Olá, estudante do Ensino Médio. Seja muito bem-vindo(a) a mais uma etapa deste nosso percurso conjunto rumo ao conhecimento que o transformará em um profissional excepcional, em poucos meses. Estamos nos aproximando do término do seu curso e da nossa disciplina, mas ainda há tópicos de extrema importância a serem abordados. Na última lição, falamos sobre estruturas, escalas e tamanhos, mas estudamos sobre os aspectos mais conceituais. Agora, nesta lição, expandiremos nossos conhecimentos em alguns dos principais tipos dessas estruturas e conheceremos, em detalhes, as características que as diferenciam. Vem comigo entender mais sobre este assunto na lição!
O estudo dedicado à temática das estruturas organizacionais, das escalas e dos tamanhos revela-se crucial para você enquanto profissional Técnico em Agronegócio, pois oferece uma base sólida para sua compreensão prática e estratégica do ambiente empresarial, principalmente, quando consideramos o contexto do agronegócio, onde as dinâmicas operacionais podem ser complexas e influenciadas por diversos fatores externos, e a habilidade de aplicar eficientemente diferentes estruturas organizacionais torna-se um diferencial.
Ao internalizar os princípios da Governança e ESG, você, enquanto futuro empreendedor, ganha uma perspectiva abrangente sobre como conduzir negócios de maneira ética, sustentável e alinhada às expectativas da sociedade. O conhecimento adquirido nesta lição não apenas lhe capacitará a enfrentar os desafios práticos que se apresentarem na gestão de empreendimentos agrícolas, mas também lhe preparará para responder, de maneira adaptativa, a um ambiente de negócios em constante evolução.
Assim, torna-se extremamente importante que você compreenda as estruturas organizacionais, proporcionando uma vantagem estratégica valiosa para aqueles que buscam inovar e prosperar, no dinâmico setor do agronegócio. Vamos, juntos, então, neste importante caminho rumo a este conhecimento valioso?
Lembra da história que iniciamos no case da última lição? Pois bem, após o primeiro ano desafiador de sua empreitada, Lucas continuou a aprimorar os processos na Fazenda São Jorge. Empenhado em construir uma operação moderna e sustentável, ele percebeu que a estrutura organizacional era a chave para garantir a resiliência e o sucesso contínuo nos negócios agrícolas. Determinado a expandir sua visão estratégica, Lucas decidiu explorar novas abordagens e, inspirado por histórias de empreendedores inovadores, ele decidiu adotar uma estrutura matricial/híbrida.
Ao integrar os benefícios de diferentes modelos organizacionais, Lucas buscava mais agilidade e adaptabilidade para enfrentar os desafios específicos do agronegócio e, agora, junto à sua irmã Luzia, passou a ter um mais controle sobre as diversas situações que ocorriam dentro da propriedade da família. A implementação desta nova estrutura trouxe desafios, especialmente no que diz respeito à compartimentalização de responsabilidades. No entanto Lucas estava determinado a superar estes obstáculos, entendendo que a responsabilidade corporativa compartilhada exigia confiança mútua e uma abordagem colaborativa.
A Governança e ESG continuaram a ser pilares fundamentais da fazenda, agora, integrados, de forma mais holística, na estrutura matricial. Lucas percebeu que esta abordagem não apenas fortalecia a sustentabilidade da fazenda, mas também criava uma cultura de responsabilidade ambiental e social entre os colaboradores. À medida que a Fazenda São Jorge continuava sua jornada de transformação, Lucas e Luzia percebiam que a aprendizagem contínua sobre estruturas organizacionais, escalas e tamanhos era essencial para manter a inovação e a eficiência.
Portanto, mediante o estudo apresentado aqui, fica evidente que adquirir conhecimento sobre estruturas, especialmente para empreendedores do agronegócio, ressalta a importância deste aprendizado ao impulsionar a prosperidade no campo. Além disso, tal conhecimento revela-se crucial para assegurar condições mais favoráveis de sucesso e de desempenho profissional mais assertivo.
Quando lembramos da importância dos manuais e das estruturas organizacionais, a escolha da Estrutura Organizacional tem um impacto significativo na gestão, pois influencia a natureza e a intensidade das relações entre as pessoas. Bergue (2011) destaca que este nível de interação dos recursos é crucial, sendo um fator essencial para a vantagem competitiva das empresas. Por esta razão, é vital que as estruturas organizacionais sejam desenvolvidas de maneira profissional, embasadas em teorias sólidas e metodologias práticas que possam agregar valor. Assim, passaremos, rapidamente, pelos principais tipos de estruturas existentes, explorando os diferentes desenhos organizacionais e entenderemos as vantagens e as desvantagens de cada estrutura.
Na organização funcional, também chamada de "por funções", as atividades relacionadas são agrupadas em departamentos. Essa é considerada a forma mais lógica e básica de departamentalização, especialmente no contexto de Governança e ESG, conceito que está bastante em alta ultimamente e pode ser traduzido como Social, Ambiental e Governança, um tripé de atuação empresarial extremamente necessário. Essa estrutura é comumente utilizada por pequenas empresas com uma linha limitada de produtos, pois permite a eficiência no uso de especialistas.
A organização divisional reúne, em uma unidade de trabalho, todos os envolvidos na produção e na comercialização de produtos, em uma área geográfica específica, ou lidando com um tipo particular de cliente. Barreto e Saraiva (2017) ressaltam que esta estrutura pode surgir em organizações com várias divisões de produção, agrupadas de acordo com objetivos comuns. Segundo Ifraim Filho e Cierco (2022), na estrutura divisional, a Governança e ESG, quando presentes, podem ser integradas à estrutura administrativa/financeira, atuando como uma subfunção de apoio.
A estrutura matricial, por vezes denominada "sistema de comando disponível", é um sistema híbrido que busca combinar os benefícios de diferentes tipos de design, evitando suas desvantagens. Em outras palavras, envolve dois tipos de estrutura simultaneamente. Nesse modelo, segundo Ifraim Filho e Cierco (2022), os funcionários podem ter dois chefes, ou seja, trabalhar em duas cadeias de comando. Há também uma abordagem horizontal que envolve equipes de diversas divisões ou departamentos funcionais para liderar um projeto de negócios, sob a coordenação de um gerente de projeto ou um grupo de especialistas.
Em relação a essa Estrutura Organizacional, é importante destacar o cuidado necessário no compartilhamento de responsabilidades. A responsabilidade corporativa compartilhada exige confiança mútua e capacidade de improvisação na resolução de problemas. Assim, é crucial estudar a liderança dos profissionais de alta administração, pois eles desempenham um papel significativo na gestão eficiente de conflitos decorrentes dessa forma de departamentalização, podendo minimizá-los por meio de uma administração eficaz, eficiente e transparente (Oliveira, 2016). Quando se trata de Governança e ESG, esse tipo de estrutura geralmente aparece dentro da estrutura do vice-presidente de finanças como funções derivadas de apoio.
A estrutura por projetos representa um avanço em relação às anteriores, pois os indivíduos são designados permanentemente aos projetos. Após a conclusão de um projeto, os funcionários migram para o próximo projeto ou retornam a alguma posição funcional operacional. Nesse contexto, Barreto e Saraiva (2017) observam que, uma vez que os requisitos dos clientes impulsionam o desenvolvimento dos projetos, há uma concentração no negócio em vez das funções que são desempenhadas.
Nessa estrutura, cada projeto reúne especialistas no assunto, contribuindo com seus conhecimentos, habilidades e especialidades para colaborar em equipe. Essas estruturas são flexíveis e adaptáveis às mudanças no ambiente e na tecnologia, proporcionando decisões rápidas. Cada projeto é liderado por um gerente responsável por garantir que a equipe tenha todos os recursos necessários, orientando-a e assegurando o alcance dos objetivos. Na estrutura por projetos, a Governança e ESG, quando presentes, geralmente são incorporados ao centro de serviços compartilhados, que oferece suporte a todos os projetos e programas, formando, ao final, o portfólio (IFRAIM FILHO; CIERCO, 2022).
A Estrutura Horizontal, também conhecida como departamentalização, baseia-se no agrupamento de atividades ou conjuntos de tarefas que são semelhantes ou têm uma relação lógica para permanecerem juntas. Essa estrutura pode ser implementada em qualquer nível hierárquico da empresa, mas é sempre representada horizontalmente. É utilizada para atribuir e agrupar diferentes atividades por meio da especialização dos órgãos, sendo mais comum em grandes organizações.
Nesse contexto, a atenção é mais voltada sobre o impacto na comunicação. A estrutura organizacional apresenta uma especialização vertical (hierarquia) e uma especialização horizontal (departamentalização) e envolve uma cadeia escalar, ou seja, a comunicação precisa passar por todos os níveis hierárquicos intermediários para chegar ao seu destino (HALL, 2014). Ao agrupar diferentes atividades para coordená-las, é importante levar em conta, não apenas os possíveis ruídos de comunicação, mas também critérios e interdependências básicas. Essas interdependências podem ser classificadas, segundo Ifraim Filho e Cierco (2022), em relação:
Ao Fluxo de Trabalho: refere-se aos relacionamentos entre tarefas operacionais, refletindo as dependências naturais no fluxo de trabalho. Evitar interrupções ou alterações no fluxo de trabalho é crucial para prevenir conflitos e garantir eficiência.
Aos Processos: a produção de bens ou serviços envolve a execução de vários processos, como produção, marketing e comercialização. A interdependência dos processos demanda que todas as pessoas vinculadas a uma tarefa específica sejam mantidas juntas, independentemente da variedade de bens e serviços.
À Escala: corresponde às economias de escala, destacando a importância de formar grandes grupos para operar com eficiência. Estimula a especialização por processo, contribuindo para a eficiência operacional.
À questões Sociais: este critério refere-se às relações sociais no ambiente de trabalho, não diretamente relacionadas ao trabalho realizado. Considerar essas relações é essencial para promover um ambiente de trabalho saudável e produtivo.
Ao entender e aplicar estes critérios, as organizações podem aprimorar a eficiência e minimizar conflitos nas diferentes estruturas organizacionais. A horizontalização da estrutura pode facilitar o redesenho das atividades da empresa, buscando melhorias de desempenho e resultados.
Esta tendência tem provocado grandes mudanças nos processos de trabalho. A lógica por trás da estrutura horizontalizada, apoiada pelo modelo organizacional por processos, visa, principalmente melhorar a interação com os clientes, que têm o poder de estabelecer o valor de um produto ou serviço. A implementação de comitês, inclusive, para Governança e ESG, reforça esta abordagem centrada no cliente. Portanto, é um assunto que merece atenção e estudo, principalmente, se decidir empreender nestes ramos.
É claro que, além de se estabelecer os critérios para departamentalização, é essencial que analisemos como eles serão realizados. A departamentalização está intrinsecamente relacionada ao grau de especialização, e, em empresas maiores, observa-se mais especialização e departamentalização. Neste contexto, na estrutura horizontal, a Governança e ESG, quando presentes, geralmente, aparecem abaixo da presidência e ao lado das finanças e recursos humanos, desempenhando um papel crucial como unidade de apoio.
A capacidade de organizar é um processo de gerenciamento contínuo e mutável, sujeito a mudanças na estratégia, no ambiente organizacional e na eficácia da organização. Sendo assim, a compreensão aprofundada das estruturas organizacionais, das escalas e dos tamanhos é essencial para uma gestão eficaz e adaptável nas organizações contemporâneas. Ao explorar diferentes modelos, desde a estrutura funcional até a horizontal, e considerar as interdependências críticas, como fluxo de trabalho, processos, escala e aspectos sociais, os gestores podem tomar decisões informadas para promover eficiência e minimizar conflitos.
Cada estrutura carrega vantagens e desvantagens, destacando a necessidade de escolher aquela mais alinhada com os objetivos estratégicos e valores organizacionais. A estrutura horizontalizada, por exemplo, reflete uma abordagem centrada no cliente, mas demanda atenção aos riscos administrativos. A presença da Governança e ESG em diferentes estruturas reforça sua importância na condução ética e sustentável dos negócios. Em um cenário dinâmico, em constante evolução, é cada vez mais necessário que todos os profissionais, inclusive, você, enquanto Técnico(a) em Agronegócio, tenha a habilidade de se organizar, permitindo ajustes contínuos à medida que a estratégia, o ambiente organizacional e a eficácia da organização evoluem ao longo do tempo.
Como dito na última lição, continuaremos, hoje, a atividade proposta em nossa última lição. Trata-se de simular transformações organizacionais em ambiente do agronegócio para podermos, assim, consolidar nosso conhecimento sobre estruturas organizacionais, explorando a simulação de transformações na realidade do agronegócio.
Quero que você, junto a seus colegas, ou não, pesquise casos reais de fazendas ou empresas, no setor agrícola, que tenham passado por transformações significativas em sua estrutura organizacional. Identifique, também, os motivos destas mudanças, os desafios enfrentados e os resultados obtidos. A ideia é que você identifique as possíveis áreas de uma fazenda agrícola que poderiam se beneficiar de mudanças na estrutura organizacional, por isso, é importante que você considere fatores como inovação, sustentabilidade, eficiência operacional, entre outros.
Em um segundo momento, você deve desenvolver uma proposta de transformação organizacional para uma fazenda fictícia, considerando as necessidades identificadas. Deve escolher um modelo organizacional apropriado, criar um organograma detalhado e justificar as escolhas feitas. Mais do que isso, deve criar um plano de implementação para a transformação proposta, considerando aspectos, como treinamento de equipe, comunicação interna, ajustes nos processos e avaliação de impactos.
Esta atividade proporcionará a oportunidade de aplicar conceitos teóricos em cenários práticos, estimulando seu pensamento crítico e sua criatividade na resolução de desafios específicos do agronegócio. Espero que tenha gostado de realizar esta atividade e que, se possível, tenha a apresentado a seus colegas e a seu professor.
BARRETO, J. S.; SARAIVA, M. O. Processos Gerenciais. 1. ed. Porto Alegre: Sagah, 2017.
BERGUE, S. T. Modelos de Gestão em Organizações Públicas: Teorias e Tecnologias para Análise e Transformação Organizacional. Caxias do Sul: Editora FGV, 2011.
HALL, I. R. H. Organizations: Structures, Processes and Results. 8. ed. [S. l.]: Pearson Universidades, 2014.
IFRAIM FILHO, R.; CIERCO, A. A. Governança, ESG e estrutura organizacional. São Paulo: Actual, 2022.
OLIVEIRA, D. P. R. Estrutura Organizacional: Uma Abordagem para Resultados e Competitividade. 4. ed. São Paulo: Editora: Atlas, 2016.