Numa época em que se repensa todo o cuidado com a natureza, e se reforçam hábitos mais sustentáveis na sociedade, não poderia ser mais natural trazer essas práticas ao dia a dia das crianças. Porque é na infância que plantamos mudanças. É na criança que semeamos o novo, o broto, o renascimento.
Ao criar uma rotina semanal nas salas de jardim de infância e abarcar tarefas agrícolas e de jardinagem nessa rotina, não apenas se ensinam coisas práticas sobre terra, plantas e frutos. Ensina-se sobre o ciclo da vida e a importância de ele ser cuidado.
As práticas de jardinagem despertam na criança a importância da relação do ser humano com o meio ambiente. Preparar o canteiro, adubar, semear, colher e, às vezes, comer o fruto do próprio trabalho, descortinam a força dos processos da natureza. Ao vivenciar as diversas etapas do crescimento de uma planta na horta e no jardim, a criança fortalece suas próprias forças evolutivas e desenvolve uma atitude de respeito e veneração à natureza.
E, enquanto as plantas e as hortas crescem, neste caso na nossa escola, crescem também as crianças. E, quanto mais semearmos essas sementinhas, mais elas crescem fortes e bem adubadas. Com uma possibilidade maior, e, mais concreta, de construir um mundo mais humano, mais consciente e mais verde. Sim, porque está a faltar verde nas cidades. Ainda que tenhamos muitos movimentos positivos nessa direção, precisamos contaminar, no bom sentido, mais solos. E mudanças, devemos plantar na infância. Porque quem planta verde, colhe maduro.
Dinamização de:
- Canteiro da horta pedagógica, apostando em pouca quantidade mas muita diversidade. Semeio e plantação de hortícolas, frutos de baga, ervas aromáticas, leguminosas, tubérculos e cucurbitas.
- Compostor (recolha semanal de cascas de fruta dos lanches da manhã nas salas do jardim de infância; sensibilização às famílias que nos têm feito chegar também semanalmente sacos e garrafões com o lixo orgânico das suas casas; aproveitamento das matérias castanha – folhas secas – que as assistentes varrem do espaço de recreio). Alternamos as camadas castanhas e verdes de forma a criar um equilíbrio para que os micro-organismos possam desemprenhar as suas funções na decomposição do lixo orgânico. Sempre que necessário, regamos para manter a humidade).