O que é o Cristianismo, afinal de contas?
Quem é Jesus?
O nome Jesus significa “Deus salva”. O termo “Cristo” é um título que significa “Ungido de Deus”. Para muçulmanos e alguns judeus, Jesus foi um profeta. Budistas dizem que ele foi um iluminado. Hindus o chamam de avatar (a encarnação de uma deidade em forma humana), e cristãos crêem que ele foi o “Messias”, escolhido por Deus para inaugurar um novo tipo de relacionamento entre Deus e a humanidade. Então, quem foi ele?
Jesus, um mestre camponês palestino, começou um movimento de reforma no Judaísmo de seu tempo. Ele não tentou criar uma nova religião. Sua vida e ensinos ofereceram esperança e transformação àqueles à margem da sociedade. Para a maioria de nós, Jesus não é uma figura divina enviada por Deus para pagar pelos pecados de uma humanidade caída, em vez disso, o Jesus humano é o maior modelo de vida religiosa. Jesus abre, para os cristãos liberais, um caminho para Deus que se torna para nós um espelho para o nosso próprio potencial humano e uma janela para o amor de Deus.
Jesus foi executado ainda jovem como um criminoso comum. Os cristãos, entretanto, sempre creram que em sua vida e ensinos, algo significante sobre Deus foi revelado. Também crêem que seguindo Jesus seja possível entrar num relacionamento de vida e amor com Deus.
O que os Cristãos Fazem?
Jesus ensinou seus seguidores que os princípios mais importantes são amar a Deus com todo nosso coração, alma, mente e poder, e amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Destes resulta uma forma particular de vida que enfatiza respeito pelos outros, e que urge a ajuda ativa àqueles em quaisquer formas de necessidade. Daí também resulta a percepção de que haja um poder além de nós que está ativo no cosmos, e do qual podemos conhecer algo por meio de oração e culto. Cultuar significa reconhecer a realidade de Deus e oferecer a Deus nossos agradecimentos, adoração, e louvor.
O culto cristão geralmente se centraliza em torno da Santa Comunhão, na qual pão e cálice são compartilhados entre a comunidade reunida. Desta forma, os cristãos lembram-se da última refeição que Jesus comeu com seus amigos mais próximos na noite antes de sua morte.
E a Bíblia?
Os cristãos reconhecem a Bíblia como sendo de particular importância em ajudá-los a viver sua vida. A Bíblia é uma coleção de escritos, que foram feitos num período de quase um milênio, e compõe-se de Bíblia Hebraica – os escritos que são comuns a cristãos e judeus – e o Novo Testamento, que contém narrativas sobre Jesus e ponderações a respeito da vida de Jesus e seu significado por alguns de seus primeiros seguidores. Os cristãos variam em suas abordagens à Bíblia, mas todos reconhecem sua importância fundamental em sua fé.
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"Cristianismo Liberal, ou liberdade na religião, não significa licença para crer no que escolhemos, mas liberdade para buscar a verdade em qualquer lugar, em todos os lugares, e sempre. Significa que não devemos apenas estar dispostos a aceitar que outros difiram de nós, mas prontos a ajudá-los a buscarem respostas livremente, mesmo que sua busca os leve a acreditar em coisas que consideramos errôneas. Significa que não devemos julgar uns aos outros (Mateus 7:1-5; Romanos 14:1-23), nem devemos submeter nossa própria crença ao julgamento de qualquer igreja ou qualquer autoridade humana. Cristianismo Racional não significa que devamos rejeitar todas as crenças que agora não vemos como racionais, ou fazer da razão a única fonte da verdade. Mas, significa que devemos testar cada crença pela luz de nossa razão, e buscar entender claramente o que pensamos e por que o pensamos."
- Rev. James Freeman Clarke, 1884.
"O Cristianismo Unitarista afirma Jesus como a figura central na história humana, e sua vida, morte e vitória como seu evento básico. Afirma a vida em seus altos e baixos, sua amplitude e vivacidade. Afirma o homem como tendo nascido de Deus e lutando contra o medo, desprezo e orgulho, para ser digno de renascer em amor abrangente. Afirma o caráter pessoal da fé, e a difícil estrada da justificação. Afirma a personalidade como dada à imagem de Deus, e se esforça para que essa personalidade possa existir livre e incorrupta. Afirma a universalidade da idolatria e da alienação, e perdoa o ódio e paga o mal com o bem. Afirma Deus como um espírito reconciliador, Jesus como Seu instrumento, e o homem como consumação. Afirma o passado como revelação, o presente como liberdade, o futuro como esperança frágil. Afirma a grandiosidade da alma humana, viva ou morta, e crê na herança e retorno como sendo semelhante à imortalidade. Afirma a Divindade nos olhos brilhantes das crianças, no... sacrifício simples e heroico, no silêncio, na música e na dança, e no sonho de ordem que une os homens. Afirma o amor em todas as suas formas, renuncia a gritante violência da guerra, dá paz e alegria infindáveis. Afirma não a si mesmo, mas Deus, na misericórdia de cujo cuidado e na glória de cuja presença é santificado e curado. Afirma o próximo momento como tempo suficiente para que a luz ilumine a escuridão, e para que a alma do homem seja liberta."
- David B. Parke, “A Integridade do Unitarismo”, Fé e Liberdade, 1960.
"Religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso Pai é esta: socorrer os órfãos e as viúvas em aflição, e manter-se livre da corrupção do mundo." (Tiago 1:27)