Igreja colonial brasileira. Jaboticaba imagens. Acervo Adobe Stock
Quando pensamos em expressão artística e cultural, imediatamente a associamos a obras de arte em museus, grupos de danças e peças teatrais ou até mesmo a algum sítio arqueológico. Mas apesar do que se pensa, a cultura não está distante de nós, ela também está em nosso cotidiano. Já reparou quantos grafites, lambe-lambes, esculturas e prédios arquitetônicos existem no seu caminho ao trabalho ou à escola? Todos eles contêm as histórias, memórias e conhecimentos de uma comunidade e de sua época. Ou seja, são cultura.
Cultura nada mais é do que um conjunto de tradições, valores e símbolos que representam um grupo social. Podem estar em livros dos autores mais conhecidos, como, também, nas canções populares, passadas de geração a geração. Quando falamos de cultura, do novo e da tradição, o “erudito” e o “popular” coexistem.
O Patrimônio Cultural Brasileiro é tudo aquilo que cria a identidade cultural e registra a memória da construção da nação. E ao contrário do que se pensa, o Patrimônio Cultural tampouco remete apenas ao passado. Sendo um objeto, uma música, uma dança, ainda que criada há dezenas de anos, pode trazer perspectivas sobre o nosso presente, a partir da maneira como é analisado. Outro ponto interessante é que ele está sempre em movimento, ou seja, ele sofre adaptações e alterações conforme a época, mas nunca perde a sua singularidade.
As perspectivas do Patrimônio Cultural para o futuro são ainda difíceis de se imaginar. Quais serão as relações das futuras gerações com a preservação da cultura e com os avanços tecnológicos? Como a cultura se adaptará às necessidades das populações do futuro? Este é um questionamento que, ainda por hora, não teremos respostas muito claras. Mas esperemos que a cultura guie as populações para uma união identitária de resistência e de bem-viver.
Após essas reflexões, ao longo do seu caminho para o trabalho ou escola, a quanto de cultura você está exposto?