Dia calmo é um poema que retrata um dia após a guerra, o que poderia ser interpretado como um dia em que as pessoas estão aliviadas pelo fim de momentos de disputas por território, assim, como mencionado anteriormente, Zaqtan exprime a sensação de libertação nas pequenas ações, como uma vizinha que pôde dormir tranquilamente e acordar sem o temor de uma bomba atingir a sua casa, ou a serenidade de pedestres que andam suavemente à sombra de dias violentos.
"No futuro, nos perguntaremos quem enfrentou a pandemia. Foram os governantes da época? Ou foram aqueles que saem nas madrugadas, antes dos passarinhos cantarem e do sol raiar, para trabalhar? Aqueles que, apesar da ignorância por não saberem a diferença entre vírus e bactérias, ainda assim são obrigados a escolher entre o privilégio de vender sua força de trabalho ou serem os gestores de sua própria miséria?"
"Nas aulas de história, o tempo fluía de trás para frente; nas de matemática, o tempo era o "quando"; nas de português, era um verbo; nas de geografia, era o relevo (revelo?) nas de física, era mistério."