Por: Alexandre Gonçalves, Alfredo, Dinis e João Eric (9ºB)
O tifo exantemático terá chegado a Portugal no Séc. XV e fazia-se sentir mais em épocas de grande agitação social como as Invasões Francesas e as Lutas Liberais
A epidemia do Séc. XIX iniciou-se em dezembro de 1917 (ainda antes do aparecimento da gripe espanhola) e terminou em agosto de 1919.
As regiões mais afetadas foram as limítrofes do Porto: Póvoa do Varzim, Vila do Conde e Matosinhos. Foi por isso conhecida como a febre da Póvoa.
O agente causador de tifo exantémico é a bactéria Rickettsia prowazekii. Esta bactéria foi identificada pela primeira vez por H.T. Ricketts e Stanislaus von Prowazek
A transmissão é feita por piolhos que, ao passarem de pessoa em pessoa, disseminam as bactérias.
Os primeiros sintomas podem surgir 7 a 14 dias após a infeção.
febre
dor de cabeça
cansaço
4 a 6 dias depois surge uma erupção cutânea (manhas vermelha irregulares principalmente nos pulsos e na lateral do abdómen).
Não tratado, o tifo epidêmico pode ser fatal, especialmente em pessoas com mais de 50 anos de idade.
Atualmente é tratada com antibióticos, mas no inicio do Séc. XX foram tomadas várias medidas tomadas para evitar a propagação:
banhos obrigatórios e a desinfecção de roupas e casas
isolamento dos doentes e dos seus contatos mais imediatos
a notificação obrigatória dos infetados estando a cidade dividida em áreas sanitárias
recrutamento de tifosos curados para trabalhar nas "postos de despiolhamento" e para desinfetar as casa dos doentes, aproveitando a imunidade à doença que tinham adquirido.
Entre dezembro de 1917 e 1919 de 9 035 casos reportados foram registadas 1 481 mortes, tendo uma taxa de mortalidade média de 16,4%.