Neste tópico, vamos explorar uma nova forma especial de ver o mundo, uma forma que favorece o aprendizado do desenho.
No tópico anterior, vimos que todo mundo é, potencialmente, capaz de desenhar. Mas... se é assim, por que é que, na prática, só algumas pessoas, de fato, conseguem? O que fizeram para aprender? Qual o "caminho das pedras"? Por onde começar?
O começo é igual para todos: na infância. Explorar a criação de traços e rabiscos é um processo natural do desenvolvimento do ser humano, e é provável que você lembre de uma época em que você fazia o típico "desenho de criança": a casinha, o solzinho no canto do papel, os bonequinhos de palito.
A partir de um certo estágio, porém, começa a busca por complexidade e realismo no desenho, e é nessa fase que ocorre a divisão: algumas pessoas continuarão a desenhar, e outras (a maioria) deixarão essa atividade de lado. A principal diferença entre esses grupos é que as pessoas que seguem desenhando encontraram, em seu caminho, estímulos que, de alguma forma, incentivaram-nas a continuar praticando e cultivando aquela habilidade.
Veja, nos vídeos abaixo, explicações sobre como o desenho se transforma ao longo da infância, e como é possível fazer para retomar a prática da habilidade de desenhar (vale destacar: não é batendo a cabeça).
Duração: 12'36"
Duração: 15'30"
Agora que (espero) você já entendeu que desenhar é um processo de construção contínua e que não requer nenhuma habilidade "mágica", já removemos do caminho os maiores obstáculos mentais para o seu aprendizado. Estamos a um passo de ver as coisas evoluírem na prática. Vamos chegar lá.
Para relaxar um pouco, agora, veja algumas curiosidades sobre métodos, estilos e materiais de desenho. É sempre útil conhecer!
E lembre-se sempre: dê um tempo na autocrítica.
Duração: 11'10"
Você já se desenhou alguma vez?
Utilizando um espelho para observar, desenhe o seu próprio rosto em uma folha de papel inteira. Empenhe-se em observar, mas, se possível, esforce-se também para não julgar o resultado; simplesmente, siga com a tarefa até terminar o desenho, independente do quão "bom ou ruim" você ache que está ficando. Evite estilizar, cartunizar ou modificar intencionalmente as formas e as feições do rosto - apenas desenhe exatamente o que você vê da forma mais fidedigna que você conseguir, sem interpretações ou julgamentos. Importante: este primeiro autorretrato realista vai servir como referencial para que você possa analisar seu progresso mais à frente; assim, este exercício não é para avaliar o resultado do seu desenho, e, sim, apenas para servir de "marcar" o seu ponto de partida na disciplina.
Quer expandir seus estudos? Aqui vão algumas sugestões de que você pode gostar.
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