"Cidade pacata e serena, de um povo ilustre e varonil, um pedacinho do céu, num recanto do Brasil"
Como o hino dessa pequena cidade do interior de Pernambuco já diz, a simplicidade e beleza dessas terras escondem uma grandiosidade histórica.
Da riqueza hídrica e ambiental, floresceu no final do século XVIII, no interior da Província Pernambucana, um povoado batizado de Rio Bonito. Nome este, que surgira de acordo com a tradição oral, pela admiração de uns caçadores provenientes de São José dos Bezerros, com um ribeiro de água pura e cristalina, que fez um deles exclamar “Que Rio Bonito!”. Passados os anos, o povoado vai ser chamado Bonito, formado por um povo rico em cultura, história e marcado pela fé.
Palco do primeiro movimento sebastianista do Brasil, o pequeno povoado, em 20 de maio de 1833, torna-se Vila através da Emancipação Política. O amadurecimento do Bonito começou a apontar para outros tipos de belezas – as conquistas sociais – estando sempre participativo em movimentos libertários, como a Revolução Cabana (1832), a Revolução do Quebra-Quilo (1874) e a Revolução Praeira (1845-46).
As belíssimas cachoeiras, riachos, as matas, fauna e flora, como também sua história, entre tantos outros atrativos que o município tem, fez-lhe ganhar o título de “Uma das Sete Maravilhas de Pernambuco”.
A terra do Bumba-Meu-Boi, do maestro Felinho, do saudoso Biu da Banda, Plácido de Souza, Sebastião Cabral, dos alfininhos de D. Maria dos Alfininhos, realmente faz jus ao nome de Bonito; como bem expressa parte de seu hino, composto pelo juiz e compositor Plácido de Souza: “Um pedacinho do céu no recanto do Brasil” e completa Agamenon Magalhães: “Um jardim suspenso entre o Agreste e a Mata”.