Por: Ana Beatriz, Emília, Inês, Tânia e Vânia (9ºB)
As medidas sanitárias que ouvimos um sem número de vezes desde que entramos na pandemia de Covid-19 não são novas.
A quarentena foi utilizada já no Séc XIX para combater a propagação da cólera. Na altura os viajantes passavam a quarentena em locais disponibilizados pelo Estado, os chamados Lazaretos. Existiam cinco em Portugal: Marvão, Valença, Elvas, Vilar Formoso e Vila Real. Eram administrados por médicos militares e vigiados por soldados de infantaria. O isolamento também foi aconselhado como medida a adotar durante a época da Gripe Espanhola.
O uso de máscara foi aconselhado durante a época da gripe espanhola, particularmente a pessoal médico. Em S. Francisco (EUA) a Cruz Vermelha distribuiu máscaras produzidas pela marca de calças Levi Strauss & Co que disponibilizou as suas linhas de produção para o fabrico das máscaras.
A lavagem frequente das mãos com sabonete ou desinfetante químico foi aconselhado durante pandemia de Gripe Espanhola. Curiosamente até 1918 esta não era uma indicação dada à população. Para tal regra muito contribuiu os trabalhos de Ricardo Jorge.
Os cordões sanitários já eram instalados ano Séc. XV com controlo da movimentação das pessoas Em 1918, Espanha criou um na fronteira com Portugal. Muitas vezes eram construídas muralhas de modo a garantir o isolamento das populações.
O encerramento de locais muito frequentados como os mercados foi uma medida adotada, por exemplo, durante a época da Gripe Espanhola, tempo durante o qual o arejamento dos espaços era aconselhado.
De facto, a higiene dos espaços era considerada uma medida importante há muito tempo. Por exemplo, durante a epidemia de tifo foram constituídos postos de despiolhamento. Ali as pessoas eram despidas, totalmente depiladas de modo a garantir a eliminação dos piolhos, e de seguida banhadas. As suas roupas eram desinfetadas e uma brigada passava nas casa dos doentes para fazerem a desinfeção da habitação.