Esta playlist fala muito comigo, principalmente com alguns dos meus defeitos (aqueles que já aprendi a reconhecer). Não as músicas em si, mas o que ela me remete a pensar. Isso quando me remeto a de onde ela veio e das diferentes leituras que já fiz sobre quem me enviou a lista.
O primeiro ponto a ser ressaltado é que pessoas de mundos diferentes podem sem conviver de forma pacífica e até crescerem muito com isso. Confesso que demorei a perceber e mesmo aceitar essa premissa, que o tempo me mostrou ser verdade, da mesma forma como o oposto também se mostrou uma mentira. Nem sempre aqueles que possuem as experiências mais próximas e vivem num mesmo universos são realmente gente que nos facilita a convivência.
Outro ponto é aprender a educar o olhar e não se fixar a uma primeira impressão. Tentar aprofundar a visão para ir muito além de uma leve camada superficial e assim compreender quem realmente é a pessoa que está na nossa frente. Não aquilo que ela nos mostra, mas sim o que ela é.
E então é momento de se aproveitar do nome da playlist. Já fiz diversos recortes diferentes a respeito da pessoa que me mandou a playlist e assumo que todos eles falam mais sobre mim do que sobre a pessoa, eu compreendo isso e levo pra vida, ou pelo menos tento.
Se tem algo que a vida me ensinou e que eu quero deixar bem claro aqui, é que todos temos defeitos, muitos defeitos. Será que vale a pena olhar o outro pelo olhar do que nos incomoda? O quanto a gente perde quando faz isso? Deixa de aproveitar o que poderia aprender e principalmente diminui demais o nosso mundo a uma bolha onde a gente se sente confortável.
O desconforto é necessário quando nos leva a crescer. Eu que sempre fui alguém que gostava de ficar numa bolha e isolado, fui obrigado a adentrar em outros mundos, me misturar e andar por caminhos extremamente incômodos para mim, apesar de normais para outras pessoas. Confesso que não sei se ensinei algo a quem me mandou a playlist, mas com certeza eu aprendi muito com essa pessoa.