FATHERLAND


"Explicar-vos-eis agora o grande segredo da Alemanha: nós, ou talvez a raça alemã, descobrimos a importância da organização” (Wilhelm Ostwald)

A história da Alemanha são sucessivas tentativas de reunificação de um povo num determinado território ancestral, por isso mesmo, constantemente reivindicado por eles. Sempre que alcançou uma reunificação em determinado espaço, este era novamente alterado e o mapa do seu território aumentava. Apesar de haver uma origem identificada – Fatherland – o povo alemão sempre pretendeu aumentar cada vez mais os limites do seu espaço fronteiriço.

Germânia, na época romana, era uma vasta região identificada com o território que se estendia do Rio Reno até às florestas e estepes do que hoje é a Rússia. Roma conhecia a "Germânia interior", a oeste e sul do Reno, ocupada pelos romanos, e a "Germânia livre", a leste do Reno. A Germânia ocupada dividia-se em duas províncias: Germânia inferior (Países Baixos) e a Germânia superior (Suíça e Alsácia). Nos tempos modernos, o termo Germânia é ocasionalmente empregado para referir-se às terras habitadas por povos de origem germânica ou de língua alemã, independentemente de fronteiras nacionais. O termo "germanos" é usado para referir-se ao grupo ou grupos étnicos oriundos da Idade do Bronze que ocupavam a chamada Germânia. A partir do período do Sacro Império, pode ser empregue o termo "alemães" para designar os habitantes do Império.

O "Santo Império Romano da Nação Alemã" (Heiliges römisches Reich deutscher Nation), que existiu desde o século VIII até 1806, é considerado o primeiro Reich alemão (Reich, Império, em alemão, termo usado para descrever os sucessivos períodos históricos do povo alemão). A Alemanha Unificada a partir de 1871, foi chamado de Reich Alemão (Deutsches Reich), que continuou a ser o nome oficial da Alemanha até 1945. Os Nazis para legitimar o seu regime, retractaram-no como uma continuação do “I Reich” (Sacro Império Romano da Nação Alemã) e do “II Reich” (1871-1918). O Reich de Mil Anos, é o III Reich (1933-1945).

A ideia da Alemanha e da Europa tornando-se una, foi levada acabo por Hitler com consequências catastróficas. Esta ideia continuou a germinar e aqueles que disseram que o melhor era, haver uma União Europeia, para nunca mais haver guerras, esqueceram-se de que quem instigou as duas guerras mundiais, foi sempre o mesmo povo. A ideia de uma Europa Unida sempre propagou a guerra, agora como nos outros tempos idos, a sua demanda continua. A Europa não nasceu para assegurar a paz, nem a democracia, porque a sua impotência não lhe permite garantir nada. Já não pela força das armas, mas através do poder económico alemão. O mal da Alemanha é ser demasiado forte para a Europa.