Registro: ENS-2025-0118
Vigência da bolsa e prazo para execução do subprojeto: 11/08/2025 a 10/07/2026.
Modalidade: Ensino - Monitoria por Curso.
Chamada: Edital nº 43/PROGRAD/UFFS/2025 - Seleção de Projetos de Monitoria de Ensino UFFS/2025.
Os componentes curriculares associados à área de Teoria Literária e Literaturas de Língua Portuguesa no Projeto Pedagógico do Curso de Letras: Português e Espanhol - Licenciatura vigente desde 2019 são:
Introdução aos Estudos Literários (GLA344)
Teoria da Literatura: Poesia (GLA348)
Teoria da Literatura: Narrativa (GLA353)
Literatura Portuguesa: Poesia (GLA409)
Literatura Portuguesa: Narrativa (GLA428)
Literatura Infantil e Juvenil (GLA430)
Estágio Curricular Supervisionado em Língua Portuguesa III (GLA431)
Literatura Brasileira: Poesia (GLA436)
Literatura Brasileira: Narrativa (GLA439)
Incluem-se ainda, nas atividades contempladas pelo presente projeto de monitoria, as disciplinas optativas que tratem de questões voltadas para os estudos literários.
Agosto/2025
Acompanhar as atividades disponibilizadas no SIGAA e na "Classe Virtual de Literatura" para os estudantes de "Teoria da Literatura: Poesia".
Divulgar a atividade de monitoria aos estudantes do curso de Letras, reservando horários semanais de atendimento.
Levantamento de obras de autores regionais em bibliotecas escolares.
Elaboração de materiais impressos/audiovisuais para o incentivo à leitura no campus.
Setembro/2025
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Outubro/2025
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Novembro/2025
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Dezembro/2025
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Janeiro/2026
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Fevereiro/2026
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Março/2026
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Abril/2026
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Maio/2026
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Junho/2026
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Julho/2026
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Objetivos e atividades previstas
Objetivos gerais: Contemplar atividades de atendimento aos estudantes do curso de licenciatura em Letras e aos demais interessados para a iniciação e o aprofundamento nos estudos vinculados à área de Teoria da Literatura e de Literaturas em Língua Portuguesa na UFFS/campus Cerro Largo, visando à qualificação do ensino e da aprendizagem dos estudantes de graduação e ao fortalecimento das políticas de permanência da Instituição.
Objetivos específicos:
Fomentar a prática de mediação de leitura em espaços alternativos à sala de aula sobre os textos literários indicados nos planos de ensino;
Fomentar o estudo com discussões em espaços alternativos à sala de aula sobre os textos teóricos/críticos, obrigatórios e complementares, previstos nos planos de ensino;
Organizar atividades de orientação de leitura seguida de discussões em espaços alternativos à sala de aula sobre textos literários diversos entre interessados das distintas áreas do conhecimento;
Propiciar aos estudantes da Licenciatura em Letras – professores de línguas em formação – mais um projeto que contemple a iniciação à prática docente conciliando prática e reflexão sobre a prática.
Atividades previstas do monitor:
Disponibilizar horários, presenciais e/ou à distância, que permitam aos alunos matriculados nos componentes curriculares contemplados, ou em outras situações quando demandados, serem atendidos para sanarem dúvidas;
Acompanhar os planos de aula e os respectivos cronogramas de cada disciplina em andamento contemplados pela área de Teoria Literária e Literaturas de Língua Portuguesa oferecidos por cada professor em cada fase do curso;
Disponibilizar-se a acompanhar os processos previstos pelos docentes em planejar, preparar e ministrar aulas, bem como nos processos de avaliativos, na sua concepção, aplicação e correção, quando solicitado;
Ofertar atividades de orientação de leitura seguida de discussões em espaços alternativos à sala de aula para estudantes da licenciatura em Letras e demais interessados da comunidade acadêmica e regional das distintas áreas do conhecimento;
Destinar parte de sua carga horária semanal para atividades de formação e de leitura voltados aos Estudos Literários: teoria, crítica literária, comparação e formação de leitores;
Disponibilizar-se a acompanhar aulas dos componentes curriculares previstos e demais projetos associados à área de Teoria Literária e Literaturas de Língua Portuguesa, desde que não interfira nas suas responsabilidades enquanto aluno matriculado da UFFS;
E demais atribuições previstas no Edital nº 43/PROGRAD/UFFS/2025 e na Resolução n º 31/CONSUNI CGAE/UFFS/2021.
Diagnóstico e Justificativa
Os componentes curriculares de “Introdução aos Estudos Literários” e “Teoria da Literatura: poesia” são o contato inicial dos alunos de Letras com a Literatura na universidade, quando eventualmente precisam de um suporte extraclasse em virtude da prática de leitura e dos exercícios de abstração teórica exigidos. E, por sua vez, o referencial teórico apresentado e desenvolvido nestas disciplinas são as bases para a análise de grande parte dos textos que serão lidos ao longo do curso, no processo de formação do professor e profissional de Letras. Em relação aos demais componentes curriculares incluídos, verifica-se que persistem, por vezes, dificuldades dos estudantes do curso em assimilarem os textos literários como objeto de estudo (e não mero pretexto, causalidade ou ornamento), o que pode ter consequências na futura prática profissional. Assim como as línguas são dinâmicas, as artes também são. Entretanto, ainda é residual entre os estudantes que ingressam no ensino superior a compreensão de um modelo de ensino de literatura, nas abordagens aos textos literários no ensino médio, que se restringe à historiografia literária, à biografia de escritores e aos resumos voltados para exames de admissão em universidades. Essas informações, ao invés de serem suplementares ao estudo de textos literários, consolidaram-se como a prática do ensino de literatura. Dessa forma, o resultado é a impressão de que a literatura é algo acabado, isolado e inerte quando, pelo contrário, há uma vasta atividade cultural e produção literária que as escolas (e por vezes, a própria Academia) não incorporaram. A leitura de bons textos, com valor estético, contribui para o estabelecimento de relações entre o sujeito e o mundo. A literatura desempenha um papel importante na reflexão de como o sujeito age com o mundo circundante, assim como a linguagem e a leitura são processos de constituição do sujeito. A partir disso, a leitura de textos literários e teóricos auxiliará tanto os monitores quanto alunos dos componentes curriculares e a comunidade acadêmica, entre interessados das distintas áreas do conhecimento, a explorarem a riqueza da literatura e as diferentes visões de mundo que há nos textos literários. Além disso, a riqueza lexical, a criatividade no uso da língua e visão social apresentados nos textos contribuem para a proficiência da leitura, para as práticas de interpretação, para os exercícios de abstração conceitual e para a humanização das posturas e das ações frente aos desafios dos indivíduos e da sociedade. A atividade de monitoria vem a contemplar dois objetivos principais: complementar o atendimento aos estudantes do curso de licenciatura em Letras e aos demais interessados na área dos estudos literários, ao mesmo tempo em que incentiva o aluno do curso de Licenciatura em Letras à iniciação à prática docente. O monitor estará à disposição dos professores que ministram as disciplinas anteriormente referidas, cumprindo, desta forma, o objetivo em atender aos alunos do curso de Letras e aos demais interessados no campus.
Fundamentação Teórica
Os estudos de literatura compreendem uma diversidade de perspectivas teóricas e críticas sobre os fenômenos linguísticos com pretensões estéticas. Desta forma, entende-se, conforme Pierre Bourdieu (1996), que as análises de obras artísticas – nas suas mais variadas abordagens – têm por objeto a correspondência entre a estrutura das obras e a estrutura do campo literário, a partir das relações de força que buscam conservar ou transformar a valorização de uma cadeia de elementos e categorias no meio artístico. A Universidade, por sua vez, assume o seu papel enquanto instituição cultural e política promotora e legitimadora de certos valores de ordem estética, através de cada seleção realizada de eventuais textos, gêneros, autores, críticos, movimentos culturais e perspectivas teóricas. Cabe, portanto, o compromisso ético em ofertar as mais diversas experiências de leitura e de reflexão, dada a complexidade do conjunto de textos que nomeamos Literatura. Aristóteles (1988) já propunha na Poética que o objeto da poesia – e, por extensão, daquilo que hoje concebemos como Literatura – são as ações humanas. De fato, a leitura literária permite ao leitor experimentar situações e sensações das mais diversas maneiras, uma vez que “qualquer que seja a história que estejam contando, contam também a nossa, e por isso nós os lemos e os amamos”, afirma Umberto Eco (2003, p.21). A literatura favorece a identificação do leitor com as personagens e, com isso, promove um exercício de se colocar no lugar do outro, provocando a consequente reflexão sobre si mesmo e sobre o mundo à sua volta. Conforme Antoine Compagnon (2012, p.64), ao questionar-se sobre as suas funções, “a literatura desconcerta, incomoda, desorienta, desnorteia mais que os discursos filosófico, sociológico ou psicológico porque ela faz apelo às emoções e à empatia”. Tão importante quanto os saberes que a leitura literária veicula, é o convite à reflexão e ao questionamento das ideias feitas que a literatura se revela fundamental. Vincent Jouve (2012) aponta que um dos papeis do ensino de Literatura é munir o leitor de informações necessárias para que as obras lhe falem. Isto é, a leitura do texto literário é a razão de seu ensino, e para isso é fundamental assegurar o estímulo, o acesso, o acompanhamento e a resposta dos estudantes às leituras que são propostas, a fim de que o aprendizado da literatura seja significativo. A esse respeito, portanto, revela-se uma necessidade dos cursos de formação de professores em Língua e Literatura proporem a reflexão sobre uma crise no ensino de Literatura decorrente das próprias transformações a que a produção literária incorporou, sobretudo a partir do século XX, motivadas pelo modo de vida moderno e pelo experimentalismo das vanguardas. Assim, o prestígio que a literatura tinha conquistado no século XIX, consolidando um cânone fundamentado por determinados valores sociais e estéticos, passa a ser questionado pela própria literatura. Em decorrência dessa perspectiva questionadora, por vezes demolidora e anárquica nos novos artistas, os saberes que a literatura construíra passam, sob sua avaliação, a não serem mais conciliáveis facilmente com a prática literária e com o seu ensino. Dessa forma, se a literatura moderna não é ensinável, como aponta Perrone-Moisés, por outro lado ela defende que “a leitura literária não apenas pode ser ensinada como necessita de uma aprendizagem, e é por isso que os professores de literatura ainda existem” (PERRONE-MOISÉS, 2000, p.350). É o exercício de mediação de leitura, de criação de condições para que os leitores em formação despertem o interesse pelos livros e possam atribuir-lhes sentidos que caracteriza a abordagem aqui proposta. O professor em formação deve considerar a leitura de textos literários uma revelação do universo apresentado na obra, tornada possível pela imaginação e a experiência individual, cuja interpretação, segundo Regina Zilbermann (2009), impede a fixação de uma verdade anterior e acabada. Assim, entende-se que o ensino de literatura deve agregar a sua fruição, bem como a relação com outros campos do saber, possibilitando a formação intelectual, cultural e política do egresso do Curso de Letras Português e Espanhol – Licenciatura e, por extensão, aos demais interessados pelo tema na comunidade acadêmica.
Referências Bibliográficas
ARISTÓTELES. A poética. In: ARISTÓTELES, HORÁCIO, LONGINO. A poética clássica. 3 ed. São Paulo: Cultrix, 1988.
BOURDIEU, Pierre. Razões práticas: sobre a teoria da ação. Campinas, SP: Papirus, 1996.
COMPAGNON, Antoine. Literatura para quê? Belo Horizonte: UFMG, 2012.
ECO, Umberto. Sobre algumas funções da literatura. In: Sobre a Literatura. 2 ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.
JOUVE, Vincent. Por que estudar literatura? São Paulo: Parábola, 2012.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Consideração intempestiva sobre o ensino de literatura. In: Inútil poesia e outros ensaios breves. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
ZILBERMAN, Regina. A escola e a leitura de literatura. In: ZILBERMAN, R.; ROSING, T. (Orgs.). Escola e leitura: velha crise, novas alternativas. São Paulo: Global, 2009.
Termo de Compromisso (enviar assinado até o dia 08/08/25).
Plano de Trabalho (enviar assinado até o dia 08/08/25).
Controle de Frequência (registro de atendimentos)
Jornada de Formação Inicial e Continuada de Monitores de Ensino (evento anual)
Edital nº 43/PROGRAD/UFFS/2025 - Seleção de Projetos de Monitoria de Ensino UFFS/2025.
7 DAS ATRIBUIÇÕES DOS MONITORES
7.1 Constituem atribuições dos monitores:
I - ser acadêmico de um curso de graduação da UFFS regularmente matriculado no campus de atuação da monitoria;
II - participar do programa de formação inicial e de estudos e reflexões promovidas pela Comissão Local;
III - cumprir o plano de trabalho, aprovado junto ao projeto de monitoria de ensino, para o período de vigência de sua atuação;
IV - participar do planejamento, organização, desenvolvimento e avaliação do Plano de ensino do componente curricular objeto da monitoria, quando for o caso, e/ou na elaboração do diagnóstico e do projeto de ensino, quando se tratar de projetos voltados para públicos específicos;
V - executar, sob a orientação do docente, atividades pedagógicas previstas no Plano de trabalho;
VI - destinar parte de sua carga horária semanal para atividades de formação, leitura e estudos relacionados à monitoria e iniciação à docência;
VII - destinar parte de sua carga horária semanal às atividades de apoio pedagógico aos discentes vinculados ao respectivo projeto de ensino;
VIII - manter registros dos atendimentos com identificação dos participantes;
IX - elaborar um relatório analítico final, com o auxílio do coordenador do projeto e/ou colaboradores.
7.2 É vedado ao monitor assumir atividades de responsabilidade do professor ou funções meramente burocráticas, que venham a descaracterizar os objetivos da monitoria.
7.3 O horário de exercício das atividades de monitoria não pode sobrepor-se e/ou interferir nos horários dos componentes curriculares nos quais o aluno estiver matriculado, bem como prejudicar outras atividades previstas em seu curso que sejam necessárias a sua formação acadêmica.
7.4 O monitor remunerado deve exercer suas funções com carga horária de 16 (dezesseis) horas semanais.
7.4.1 O monitor não remunerado exercerá suas funções com carga horária entre 10 (dez) e 16 (dezesseis) horas semanais, a ser definida nos projetos.
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7.7 Para a concessão de bolsas acadêmicas deverá ser exigido do aluno a assinatura de termo de compromisso no qual constem as seguintes declarações (Resolução Nº 70/CONSUNI/CPPGEC/UFFS/2024):
I - de que não possui outra bolsa da UFFS, de outros órgãos/instituições públicas, privadas ou de agências de fomento, com exceção do acúmulo de bolsas PIBID com as bolsas institucionais da UFFS, oriundas do orçamento próprio;
II - de que tem disponibilidade de carga horária (máximo de 30 horas acumuladas) para se dedicar às atividades do(s) programa(s) ou projeto(s);
III – de que não possui vínculo empregatício.
Resolução Nº 31/CONSUNI/CGAE/UFFS/2021 - Institui o Programa de Monitoria de Ensino no âmbito da Universidade Federal da Fronteira Sul.
Das atribuições dos monitores.
Art. 19. São atribuições dos discentes-monitores:
I - ser acadêmico de um curso de graduação da UFFS regularmente matriculado no campus de atuação da monitoria;
II - participar do programa de formação inicial e de estudos e reflexões promovidas pela Comissão Local;
III - cumprir o plano de trabalho, aprovado junto ao projeto de monitoria de ensino, para o período de vigência de sua atuação;
IV - participar do planejamento, organização, desenvolvimento e avaliação do Plano de ensino do componente curricular objeto da monitoria, quando for o caso, e/ou na elaboração do diagnóstico e do projeto de ensino, quando se tratar de projetos voltados para públicos específicos;
V - executar, sob a orientação do docente, atividades pedagógicas previstas no Plano de trabalho;
VI - destinar parte de sua carga horária semanal para atividades de formação, leitura e estudos relacionados à monitoria e iniciação à docência;
VII - destinar parte de sua carga horária semanal às atividades de apoio pedagógico aos discentes vinculados respectivo projeto de ensino;
VIII - manter registros dos atendimentos com identificação dos participantes;
IX - elaborar um relatório analítico final, com o auxílio do coordenador do projeto e/ou colaboradores.
§1º É vedado ao monitor assumir atividades de responsabilidade do professor ou funções meramente burocráticas, que venham a descaracterizar os objetivos da monitoria.
§2º O horário de exercício das atividades de monitoria não poderá sobrepor-se e/ou interferir nos horários dos componentes curriculares nos quais o aluno estiver matriculado, bem como prejudicar outras atividades previstas em seu curso que sejam necessárias a sua formação acadêmica.
§3º O monitor remunerado deverá exercer suas funções com carga horária de 16 (dezesseis) horas semanais.
§4º O monitor não remunerado exercerá suas funções com carga horária entre 10 (dez) e 16 (dezesseis) horas semanais, a ser definida nos projetos.