PROGRAMA SETEMBRO
Em Setembro de 1914, quando a vitória total na Primeira Guerra Mundial parecia possível, Berlim aprovou secretamente um plano para os termos de paz no pós-guerra. Seguindo o conceito de Lebensraum (conceito de espaço vital): “Toda a sociedade num determinado grau de desenvolvimento, deve conquistar territórios onde as pessoas são menos desenvolvidas”. Após a vitória alemã, o “Programa Setembro” Septemberprogramm anexaria parte da Polónia e substituiria a sua população por alemães, criando uma fronteira defensiva no Leste. Esta política populacional acabou por nunca ser adoptada, nem posta em prática oficialmente.
O objectivo de impor o Lebensraum já estava no pensamento alemão muito antes de 1933. As directivas do “Programa Setembro” eram; a França devia entregar parte do território do norte e a faixa litoral que vai de Dunquerque a Boulogne-sur-Mer, até à Bélgica e Alemanha. Dez biliões de Reichsmarks seriam entregues como indemnização de guerra, com pagamentos adicionais para cobrir os fundos dos veteranos e saldar a dívida nacional existente na Alemanha, devia-se também evitar o rearmamento francês e demolir as suas fortalezas a norte. A economia francesa ficaria dependente da Alemanha, todo o comércio com o Império Britânico cessaria. A Bélgica seria anexada à Alemanha, ou se tornar um “estado vassalo” que devia ceder Antuérpia e dar acesso às bases militares. O Luxemburgo tornar-se ia um “estado-membro” do Império Alemão.
Dava-se início à criação de uma associação económica que tinha por nome Mitteleuropa (conceito político de união da Europa Central) dominada pela Alemanha, mas aparentemente igualitária. Os membros incluiriam os estados recém-criados a oeste do Império Russo, como a Polónia que permaneceria sob soberania Alemã "para todos os tempos". A expansão do império colonial Alemão era urgente e a criação de uma colónia através de toda a África Central, à custa das colónias Francesas e Belgas era bem-vinda. As colónias britânicas não deviam ser tomadas, mas a "hegemonia intolerável" da Grã-Bretanha devia terminar. A Holanda devia ser trazida para um relacionamento mais estreito com a Alemanha, evitando qualquer aparência de força.
O "Programa Setembro" era uma proposta que esteve em discussão, mas foi fortemente contestada por elementos políticos poderosos Alemães. Nunca foi adoptada e nenhum movimento de pessoas foi condenado. O governo nunca se comprometeu com nada. Ele havia ordenado o “Programa Setembro” como uma audiência informal, de modo a apreender sobre a opinião das elites económicas e militares.