo sendo digitais os processos que ocorrem dentro deles, necessitam de partes físicas para funcionarem. Desde apertar um botão para executar um comando até isso ser transmitido visualmente para o jogador leva um tempo, seja de percurso pelos fios e componentes internos ou de processamento do hardware. Todo esse processo é extremamente rápido, mas pode ser agravado caso algum dos sistemas seja lento.
Nisso o tempo de resposta da tela é importante, pois é o tempo em que os componentes do monitor conseguem pegar as informações transmitidas da placa de vídeo e reproduzi-las nos pixels. Quanto menor o tempo de resposta de um monitor mais rápidas as ações feitas pelo jogador serão transmitidas visualmente.
Medido em
Espaço de cores
Uma questão que é muitas vezes esquecida pela maioria, o espaço de cores é uma propriedade da tela que calcula quanto de assertividade ela possui em relação a geração de cores reais. Qualquer tela e monitor transmite as chamadas cor-luz, geradas pela junção das três cores-luz primárias: verde, azul e vermelho (RGB). Juntas elas formam o branco, e quando combinadas podem formar até as 16 milhões de cores humanamente visíveis.
Mas nem todas as telas conseguem tal feito, com muitas não gerando nem metade disso. E para verificar a precisão que elas conseguem atingir foi criado pela Microsoft e HP o padrão sRGB de cores, um espaço virtual de cores que todas as telas devem seguir para transmitir as cores da forma mais realista e assertiva possível.
É o padrão que a maioria das telas seguem, transmitindo suas cores-luz o mais fiel possível. Mas a assertividade de cores depende da qualidade de cada tela, variando a porcentagem de acerto de cores em relação ao espaço virtual criado.
Mesmo sendo extremamente usado, o sRGB é um padrão simples e que não contempla todas as cores possíveis, e para isso foi criado pela Adobe o AdobeRGB, um espaço de cores-luz mais amplo e preciso. Este padrão é seguindo por telas mais profissionais pois conseguem gerar cores muito mais fieis, sendo mais difícil telas comuns seguirem tal espaço de cores.
Sincronização de quadros
Quando o processamento de vídeo não consegue acompanhar a taxa de atualização de uma tela ele pode gerar falsos frames ou até mesmo frames cortados ao meio. E para não ficar sem partes faltantes na exibição a tela coloca quadros anteriores para tentar completar a imagem, fazendo assim a "quebra de frames", o chamado screen tearing.
Para evitar isso os jogos possuem um sistema de sincronização de quadros chamado Vsync (sincronização vertical de quadros), tentando manter a performance dos componentes estável com a geração do jogo, amenizando o tearing mas consumindo um pouco mais de processamento de vídeo. Contudo isso não é o bastante para solucionar o problema pois muitos jogos pesados exigem muito processamento gráfico, ocasionando quebras de frames ou até congelamentos de quadros.
Então foi criado um sistema de sincronização entre os componentes de vídeo e a própria tela, compartilhando diretamente informações da geração de quadros com a transmissão destes, não se perdendo ou cortando nenhum.
Sistema criado pela AMD, consegue sincronizar os quadros da tela com os gerados na placa de vídeo, não necessitando do Vsync. É um software open-source, não custando para empresas colocarem nos equipamentos e se tornando comum encontrar monitores com tal tecnologia.
Criado pela NVidia, o sistema sincroniza os quadros com componentes exclusivos da marca, tendo somente fabricantes autorizadas usando o sistema e tornando os monitores muito mais caros.
Backlight
Um problema comum a qualquer tela de LED é o backlight, um resquício de luz gerado por
Burn in
A utilização constante da tela pode danificar os pixels caso sejam expostos a gerar as mesmas frequências de luz por muito tempo. Caso isso ocorra acontece o processo de burn-in, que gera pixels fantasmas na tela, desgastando assim os LEDs da tela.
Esse tipo de problema pode ser evitado pela aleatoriedade na tela, não mantendo os objetos por muito tempo ou por uma longa exposição ao brilho máximo. Algumas fabricantes inserem certos modos para evitar, como o deslocamento de objetos em alguns pixels, não tendo um desgaste excessivo destes.